Meu destino. Seguir história

A
Anna Docinho


Era medieval. Um Rei que só conhecia o poder, seu filho, Midoriya. Passara toda a vida preso em um Castelo. Levado a fugir em busca da Rebelião, a fim de parar o pai vil. Logo, conhecendo o que confirmou seu desejo pelo sexo oposto. Bakugou Katsuki, o homem por quem iria se apaixonar. Acaso, também líder da Rebelião, sempre agressivo. Que com o Midoriya, não sabia como reagir. Como o amor entre ambos poderia dar certo? Como acabariam com o reinado do Rei?


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

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Sentimento de posse.

Era mediévica. O Rei One conquistava tudo e todos os poderes para si, mesmo que cruelmente. Banindo os fracos, e amaldiçoando inúteis para si ou os que não seguiam suas ordens. Qualquer um desses era motivo do Rei considera-los inábeis, e aptos para morrer. Por fim, só se importando consigo e o que regiamente considerava inestimável.

Por tal fato, lá estava Midoriya Izuku, o qual era o rebento do Rei, onde vivera toda sua vida dentro do Castelo. Preso por correntes imaginárias; No final das contas, acabara se engradando ao finalmente, de noite, quando os guardas mudavam de postos, ousou subir as escadarias as quais dariam a imagem límpida de toda a localidade onde morava. Fora um espanto para si quando os fogos ao que tanto admirava, iluminaram a urbe mostrando o verdadeiro estarrecimento.

Haviam bastantes Nobres e Ricos no festival que sempre faziam na porta do Castelo, ao qual obviamente seu pai não o permitia ir. Contudo, o que os olhos gravaram foram os doentes, os considerados ‘Amaldiçoados que se arrastavam no chão, puxados pelas correntes que os guardas reais riam os zombando. Aquilo remexeu seu cerne.

E lá estava o Esverdeado, no quarto, considerando o plano mais orate que nunca teria feito em toda sua vida. Claro, se não houvesse visto a verdadeira aflição do povo. Comovido e agitado até a alma, construiu o esquema primoroso. Que em contra partida, tanto o Todoroki quanto o Tenya não aprovaram de início. Todavia, após várias palavras aos quais Izuku nem sabia que um dia sairiam de sua boca, conseguiu encorajar os dois em o ajudar.

E após a explosão falsa que fizeram no Castelo, precisamente em seu quarto, lá estavam os três pulando pela grande janela, em uma escadaria feita pela individualidade de Todoroki. O mesmo que se prontificou a ficar para trás, em demando de distrair as tropas. Sem embargo, Lida utilizava sua Habilidade ultrapassando a cidade com o Midoriya em seu colo, irrompendo na grande mata. Eles corriam dos soldados pertinentes, cujo eram os pessoais do Rei, os únicos que alcançariam o Tenya em um piscar de olhos. Ambos quase tropeçando as pedras da mata. Lida parou se estabelecendo, decidido que aquele era o seu limite, teria que os deter.

– Apenas corra, Midoriya! Pensei que conseguiríamos a tempo, mas eles estão pertos demais... Se for para que alguém consiga chegar ao objetivo, que seja você! — Estendeu uma peruca de dona para o próprio, que o olhou confuso. Ambos os peitos desciam recuperando o ar, precisos em cada barulho.

– O que significa isso!? E por que não vens comigo? Acaso esqueceu que nem eu mesmo sei aonde os rebeldes estarão? Será dias para encontra-los... e sozinho!?! — Gritou resfolegado, dando um passo para trás ao ter a peruca posta a furor em sua cabeça.

– Porque querendo ou não, és o mais sábio entre nós. E está cabelama talvez seja para não reconhecerem seu cabelo? — O sarcasmo na voz era evidente, o menor ficaria irado se não estivessem em perseguição. — Além do mais, confio plenamente em ti para apostar que os achará ainda hoje. Então... cuide-se. — Continuou, tentando disfarçar a tristeza na voz; mas o Midoriya percebeu, batendo o pé com o coração na mão, a ponto de se estilhaçar.

Já não bastava Todoroki? Sabia que seu Pai não seria tão burro, com certeza elaboraria algo maléfico para que o amigo fala-se. E agora, o Tenya? Não! Aquilo era demais para si! Não desertaria seus amigos... não queria isso.

Teria que ir largado em tal jornada?

