A menina que tinha um segredo Seguir história

zaladanee Zaladanee .

Uma garota misteriosa aparece em Konoha a procura de alguém inesperado! Sarada se oferece para ajudar, mas as coisas tomam um rumo inesperado quando o Rokudaime, Kakashi Hatake, resolve ajudar também!


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Ela apareceu na estação...

A garota de Maio, está indo embora…

A garota de Maio, nunca chora...”


A jovenzinha cantarolava essa música no silêncio de sua mente, enquanto escutava em seu aparelho de telefone com um fone de ouvido, parecendo alheia a tudo, para quem a observasse de fora. Sentada em um acento confortável dentro do trem, podia perceber a mudança da paisagem com seu olho direito, conforme o transporte saía da área arborizada do País do Fogo, para entrar finalmente na selva de pedra, que era Konoha.


Ela realmente estava ali, sozinha. Realmente conseguiu fazer tudo aquilo sozinha! Ainda que uma pontada de orgulho de si mesma aflorasse e um sorriso escapasse de seus lábios com esperança, sentia um medo que fazia suas pernas tremerem. O clima estava nublado e parecia que logo iria chover. Torcia que fosse depois que tivesse conseguido resolver sua situação, pois não tinha guarda-chuva para se proteger.


Logo, o trem chegou na estação e após todos descerem, foi que ela finalmente resolveu sair. Triste que foi nesse momento que começou a chover e sem alternativa se alocou embaixo de uma marquise dentro da estação. Completamente molhada e morrendo de frio, observou o trem partir, a chuva aumentar e as pessoas correndo para se abrigar em questão de minutos.


Decidiu entrar na sala de espera da estação, justamente por que não poderia ficar ali fora o resto da tarde. Não haviam muitas pessoas ali, além dos funcionários e alguns poucos viajantes. A garota tirou sua mochila das costas e sentou em uma das cadeiras, que estavam perfeitamente enfileiradas uma ao lado da outra. Tudo parecia muito limpo, mas escuro. Percebeu que era observada pelas pessoas que passavam. Ela em si era muito bonita, apesar da pouca idade. Tinha lábios grossos e a pele era da cor do chocolate. Seus olhos eram de um tom cinza bem claro e tinha um semblante chamativo com os longos cílios. Os cabelos eram acinzentados, quase brancos, que batiam no meio de suas costas e usava uma franja ralinha. Seu olho esquerdo estava fechado, mas as vezes, a garota o abria para ver algo, mas logo desistia e voltava a fechar. Tirou um papel de um bolso da mochila e ficou um tempo analisando o nome que estava escrito, justamente desta maneira.


Talvez devesse pedir ajuda no balcão de informações. Sua mãe sempre lhe dizia que as pessoas que trabalhavam neste setor tinham a obrigação de saber todas as dúvidas. Não sabia se ela poderia estar sendo irônica, mas acreditava nestas palavras. A jovem garota se levantou de seu lugar e foi até o balcão. Ali, uma moça jovem e bonita de sorriso simpático lhe recepcionou:


-Em que posso te ajudar?


Perguntou com um sorriso bonito e os olhos alegres:


- Preciso saber onde posso achar este homem.


Ela mostrou o papel para a moça que olho rapidamente e deu uma gargalhada alta:


- Você é forasteira? Vai ser difícil conseguir que ele atenda você.


- Por que?


- Ele é o Sexto Hokage! Um dos líderes da nossa vila. É muito ocupado!


Foi ali que a garota percebeu que o olhar e o sorriso simpático eram pura fachada, pois a atendente falava com um tom de deboche absurdo! A atendente percebeu o quanto a garota tinha comprado o que disse:


- Você é um pouco bobinha. Não é? Bom, eu posso te dizer onde possa encontrá-lo talvez você consiga falar com alguém do escritório do nosso atual Hokage, o Sétimo, se tiver sorte.


A atendente pegou um panfleto em uma gaveta de sua mesa e o entregou para a menina, que ainda assim, a agradeceu. Ela saiu logo em seguida, sem perceber a atendente revirar os olhos e balbuciar: “Cada uma que me aparece...”


A garota andou pelos corredores da estação para procurar um ambiente mais claro. Estava um pouco escuro ali também devido ao tempo, mesmo que as lampadas estivessem acesas e as janelas de vidro atravessassem todo o caminho, mostrando a vista de toda a cidade ao longe. Ela abriu o panfleto e era mais algumas instruções de pontos turísticos. Dentre todos, estava um prédio grande e redondo, que era chamado de “O prédio do Hokage”. Havia ao lado uma inscrição simples de que era ali que o Hokage trabalhava e eram ali que as missões ninjas aconteciam. Onde todo o processo era estruturado e etc.


Ao olhar pela janela viu o mesmo prédio, bem no centro da cidade, se destacando entre os demais por sua estrutura arredondada e parecendo bem mais velhos que os outros. No panfleto dizia que ele fora construído quando o Primeiro Hokage, Hashirama Senju se tornou Hokage. Parecia fácil agora, mas a jovem refletiu que não seria apenas andar direto pelas ruas até chegar lá. E se não conseguisse falar com quem procurava? Abriu sua mochila e tirou uma carteira de dentro contando algumas notas e percebendo que não tinha mais dinheiro. Já não tinha muito guardado e a viagem até ali consumiu quase tudo o que tinha. Sem falar que estava chovendo e seria mais difícil se locomover pela cidade.


