Sentimental Rain Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Matthew Williams estava quase desistindo de sua vida, em um último apelo, escreve uma carta contando tudo o que sentia e pedindo ajuda para ter uma luz de novo em sua vida. | Setembro Amarelo |


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#drama #hetalia #setembro-amarelo
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Capítulo Único: Para o primeiro que ler...

Sabe quando fica difícil de sair da cama e enfrentar o dia? Vivo isto desde criança. Ter que colocar uma máscara, um sorriso no rosto e dizer que está tudo bem, mesmo sem estar. Quando no meio da noite e no banho choro, por causa da intensa tristeza.

Devem se perguntar de onde vem tudo isso. O motivo de uma pessoa tão jovem, com uma vida considerada boa, com tudo a sua disposição e afeto dos pais, se sente triste?

Bom, creio que não sei ao certo quando começou. Acho que a bola de neve começou a se formar vivia sobre a asa de meu irmão gêmeo mais velho, Alfred, que me defendia do bullying que sofria, e depois quando brilhou no fim do ensino fundamental, nos esportes, com seu caráter extrovertido e falante que contagiava todos. Se tinha inveja disso? Não, não. Com isso virei o irmão do capitão de time, vivia em sua sombra, sendo considerado um fraco — mais ainda — por não ser igual ao outro. O assédio piorou drasticamente e como sempre fui protegido, tímido e pacifista, não conseguia me defender. Bom, levei o pior. A culpa dominou por eu ser inútil. Nem para minha proteção eu servia. Sentia falta de meu irmão, que cada vez se separava de mim. Ah, claro, no ensino médio, fiquei invisível. Mas como? Devem estar a perguntar. Mas é isso mesmo.

Fomos para a ala da instituição reservada para os alunos do ensino médio. E simplicidade me excluíram, mas do que já era. Nem meu nome se quer tinham interesse de aprender. Nos grupos para atividades, não fazia diferença, minhas opiniões nem escutavam, era como se eu não importasse ou estivesse ali.

Doía muito sabe? E comecei a realmente me afastar, de tentar algum relacionamento. Não tinha ninguém que se importasse comigo, depressivo, comecei a ter ideias suicidas. Pegar uma faca de cozinha ou tomar perfume. Mas eram só pensamentos. Para encher o espaço vazio, descobri os livros e praticamente virei uma traça. Um desenhista amador, no qual a maior rebeldia era se trancar em um quarto. Vendo animes dia e noite. Eram meu consolo. Desenhos e livros se tornaram meus amigos.

Meus pais achavam que era só uma fase, por ser meu início da adolescência e logo voltaria ao normal. Ah, claro. Sinto pena. Devo acrescentar que minhas notas caíram, não importava o quanto estudasse tiraria os malditos números vermelhos. Mais uma coisa para a bola de neve. Um fracassado e repetente.

Via a decepção em meus pais. Ou talvez a minha própria visão nublasse isso. Não era o prodígio como o Alfred. Faziam comparações e isso trincava-me ainda mais.

Minha sensação de ser um fardo, um lixo, de não ser o que desejavam, o que sonhavam. Comecei a me odiar. Tudo em mim. E a me achar que jamais deveria ter existido. Tudo seria melhor. Sem mim.

O último ano escolar foi péssimo. Cheguei a pegar um ônibus para ir a ponte. Externei isso em um café da manhã. Creio que não acreditaram muito no que dizia, mas me mudaram para um supletivo. Todavia, me levou a crer, que se eu desabafasse tudo, achariam que só era drama, não me levariam a sério.

A pressão do que eu queria para vida veio com minha formatura. Mas o que eu quero para a vida? Não tenho ideia. Não sirvo para muito. Sou quebrado. Entrei em um curso que não queria bem. Melhor do que nada.

Ah, claro. Como disse no início do texto, minha máscara sorridente já era padrão. Entendem que toda minha felicidade fora sugada com o tempo? Minhas respostas também aconteceu o mesmo. Quem me conhecia verdadeiramente era meu gato, Kumajirou, que me fazia companhia em meus choros e ataques de ansiedade. Era meu confidente e ombro amigo.

Com base na leitura, descobri que tinha depressão. Oh! Meio que já sabia. Aquele buraco, sem esperanças. Não queria nem mais me levantar nas manhãs. Poucas eram as vezes que ria e me divertia verdadeiramente.

Eu já tinha morrido por dentro. Perdi a mim próprio. Só simplesmente vivia. Meu interesse por ler e desenhar foram água abaixo. O mundo era paletas de preto e branco.

Perdi peso, pois nem vontade de me alimentar sentia. Isso despertou uma preocupação no meu irmão. Nossos pais trabalhavam muito, então não percebiam nada de errado. Eu ocultava, não queria que se preocupassem.

E como sempre desviei do assunto, disse que estava tudo bem. Mesmo que no fundo pedisse socorro e deixasse pistas aqui e ali. Acho que ele não acreditou, pois retornou a ser presente e me arrastava para sair. Sou sincero dizendo que atuava. Não queria ser um fardo para ele. Mais do que já sou.

Comecei a tomar remédio para dor. Pois eu sentia muito. Meu psicológico já atingia completamente meu físico.

Juro que tentava me animar, de vencer tudo isso. Queria ficar melhor. Queria...

Mas estou cansado. Cansado de fingir, de sorrir, de dizer que está tudo bem.

Eu sou um covarde e egoísta, pois eu quero deixar esse mundo. Machucando quem me ama.

Por favor! Imploro para que não me deixem ir! Não sejam como Creonte! Não me deixe cometer esse ato de barbaria! Me salvem! Me deem sentido de viver novamente!


Com suas últimas forças e esperanças;

De seu filho, irmão e amigo (Para quem primeiro ler);


Matthew Williams.

22 de Setembro de 2019 às 09:54 2 Denunciar Insira 1
Fim

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Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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