The Big Lie - VMIN Seguir história

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Com quais intenções Kim Taehyung havia pedido a Min Yoongi para convidar Jimin para sua social na sexta-feira em seu apartamento? Desde quando Kim Taehyung fazia sociais? Afinal com que intenção você convida uma pessoa que não vai com a sua cara para sua festa? Era o que Park Jimin gostaria de saber. [Vmin]


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#lemon #yaoi #minv #vmin
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Capítulo 01: I Hate You

Qual o adjetivo que se encaixava melhor para aquele momento tão desgraçado na vida de Park Jimin?

Lastimável?

Detestável?

Triste?

Ele não sabia qual.Mas com certeza todos esses também poderiam servir. Jimin sentia a tensão em seus ombros piorar à medida que as vozes e risadas se elevavam, chegando a um tom insuportável para seus ouvidos. Quanto tempo mais aguentaria? Queria sumir, mas os pés não se moviam.

Nunca se sentiu tão arrependido de ter deixado o conforto do seu quarto para estar naquela situação lamentável. Quanto tempo fazia que estava encostado naquela parede, sozinho, na mesma posição se castigando e se odiandomentalmente? Quantos minutos haviam se passado e ele não tocara uma única vez no copo de uísque que segurava na mão esquerda? A bebida já se encontrava completamente sem gosto e aguada por causa do gelo derretido? Essas e muitas outras perguntas acometiam a mente de Park Jimin enquanto observava com amargura a interação animada no final do corredor; que era protagonizada por ninguém menos que Jungkook, seu atual ex-namorado.

Riu, pelo jeito o novo divertimento de Deus era castigá-lo e vê-lo infeliz.

Para começo de conversa ele nem devia estar ali, devia mesmo era estar em casa, em seu quarto, sozinho, trancado, ouvindo música e escrevendo rimas em seu caderno, ou estudando e não ali se perguntando desde quando Jungkook começara a fumar cigarros. Ou desde quando Jungkook começara a sorrir fácil para outras pessoas, ou desde quando passara a se socializar com tanta espontaneidade? Ou quando foi que seu pequeno ciclo de amizade começara a crescer daquela forma absurda? Como o outropudera mudar tanto da noite para o dia? E por onde Jimin andou durante aquele período de transformação?

Mission district do The Black Angels começou a tocar e com ela uma sensação já muito conhecidahabitou o peito. Desviou o olhar da turminha irritante no final do corredor para o copoem sua mão.


You only love yourself

You only care for you
I think I hit the truth

Better days will come
Other scenes to get on
You watch your village cave in, kid


A música combinava com o ingrato do seu ex-namorado.

Francamente onde estava com a cabeça quando aceitou aquele convite? Mancada, uma grande por sinal, aceitar ir numa social no estado em que seus sentimentos se encontravam, mas muito pior que isso erair uma social organizada por Kim Taehyung, a quem detestava mais que tudo na vida. Mas o fato éJimin precisava mesmo sair um pouco de casa, precisava ver pessoas, respirar ar puro. Duas semanas confinado em casa, desolado ecom seus cruéis pensamentos que só serviam para deixá-lo mais para baixo.

Quem sabe precisasse beber um pouco ou beber muito para esquecer e terminar aquela noite de sexta-feira na cama de alguém tão escroto quanto ele e então acordar no dia seguinte e não se lembrar absolutamente de nada? No início não parecia uma má ideia, ainda mais com Min Yoongi enchendo sua cabeça a semana toda, “Vem comigo Jimin, Taehyung mandou te convidar, aliás, ele faz questão da sua presença” o amigo sugeriu ele na segunda-feira daquela semana, durante uma visita na sua casa. Jimin recusou convite, contudo, na quarta à noite Yoongiligou e insistiu,sendo novamente rejeitado, na quinta a mesma coisa e naquela sextadurante o dia inteiro também ligou.

