Douce Symphonie Seguir história

sanmonnio Bea Ferreira

Midoriya Izuku sabia que estava destinado à dança desde que era uma criança. Agora, ele era um dos alunos da turma avançada de ballet clássico da Academia de Artes UA. Todoroki Shoto estava apaixonado por Midoriya desde que começou a tocar em sua turma de ballet e sua paixão apenas crescia. E, se Izuku estava destinado à dança, Shoto estava destinado a Izuku.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#romance #ballet #au #tododeku #myheroacademia #classicmusic
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Pliés e partituras

Quando os olhos abriram, não enxergaram nada. Estava um completo breu no quarto, devido às cortinas grossas e pesadas e a porta fechada. Virou um pouco a cabeça, olhando para o relógio que ficava no criado-mudo, logo ao lado da cama, e constatou que ainda era cedo, apenas cinco da manhã. Não dormiria mais, sabia que não, então, apenas suspirou, afastando a coberta quente e acolhedora de cima de seu corpo e ergueu o tronco, virando o corpo para que pudesse sentar e apoiar os pés no chão. Sentiu um choque térmico, ao tocar a madeira fria e um arrepio subiu por seu corpo, estava acostumado, era sempre assim.

Ergueu os braços acima da cabeça, esticando-os e ouvindo seus ombros estalarem; depois, estalou com vagareza os pulsos e os dedos. Movimentou o pé esquerdo, fazendo o sangue circular e estalando levemente o metacarpo, então ele dobrou e esticou os dedos, estalando-os também; quando terminou, fez o mesmo com o outro pé. Finalmente levantou da cama, andando devagar até as cortinas e segurou-as com o mínimo de interesse, abrindo-as lentamente e deixando a luz passar por elas. Ainda não havia amanhecido completamente, a névoa era mais presente que qualquer outra coisa e a iluminação vinha praticamente todas dos postes da rua, mesmo assim, quem passasse e olhasse pela janela acharia que estava vendo um anjo. Era assim que iniciava aquela manhã de sexta-feira: com pouca luz, muita névoa e uma incrível vontade de dançar, por parte do garoto.

Midoriya Izuku dançava mesmo antes de saber andar, era isso que sua mãe, a doce Midoriya Inko, sempre dizia sobre ele, e o garoto acreditava ser a verdade absoluta. Sorriu, ele sempre gostava de lembrar da forma carinhosa, atenciosa e gentil que a mãe falava dele, ele a amava muito. Depois de arrumar a cama e tirar o pijama, Izuku escovou os dentes e colocou uma roupa para se exercitar, um macacão de supplex e um par de sapatilhas de meia ponta, antes de sair do quarto. Ele apenas tomou um copo de água na cozinha, antes de se dirigir até o terceiro quarto da casa. Já eram cinco e meia da manhã. A casa em que Izuku morava era de tamanho ideal para sua família, tinha três quartos, sendo um dele, um de sua mãe e seu padrasto e um que ele usava para ensaiar, já que a mãe permitira que ele reformasse o cômodo, então o garoto colocou espelhos e instalou uma barra.

Midoriya deixou a porta fechada, deixou o celular que trazia consigo perto do som e sentou no chão, bem no meio do cômodo, de forma que pudesse se ver em todos os espelhos. Ele flexionou os joelhos, unindo as solas dos pés e, mantendo a coluna reta, pôs-se a balançar os joelhos, fazendo a famosa borboleta. O garoto lembrou de quando tinha cinco anos e começou o ballet, sua professora ficava admirada com sua extrema flexibilidade e capacidade de decorar os passos. Passados cinco minutos fazendo o mesmo exercício, Izuku esticou as pernas e flexionou os pés, levantando os braços e depois deitando sobre suas pernas, segurando os pés e encostando a testa nos joelhos. Sentiu uma leve dor na parte de trás da coxa e no joelho, mas já estava habituado àquilo. Izuku alongou todos os músculos que lembrou.

Ele não costumava treinar logo pela manhã; mesmo que fosse muito dedicado, Midoriya podia ser desleixado sobre seus treinos em casa e por vezes esquecia-se de realizá-lo. Não sempre, mas esquecia. Já de pé, conectou o celular no som e escolheu a música, um adágio. No tempo em que sabia que levaria até a música começar e preparou-se: ficou ao lado da barra, com a parte direita do corpo para fora, posicionou os braços de forma arredondada para baixo, fazendo um bras bas, e juntou os calcanhares, deixando os dedos pés apontando para lados opostos, numa primeira posição com um ótimo en dehors. A música começou, então lentamente Izuku levantou um pouco os braços, fazendo uma primeira posição de braços e, em seguida, abriu-os, fazendo segunda posição com o braço direito e segurando a barra com a mão esquerda. Começou seu aquecimento, fazendo pliés e grand pliés, deixando que seu braço acompanhasse o ritmo e movendo a cabeça quando achava necessário. Terminou o exercício na mesma posição em que começou, virou-se pelo lado esquerdo, posicionou-se outra vez e aguardou a música recomeçar, para fazer a mesma coisa com o lado esquerdo. Depois de uma hora e meia fazendo tendus, jetés, e treinos de piruetas com fouettés, ele estava cansando.

