Que tal um gato? Seguir história

anacchan Anacchan

— O que é isso? — Kakuzu perguntou, vendo o rapaz de olhos violeta se aproximar, logo, após um de seus rituais demorados, segurando uma bola de pelos bem pequena. — É um gato, Kakuzu! — respondeu com uma animação que o moreno definitivamente não conhecia. — Nunca viu um, velhote?!


Fanfiction Anime/Mangá Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto.

#oneshot #gato #akatsuki #naruto-shippuden #kakuhida #kakuzu #hidan
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Capítulo Único

O som baixo dos suspiros de sono de seu parceiro preencheu seus ouvidos, assim como um estranho chiado, muito semelhante a uma caixa de abelhas, se misturava a ele. Não sabia o motivo pelo qual havia aceitado trazer aquela criatura para casa. Talvez as reclamações de Hidan tivessem o ajudado a chegar a essa decisão, porém, jamais imaginaria seu parceiro se dando tão bem com um gato.



— O que é isso? — Kakuzu perguntou, vendo o rapaz de olhos violeta se aproximar, logo, após um de seus rituais demorados, segurando uma bola de pelos bem pequena.

— É um gato, Kakuzu! — respondeu com uma animação que o moreno definitivamente não conhecia. — Nunca viu um, velhote?!

— Eu sei o que é um gato... — ele respondeu com a impaciente costumeira, assistindo à cena um tanto inédita do parceiro acariciando o felino em seu colo. — Por que está com ele? — perguntou, recebendo um sorriso sacana do outro, logo entendendo o que ele queria dizer. — Nem pensar.

— Ah, Kakuzu! — reclamou Hidan, se aproximando dele. — É só um gatinho! Por favor!

— Desde quando você gosta de bichos?

— Desde sempre, velhote! — afirmou com irritação. — Eles nem servem nos rituais pra Jashin-sama! — explicou, ajeitando o gato, que agora se agarrava ao sobretudo com as unhas. — Kakuzu, por favor! Eu prometo que cuido dele!

— Você não cuida nem de você.

— Vá se foder, seu saco de vacilo! — exclamou no tom de irritação costumeira. — Vamos, Kakuzu-chan! Por favor!

— Não.

— Kakuzu!




No fim, o albino reclamou tanto que Kakuzu acabou cedendo, a contragosto, é claro. Levaram-no para o esconderijo, já esperando as piores reações dos outros membros, coisa que, surpreendentemente, não aconteceu. O velho ninja torcia internamente para que as reprovações vindas dos outros pudessem finalmente fazer Hidan desistir da ideia estúpida de ter um gato, porém, para o seu azar, todos acabaram cedendo à fofura felina. Começara a pensar, inclusive, na possibilidade de o animal ter lançado algum jutsu para ganhar o encanto dos outros e ele tivesse sido o único que não foi pego. Até mesmo Pain e o Uchiha da organização não resistiram ao charme daquela bola de pelos.

Kakuzu suspirou um pouco impaciente. O som de caixa de abelha produzido por aquela criatura não o deixava descansar. Além disso, durante à noite, um espírito zombeteiro, progenitor de toda bagunça, tomava conta daquele pequeno corpo fofo e peludo, dando-o toda motivação necessária para destruir a casa. O moreno agradeceu mentalmente por, aparentemente, aquela noite não ser uma dessas. Se o ronronar já o incomodava, o fato da casa estar sendo virada de cabeça para baixo ultrapassava os limites da paciência – já bem curta – do velho ninja.

Com certa irritação, ele pegou seu travesseiro, colocando-o sobre a cabeça, enquanto tentava a todo custo dormir.

***

Uma sensação incômoda passava por seu rosto. Era como uma cócega, mas não se lembrava de ser tão sensível naquele local. Ainda estava de olhos fechados, meio dormindo, meio acordado, mas aquele toque em seu rosto ficava cada vez mais nítido, até que uma coisa peluda e quente pôde ser sentida perto de seu nariz, ao mesmo tempo em que o som de caixa de abelha preenchia seus ouvidos novamente. Kakuzu acordou se sentando em um pulo, ao mesmo tempo em que via o felino correr para a cama do parceiro, que o olhava com um sorriso brincalhão.

— Bom dia, Kakuzu-chan! — desejou o albino, fazendo carinho no bichinho, que agora se esfregava em seu peito. — Dormiu bem?