Jimin não entendia, afinal o que ele pretendia? Ou melhor, o que Taehyung pretendia, sim, pois aquela insistência toda tinha o dedo podre dele no meio. Não era do feitio de Yoongi insistir tanto num assunto depois de tantos "nãos" recebidos, seu normal era desistir já na primeira rejeição. Não que o mesmo fosse o tipo de pessoa desmotivada, apenas preferia viver sem depender e sem implorar nada a ninguém.

Todavia recusara as tentativas frustradas do Yoongi, pelo fato de não ter cabeça para frequentar festas num período tão... complicado da sua vida como aquele que estava vivendo. Mas como era um grande idiota e se deixava levar facilmente pela manipulação dos outros, aceitou de última hora. Na realidade aceitou mesmo porque já estava de saco cheio de ficar só em casa encarando o teto e ouvindo músicas deprimentes enquanto se remoía, lembrando-se de seus casos amorosos fracassados, lamentando sua existência, se detestando e se perguntando onde havia errado, o que tinha de tão ruim que fazia as pessoas se afastarem sempre. Aquelas coisas que ele sempre se perguntava no final de todo relacionamento.

Riu soprado erguendo os olhos para olhar em volta, o ambiente até que era bem agitado para uma simples social, o pessoal bem animado, música alta, risos, gemidos e muita bebida. Diante de tanto alvoroço se perguntou como nenhum vizinho ainda não batera na porta para reclamar da gritaria, do entre e sai e da música alta.

“Taehyung mandou te convidar, aliás, ele faz questão da sua presença...”, a lembrança da voz de Yoongi naquele dia invadiu seus pensamentos novamente. Riu e outra vez encarou o copo. Claro que Kim Taehyung fazia questão de ter sua presença.De certo estava armando mais um de seus planos mirabolantes para atingí-lo como sempre.

O som das risadas no final do corredor alcançou seus ouvidos fazendo-o voltar a olhar naquela direção. E não é que tava mesmo armando das suas, vejam só que grande bosta, ele convidou seu ex-namorado – a quem inclusive o próprio Taehyung detestava, e juntamente com o novo namorado dele, Kim SeokJin. Parecia proposital, na verdade ele acreditava que realmente era. Um plano cruel pra esfregar na na sua caraa felicidade de seu ex. Agora tudo ficava claro para Jimin, tão claro quanto água de poço. Sim tudo fora esquematizado por Kim maldito Taehyung e pelo seu amigo da onça, Min Yoongi, para atingi-lo.

Kim Taehyung.

Kim Taehyung era o pior tipo que podia existir na face da terra, a existência dele só servia para desgraçar sua vida. E o que deixava para Min Yoongi? Francamente, decepção maior não existia. Na verdade existia sim e ela estava no final do corredor sorrindo e bebendo alguma porcaria alcoólica.

Jimin havia levado um pé na bunda, mais um para sua lista imensa para ser mais especifico. Mais patético que histórico relacionamentos fracassados era ele ter aceitado o convite de Taehyung, aquilo sim era patético. Seus relacionamentos nunca duravam mais de dois meses, ás vezes nem chegavam a isso, contudo, daquela vez durara bastante, um ano e um mês, um ano e um mês entre idas e vindas. Apesar de ser um relacionamento bastante tumultuoso, estava tão apaixonado que podia jurar que daquela vez era pra valer. Tudo havia acontecido de forma diferente no início.Era sempre ele que tomava a iniciativa, porém, daquela vez foi o contrário. Ele que recebeu a declaração e foi uma surpresa grande. Nunca chegou a cogitar que um garoto tímido como Jungkook pudesse nutrir qualquer tipo de sentimento por alguém como ele – tão simples e de má reputação no campus da Universidade. As pessoas não acreditavam, mas até um universitário sofria bullying, Jimin era a prova viva disse.Era constantemente perseguido por outros estudantes. Taehyung tá aí para contar. No entanto, mesmo quefosse incômodo, ele nunca se deixou abalar por aquilo, muito pelo contrário parecia que quanto mais as pessoas desejassem derrubá-lo, maisse sentia motivado a seguir em frente e a buscar realizar seus objetivos. Mas também não era como se aquilo não o desanimasse de vez em quando e também não era como se toda universidade o detestasse, ele tinha amigos verdadeiros, ou pelo menos achava que tinha – né Min Yoongi?