Olhou para o espelho, os olhos verdes estavam levemente cerrados e pequenas olheiras estavam localizadas abaixo deles, o cabelo verde cacheado estava mais rebelde pelos giros e por não ter sido penteado. O suor escorria por seu rosto e por seu pescoço; sentia também escorrer por suas costas. Precisava de um banho. E comer, sua barriga roncava, pelos exercícios feitos sem a ingestão de algo que não fosse água. Vencido, Izuku deixou sua “sala de ensaio” e voltou para o quarto, onde tinha seu próprio banheiro, retirou as sapatilhas, guardando-as com o resto de suas coisas de ballet, depois tirou o macacão, pondo-o no cesto de roupa suja e entrou no box, deixando a água quente aquecer seus músculos e relaxá-los. Ao contrário das bailarinas, os homens que dançavam costumavam ter um físico desenvolvido, não era diferente com Midoriya, seus músculos o permitiam levantar as bailarinas com facilidade em um pas de deux. Depois do banho, o esverdeado se vestiu e terminou de arrumar a mochila, logo saindo do quarto outra vez e rumando para a sala, deixou sua mochila no sofá e dirigiu-se à cozinha, que já liberava um cheiro ótimo de café, o que significava que seu padrasto já estava acordado.

-Bom dia, pai. – ele saldou.

Yagi Tonshinori era, assim como Izuku, um homem sorridente. Ele era alto e extremamente musculoso, tinha o cabelo loiro e olhos azuis. Izuku tinha oito anos quando sua mãe se casou com o homem e ele e o garoto desenvolveram uma relação fraternal rapidamente, Toshinori era o modelo de Izuku, era seu herói. Izuku sabia que não tinham ligação de sangue, mas aquele foi o homem que o criou, era Toshinori quem comparecia à reunião de pais, quem dava conselhos a ele e quem o apoiava em todas as suas decisões, juntamente com sua mãe, fazendo com que o pai biológico de Midoriya – cujo nome ele fizera questão de esquecer, depois que este abandonou a família – fosse alguém insignificante. Yagi era o pai de Izuku. O mais velho se virou com um sorriso, segurando duas xícaras com café quente. Ah, Izuku amava café, quase tanto quanto amava o ballet!

-Jovem Midoriya, bom dia! – o homem respondeu, animado como sempre. – Acordou cedo, hoje.

Era engraçado como, mesmo depois de doze anos – porque Izuku já tinha vinte –, o homem continuava a lhe chamar dessa forma. Eles sentaram à mesa, Inko chegou um logo depois e juntou-se a eles, beijando o topo da cabeça do filho e deixando um selinho nos lábios do marido, antes de sentar também. Ela os saldou com um “bom dia” e foi prontamente respondida.

-Eu perdi o sono. – Izuku finalmente respondeu seu pai. – Aproveitei para fazer alguns exercícios, antes de ir pra faculdade.

-Tudo bem. Quer uma carona? – Yagi fazia essa pergunta todos os dias.

-Claro, pai. – e Izuku sempre dava a mesma resposta.

Inko apenas escutava a conversa, sorrindo e amando ver os dois homens da sua vida se dando bem. Depois de comerem, Yagi esperou Izuku colocar seus tão amados tênis vermelhos e pegar sua mochila, para se despedirem de Inko e sair.

(***)

O despertador tocava de forma incessante, indicando em seu visor que já era sete horas da manhã. O quarto parcialmente iluminado incomodava as retinas e o sono ameaçava tomar conta do corpo outra vez. Uma mão um tanto pálida saiu da proteção do cobertor e bateu no botão do despertador, desligando-o. antes que dormisse outra vez, levantou da cama e logo se dirigiu ao banheiro, tirando o pijama e entrando no box. Ele havia esquecido de colocar o chuveiro outra vez na opção quente, então a água extremamente fria o fez despertar com muito mais velocidade que pretendia.

Todoroki Shoto odiava manhãs. Todas, sem exceção. Depois de tomar banho e escovar os dentes, ele vagarosamente se vestiu e arrumou a cama. Lentamente, penteou o cabelo de duas cores, sendo o lado esquerdo vermelho e o direito, branco. Olhou seu rosto pelo reflexo do espelho, achando seus olhos heterocromáticos bonitos, mas odiando a cicatriz enorme em seu olho esquerdo, achava-a horrível. Suspirou, mais um dia em sua monótona vida. Resolveu não tomar café naquela manhã, apenas pegou uma maçã, sua mochila e a case do violino e saiu.