— Como você consegue dormir com isso? — perguntou em seu humor habitual. — Parece uma caixa de abelhas.

— Você reclama demais, velhote. — Hidan deu os ombros, pegando o gatinho no colo e se levantando. — Vou colocar comida pro Jashin.

— Jashin?

— Sim. — ele olho para os olhos verdes do outro. — O gato.

— Você não tem um pingo de criatividade? — questionou ele, com certo tédio.

— Você nem queria o gato e agora vai dar pitaco no nome que eu escolhi, ô carai de asa?! Vá se foder, Kakuzu! — Hidan disse indignado, saindo do quarto. — Vamos, Jashin! Não dê ouvidos pra esse velhote!

— Tsc. — o moreno balançou a cabeça em negação, logo se levantando também. Mesmo após a noite mal dormida, teria trabalho a fazer.

***

Ouvia risadas altas, seguidas de onomatopeias estranhas, nada convencionais. Era o que Kakuzu ouviu vindo da sala no momento em que desceu as escadas.

Fitando rapidamente o local de onde todos aqueles sons saíam, o moreno pôde ver outros quatro membros da organização. Todos sentados em roda no centro da sala, aparentemente, por nenhum motivo, porém, ao se aproximar, pôde ver Jashin, o gato, passando e mordendo as mãos de seus quatro companheiros de equipe: Sasori, Deidara, Hidan e Itachi. Suspirando fundo, ele encarou o bichano, que parecia se divertir com qualquer movimento e som emitido por algum dos rapazes. Ele continuava não vendo nada de mais naquela bola de pelos barulhenta e fedida, como carinhosamente chamava. Não conseguia sentir a mesma coisa que os outros. Nem mesmo entendia como Hidan, aquele Hidan que conhecia, como ele poderia se dar bem assim com um animal. Normalmente só o via soltando uma de suas risadas loucas ou esfaqueando a si mesmo, jamais demonstrando algum afeto por outro ser vivo, mas, com aquele gatinho as coisas pareciam ter mudado.

— Eu ainda achei Jashin um nome ruim, un! — Deidara falou, enquanto olhava para o albino que mexia freneticamente o bichinho em suas mãos.

— Quando você tiver seu próprio gato, você coloca um nome bom, vadia loira. — como uma criança pirracenta, Hidan soltou, recebendo uma careta em desagrado do loiro. — Esse é meu e é Jashin!

— Vão começar com isso de novo? — Sasori perguntou indiferente, olhando as unhas.

— Eu já até desisti. —respondeu o Uchiha do grupo, enquanto lia um livro.

— Ele estão assim faz tempo? — Kakuzu perguntou, observando a briguinha.

— Toda hora, Kakuzu. — o ruivo respondeu. — Você quase nunca sai do quarto, o Hidan reclama que você não gosta do gato e depois começa isso.

— É! Não gosta! E ainda fica com essa cara de cu com câimbra pra mim quando tô brincando com o Jashin lá! — o nada escandaloso Hidan, se manifestou. — Ele ousou reclamar do nome do gato outro dia, do nome do MEU gato outro dia, sendo que ele nem gosta! Porra, com o Deidara-chan eu até entendo, ele brinca, ele ajuda, pode reclamar, apesar do gato ser meu, mas esse cagalhão da porra não! — ele continuou reclamando naquele mesmo tom costumeiro.

— Você reclama demais. — comentou Sasori com tédio, se levantando. — Vamos, Deidara.

— Danna! — ele levantou esbaforido, seguindo o mais baixo. — Depois a gente conversa, Hidan! — se despediu saindo do local.

Bem, isso não foi diferente para os outros presentes que logo seguiram para seus respectivos quartos, inclusive Hidan com o gato e Kakuzu.



***



Kakuzu entrou no quarto e não conseguia enxergar nada. Maldito Hidan que resolvera dormir e não teve a coragem de ao menos deixar o abajur aceso para quando o outro voltasse para o quarto.

