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teffychan Steffanie Pinheiro

Durante toda sua vida Neji pensou que odiava Hinata. Sua frustração por ter nascido na família secundária dos Hyuuga não lhe permitia enxergar mais nada ao seu redor, e nenhum Byakugan poderia resolver isso. No entanto, conforme o tempo foi passando e o garoto começou a perceber seus erros, notou também outra coisa: Não era ódio que sentia por Hinata. Era outro tipo de sentimento, que estava se tornando cada vez mais intenso e mais perigoso, que ele não conseguia controlar. Afinal, o vínculo entre eles era mais forte do que entre qualquer outra pessoa de Konoha, em vários sentidos.


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Capítulo I

Deveria ser apenas mais um dia de treino, como outro qualquer. Sempre treinava com ela em casa quando a garota pedia, mesmo após os treinamentos com os companheiros de equipe. Mas parecia haver algo de diferente nesses treinamentos ultimamente. E não tinha nada a ver com o estilo de luta dela.

Hinata tinha melhorado bastante ao longo dos anos, era verdade. Quando era apenas uma Gennin era insegura, sempre hesitava e evitava um conflito o máximo que podia. Agora tinha aprendido a se defender melhor. Não tinha mais medo de atacar e ganhou mais confiança em si mesma. Tinha progredido bastante, tinha que admitir. Mas não era isso que o estava incomodando.

Era o fato de ter que treinar com ela. Neji sempre se sentiu frustrado por pertencer à família secundária dos Hyuuga e ter que servir uma pessoa que outrora considerou fraca demais para ser uma ninja. Já tinha deixado esse ressentimento de lado há muito tempo, até porque não era isso que o incomodava, e sim o que acontecia durante o treinamento.

O fato de estar tocando em Hinata o tempo todo, e da garota o estar tocando também. Aquilo era tão ridículo, eles estavam no meio de uma luta. Quando prendeu seus dois braços nas costas com uma das mãos e a segurou pela cintura com a outra, colando as costas dela contra seu peito, sentiu o coração acelerar com a proximidade dos corpos, e supôs que era por causa da adrenalina da luta. Por que outro motivo seria? Neji cometeu o erro de se distrair ao pensar demais nisso, o que deu tempo suficiente para Hinata fazer força com os braços, ainda presos, e arremessa-lo no chão, ficando em cima dele e concentrando chakra nas mãos. Neji a segurou pelos ombros e girou ao perceber o que a garota pretendia, e dessa vez foi ele quem ficou em cima de Hinata.

Seus olhos se perderam nos orbes azuis de Hinata por um instante. Aquilo era tão idiota… conhecia bem aquele rosto, ele conhecia a garota desde que se entendia por gente. E os olhos dela eram iguais aos seus por sinal.

Ainda estava segurando os braços dela e precisou retornar a realidade para que Hinata não se soltasse. Infelizmente demorou demais para fazer isso. Hinata acertou um chute em seu estômago, ganhando tempo o suficiente para colocar-se de pé. Neji também se recuperou depressa e se levantou. Concentrou chakra na palma da mão e dessa vez a acertou antes que a garota conseguisse se recompor por completo. Mas logo se arrependeu do que fez.

De tantos lugares em que poderia mirar, por que tinha que ser justo ali? Treinavam juntos desde crianças, Neji já a tinha acertado naquela região várias vezes e nunca tiveram problemas com isso antes, mas agora… bem, supunha que não poderia culpa-la quando Hinata gritou, mais de vergonha do que de dor quando ele tocou seus seios no meio da luta. Ela cobriu a região com as duas mãos de forma protetora e recuou alguns passos, o rosto atingindo um tom avermelhado.

Mesmo morando praticamente na mesma casa, Neji não tinha notado como Hinata tinha amadurecido, e não apenas como uma ninja. Seu corpo ganhara curvas que não possuía até pouco tempo atrás, os seios estavam consideravelmente maiores… ela estava se tornando uma bela mulher.