– Olhe para mim, eu sei o que está pensando. E se queres saber, todos nós decidimos isso, tanto Todoroki quanto eu resolvemos te ajudar, vá atrás da rebelião... acabes com isto. Tu és a única esperança do povo. — Tocado, o Midoriya deu um último abraço no amigo, o soltando insatisfeito. Logo açodava mata a dentro, a passos atormentados e quase tropeçando.

E em um último momento, puxando todo o ar, virou seu rosto deixando que uma lágrima tórrida descesse pelo olho, levantando a mão fechada na direção do Tenya. Que retribuiu fazendo o mesmo, em uma despedida final. Como um comprimento pelo ar, um definitivo adeus.

– Não morra... Por favor! — Tentou soar firme, contudo, deixando as lágrimas descerem, encarando um sorrido singelo de Lida.

– Não se preocupe! Apenas fuja! — E trocando os últimos momentos de cumplicidade, Midoriya se concentrou na estrada a frente. Não poderia olhar para trás.

Pois sabia que se olha-se, paralisaria ali, sendo que como o guerreiro que era, o Tenya já deveria estar lutando contra aqueles sicários.

Desalmados soldados... por que obedeciam tão bem o seu Pai?


• • • • • •• • •

Logo após a grande desembestada, ofegante e afadigado, o Esverdeado se esgueirava na rocha apesar de que sabia que não deveria se dar tal luxo.

Visto que estava ciente de situar-se em perseguição, entretanto, cansado demais para se afligir com tal evento.

– Tsc, maldição... como posso ser tão néscio?! Porra! Que diabos estava pensando ao seguir os conselhos da velha maldita?! HÃN!?! BURRO, BURRO, BURROOOOO!!! — Era uma voz... sisuda? Parecia ranzinza. Portanto, levado pela curiosidade, o Midoriya não pensou duas vezes adentrando a grande passagem que o levava para dentro da caverna, pouco iluminada, mas que ainda assim se enxergava. O semblante logo se murchando ao ver um homem de cabelos loiros, muito sangue se espalhava pelo corpo alheio.

No fundo, Midoriya sabia que não deveria parar mesmo nessa situação. Ciente que deveria estar a correr... sabia. Contudo, seu padecimento pelo homem a frente, e a soturnidade que sentiu por aquele, não deixaram. Finalmente colocaria seu conhecimento de alopatia à mostra.

– Vo... Você está bem!? — Respondido com um olhar zangado, ignorou, se aproximando daquele. Como sempre, não cogitando se o outro poderia ser nauseabundo.

– Tsc, eu pareço estar bem!? Que inferno, não toques em mim! Merda, nem se aproxime!! — Izuku se fez de surdo, focado nos ferimentos. — Mas que droga, NÃO ESTÁ OUVINDO O QUE DIGO?! ESTRUME!! — E empurrou o outro, que caiu de bunda ao chão. Revirando os olhos por não aprovar a teimosia do loiro.

O Esverdeado podia se mostrar bastante envergonhado na maioria do tempo, mas se tinha algo que não suportava, era ter alguém ferido a sua frente. Em especial, quando não aceitavam ajuda. Motivos de briga que as vezes tinha com seu Pai, por sempre intentar amparar a todos.

– Na-Não se mexa! A-Ah é, você não pode... Só... Não saia daí! — O loiro pressionou uma carranca confusa, não estava óbvio que ele sequer iria se mexer? — Estou... Indo catar remédios! Então... Enfim... — E saiu correndo, vendo que o outro possivelmente iria retrucar com algo agressivo. Os pés se moveram em desjeito, acolhendo as ervas as quais considerava terapêuticas.

Passando alguns minutos, que caminhou as espremendo nas mãos, imprensava contra a rocha para que colhe-se o suco penso, adentro do pequeno cumbuca em que fizera de esgalhos. Que emitia um leve cheiro de menta, e ao senti-lo, voltara correndo, colocando-as delicadamente nas feridas do outro que ruía muxoxos estapeando de vez em quando sua mão. Em vão, já que revirava os olhos aplicando o resto.

Sorriu satisfeito ao observar o esgalho limpo, os cortes do outrem quase curados. Aparentando que sua leitura de anos enfurnado na livraria extensa, sobre a medicina atual, houvera valido a pena.

– Não precisava de sua ajuda. Mas reconheço. — A frase ambígua levou Izuku a rir, atraindo os olhos carmesins do loiro para os dentes alinhados e branquinhos. E o pequeno se jogou sentado ao chão.