A cidade já estava acordada e havia pessoas na rua fazendo exercícios, passeando com seus cachorros ou já indo para seus compromissos. Shoto passou por um grupo de adolescentes que ia para a escola e não sentiu saudade dessa época, ele nunca sentia, principalmente quando passava por garotas e estas olhavam para si, coravam e davam risadinhas. Em toda aquela monotonia, um estalo fez seu coração disparar, era sexta-feira, o que significava que veria ele. Shoto não era ingênuo ao ponto de não saber que estava apaixonado, o único problema era que metade da universidade era apaixonada por Midoriya Izuku e ele era apenas mais um nesse meio, nunca seria notado. Mas isso não importava para o bicolor, assim como também não importava que eles fizessem cursos extremamente diferentes e nunca tivessem uma disciplina em comum; para Todoroki, tudo o que importava era a sincronia que os dois tinham quando estavam na escola de arte.

Fazia quase dois anos que Todoroki tinha aulas de violino na Academia de Artes UA, onde sua mãe era professora da turma avançada de ballet. Um dia, há quase um ano, o pianista ficou doente e Rei – a mãe de Shoto – pediu que ele tocasse na aula, foi a primeira vez que ele viu Midoriya. A forma como o esverdeado dançava, não só com o corpo, mas também com a alma, fez Shoto chorar enquanto assistia. O mais novo mostrava um solo feminino cheio de angústia e sua interpretação era tão verossímil que tocou o coração do meio a meio. Depois desse dia, foi apenas perdição. A partir dali, Shoto sempre tocava na turma de Rei as sextas e via Midoriya dançar, sempre tomando cuidado para não babar ou gemer de excitação quando o via com aqueles trajes apertados. Eles eram amigos, incrivelmente, Izuku parecia gostar de sua aparente apatia e Shoto se impressionava com o sorriso fácil do outro, que por sinal, era o sorriso mais bonito do mundo inteiro.

A universidade não ficava muito longe logo ele já estava na sala, apenas esperando a aula começar e suspirando ao sentir que o ser mais irritante do mundo já estava sentado do seu lado. Katsuki Bakugou era uma pessoa difícil de se conviver, principalmente quando não estava junto do namorado, e Todoroki se perguntava como eles podiam ser amigos há tantos anos, porque era algo que ele realmente não entendia. Estranhamente, o outro não disse nada e, quando o bicolor finalmente percebeu semblante triste, tomou a iniciativa de falar.

-O que aconteceu com o Kirishima, pra você ficar assim?

-Não é da sua conta, vai se foder! – Sempre tão delicado!

-Se não puder contar pro seu melhor amigo, pra quem mais vai?

-Que saco! Eijirou vai terminar comigo.

-Por quê?

-Porque aquele cabelo de merda tem alguém melhor.

-Tá falando do Tetsutetsu? – Shoto arqueou a sobrancelha. – Só pode estar brincando.

-Não estou, – Katsuki suspirou, triste, era raro vê-lo daquele jeito. – e não tiraria a razão do cabelo de merda se ele terminasse comigo pra ficar com alguém melhor.

-Kirishima tem que ser muito idiota pra terminar com você, tá na cara que você o ama, você parece até uma pessoa amorosa normal perto dele.

-Vai se foder, meio a meio de merda! Você só diz isso porque não vê como fica quando aquele nerd ridículo passa. – Ora, ora. Bakugou estava corado? Sim, ele estava.

-Eu nunca neguei que sou apaixonado pelo Midoriya.

O sorriso de lado de Shoto foi a última coisa naquela conversa, antes de o professor Yagi – que, por coincidência, era o pai de Izuku – entrar e iniciar a aula.

...

Depois de horas de aula e do almoço, Todoroki estava pronto para ir para a Academia e admirar silenciosamente o garoto esverdeado dançar. Ele estava a caminho quando a mão que não levava a case foi segurada por outra, forte e menor, e Shoto sentiu o perfume cítrico de Izuku antes de vê-lo. Como todas as vezes, Midoriya o beijou no canto da boca e riu de suas bochechas coradas, o que ele faria se pudesse ouvir seu coração?

-Olá, Socchan! Posso te acompanhar até a Academia? – e novamente aquele sorriso que fazia Shoto dizer sim para qualquer coisa que o outro quisesse. E aquele apelido. Quantas vezes Shoto não se aliviara, imaginando o outro gemendo aquele apelido para si?

-Oi, Izuku. Por que sempre faz essa pergunta, se já sabe que eu vou dizer ‘sim’?

-Porque eu gosto de ouvir você dizer que aceita a minha companhia, Socchan.

