Renascido Imperatriz Seguir história

braz Matheus Braz

Um rei e um general implacável. Aanderan , um homem que subiu ao trono por sua força e habilidade, mas traído por aqueles que estavam ao seu lado desde o começo. Assassinado por sua esposa e seu amigo, ele amaldiçoa a seus conhecidos em seu leito de morte. Furioso e amargamente, ele começa a deixar essa vida. Em seu último sopro de vida, os ventos do destino mudam e levam sua consciência para outro lugar. Um mundo diferente do seu, mas ainda assim semelhante. Um mundo baseado em força, e habilidade. Tudo aquilo que ele trabalhou para ser, mas existe um contratempo. Ele renasceu em um corpo de uma garota, uma bastarda de um nobre, cujo sua presença ele tende a evitar.


Fantasia Épico Para maiores de 18 apenas.

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Capítulo - 1: Renascimento

O trono de um rei é um lugar em que muitos sonham em conseguir, mas poucos conseguem conquista-lo. Ele representa sua autoridade, sua convicção e sua força para chegar até o lugar mais alto, passando por qualquer adversidade. A sensação de poder que ele erradia é quase inebriante.


E este trono em questão, foi meu por muitos anos. Longos e longos anos. Iria continuar sendo, se não fosse pela lâmina que me apunhalou, lâmina essa que eu mesmo afiei desde que me lembro por pessoa.


A lâmina da confiança. Aqueles que usaram essa lâmina não foram ninguém menos do que aqueles que subiram ao topo comigo. Minha esposa e quem eu gostava de considerar amigo mais leal.


Por uma promessa vazia de homens mais poderosos do que eu, eles sucumbiram ao medo e achando ser a única resposta, me enganaram e me fizeram acreditar em suas palavras gentis e doces, assim como me fizeram prometer na frente de um sacerdote que amaríamos uns aos outros independente do que aconteça.


O brilho do meu sangue, o gosto férrico e a dor ardente da lâmina ainda estava vívida em minha mente como um acontecimento que se repetia inúmeras vezes em um sonho profético.


- Eu achei que vocês eram de confiança... – Tossi uma vez com uma grande massa de sangue sendo expelido. - ... achei que a traição vinda de vocês seria um mero ato imaginário e impossível, mas vejo que a satisfação egoísta não tem limites ou até mesmo barreiras.


- Não culpe a nós. Culpe a você mesmo que baixou a guarda, achou mesmo que eu era uma garotinha que precisava ser protegida e mimada como uma rainha? – A mulher, minha mulher, falou enquanto jogava a faca para cima e pegava-a com maestria.


- Sabe, por algumas vezes eu achei mesmo que poderíamos ser bons amigos, mas você sabe como é. – Agachou-se na minha frente ficando na altura de meus olhos. – Você desejava ser rei, nós, poderosos e ricos como o diabo. Só tivemos que esperar pela hora certa. – Falou.


Neste momento inúmeros guardas do reino inimigo começaram a invadir o grande salão de entrada na qual estávamos. Armados e preparados para uma potencial batalha em grande escala. Suas lâminas e pontas de lança estavam todas manchadas de sangue.


- Parece que vocês armaram tudo bem minuciosamente. A quanto tempo vocês tramaram esse plano de traição? – Perguntei a eles por pura curiosidade.


- A quanto tempo? Desde o dia em que te conhecemos estávamos preparados para fazer o que estamos fazendo, somos do reino vizinho e eles não poupam esforços para treinar crianças a fazerem espionagem, mas devo admitir, não conseguiríamos nada sem seu potencial para virar rei. – Respondeu Katien, o homem que acreditei ser meu melhor amigo.


- Quando vimos você se esforça tanto e conseguindo subir vagarosamente de vida, apenas esperamos, esperamos e esperamos. Criamos tudo o que precisava para ser criado. – Explicou Sharon.


- Laços...


- Amizade...