– Está melhor? Ainda doí? Se quiser posso fazer novamente... Ma-Mas você quem sabes! Nem sou médico... então... então... é... — O outro cruzou os braços de queixo erguido e ranzinza, atrevidamente despindo Izuku com os olhos. Aquilo só fez com que o Midoriya ruborizasse.

E nervoso como era, aflito, fez um bico devolvendo um olhar sem-vergonha ao loiro. E o que ganhou com isso? A boca seca, o coração acelerando escassamente. Agora com o outro de pé, teve a chance de analisar direito. Ele tinha a pele leitosa, tão branca que imaginou se toca-se um dedo ali, ficaria vermelha.

Sem vestimenta alguma na parte de cima, o abdômen estava completamente exposto. E que abdômen.... As costas tampadas por uma grande capa vermelha, penas da cor creme adornavam o pescoço másculo por causa do manto, pareciam ser macias.

Todavia, não conseguiu parar por aí. Preso, imaginativo, certo de que o sangue esquentado subia pelo corpo parando nas bochechas enrubescidas; sempre soube que tinha atração pelo sexo oposto. Mas agora, em tal situação, diga-se complicada, e talvez.... envolvida de uma tensão erótica, ao ver tal homem formoso a frente? Teve completa certeza.

Que acirrante.

– Então é você... Parece que aquela bruxa gagá acertou em algo útil. E... apessoada. — Midoriya poderia ficar mais vermelho do que já estava? Poderia. E ficou.

Então o loiro, sem acrescentar nada, aproximou jogando o Esverdeado nos ombros. Que mesmo abismado pela ação, refletiu no quanto o outro que o carregava para fora da caverna, era um bárbaro.

Ah, e forte. Muito... forte.

– O... — Demorou lembrar de sequer uma palavra. — O que está fazendo!? Me coloque no chão! Eu precis...

– Estamos indo para casa. — Respondeu fora da caverna, a grama já podia ser vista nitidamente.

– Casa...? Na-Não, lamento, mas não sei por que está fazendo isto, não posso... Hey! Escute quando falam com você! — Se debateu, dando um beliscão no brutamontes. Em seguida, gritando por ter sido jogado ao chão. Captando um “Tsc” belicoso do outro.

– Por que lutas contra?! Aquela velha não me falou que serias tão adoidada! Merda!

– Velha? Do que...! Você deve estar me confundido! — Uma parte de si se entristeceu por isso, desejou estar novamente naqueles braços. “Não!” Que.... Mas que tipos de pensamentos eram esses?! Mal conhecia o loiro! — Além do mais, eu preciso encontrar os... — Grande e afiada, assim fora a flecha que passou de frente o rosto do Esverdeado, enterrada no tronco da árvore. Os dois viraram seus rostos ao mesmo tempo, Midoriya receoso em confirmar o pior.

Havia sido encontrado.

– Hora, hora, Izuku... por que foges de mim? Não vês que parte meu coração? — Sorriu em desdenho, apontando o arco para Midoriya que arregalou os olhos. A flecha fora solta, e teria acertado o alvo se não fosse pelo loiro. Que o puxou para si, lançando o poder de fogo na direção da flecha que dissolveu pelo calor. Apenas a ponta de metal caiu no chão, tostada.

– Nã... — A voz morreu ao perceber estar esmagado contra o abdômen do desconhecido, enrubescendo.

– O que pensa que está fazendo com ela!? — Berrou o loiro, descendo o olhar para Izuku que se soltou dele emaranhado. Se forçando a manter lucidez, pelo fato de que segundos atrás estava envolvido por um daqueles braços. Tão firmes...

– Ela? — Confuso, recebeu um bico feito do Loiro. Que como o homem explosivo e de poucas palavras que aparentava ser, novamente jogou Midoriya em seu ombro, abrindo a mão direcionada ao chão que criou uma grande explosão no local. E contando com a fumaça carbureta, pulou no ar.

Claro, não sem antes dar uma despedida para o seu “Convidado Real”. Que já de longe, se ouvia as tossidas do mesmo:

– Não toques no que é meu, pedaço de estrabo!! MORRA!


***

– A... Agora, po-podes me explicar por que disse tais coisas? — Pediu tentando parecer confiante, cruzando os braços e sem querer mostrando um bico. O cenário presente era estarem abaixo d’árvore; o loiro levantou uma sobrancelha, achando “fofo” aquela pose do pequeno.