Enfim, ele aceitou a declaração de Jungkook,estava praticamente um ano sem namorar, tinha passado por uma separação dolorosa naquela época, até mesmo esquecera como era bom ter alguém ao seu lado, por isso aceitou e se sentiu realizado com os puros sentimentos do outro.

Começaram a namorar, com alguns conflitos, crises de ciúmes da outra parte, coisas que Jimin já era acostumado a lidar, mas apesar de tudo as coisas iam bem, cada dia que passava se via mais e mais apaixonado pelo garoto, que era dois anos mais jovem que ele. Quando o relacionamento completou três meses foi um alivio e quando completou um ano, Jimin comemorou com um jantar especial com direito a luz de vela, “agora é pra valer” pensou naquele dia.

Ledo engano.

Meses após a comemoração as coisas mudaram drasticamente. Percebera que Jungkook estava se afastando aos poucos, evitava contato quando estavam na universidade, nos fins de semana inventava sempre a mesma desculpa de precisar estudar para determinada prova e quando estavam a sós seu olhar se perdia e nem sempre dava a atenção que necessitava.

Jimin fazia tudo para agradá-lo e em troca recebia apenas um sorriso forçado e palavras secas, os beijos não tinham mais o mesmo sabor, os abraços perderam seus significados e suas intensidades e as caricias sofriam a ausência de sentimentos. Todo dia erauma nova esperança e uma nova decepção.

Jimin sabia que era questão de tempo para que tudo se desmoronasse e não tardou para que isso acontecesse e o dia do término do namoro chegasse.

Embora soubesse que era inútil, mesmo que se sentisse um caco, um lixo, um nada, um miserável, ele tentou inverter a situação, mas não deu certo, no fim só serviu para deixá-lo na pior, Jungkook confessara que estava apaixonado por outra pessoa e que essa pessoa era ninguém menos que Kim Seokjin, o colega de sala deJimin, que era considerado um dos mais bonitos da universidade de acordo com uma pesquisa feita pelas garotas da Engenharia Ambiental; pesquisa idiota, diga-se de passagem. Foi um choque, quer dizer em partes, pois já tinha notado de longe os olhos desejosos de Seokjin dirigidos ao seu namorado, mas este por sua vez parecia não estar ciente deste fato, então ele nunca se preocupou com aquilo, até porque eles não tinham nem contato.

Era o fim realmente, uma que ele não tinha nenhuma chance contra Seokjin.

O que era Park Jimin perto do grande Kim Seokjin? Nada, senão o idiota que era constantemente perseguido dentro da universidade.E outra, os sentimentos que um dia Jungkook dizia que sentia por sua pessoa não existiam mais, foram transmitidos para SeokJin.

Moral da história: mais um relacionamento fracassado.

E agora ali estava ele olhando para os casais daquela festa idiota, sentindo o estômago embrulhar, mas muito pior que se submeter a observar todos aqueles casais era ter que ver Jungkook e Seokjin juntos. Jimin não conseguia acreditar no tamanho absurdo da sua falta de amor próprio. Tortura era pouco para o que ele mesmo estava aceitandopassar. E o desgraçado e filho da puta do Jungkook sorria como se estivesse fazendo questão de esfregar na sua cara que estava muito bem sem ele.

Então quer dizer que esteve todo aquele tempo – duas semanas – em casa sofrendo sozinho? Sozinho? Só ele lamentou o final do namoro?

É, parece que sim.

