Segunda Guerra Mundial: Campo de Concentração Seguir história

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Complete as histórias do Diário achado de Djésmin Wolfart Monteiro, escrito durante a Segunda Guerra Mundial.


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O diário achado de Djésmin Wolfart Monteiro

Acordo... e me lembro, é dia 06 de agosto de 1939, meu aniversário, eu queria levantar porém era proibido levantar tão cedo e sair perambulando por aí. Já estava fazendo 14 anos. Fiquei deitada até irem me chamar, depois, levantei dobrei meus joelhos ao lado da cama e agradeci a Deus por mais um dia, tomei um banho, me vesti e desci para tomar café da manhã, tinha um bolinho com uma vela à minha espera com um bilhete em cima: "Eu, seu pai e seus irmãos já tomamos café, deixei um especial para você, estamos te esperando no quintal, feliz aniversário Djés!". Eu então, bem animada comi aquele delicioso mini bolo, estava uma delícia, era de brigadeiro com romã, depois tomei água e fui para o quintal. Lá eu fui brincar, rir e conversar com a minha família, sempre lembrando que tinha o Meu Deus me olhando.

Passou-se então 21 dias e tudo começou... a guerra, a tragédia, a tristeza. Matavam pessoas Judias, pessoas negras, pessoas que não eram alemãs... Eu estava com medo, muito medo, depois de 2 meses tinham pego meu pai e meus irmãos, minha mãe disse que eles não estavam mortos, estavam em um campo de concentração. Depois de 1 ano e meio, no dia do meu aniversário, pegaram minha mãe enquanto eu estava escondida atrás de uma porta secreta, atiraram na cabeça dela e eu podia ver o sangue dela escorrendo pelo chão, eu chorei muito, era minha mãe morta: "Ah mãe, eu amo muito a Senhora, descansa em Deus, nos vemos lá em cima".

Consegui me virar por mais 2 anos, sozinha. Bom, não totalmente sozinha, eu tinha um gato que se chamava Malhado e um namorado, o nome dele era Tiago. Depois que minha mãe morreu, eu permaneci viva e intacta por 2 anos, aí conseguiram me pegar na frente do mercado, com meu namorado e o gato (Judeus não podiam ter gatos). Então me levaram para o Campo de Concentração, eu e o meu namorado. Soltaram meu gato em uma floresta perto do Campo de Concentração, e lá éramos mal tratados feito lixo. Tentei encontrar meu pai e meus irmãos e então recebi a notícia de que tinham sido levados para a Câmara de Gás. Depois de 2 meses eu estava perto das grades do Campo de Concentração quando ouvi um barulho, era o Malhado! Esperto, olhei para o lado no chão e vi que tinha cavado um buraco em que duas pessoas poderiam escapar facilmente. Chamei Tiago, vi os olhos dele brilhando e o sorriso radiante que formou em seu rosto. Planejamos sair à noite quando todos estivessem dormindo e quando chegasse a hora da troca de turnos dos guardas. Tiago era da cabana ao lado da minha, fui lá e chamei ele, fomos quietamente até onde se encontrava o buraco, os guardas não estavam ali, foram trocar de turno como imaginávamos.

Enfim Tiago saiu primeiro e eu sai depois, Malhado estava indo ao nosso encontro do lado de fora do Campo de Concentração. Saímos correndo pela floresta, nós três, encontramos uma velha senhorinha alemã e que não era Judia para nos ajudar, ela era muito gentio, ficamos morando escondidos com ela até o fim da Guerra no dia 08 de maio de 1945. A velha senhora faleceu e deixou a casa dela no meu nome (pois não tinha mais parentes por perto), então passaram-se alguns anos, casei-me com Tiago e tínhamos o Malhado para nos fazer companhia. Hoje tenho uma filha de 14 anos. E hoje eu tenho 35 anos e estou deixando esta carta para o meu futuro ler isto.

Foi um prazer contar a minha história neste diário secreto para vocês meu futuro. Ass.: Djésmin Wolfart Monteiro

7 de Outubro de 2019 às 22:31 0 Denunciar Insira 1
Fim

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