Como dizem os humanos Seguir história

darie

 – Shiiii… não perca seu tempo com perguntas tolas, use essa boquinha para algo mais agradável. – o estranho diz tomando o lábios de Bakugou nos seus de forma sedenta.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo único

Midoriya Izuku observava a terra sentado confortavelmente em uma nuvem fofinha. Mas a cena que ele via não era nem um pouco… hum… como dizem os humanos? Kawai? Sim, isso. A cena não era nenhum pouco kawaii.

Ele via Bakugou, um garoto loiro que ele tinha o costume de observar, gritar com o irmão, Kirishima, e por mais que o katsuki gritasse até com o vento, Midoriya sentia que dessa vez era diferente pelo olhar magoado e chocado que o outro garoto tinha.

Concentrando-se um pouco, Izuku foi capaz de ouvir o que eles diziam e por um instante ele quase se desequilibrou e caiu da nuvem.

– Eu não tenho irmão viado! Eu me nego a ter uma bicha na família!

A voz de Bakugou soava distante, mas mesmo assim era possível ouvir o nojo e a raiva contidos nela.

– Então temos um problema, porque é isso que eu sou! Um viado! Uma bicha!

A voz de Kirishima, normalmente tão alegre e brincalhona, estava trêmula e frágil, quase histérica. Midoriya sentiu uma onda de tristeza passar por seu corpo (ou massa etérea, chame como quiser) ao perceber que aquela era a voz de alguém que acabava de perceber que estava só no mundo.

– Outro caso de homofobia? – Uraraka pergunta sentando-se ao lado do amigo.

– Sim. – Midoriya responde com um suspiro triste. – É incrível como alguns deles são incapazes de entender algo tão bonito como o amor.

– É, realmente é triste. – a morena responde e encara o semblante deprimido do jovem ao seu lado. – Mas por que eu sinto que tem algo mais aí?

– Porque tem.

– E?

– Ele também é gay. – Midoriya diz como se contasse uma piada ruim. – Tem até um… como os humanos chamam? Um fi… ficante! Isso!

– Ahh… – Uraraka resmunga sem saber o que dizer. Ela não entendia os humanos. Nunca entenderia e achava melhor não perde tempo em tentar entendê-los. – É lamentável, mas não há nada que possamos fazer, a não ser rezar pra que tudo dê certo no fim.

– Mas há algo. –Midoriya murmura pensativo.

– Não, não, não! Você não vai fazer isso! Não vai descer lá! – a morena repreende, mas ela podia vê no brilho das íris verdes que bronca nenhuma o impediria.

– Me da cobertura? Por favor? Por favorzinho? – o esverdeado pede piscando os olhinhos e fazendo uma carinha pidona.

– Hummm… não… não… ah tá bom! – Mizu sede com um gemido sôfrego. – Mas lembre-se, qualquer coisa a culpa é sua e que você já está bem encrencado.

– Hey, vai da tudo certo! Sempre da! – Midoriya diz levando-se pronto para partir. – Obrigado! – o esverdeado diz e com um ‘poc’ some.

– Ai, ai, ai, tu vigia, Midoriya, tu vigia.

[…]

Mãos corriam por seu corpo, unhas se arrastavam por sua pele e arrepios faziam com que se contorce-se. Dedos beliscaram seus mamilos e uma onda de prazer desconhecido atingiu seu baixo ventre, fazendo seu pênis pulsar e acorda. Quando algo molhado se esfregou contra pele sensível de seu pescoço, Bakugou abriu os olhos.

A sua frente, encima de si pra ser mais preciso, se encontrava um homem de cabelos e olhos verdes, sardas e um puto sorriso malicioso que o fazia estremecer até a quinta geração.

– O-o quê? – a voz falha e homem solta uma risadinha curta e debochada. – Q-quem…?

– Shiiii… não perca seu tempo com perguntas tolas, use essa boquinha para algo mais agradável. – o estranho diz tomando o lábios de Bakugou nos seus de forma sedenta.

Por um momento o loiro ficou sem reação, mas foi somente esse momento que demorou para que ele abrisse os lábios e passasse a corresponde o desconhecido.

As línguas se encontraram no meio do caminho entre as bocas e começaram a se esfrega ali mesmo, saboreando, se enroscando. Era uma luta que nenhum deles estava disposto a parar, mas o ar começava a fazer falta e Bakugou sentia seu peito apertar levemente quando quebrou o contato.

– As vezes eu esqueço como o oxigênio é vital pra vocês. – o homem sussura contra a pele exposta do pescoço do loiro, causando um leve arrepio no mesmo.

– Que… hm!… quer dizer c-com i-i-isso? – Bakugou murmura entre gemidos, sentindo uma língua travessa deslizar por sua pele e um quadril com um volume tão duro quanto o seu se chocar de maneira deliciosa contra si.

O estranho de cabelos verdes não respondeu.

Em meio ao som dos próprios gemidos, do sangue que retumbava em seus ouvidos e dos barulhos molhados que a boca que percorria sua pele fazia, Bakugou percebeu que o homem que tocava seu corpo era um completo estranho, que ele não sabia como o desconhecido tinha entrado ali e que era a boca de um homem, UM HOMEM, que estava lhe dando prazer naquele momento.