Se antes era preferível ter ficado em casa escrevendo poemas no seu caderno velho, ouvindo uma música brega; que o fizesse levantar a possibilidade de cortar os próprios pulsos, em vez de assistir de camarote seu desamor sendo paquerado, beijado e apalpado por mãos alheias, agora ele achava o contrário e jurou a si mesmo que quando encontrasse com Kim Taehyung faria questão de agradecer por ter lhe feito o convite, pois só assim para fazê-lo abrir os olhos e tomar chá de simancol.

— Até quando pretende se torturar? — sobressaltou-se perante aquela voz rouca que chegara repentinamente sussurrando bempróximade seu ouvido. Conhecia aquele tom muito bem e inclusive detestava com todas as forças, nem se deu ao trabalho de dirigir o olhar para aquela pessoa. — Esqueça essa criança.

— Isso não é da sua conta. — respondeu num murmúrio.

— Desista dele.

Jimin suspirou resignado, era só o que lhe faltava, descruzou os braços e desencostou-se da parede a fim de sair dali e ir embora. Sim, ele finalmente havia se decidido, ou melhor: a figura esbelta que acabara de chegar e violara sua privacidade o ajudou a decidir isso. Aquela merda toda já tinha dado o que tinha dar.

Era o cúmulo do ridículo continuar ali se torturando. O mais adequado era ir embora, se trancar em seu quarto, chorar, se odiar em vez de ficar ali sendo digno de pena na frente de metade da sala. Melhor ser digno de pena em casa sozinho que na frente de toda aquela gente.

Jimin não chegou a dar um passo à frente, pois tivera o pulso fortemente segurado. Instintivamente olhou sobre o ombro com as sobrancelhas franzidas. O que aquele serzinho pretendia?

— Larga o meu braço.

— O que ele tem de tão bom? — O seu arquear de sobrancelha deixava claro o quanto achara aquela pergunta absurda, mesmo que em pensamento tivesse enumerado diversos adjetivos respondendo a mesma.Dentre eles: fofo, cheiroso, amoroso, inteligente, bonito, bom de cama e etc, mas preferiu manter todos apenas para si.

— Solta o meu braço... — reforçou o pedido calmamente e fingindo ignorar a indagação do maior.

— Se eu soltar você vai embora, não vai?

— Se eu disser que sim, você vai soltar? — perguntou e em seguida se socou mentalmente, iniciar um diálogo com mais de três palavrasestava fora de cogitação, foi um grande vacilo seu, pois era aquilo que aquele trapaceiro de merda queria – que Jimin entrasse no joguinho dele e desse corda para depois manipular sua mente com argumentos idiotas e sabe deus o que mais iria aprontar.

Taehyung deu de ombros e respondeu:

— Não. — Jimin engoliu a irritação que começava a dar seus primeiros sinais substituindo a melancolia.

— Ok. — respondeu forçando um sorriso.

— Fique. — a voz de Taehyung ressoou num pedido gentil, ele conhecia Park Jimin o suficiente para saber que precisava ir com calma para convencê-lo.

— Não. — a resposta dessa vez veio curta e grossa.

— Então não te solto. — determinou o loiro. O queixo de Jimin foi lá no chão diante de tamanha ousadia e prepotência.

— Como é que é? — indagou, estupefato.

— Disse que não vou te soltar.

Jimin ponderou encarando aquele rosto zombeteiro, depois olhou para a mão que permaneciasegurandoseu braço e em seguida voltou a fitar o rosto. Aquilo era algum tipo de brincadeira ou...?

— Tá querendo arranjar briga Kim Taehyung?

— Vamos fazer uma aposta. — Taehyung disse ignorando a pergunta como se ela nem tivesse sido feita.

— Não.

— Ah, qual é Jimin, é só uma aposta... — o maior tentou não deixar transparecer seu nervosismo quando o mais velho puxou seu braço querendose desvencilhar.

— Me solta! — sentenciou Jimin aborrecendo-se. — Eu não estou com cabeça para suas brincadeirinhas irritantes.

Jimin começou a puxar o braço usando uma força a qual Taehyung não conseguiria suportar.