Não deveriam ter hotéis ali perto que aceitariam o pouco dinheiro que tinha para passar a noite. Será que ela poderia dormir ali na estação? Não havia muito o que fazer. Faria isso e começaria sua busca em Konoha assim que amanhecesse e a chuva tivesse parado. Por isto, voltou para o lugar com as cadeiras de antes e se sentou ali, com um olhar amedrontado para tudo a sua volta. Se sentia um pouco intimidada e sabia que não poderia dormir. Tirou um livro da mochila e começou a ler. Ou tentar:


- Ei, mocinha! - Novamente a atendente de antes passou por ela, acompanhada de uma outra moça, e a garota pareceu não ouvi-la. A atendente precisou cutucar seu ombro para que a jovem levantasse o olhar, fazendo a outra rir – Você sabe que precisa ir se registrar no prédio do Hokage para poder ficar em Konoha, não sabe?


A garota deu de ombros e a atendente continuou:


- Você não parece ser do País do Fogo. Estrangeiros precisam de permissão para permanecerem na aldeia. Um visto.


- Eu vou fazer isto pela manhã.


- E vai passar a noite aqui?


Novamente a garota insistiu que resolveria pela manhã e agradeceu. Estava ficando desconfortável com a maneira como aquela moça falava com ela. Enfim, a mulher e sua amiga partiram sob comentários e risinhos de que acharam a garota estranha. Mas ela não confiava em estranhos, era o que sua mãe sempre dizia. Voltou para o livro, mas não conseguia se concentrar. Estava preocupada demais. Sua barriga começou a roncar, não havia mais quase ninguém na estação e a chuva aumentava.


Neste momento, se questionou a respeito da emergência de sua situação. Precisava sair dali e encontrar o Sexto Hokage, como a atendente lhe disse. Havia superado tantos obstáculos chegando até ali e não poderia parar agora. Ela guardou suas coisas na mochila e decidiu sair da estação, em direção a cidade. Os pingos grossos de chuva logo a deixaram ensopada e as luzes da cidade e as pessoas indo e vindo a deixaram atordoada. Sua voz era baixa e não conseguia raciocinar, era como se uma perturbação a atormentasse e então, deu um grito pedindo que as pessoas se afastassem um pouco. Neste momento, todos pararam e olharam para ela com uma cara séria e continuaram seu caminho. A garota parou de sentir a chuva molhando seu corpo e percebeu que em volta de si uma aura se formou, impedindo que a água penetrasse. Isto não ajudava a secar suas coisas já muito molhadas, mas ao menos não ficaria ainda pior.


Voltou a andar pela multidão. Tudo parecia grande demais para ela, as ruas eram como um labirinto e mesmo quando pedia ajuda para achar o caminho para o prédio, ninguém fazia questão de parar. Esgotada, sentou-se em um banco perto de uma ponte transversal que atravessava alguns bairros e chegou a conclusão de que aquilo daria mais trabalho do que ela imaginou. As pessoas em Konoha não eram tão acolhedoras como ouviu dizer. Nesta altura da noite, ela estava exausta, com frio e fome…

E…

...Totalmente…

...Perdida.


Deveria estar louca quando decidiu ir até lá, pedir ajuda:


- Olá…


Ouviu uma voz feminina parecendo falar com ela. Mas era tão distante que novamente a pessoa precisou tocar seu ombro para fazê-la despertar.

Viu então uma garota que deveria ser um pouco mais nova do que ela, mas com um olhar firme e preocupado. Seus cabelos eram de cor preto bem escuro e os olhos da mesma cor. Usava uma roupa composta de uma blusa vermelha e uma calça preta e sandálias e usava um óculos também vermelho. Sua pele era branca com algumas sardinhas. Segurava um guarda-chuva grande demais em uma mão e na outra algumas sacolas de mercado :


- Você precisa de ajuda? Está perdida?


A garota se levantou e saiu andando pela chuva, novamente. Com medo de falar com estranhos. Mas a menina a seguiu:


-Espera! Meu nome é Sarada! Qual é o seu? Precisa de ajuda? Por que está aqui fora na chuva? Eu e meus pais moramos aqui perto! Eu estava voltando do mercado!


Sarada não parecia ser uma menina ruim, na verdade, parecia bem preocupada. Não era algo muito comum para ela ver uma jovem desacompanhada em uma situação de parecer um peixe fora d’água pela cidade. A outra parou no lugar e deu um suspiro pesado se virando para Sarada:


- Savanna… Esse é o meu nome. Eu estou procurando o meu pai…Me desculpe por isto, as pessoas tem sido grossas comigo.


Sarada sorriu no mesmo instante para Savanna e ofereceu para que a garota se abrigasse no guarda-chuva:


- Vem, minha mãe está fazendo o jantar, pode ficar com a gente! Ela é médica, pode te ajudar a achar o seu pai.


Savanna afirmou com a cabeça em silêncio, parecendo envergonhada e entrou embaixo do guarda-chuva, acompanhando Sarada. Ainda que estivesse temerosa, talvez fosse melhor ir com ela do que dormir na rua… Não sabia de onde a morena havia surgido, mas a menina sorriu para ela de maneira respeitosa e verdadeira. Não achava que teria o que temer. Então sorriu para ela em resposta. Tomara que fosse verdade e a mãe dela pudesse ajudar… Precisava achar o seu pai… A vida de sua mãe dependia disto.

23 de Setembro de 2019 às 20:24 0 Denunciar Insira 0
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Conheça o autor

Zaladanee . Kakashi fan. Estudo japonês e inglês. Gosto de patins, escrever e programação.

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