E por que raios Neji estava prestando atenção nisso?! Que diferença fazia se ela estava mais bonita agora, ou se ficava bem com o cabelo comprido, ou se já estava na idade de se apaixonar por alguém e consequentemente passar menos tempo com ele… não, isso não deveria fazer a menor diferença em sua vida.

— Sinto muito, Senhorita Hinata — ele baixou as mãos sem jeito — Foi sem querer, eu juro…

— Eu sei — Hinata realmente sabia que foi um acidente. Neji não era o tipo de pessoa que faria algo assim de propósito. Mas ainda que tivesse amadurecido nos últimos anos, ainda era difícil de lidar com situações assim — Acho melhor encerrarmos o treino por hoje. Tudo bem?

— É claro — Neji curvou-se respeitosamente e retornou para a parte da casa que pertencia à família secundária.

Tinha alguma coisa acontecendo com ele, e não era de hoje. Aquele acidente durante o treino só comprovava isso. Mas de nada adiantava ficar se martirizando por causa disso. Se iria tentar descobrir o que estava acontecendo consigo mesmo, então era melhor esfriar a cabeça e pensar nisso com calma.

Ele morava praticamente sozinho na casa destinada à família secundaria. Apenas alguns empregados iam até lá em determinadas horas do dia, mas não durante a noite. Havia uma fonte termal nos fundos da casa, onde ele decidiu se banhar para refletir sobre o que estava acontecendo.

Ele tinha uma obsessão estranha por Hinata, sempre teve. A vida inteira acreditou que isso estava relacionado com sua frustração de ter nascido na família secundária dos Hyuuga e ela na primeira, e não considera-la boa o suficiente para ser uma ninja. Essa frustração desapareceu com o tempo e ele percebeu que estava errado, mas sua fixação por Hinata não desapareceu. Pelo contrário, pareceu se transformar em outra coisa.

Desde que se entendia por gente foi ensinado a proteger Hinata de tudo e de todos, nem que isso lhe custasse a vida. Mas agora sentia que não fazia isso apenas porque era sua obrigação. Protegeria Hinata porque desejava fazer isso. Porque queria cuidar dela, do sorriso dela, porque gostava dela…

Gostava…? Neji gostava dela? Bem, é claro que gostava, eles eram primos. Quando eram crianças, Neji pensava que odiava Hinata, mas, agora que notara os erros que tinha cometido, percebeu que gostava dela. Mas gostava em que sentido?

Ah, a quem ele estava enganando? É claro que era naquele sentido. Isso explicava seu repentino interesse por Hinata, o desejo de protegê-la e fazê-la e feliz… e principalmente…

Neji sentiu vergonha de si mesmo ao lembrar disso. De como andava reparando em como o corpo dela havia amadurecido em tão pouco tempo. Como ela ficava bonita com os cabelos compridos. E como tinha tocado nela hoje… e, droga, o pior de tudo era que ele queria mais. Era um absurdo tão grande que chegava a ser engraçado. Agora que entendeu o tipo de sentimentos que nutria por Hinata, percebeu também porque o atrito de seus corpos o afetava tanto e como desejava mais daquilo.

Bem, talvez isso já fosse exagero. Sim, estava naquela fonte a tempo demais, a água quente devia estar afetando sua cabeça. Quem sabe poderia raciocinar melhor quando saísse de lá.

Neji levantou-se para sair, e quase ao mesmo tempo ouviu a porta da casa se abrindo. A névoa espessa causada pela fonte não lhe permitiu ver de quem se tratava, mas aquela voz era inconfundível.

— Tem alguém aí?

Mas que droga… como foi se esquecer que a fonte ocupava o terreno tanto da família principal quanto da secundária?!




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Notas Finais:


História postada também no Nyah! Fanfiction.

14 de Setembro de 2019 às 19:24 0 Denunciar Insira 3
Leia o próximo capítulo Capítulo II

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