— Não. – E Taehyung rebateu prontamente, sequer pensou direito. Mordeu o lábio inferior e deu um riso soprado. — Ah, vamos, só dessa vez.

— Não.

— Por favor.

— Já disse que n-

— Eu prometo que não vou mais te incomodar. — sorriu sugestivamente. Jimin detestava Kim Taehyung e isso não era novidade para ninguém, nem mesmo suportava ficar muito tempo no mesmo ambiente que ele. Mas infelizmente um dos hobbies do destino era ferrar com sua vida e por isso sempre que surgia uma oportunidade ele – o maldito destino – os unia. Para a infelicidade de Jimin eles sempre se esbarravam em algum lugar, pois tinham muitos pontos em comum. Amigos, músicas, hobbies, gostos para filmes, à mesma marca de roupa, estudavam na mesma universidade, gostavam da mesma comida etinham um passado em comum.Um bem cruel por sinal, um passadoque Jimin desejavamais que qualquer coisa no mundoesquecer.

Ao contrário de Taehyung que fazia questão todos os dias de relembrá-lo.

O maldito Taehyung foraum de seus romances fracassados. Há dois anos atrás, durante o ensino médio.

Eram apenas amigos, mas a amizade se transformou em algo bem mais sério com o decorrer da convivência. Pra começo de conversa é preciso saber que Taehyung não era nem Bissexualna época, pelo contrário, era um hetero, um hetero mulherengo. Quando Jimin se declarou, o outroficou em estado de choque, reação normal para um hetero-galinha, por isso não pensou duas vezes em rejeitar, claro que ele dispensou Jimin de forma educada. Jimin naquele tempo parecia acostumado a lidar com aquele tipo de situação, então não mostrou-se tão abalado, pelo contrário, fora compreensível.

Depois desse evento os dois tentaram retomar a amizade e estava dando certo, até o dia em que Jimin engatou num novo relacionamento e assim botando Taehyung para escanteio. O novo namorado era ciumento.

Obviamente queTaehyung ficou chateado com a distância forçada do amigo, pois estava acostumado a tê-lo por perto todos os dias. Quando se mudou para a grande Seul um ano antes, Jimin havia sido a primeira pessoa a estender-lhe a mão e oferecer uma amizade sincera. Descobriu sobre a orientação sexual dele assim que começou a frequentar sua casa, pois havia um hyung que sempre o visitava durante as tardes de sábado (ou dava uma passadinha rápida na escola no primeiro tempo). Nos sábados quando Taehyung visitava a residência dos Park este hyung ia embora logo que ele chegava, parecia que não queria ficar perto dele, até que um tempo depois parou de ir.

Em consequência disto Jimin passou a andar desanimado, carregava nos olhos bolsas rochas devido às noites mal dormidas, sorria sem a mesma sinceridade, obviamente que começaria a suspeitar daquilo. Preocupado com o fato de ele não se abrir com ninguém, Taehyung passou a questioná-lo até que se rendesse e falasse, foi aí que ele soube de tudo. Mas voltando a parte do outro relacionamento... Por causa desserelacionamento os dois passaram a se ver apenas na escola, nos fins de semana Jimin ficava com seu namorado obcecado e Taehyung caia na balada juntamente com os parsa para tentar inutilmente aplacar a ausência de seu amigo.

Só que aquilo foi ficando cada vez mais constante, suas baladas perderam a graça, seu ânimo estava pra baixo, nem mesmo sentia mais interesse nas garotas, nada aplacava a ausência de Jimin, nada. Começara a se questionar a respeito de seus sentimentos para com ele, andara tendo sonhos... Sonhos nada normais e nada castos com Jimin – que em contrapartida parecia ficar cada dia mais bonito e muito feliz com seu namorado.

