A sombra que em mim habita Seguir história

deodiegolimaa

O psicologo florense Wander se encontra em uma situação peculiar que nem mesmo ele consegue entender. Seu trabalho e desvendar crimes quase impossíveis, mas depois do que aconteceu na última noite vai ser difícil entender mentes que desejam o mal sendo que sua própria mente pode ser sombria.


Crime Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#mente #sombra #crime
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Sem entender

Já era madrugada quando abri meus olhos, estava muito escuro não enxergava nada, mas podia sentir algo gelado em minhas mãos que escorria pelos dedos pingando ao chão. O susto de acordar sentindo algo e não saber o que é me deixou sem movimento algum dos pés a cabeça, mal conseguia piscar. Tentava fazer a minha cabeça pensar que era apenas um sonho maluco e quando acordasse não saberia explicar ou entender. O silencia se fazia tão presente no quarto que conseguia ouvir como se fossem gotas caindo ao chão. Foi alguns minutos sentindo a mesma coisa até tomar coragem, levantar da cama e ascender à luz do quarto. O que vi parecia cena de terror ou uma pegadinha sem graça e de muito mau gosto. O que escorria da minha mão era sangue, ou pelo menos parecia, o quarto estava com pegadas para todo lado, a cama ficou tingida de vermelho formando uma poça de sangue que escorreu pela minha mão que estava suspensa ao lado que dormia.

Torcia para que muitas pessoas surgissem do nada falando que era apenas uma brincadeira, mas foi exatamente o que não aconteceu. Depois de passar minutos paralisado tentando saber o que tinha acontecido fui até o banheiro tirei a roupa para saber de onde todo aquele sangue vinha e para saber se me cortei ou tinha alguma ferida pelo corpo. Entrei no chuveiro, tomei banho demorado com a certeza de que todo aquele sangue não era meu. Se não é, então de quem é o sangue por todo o quarto?

Saí do banho e corri para limpar toda aquela sujeira, esfreguei o chão com água sanitária para tirar cada centímetro sujo de sangue e para não deixar nenhum vestígio de DNA. Todos os tecidos que estavam com sangue, roupas de cama, minhas roupas, cortinas, tapete coloquei em saco plástico, peguei o carro, dirigi por alguns minutos e andei por mais outros até chegar no Parque Lago Azul, um lugar retirado de difícil acesso, e claro, sem câmera alguma. Queimei tudo que estava no saco, peguei as cinzas misturei com água e joguei no lago. Caminhei em cada canto do Parque para ter a certeza de que ninguém me viu e caso tenha visto estava com roupa que costumo correr, com capuz, fones de ouvido simulando uma corrida e o carro estava longe, muito bem escondido.

Depois de dar três voltas pelo lago voltei para casa e limpei todo o carro para ter a certeza de não ter esquecido alguma coisa que pudesse me incriminar, por algo que nem sei se fiz, ou o que fiz. Quando terminei de deixar tudo em ordem o celular desperta, era a hora de ir para o trabalho, o último lugar que pensaria em ir após a noite que tive. Meu trabalho é entender a mente de um criminoso sem mesmo conhecê-lo fisicamente, apenas estudando seus crimes. Como vou entender a mente de alguém sendo que não consigo entender nem mesmo a minha. Saí de casa, mas meus pensamentos continuavam trancados dentro do quarto tentando entender o que havia acontecido, procurando justificativas e claro, torcendo para que o meu novo caso a ser solucionado no trabalho não tenha nada a ver com o que acabou de acontecer comigo.

Ao chegar na sede da polícia de investigação havia um grande tumulto, entrei e fui até a sala onde trabalho, a sala dos psicólogos Forenses. Não havia ninguém, o que é muito estranho pois sempre está cheia, todos reclamam de estar sobrecarregados com muitas coisas para fazer. Entrei e simplesmente fui fazer o que me competia, ou pelo menos queria fazer. Entrou de forma bruta e rápida dois homens fardados mostrando seus distintivos, não pedindo nada, apenas ordenando que acompanhasse eles. Enquanto seguia os dois oficiais só conseguia lembrar do momento em que acordei vendo todo aquele sangue e pensando em como explicar tudo para eles, sendo que não lembro de absolutamente nada, pelo menos não de como todo aquele sangue foi parar nas minhas mãos e por todo o meu quarto. Já preparava o meu discurso de que tenho direito a um advogado, porém, notei que tudo estava mais grave do que eu pensava quando vi que eles não estavam me escoltando até uma sala de interrogatório, mas sim, até um helicóptero. Nesse momento só sabia que não conseguia entender mais nada...

5 de Setembro de 2019 às 18:57 0 Denunciar Insira 0
Continua…

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Diego Lima Expresse o que sente e irá entender o que vive.

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