My Son Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Pois em meio a dor, Arthur Kirkland, entendeu o verdadeiro significado de ser pai.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#drama #fluffy #hetalia
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Capítulo Único

Um rapaz com os olhos esmeraldinos e lagrimosos, o rosto sujo de lama, madeixas grudadas na face. A chuva que caía fina não contribuía em nada para o que sentia e dava mais tensão aos seus sentimentos. Com os punhos fechados esmurrou com toda sua força o chão de barro, machucando os dedos vazando o sangue. Sentia uma parte de si sendo retirada. Tinha perdido, sabia bem, mas, todavia, não queria abrir mão e deixar seu pequeno ir. Doía, jamais pensou que sentiria algo assim. Desejava nunca ter brigado, de se desentender com aquele que era seu filho. Seu pequeno. Sua joia.

A terra onde estava ajoelhado estava empapada — tanto de água, como de sangue — refletia a imagem quebrada de Arthur Kirkland, também conhecido como Inglaterra. Escutou um de seus poucos soldados se aproximar, para leva-lo. Não queria. Não queria terminar assim. Sem saber se um dia, mesmo que o relacionamento não fosse mais o que era, se teria um perdão ou entendimento.

Pegaram em seus ombros retirando de seus pensamentos. Levou sua visão a frente e enxergou ao longe o pequeno ser de cabeleira dourada. Em dois segundos em meio a dor física e psicológica, ficou de pé e correu até o menino.

Agora entendia o que os pais sentiam, a preocupação com o bem-estar, saúde, o carinho, afeto, fraternidade, de dar a devida educação, se tem ou não problemas, proteger do mundo que sabe no futuro iram enfrentar e tudo mais que vinha com a bagagem de ser pai. A dor ao vê-los irem.

Não queria deixá-lo partir. Seu neném. As lembranças de quando o encontrou corria como desenhos animados em folhas de papel na sua mente. O pequeno bebê abandonado em uma floresta, que por sorte encontrou enquanto passava. Se apegou assim que viu as safiras. Consideravam louco por cuidar de uma criança e país. Não ligava nem um pouco. Foi a melhor decisão que fizera.

Mas... fora superprotetor demais, fazendo o menino se rebelar. Os dias doces não voltariam. A alegria de assistir suas brincadeiras no jardim do castelo, a fascinação por super-heróis, de ser derrubado a cada instante quando o menor pulava nele, das suas dúvidas e curiosidades. Ou dos dias de trovoada onde buscava proteção em seus braços. Tudo isso se tornou um passado agora sufocante para Inglaterra.

América! — sua voz ecoou em todo campo. Alfred se virou surpreso, os soldados logo o cobriram em proteção. Um deles apontou uma arma para o castanho foi impedido pela criança, que com sua força anormal sem intensão jogou o rapaz para longe, assustando os demais.

Alfred F. Jones ou simplesmente América. Era uma criança muito fofa, de longevidade incrível, ligado as formações terrestres. Sua vida como as dos demais países era ligado à sua existência. Se um país cair é porque seu regente morreu. Como Roma e demais extintos. Ele era uma fagulha de uma recém-formada.

Tem uma força incrível, imaginação indomável. Poderia ser considerado muito infantil — mas claro, era uma criança — avoado, com um “q" de narcisismo. Talvez por Inglaterra cria-lo com extrema atenção, como se o Sol girasse em torno de Alfred.

Não estava muito melhor que o mais velho, tinha escoriações, estava sujo, com roupas esfarrapadas e ensanguentadas, carregava uma face triste. Para uma criança, uma guerra era mais desgastante. Viu coisas que não deveria ter visto. A ira de seu considerado pai tinha para com a tamanha rebelação que fizera, foi inacreditável, nunca o tinha presenciado essa faceta. Mas não aguentava mais ser sufocado. Arthur era muito rígido para com ele, mesmo tento a liberdade de ser criança.

Verdade que os dois perderam a cabeça, mas sabiam no fundo que conversar não iria resolver. Era doloroso lutar com seu próprio pai, de machuca-lo e tinha quase certeza que o mesmo também.

E lá estava o castanho correndo em sua direção. Via no olhar do outro a tristeza, a aflição, o arrependimento e todo o peso. Não iria fazê-lo mau. Sentia.

Seus soldados seguraram Arthur antes de se aproximar do menino.

— América, América! — afirmou choroso, complemente rendido e sem força — Não me abandone — arriou no chão lamacento — Me perdoe! Não me deixe por favor! — as safiras estavam arregaladas, jamais imaginou uma pessoa tão grande como Inglaterra, tão quebrado como estava — Volte para mim!!

Alfred fez um bico, os sentimentos conflitantes giravam sua cabeça. Era seu pai. Mesmo que ambos foram babacas, mas eram família, brigas aconteciam, era normal, não queria dizer que se odiavam. Sem pensar em mais nada, abraçou o mais velho, para a surpresa dos dois batalhões.

— Vai ficar tudo bem — deu um beijo na bochecha do moreno, que agora também mostrava surpresa — Obrigado papai e adeus — limpou as lágrimas do outro — Sou independente agora, creio que entenda ou entendera — Arthur mais emotivo o abraçou fortemente — Papai? — suspirou fechando as safiras, entendendo — Vamos nos ver novamente, prometo — sorriu lindamente e firme.

— Alfred, Alfred! Eu te amo! Me perdoa! — levantou o pequeno, os soldados estavam para um fio de tira-lo dos braços do outro, temendo pela vida do menor.

— Ah, Inglaterra — resmungou, sabia que seu pai iria demorar na despedida, mesmo que pudessem se encontrar no futuro. Enxotou os soldados com um gesto, não corria perigo.

Arthur também era um pai bobão e emotivo. Alfred correspondeu o abraço, sussurrando que tudo estava bem, mesmo que tudo fosse mudar. Ainda teriam desavenças e paz. Ainda seriam pai e filho.

A fraca chuva parou, com as nuvens se abrindo para revelar um pouco da noite estrelada e o satélite brilhante completamente cheio e acolhedor, combinado com a paz um tanto anormal que se formara. O fim de uma guerra, uma independência de um país.

Os Estados Unidos da América foram reconhecidos independente formalmente pela Grã-Bretanha no dia 3 de setembro de 1783, no chamado Tratado de Paris, meses depois do fim da guerra.

15 de Setembro de 2019 às 19:46 4 Denunciar Insira 2
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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Sakura Angeli Sakura Angeli
A primeira história sua que eu tinha lido no Spirit. Lembro até hoje <3 Maravilhoso!

  • Sophia Grayson Sophia Grayson
    Owww <3 que fofa <3 não sabia que tinha sido a primeira, se soubesse teria repostado a mais tempo rs. Obrigada <3 4 weeks ago
Ellen Chrissie Ellen Chrissie
Aiiiiin!!! Alguém quer quebrar meu coração... Esta é a última que você publicou e que eu li ainda agora... As outras também foram lindas!!! Amo tuas histórias envolvendo família e sentimentos familiares... Parabéns!

  • Sophia Grayson Sophia Grayson
    Owwww <3 poxa, muito obrigada, você não tem noção do quanto seu comentário me deixa feliz <3 Faço tudo com o meu coração :3 Obrigada novamente, beijos! 4 weeks ago
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