Tateou pela parede devagar, tentando não fazer baralho e ao mesmo tempo, não topar em nenhum móvel. Tentaria acender o abajur que o parceiro idiota esquecera. Com custo, mas isso aconteceria. Se movimentou com calma até o canto da cama do rapaz mais novo. Tateando em busca do aparelho, encontrando-o logo a frente e apertando, continuando na mesma posição em que estava. Olhou para a cama do parceiro e um susto o fez recuar brevemente. Hidan dormia, como sempre costumava dormir, praticamente nu e todo jogado de qualquer forma na cama. Porém, dessa vez, em meio àquela bagunça, o pequeno gatinho havia encontrado um buraquinho confortável para se aninhar ao novo dono, dormindo junto dele. A tamanha fofura que aquela cena mostrava pegou Kakuzu desprevenido. Não esperava que o gato se aproximasse tanto e que seria tão estranho ver Hidan daquela forma com um animalzinho. Hidan era agitado, gritava, gostava de matar e destruir coisas. Ele não deveria estar gostando de cuidar e acariciar um bichinho tão pequeno. Pequeno ao ponto de conseguir tornar o próprio Hidan fofo – Kakuzu ainda pensava se esse realmente era a definição certa para aquilo que estava vendo.

— Tsc... — Kakuzu suspirou, olhando aquela cena, ainda um pouco congelado. Pegou a coberta jogada sobre os pés de Hidan e cobriu os dois, logo se virando em direção a sua cama. Ainda não conseguia acreditar na cena que havia acabado de ver. Retirou a máscara, sentando-se a cama e, ainda fitando o parceiro, mexeu nos cabelos negros, bufando em tédio. Após deitar, ele fechou os olhos, concentrado em pegar no sono. Tinha certeza de que daria certo, uma vez que as noites mal dormidas resultaram num cansaço diário grande. Por um momento pensou que teria êxito, até que um som familiar chegou aos seus ouvidos, fazendo desmoronar toda aquela parede de relaxamento que estava começando a se moldar em volta de si. Olhou em volta, dando de cara com o bicho que antes dormia com seu parceiro, sentado em seu travesseiro, logo ao lado de sua cabeça. O olhava como se estivesse curioso, sem nem mesmo desviar dos olhos furiosos do moreno.

— Saia daqui! — sussurrou o moreno coberto de certeza, enquanto tentava se virar de costas para o gatinho, que de imediato, lançou sua patinha contra o nariz do mesmo. — Outch! — reclamou ele, tentando empurrar o animal, que logo pulou para o chão. — Tsc...

Vendo Jashin se virar para o albino e ir andando até lá, Kakuzu deu as costas para a beirada da cama, logo tratando de cobrir até mesmo seu rosto com as coberta, adormecendo.



***



O velho ninja entrou na sala. Era uma tarde de sábado e, surpreendentemente, nenhum de seus companheiros de organização estavam no cômodo, tornando-o demasiadamente silencioso. Conseguia até mesmo estranhar a sensação de estar em uma casa sem a presença barulhenta de Deidara e Hidan. Nem mesmo sabia onde os outros estavam, só sentia paz. Caminhou para o sofá com um livro em mãos, se sentando em um dos cantos, abrindo o objeto na página em que havia parado. Nem mesmo lembrava quando havia sido a última vez que pegou para ler em outro local senão seu quarto. E, por vezes, nem mesmo ali conseguia. Suspirou aliviado, virando outra página. Claro, Kakuzu nunca contava com a sorte. Inclusive, costumava pensar que a mesma poderia ter algo contra si, já que em todas as situações envolvendo aquela organização que passara, nunca fora sortudo o suficiente para sair com a pouca paciência intacta. Aquele momento não seria diferente, claro que não. Um som repetido de algo sendo arranhado chamou sua atenção. Mirou seu olhar para o local de onde o barulho vinha e deu de cara com o animal que agora habitava a casa, sobre uma estante grande que se localizava bem ao lado do sofá em que estava. O bicho o encarava com aqueles olhos cínicos, esticando seu corpo pela madeira, enquanto arrastava suas garras, tentando arrumar uma posição para alcançar o chão em um pulo. Porém, aquela simples ação parecia muito difícil, fazendo-o andar de um lado para o outro, miando algumas vezes, alternando seu olhar de Kakuzu para o chão e do chão para o homem.

— Você quer descer? — ele perguntou, chamando a atenção do peludo que agora recolhera suas patas de volta ao corpo, retribuindo o olhar desconfiado.— Você subiu, dê um jeito de descer agora.