A princípio, como todo mundo, acreditou que fosse só uma mera curiosidade, que ia passar e que logo ele estaria correndo atrás de um rabo de saia qualquer. Sim era apenas curiosidade, afinal Jimin sempre foi um garoto muito bonito e fofo, lógico que ficaria confuso. Quem não ficaria? Todo hetero já ficou confuso alguma vez na vida. Mas conforme o tempo passava os sentimentos ficavam mais intensos assim como a maldita atração, até que admitiu para si mesmo que estava sim completamente apaixonado por Jimin. Isso aconteceu quando presenciou um momento íntimo entre ele e o tal namorado na entrada da escola numa segunda feira, não foi nada de demais apenas uma caricia sutil na face esquerda, mas mesmo assim sentiu um ciúme doentio ao presenciar aquilo. Embora soubesse que era questão de tempo para que aquele namoro terminasse assim como todos os outros relacionamentos de Jimin que nunca duravam. Aquele também não ia durar muito, nenhum daqueles gays possuía maturidade suficiente para ter um namorado com Park Jimin. Jimin era perfeito em todos os sentidos, pelo menos para ele era. Porém, Taehyung acompanhou alguns relacionamentos dele e nenhum dos “namorados” conseguiu entender Jimin como ele entendia.

Jimin era um rapaz comunicativo, sorridente, extrovertido e geralmente seus parceiros eram garotos tímidos, impacientes e possessivos, eles nunca tinham estômago para lidar com a popularidade dele. Acovardados, rompiam antes de completar um mês ou traiam como uma maneira de se vingar por toda dor de cabeça que – segundo eles – Jimin causava.

Jimin sempre terminava com o coração despedaçado e Taehyung o consolava nesses momentos. Os dois ficavam dias e dias falando naquilo, Jimin vivia se perguntando onde havia errado, porque nunca dava certo e o que de ruim tinha em si para que as pessoas se afastassem sem mais nem menos. Como uma mula cismava que o problema estava nele, embora Taehyung lhe dissesse diversas vezes o contrário.

Foi assim que começou o relacionamento deles, através do consolo, o namorado rompeu antes do relacionamento completar dois meses. Taehyung não perdeu tempo, se aproximou novamente para juntar os cacos deixados pelo filho da mãe e numa dessas noites de consolo aconteceu o primeiro beijo deles, mas logo depois veio a mágoa da rejeição do passado, porém quem disse que Kim Taehyung desistiria fácil?

Nunca.

Ele insistiu, virou um stalker pior que o ex-namorado, mandou flores, chocolates, fez até serenata.

Só assim Jimin o aceitou, os dois começaram a namorar, mas devido a alguns contratempos tiveram que romper, mas isso foi no passado o que importava naquele momento era o presente.

— Não! — Foi a resposta seca que Jimin deu.Taehyung suspirou sendo obrigado a soltar a braço do mais velho que lhe deu uma última olhada aborrecida e girou as solas dos pés a fim de chegar à saída.

— Vai amarelar?! — a voz ressoou forte chamando a atenção de todos presentes, até mesmo a música parou. — Nunca pensei que Park Jimin fosse tão covarde, faz jus ao que dizem por aí.

Jimin estacou no meio do caminho sentindo os ombros tensos.Taehyung sorriu de canto, sabia que aquele era o único jeito de chamar sua atenção, cutucando seu orgulho. Jimin detestava quando o chamavam de covarde, ele nunca fugia de uma briga, nunca.

Dito e feito! Ele olhou sobre o ombro com uma expressão assassina estampada na cara. Todos ficaram em alerta aguardando o desfecho daquela conversa.

— Só uns copos de Vodka — sorriu Taehyung. — Dez copos ou... — Sim, dez copos que ele sabia bem que Jimin não conseguiria suportar, afinal ele era fraco pra bebida. —... Você tem medo de alguma coisa?

Fugir... Se tinha uma coisa que Jimin tinha medo na vida era de fugir, e se tinha uma palavra que detestava com todas as forças, essa palavra era fugir.

10 de Outubro de 2019 às 01:32 0 Denunciar Insira 0
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