Povos Nativos do Passado Seguir história

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Quem me dera! Nunca ser chamado de ÍNDIO ou classificado como um SER HUMANO


Poesia épico Todo o público.

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Povos Nativos do Passado


Quem me dera ser como os povos do passado

Possuir o coração de um guerreiro

Ouvir as vozes das florestas

Sentir o vento no cabelo...


Quem me dera ver o céu na floresta estrelado

Dançar com o meu povo ao redor do fogo

Ouvir dos feiticeiros as histórias dos antepassados

Louvar ao Grande Espírito os desafios que tem me dado...


Quem me dera sobreviver da caça

Pescar nos rios, cruzar as matas

Alimentar o meu povo com o fruto dos meus esforços

Possuir somente o necessário e dar graças ao que é nosso...


Quem me dera conviver com pequeninas criaturas

Seja no brejo, no regato, nas montanhas ou na mata escura

E poder observar as maravilhas daquele mundinho

Apreciando um ser Elemental em forma de redemoinho...


Quem me dera nascer naquele tempo

Em que a vida era mais valiosa do que as posses

Onde cada ser possuía o seu real valor

E cada novo dia era motivo de louvor


Quem me dera!


Nunca ser chamado de ÍNDIO ou classificado como um SER

HUMANO

Não aceitar as crenças e costumes do homem branco

Não me corromper com suas mentiras e ganâncias

Não dar valor aos seus objetos, nem usar suas vestes e

fragrâncias

Não buscar dinheiro, ouro ou prata na destruição das matas

Não punir nenhuma vida, nem jogar nenhuma praga...


Quem me dera viver em Paz, Amor e Harmonia

Aproximar-me do conhecimento e viver com alegria

Voltar à vida dos meus antepassados

Fazer de novo da floresta o meu mundo, meu reinado

Viver a vida como um bravo guerreiro...


E saber que o seu real valor

Não está nas posses...

Nem nas vestes...

Nem tampouco no dinheiro...


Quem me dera!

12 de Outubro de 2019 às 21:47 0 Denunciar Insira 2
Fim

Conheça o autor

Jp Santsil Nasceu em Salvador, capital do Estado da Bahia, tendo se dedicado mais da metade de sua vida a projetos de ativismo social, educacional, cultural e ecológico com crianças e jovens em estado de risco e extrema pobreza nas favelas e comunidades carentes do Brasil e Ecuador. Atualmente vive e é cidadão do Estado de Israel, oriente médio asiático, onde se dedica a projetos ecologicamente sustentáveis. ​

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