– P-para! E-eu sou hé-é-é-étero!

– Sério? Não parece! – o estranho responde com uma careta incrédula. – Esse pau duro quase batendo na minha cara não me parece muito hétero.

Bakugou olha incrédulo para essa parte de sua anatomia. Como ela podia tê-lo traído dessa maneira? E onde raios fora para sua cueca? Midoriya pisca os olhos e lhe lança um olhar inocente por sobre seu pênis, como se dissesse: ‘já estava assim quando eu cheguei!’ Mas a imagem foi estragada, ou melhorada, quando o esverdeado abocanha a glande do membro a sua frente.

Um gemido alto escapou por entre os lábios de Bakugou e por um momento ele temeu que seu irmão vinhesse ver se havia algo de errado consigo, mas um pedaço distante de sua mente sussurrou que Kirishima estava na casa do namorado. E naquele momento, recebendo um boquete delicioso, Bakugou percebeu o quão hipócrita e babaca ele tinha sido com o irmão.

Mas o pensamento não durou mais que alguns poucos segundos, porque, mesmo sabendo que o humano tinha aprendido sua lição – ler mentes era algo que facilitava muito seu serviço – o anjo não estava disposto a deixar seu serviço pela metade. Mesmo que isso lhe custasse algumas penas a menos.

Sorrindo com o pensamento (não de perder as penas. O de foder com Bakugou), Midoriya deixa que o membro duro escorregue por sua língua e chegue até sua garganta. Um gemido rasga os lábios de Bakugan, que leva as mãos até os fios esverdeados e impulsiona seu quadril para frente e para trás, num ritmo que com certeza machucaria (nem que seja um pouco) uma pessoa normal. Mas Midoriya era um anjo e havia certas vantagens nisso.

Sentindo o pênis em sua boca pulsar e o corpo sob suas mãos treme e se contrair, sendo percorrido por espasmo, Midoriya se afasta abandonando seu ‘serviço pela metade’.

– O que? Por que? – Bakugou pergunta com a voz meio pastosa.

O Izuku nada respondeu. Ele estava mais concentrado em retirar as roupas da forma humana, peça por peça, e dar um pequeno show para Bakugou, que teria aproveitado ainda mais se não tivesse levado um tapa na mão quando foi tentar tocar-se.

– Não seja apressado! – Midoriya repreendeu com um biquinho, enquanto se posiciona de joelho e guia o membro pulsante de Bakugo em direção a sua entrada, girando os quadris de leve, só pra provoca a ambos um poucos mais. – Deixe-me brincar um pouco.

– Por favor…

– Você fica lindo implorando. – o esverdeado comenta inclinando-se sobre o corpo do loiro e mordiscando um dos mamilos alheios. – Faça de novo e peça direitinho.

– P-por favor… me d-deixa… te… f-foder! – Bakugou pede, a voz manhosa e doce como nunca se acreditaria que pertenceria a ele.

– Adoro quando imploram.

Os olhos de Midoriya brilham desejosos, antes que ele solte todo o apóio que o impedia de ser penetrado e deixe que o membro de Bakugou mergulhe dentro de si, numa única estocada que o faz arquear a coluna enquanto revira os olhos e arrancar um gemido estrangulado do loiro.

– Deus!

– Midoriya Izuku, na verdade. – o esverdeado sorri trêmulo, começando a mover-se sobre o membro de Bakugo, sem precisa esperar se acostumar. Outra vantagem de ser um anjo.

As mãos de Bakugo vão direito para as nádegas de Midoriya, enchendo os dedos com aquela carne farta e deliciosa, e ajudando nos movimentos. As estocadas começaram firmes, com o esverdeado empalando-se até onde podia no pênis do loiro, rebolando e voltando a se ergue só para recomeçar tudo novamente. Conforme os corpos esquentaram e o desejo começava a pulsar com mais intensidade pelas veias de ambos, elas se tornaram mais selvagens e intensas.

Logo os dois se moviam no ritmo primitivo de quem busca ao ápice, que não demorou a chegar, atingindo os dois rapazes com um tiro, levando arrepios e espasmos por todas as células existentes, deixando ambos os corpos satisfeitos e exaustos.

Com um suspiro cansado e um Midoriya bem seguro entre seus braços Bakugou não teve dificuldades em dormir, no que ele achava se um sonho e Midoriya se permitiu ficar ali mais um pouco. Ele iria mais tarde.

Afinal era só um sonho.

[…]

Midoriya Izuku observava a terra sentado confortavelmente em uma nuvem fofinha. A cena que ele via lá embaixo era, como chamam os humanos? Kawai. Dois irmãos fazendo as pazes e aprendendo pouco a pouco a aceitar e respeitar a si mesmo e aos outros.

Midoriya se sentia feliz de ter participado daquilo, de ter impedido que mais uma família se partisse por causa da ignorância. Ele estava orgulhoso do seu trabalho.

– O que tanto olha?

– Ah, olá, Shoto. Como vai? – Midoriya cumprimenta o rapaz, que se senta ao seu lado na nuvem.

– Você está encrencado, sabe disso, né?

– Quando eu não estou?

21 de Setembro de 2019 às 03:53 0 Denunciar Insira 1
Fim

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