O gato virou a cabeça, olhando confuso para Kakuzu, que ainda o encarava e logo, tornou a tentar descer do móvel. O velho ninja ficou observando por um tempo. Aparentemente, mesmo tendo subido com facilidade, descer não funcionaria com o mesmo processo. O moreno suspirou, largando seu livro no sofá e se levantando, andando até o local em que o animalzinho se encontrava, fazendo aquela carinha que facilmente classificaria como inocência, se não fosse por suas lembranças do dono daquele gato e o tapa na cara que levara uns dias antes. Parou a alguns centímetros o felino, que agora lhe retribuía o olhar com desprezo.

— Vamos, pule aqui. — ele esticou as mãos para cima, na direção do animal, que continuava a olhá-lo com desprezo. — Eu levantei pra te ajudar. — sem mexer um milímetro, Jashin continuou o encarando. — Você é mal-agradecido igual ao seu dono... — recolheu as mãos de volta ao corpo, andando até o móvel vizinho à estante, sentando-se novamente e apanhando seu livro aberto na página em que havia parado. — Se vire.

Ao contrário do que Kakuzu pensava, aquilo nem mesmo havia afetado a postura do gato, que continuava a encará-lo. Resolvendo ignorar o felino idiota, ele continuou a ler seu livro. Quase nunca tinha tempo para colocar sua leitura em dia, um alívio batia em seu peito em momentos como esse, imerso nas páginas, sem a falação de seu líder e a gritaria de Hidan e Deidara. Era como se estivesse no paraíso. Porém... Kakuzu sempre soube que a sorte nesses casos nunca havia estado ao seu lado, certamente. O barulho do escorregão veio primeiro. As unhas afiadas do bichinho arrastavam na madeira, minutos antes de Jashin cair precisamente em seu colo, sobre o livro, lançando-o longe e automaticamente desmarcando a página em que o moreno estava, deixando-o completamente assustado, parecendo nem mesmo saber de onde viera o golpe que o acabara de acertar.

— Mas que porr...! — o velho ninja sussurrou para si mesmo, olhando para o gato que andava em direção ao tapete como se nada tivesse acontecido. — Ora, seu...! — ao vê-lo ameaçar a levantei, Jashin correu como se sua vida dependesse daquilo... provavelmente, dependia. — Droga!

Ele reclamou, recolhendo seu livro do chão, logo achando melhor voltar para seu quarto.



***



Assim passaram os dias. Kakuzu observava as brigas dos companheiros e as bagunças do pequeno peludo. Havia se segurado pelo menos umas cinco vezes e não o matado em um só golpe. Certamente, aquele gato estava coberto de sorte. Aos poucos, o bichinho se aproximava. Vezes deixando de dormir com Hidan para repousar aos pés do moreno, que por sua vez, também já estava acostumando com aquela presença extra em seu colchão; Vezes trazendo-lhe presentes inesperados, largando-os sobre seu travesseiro. O que gerou imensas reclamações do albino, que agora insistia em xingar o gato por tê-lo trocado tão descaradamente.

— Jashin. — Hidan se manifestou ao entrar no quarto e ver o gato deitado aos pés do moreno, que tinha um livro em mãos e parecia já estar pronto para dormir. — Tsc...

— Ele sabe quem é a melhor companhia, afinal. — comentou Kakuzu, sem nem mesmo desviar os olhos das páginas. Irritar o albino sobre quem o gato preferia havia se tornado uma experiência interessante, apesar de nunca conseguir ouvir os sermões e xingamentos até o final. Hidan falava demais. — Mais esperto que você.

— Eu não quero mais nada com esse miau de bosta! — reclamou o mais novo, se jogando de qualquer forma em sua cama, fazendo o parceiro olhá-lo em divertimento. — E você, vá a merda, Kakuzu!

O moreno sorriu satisfeito, vendo o albino se virar para a parede, ainda demonstrando revolta. Murmurando uma frase ou outra, chamando o parceiro de velho gagá, ladrão de gatos e sinônimos. Fechou seu livro, colocando-o na cômoda. Olhou para o felino, que agora estava sentado à sua frente, bocejando. Suspirou, depositando um pequeno afago em sua cabeça, que continuou sendo esfregada pelo braço de Kakuzu, para logo depois vê-lo se afastar e pular para o chão.

— Isso, vá dormir com seu dono. — Kakuzu falou alto, chamando a atenção do outro, que agora se virara, dando de cara com o pequeno felino ali.

— O que tá fazendo? — Hidan olhou meio surpreso, vendo o gatinho se aninhar junto consigo, de forma aconchegante.