Céus! Será que Midoriya ao menos percebia como aquilo o afetava? Não, com certeza não. Porque ele sempre falava aquelas coisas inocentemente, ou parecia fazer isso de forma inocente. Nenhum deles fez questão de soltar as mãos, mesmo depois de chegarem à Academia. Todoroki gostava de observar, de forma discreta, os músculos de Izuku e como ele era mais baixo que si, ele era forte e ao mesmo tempo fofo e tudo o que Todoroki queria fazer era apertá-lo e amá-lo sem nada para atrapalhar. Como todas as sextas, Shoto acompanhou Midoriya até o vestiário, esperou que ele se trocasse e, juntos, foram até a sala de aula.

Alguns bailarinos e bailarinas já estavam no local e Shoto ouviu alguns suspiros em sua direção e sua mão esquerda, que era segurada pela direita de Izuku, foi apertada. Isso sempre acontecia e o coração do bicolor insistia em se encher de esperança que fosse ciúmes e que o outro também estivesse apaixonado, só para ser minimamente despedaçado ao ouvir o mais baixo depois falar animadamente sobre sua parceira de dança, Uraraka.

Todoroki soltou com carinho a mão de Izuku e direcionou-se para seu canto, ajeitando as partituras no suporte e retirando o violino da case, em seguida. Testou algumas notas, apenas para se certificar de que estava bem afinado e esperou o início da aula, que não tardou em acontecer. Logo, Rei entrou na sala, com o cabelo branco preso em um coque bem firme e roupas apropriadas. Então, a aula começou. Todoroki praticamente já sabia as músicas de cor e até se atrevia a dizer que sabia a sequência da aula: sempre começavam se alongando, então vinham os pliés, seguidos dos tendus e jetés, então os frappés e grand battement. Depois, todos iam ao centro, treinar piruetas e deboulés, depois os pas de chat e os grand jettés. No final, uma reverência sincronizada e a aula estava acabada. Claro, ainda tinha muito mais coisas e alguns passos Tosoroki nunca conseguia decorar os nomes, além de estar muito focado em não errar as notas e ainda prestar atenção em Izuku.

Como sempre acontecia, enquanto todos saíam da sala, Shoto voltava a guardar suas coisas, Midoriya se aproximava de si e despedia-se dele com um “Boa noite, Shocchan” animado e outro beijo no canto de sua boca, antes de deixar a sala para trocar de roupa e pegar uma carona com o pai até em casa. Mais uma vez, o bicolor suspirou, vendo a mãe se aproximar e já sabendo qual pergunta ela faria.

-Quando vai ter coragem de se declarar pra ele, querido?

-Talvez no dia em que ele parar de falar da Ochaco, eu faça isso.

A mulher apenas riu de forma doce, e beijou a bochecha do filho, esperando-o para dar-lhe uma carona até o prédio onde morava. Shoto não trabalhava para se sustentar, ele sabia que era um maldito burguês safado, mas não conseguia mais ficar em casa e ouvir as exigências de Todoroki Enji para ele. Quando o carro da mão parou, o bicolor se preparou para descer do carro, mas parou quando sentiu a mão da mais velha sobre a sua. Olhou para ela, esperando o que ela tinha a dizer.

-Seu pai quer que vá almoçar em casa amanhã. Todos os seus irmãos também vão. – por alguns instantes, um silêncio incômodo se formou.

-Tudo bem, eu irei. Mas não espere que seja perfeito.

-Não espero.

Shoto deu um beijo na bochecha mãe e saiu do carro. Não demorou até chegar a seu apartamento e, enquanto tirava a roupa e deixava a banheira encher, lembrou-se de Izuku, com o rosto sério enquanto se concentrava nos exercícios, com aquela roupa fodidamente apertada, que destacava seus músculos e lembrou-se do beijo no canto da sua boca. Merda, ele estava duro. E, mais uma vez, Shoto teria que se resolver com sua mão.

(***)

-Merda, Shocchan!

Izuku estava na cama, tentando não fazer barulho. Ele estava de bruços, com o quadril erguido, enquanto tentava frustrantemente se aliviar com uma mão, enquanto tinha um vibrador introduzido em si, imaginando que Todoroki Shoto o fodia de forma esplêndida. Izuku simplesmente não entendia como o outro não percebia os claros sinais de que estava interessado nele. Teria de ser mais direto. Quando finalmente gozou, fez o máximo que pode para não gemer alto e, depois de relaxar o corpo, tirou o vibrador de seu interior e, com um pano que deixara perto de si, limpou-se. Estava ofegante e frustrado, não queria mais aquilo, queria sentir o calo de Shoto em contato com sua pele e sua respiração misturada com a dele.

Faria isso acontecer. Definitivamente. Se Shoto não iria tomar a iniciativa, Midoriya tomaria por ele.

21 de Setembro de 2019 às 01:44 0 Denunciar Insira 0
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