E puxou o Esverdeado pelo queixo, que voltou a avermelhar, com as pernas bambas.

– Preciso mesmo explicar? Irá ficar ao meu lado de todo o jeito, não é? — Soltou uma lufada de ar quente sobre Izuku, que piscou os olhos atraídos. Perguntando do por que o loiro falar como se já o conhece-se.

Era a primeira vez que se viam, certo?

– Qu-Qual o seu nome? — Buscando lucidez, deu um passo para trás tendo um baque ao colidir contra o tronco. Corado pela espécie de prisão que o loiro fizera, com braços viris. Midoriya não pôde evitar firmar o olhar nos bíceps, logo arfando pelos pensamentos impuros e quentes.

– Katsuki Bakugou, mas ordeno que me chame apenas de Katsuki. Enfim... diga-me o motivo de ter um nome masculino, sendo que tens cabelos de mulher e... é uma..? — Midoriya franziu o cenho incerto, elevando o olhar para a peruca, e espantou.

– Oh, tinha-me esquecido disto... É porque sou um homem. — Riu constrangido puxando a mesma, a jogando para longe. — Era apenas um disfar... — O sorriso morreu, esbugalhando os olhos ao ter o corpo arrastado contra o tronco, levantado no ar. Os dedos dos pés se revirando em agonia, balançando as pernas sôfrego. Tentou até murmurar, contudo o que conseguiu foram espécies de cuspes e pequenos gritos de agonia.

– Mas que diabos está acontecendo!? Por que és um homem!? Hãn!?! Não foi isso que aquela MALDITA VELHA ME DISSE!! — Apertou a mão no pescoço do outro, que entrava em desespero visto que tudo ao redor nublava, o ar saia desinibido. Estava sendo asfixiado!

– Era um disfarc... ghh, para fu... gir... do Rei... — Não conseguiu continuar, os olhos se fechavam pouco a pouco, as mãos deslizaram para baixo, mórbidas. Não sentia o sangue fluir, o quão azarado era? Toda aquela fuga haveria de ser em vão...?

Propelido contra algo macio, tossiu recuperando o ar. O tórax subindo e descendo dolorosos, as bochechas avermelhadas pela falta de oxigênio. Logo analisando aonde estava, reprimindo um sobressalto ao anuir estar no colo do Bakugou.

– Por que fugirias do rei? Na verdade, quem não fugiria? — Suspirou olhando para cima, pensativo. — De todo o jeito, não acho que ela tenha errado na profecia... deve ter tido alguma confusão no horário... sim, é isto, tenho certeza qu... — Assustado, Midoriya puxou o ar cruzando os braços. Esse homem sabia o quanto era lindo?

Fazia ideia, pelo menos?




Não... Espera...





Que tipo de pensamentos eram esses?







Não havia acabado de ser quase morto?







– E-Eu não entendo o que falas... além do mais, estou à procura dos Quirks, — Por que estava falando disso? Não devia ser algo sigiloso? — Os revoltados. — Bakugou o colocou de frente a si. Pensava se deveria contar ou não, que duvida! Izuku havia o ajudado antes, certo?

Mas que merda!! Por que diabos iria contar algo tão valioso para alguém assim do nada!?! QUE HAVIA SAIDO DA PORRA DOS INFERNOS, E QUE NUNCA O TINHA VISTO... AAArgh! Nessas horas, o interior do loiro gritava pela burrice absurda.

– Sei onde os encontrar, faço parte. Estou indo para lá neste momento. — E se assustou consigo mesmo, ao Midoriya sorrir empolgado, sendo que desejou o acariciar nas bochechas sardentas. Parando a mão no meio do caminho.

– Po-Posso ir com você? — E por que confiava a alguém que poderia estar mentindo? Bem... Izuku esqueceu da pergunta ao ver a mão dele parar de frente ao rosto, o que o outro pretendia? E por que não mantinha-se racional? Neste exato momento.

No agora.





Queria estar nos braços daquele homem.







– Não sei... como vou saber se não és um espião? — Abaixou as mãos relutante; Izuku cruzou os braços de um modo tão irritante e fofo, que Bakugou mordeu a bochecha para não dizer algo que se arrependeria depois. Sentiu o gosto do sangue, também cruzando os braços.

– Não viu o Tensei tentando me matar?!