— Nada. — respondeu o moreno, já deitado. — Ele quem quis ir pra sua cama. — bocejou, mexendo no longos cabelos. — Ele gosta de você.

O silêncio tomou o quarto. Kakuzu decidiu que era melhor mantê-lo, já que o parceiro escandaloso não se manifestou e, provavelmente, não pararia mais de falar se assim fizesse. Ficando de frente para a parede, o moreno fechou os olhos, pronto para completar mais uma boa noite de sono – claro, agora que Jashin havia se acostumado, os ataques energéticos da madrugada foram diminuindo com o tempo e a paz voltou a reinar – quando de repente, um som arrastado, alto e desconhecido chamou sua atenção, fazendo-o virar em direção ao parceiro.

— O que está fazendo? — a voz grave soou pelo quarto, fazendo com que aquela figura de pé, próxima de sua cama, parasse sua movimentação.

— Ele gosta de dormir com você também. — disse o albino, empurrando sua cama de solteiro para junto da de seu parceiro, que o olhava horrorizado com a ideia. — Que foi?

— Você é idiota?

— Kakuzu! — protestou, terminando de recostar o móvel ao lado do parceiro, pegando o gato, que havia pulado para o chão e colocando-o sobre o colchão novamente. — É... é só pra agradar ao Jashin, tá ok?! Não confunda as coisas, velhote!

O velho ninja ainda o olhava incrédulo. Jamais esperaria tal raciocínio de Hidan. Ou melhor, jamais esperaria raciocínio algum do parceiro, ele era um completo idiota, no sentido mais amplo possível que a palavra pode ter. Tentou se afastar, colocando suas costas viradas para a parede, enquanto assistia o outro se deitar, juntamente com o gato, que, como o outro disse, não perdeu tempo e logo aninhou-se bem ao meio da dupla.

— Viu?! — perguntou o albino. — Eu disse que ele gostava!

— Claro... — revirou os olhos, suspirando profundamente e fechando-os.

Hidan, por sua vez, continuou o encarando, se ajeitando junto ao gato, que parecia cada vez mais querê-lo próximo ao parceiro. Claro, jamais ousaria se aproximar mais do que o necessário... era com Kakuzu que estava lidando. Demorou um pouco, mas, conseguiu dormir. A tensão de acabar se aproximando demais ou até mesmo acertando-o involuntariamente durante o sono, dificultou as coisas para o albino, mas, no fim, saiu inteiro daquela noite. Ele e o gato.

Só não contava que talvez aquela não fosse a única noite que os aguardava...



***



Kakuzu estava sentado no sofá, com um livro em mãos, vendo Hidan e Deidara em mais uma de suas brigas infantis no tapete, logo aos seus pés.

— Você puxou meu cabelo, un! — exclamou o loiro aborrecido, tentando estapear Hidan, que se protegia com as mãos.

— Eu ia tirar uma folha, Deidara-chan! — se explicou, tentando conter os golpes do outro com os braços. — Porra, Kakuzu! Me ajuda aqui!

— Você quem arrumou confusão. — respondeu o parceiro, vendo o gatinho se aproximar. — Se vira.

— Como você é um filho da puta! — gritou o albino. — Porra, Deidara-chan! Isso dói, cu de pombo!

— Tsc... — Kakuzu deu os ombros, abrindo seu livro e tentando ao máximo ignorar aqueles dois seres barulhentos ali a sua frente. O gato, por sua vez, tomou a liberdade de se ajeitar e deitar sobre seu colo, sem nem mesmo se dar o trabalho de pedir permissão. — Você é realmente folgado.

— Ué, sucumbiu à fofura também? — a marionete ruiva que acabara de entrar no cômodo e se dirigiu para o outro assento do sofá. — Sabia que esse momento chegaria. — ironizou, mostrando o grande e pesado livro sobre marionetes que carregava, se recostando ali e abrindo.

— É... — Kakuzu concordou baixo, olhando o peludo, enquanto distribuía leves afagos por sua cabeça, revezando o olhar entre o albino, que ainda gritava no chão com Deidara e o animal calmo em seu colo, segurando um pequeno sorriso por baixo da máscara. — Até que ter um gato não foi uma ideia muito ruim...

2 de Setembro de 2019 às 03:23 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Anacchan 21 anos. Letras/Inglês - UFRRJ Apaixonada por KiyoHana. Voltando a colocar em dia a minha escrita.

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