– Exatamente por isso. Sabes até o nome dele. Qual sua relação com o Rei? Não sabia que ele guardava uma “criança” como amigo, não que aquele mostro tenha amigos... — O Midoriya engoliu a seco, desconfortável, não queria falar sobre isso, e contar que era filho do Rei... Decidido, revelaria uma meia-verdade.

– Bem... o Rei One condenou-me por ser fraco, fiquei trancafiado na masmorra por meses... Tensei era um dos guardas e vivia me atormentando, felizmente consegui fug... — Bakugou não acreditou, por fim, dando de ombros já que percebera a delicadeza do outro sobre o assunto. COISA QUE NÃO TINHA FETIO DE FAZER, DAR SEGUNDAS CHANCES.

Descobriria a verdade mais tarde.

Aliás, o garoto a sua frente poderia conter informações valiosas para seu povo. Por isso, por que não? Qualquer coisa era só o amarrar.

– Vamos. — Voltou a andar, disfarçando a inquietação súbita pela risada que julgou maravilhosa vindo do Midoriya.

– Mas... se não for incomodo, por que te achei machucado? Por que me falou sobre uma profecia? — Bakugou ignorou as borboletas sem explicações no estômago, puxando a grande espada do cinto, e abrindo espaço pela mata.

– Aquela velha gagá falou-me que se fosse por aquele caminho, encontraria minha escolhida... a pessoa que nos ajudaria a salvar o reino.

– J-Já ouvi um pouco sobre vocês, deve estar se referindo a Recovery Girl, certo? — O loiro acenou com a cabeça, parando bruscamente ao repensar. Virou para Midoriya que bateu contra seu abdômen, ruborizando ao centralizar o olhar no maior.

– De...Desculpe.

– Francamente, como não percebi que não eras mulher? Mesmo sendo tão bonito assim, eu deveria saber... — Izuku abaixou o olhar que brilhava de prazer, soltando um suspiro ao sentir a nuca esquentar pelo hálito quente doutro. — Porém, se desejas tanto saber, eu lhe falarei. “Roupa de mulher e carinhosa, assim te encontraras. Uma alma de guerreira, mesmo não podendo lutar. Será sua perdição e sua salvação. Quando menos esperar, ela sempre estará lá; seu refúgio, seu aliado, seu amor... sua vida. A salvação do reino.” — Pausou, olhando para um Midoriya que sem motivos lógicos, lançou um olhar profundo ao Bakugou, que teorizou se aqueles olhos de esmeraldas eram verdadeiros.

E continuou:

– Bem... para mim havia ficado claro desde a primeira vez que ela me falou, que seria uma mulher. Pois por que diabos seria um homem, não é? — Riu encostando o corpo na árvore, ambos distraídos demais para perceberem o cheiro de magia no ar. Um almiscarado, indicando que um pacto estava se selando nos presentes ali.

Dois destinos se entrelaçando.

O que afligiu o Midoriya, que questionou do por que sentia o coração tão descompassado? Por que lá no fundo se sentia um miserável por não ser uma mulher? “ Que inveja ”. Por quê? Abombado de perguntas, cada vez mais e mais as duvidas abriam espaços para enigmas.

Contudo, nenhuma delas explicando o fato de que mantinha o olhar fixo ao loiro, salivando pelo desejo cobiçoso que dilatava em seu corpo. Nenhuma delas explicaria a atração súbita por alguém nunca visto na vida.

– Ei, você está pensando demais... estás com a mesma face de quando me viu sangrando, relaxe, tô mandando; okay? — Afincou Bakugou, levando a mão cálida a acariciarem as bochechas ruborizadas do pequeno. Fora um ato sem pensar. Midoriya sorriu se deliciando com o contato quente.

“ O homem a sua frente tinha noção do que era amar? “

E com uma vontade descomunal, Izuku sentiu o coração pular de alegria diante do alvitre anormal. De querer faze-lo conhecer o amor. Obviamente, consigo.

– Sim... irei relaxar. — Por fim, ambos continuaram a caminhada. Izuku ainda rindo minimamente, colocando as engrenagens para trabalhar. Novas perguntas surgindo na cabeça.

Como iria fazer isto? Se nem mesmo conhecia o amor, afinal, o seu nunca chegara a ser reciproco. Acenou não disfarçadamente, segurando na capa vermelha enquanto o seguia pela relva, sorrindo tímido.

Sim, o sentimento de posse.

Teria Katsuki...





...só para si.




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12 de Setembro de 2019 às 15:46 0 Denunciar Insira 0
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