- Confiança. – Disseram intercalando suas falas enquanto me explicavam seus incríveis planos.


- De uma coisa é certa, nunca conseguiríamos uma promoção sem você. Sabe, matar um rei é uma conquista muito... gratificante em nosso reino e com certeza os superiores nos darão uma bela contribuição, então muito obrigado por morrer para nós. – Disse Katien com um sorriso no rosto.


- Com certeza não foi fácil mentir durante todos esses anos. Foi cansativo ser rainha e ainda mais ser esposa de um homem que se importa com esses malditos plebeus. Sabe quantas vezes eu tive que lavar minha mão depois de andarmos por esses baixos pobres? – Falava indignada com o fato.


- Vocês poderiam ter uma vida melhor, uma vida completamente diferente das que vocês acham que teriam com esses seus superiores. Vocês não precisam fazer isso assim. – Falei enquanto encarava eles pela última vez.


- Esse é o ponto, nós queremos. Nascemos para fazer o que há de pior. – Disse Sharon.


- É uma verdadeira pena, eu só tenho uma coisa a dizer a vocês... – Disse e a dor estava começando a se tornar insuportável, o sangue escorria do meu peito e sujava todas minhas roupas. As forças de meu corpo estavam começando a se esvair.


- O quê? – Perguntou Katien.


- Vejo vocês no inferno, seus filhos da puta! – Assim que gritei xingando-os, todas as forças de meu corpo que eu reuni enquanto eles falavam todo o tipo de merda, concentrou-se no meu peito.


Com todo meu resquício de poder do meu corpo, comprimi e liberei causando uma verdadeira explosão no palácio, não era o suficiente para explodir o castelo, mas a sala do trono ficaria completamente debaixo de escombros e com certeza os dois na minha frente morreriam comigo.


A explosão foi causada, mas depois disso minha consciência se tornou como uma maré transparente sendo guiada por algo que eu não entendia. Foi como estar em um barco em um rio, eu estava apenas seguindo o fluxo de energia que se fazia presente a minha frente.


Minha consciência não era maior do que estar entre o sonho e estar acordado, era algo como um tipo de transe e hipnose. O tempo fluía diferente e devagar, calmo, quase arrastando-se. Foi quando um pensamento surgiu em minha cabeça.


- Ainda não é seu momento... – O sussurro fez eu me sentir completamente desprotegido como um bebê a mercê de um tigre. O frio na espinha quase me fez me contorcer, mas quebrando completamente o fluxo que eu fluía anteriormente.


Fui jogado, fui arrebatado com tanta força que pareceu que alguém tinha me chutado com toda a força no meio de meu peito. Eu arfava com a atual ausência de ar, e de novo sofri um empurrão de algo que eu não via, não cheirava, não tinha a menor ideia do que seria, mas ainda sentia.


Seguido por três vezes, essa sensação de repente me forçou a abrir meus olhos rapidamente como se minha vida dependesse disso. Completamente reflexivo, levantei meu tronco como se acordasse de um pesadelo.


Dei fortes respiradas no ar que entrou em meus pulmões como um verdadeiro alívio. Eu ainda estava atordoado, mas fui despertado por um som a minha esquerda de alguém tropeçando e caindo no chão derrubando inúmeras coisas de prata.


Não raciocinando direito, apenas avancei contra a pessoa caída no chão e montei em cima dela, temendo ter apenas essa chance se fosse alguém que queria me fazer mal como Katien ou Sharon.


Ao ficar em cima da pessoa notei ser uma moça, não muito mais velha do que 18 anos de idade. Seu semblante era muito mais assustado do que de alguém que estava pronto para me fazer mal.


Ao encarar minhas mãos que prendiam as suas no chão, elas estavam pequenas, delicadas como as mãos de uma pequena criança. Somente agora senti algo na minha frente me impedindo de ter visibilidade total. Uma mecha de cabelo loiro.


- Impossível. Não possuo cabelos loiros. – Pensei rapidamente.


O meu reflexo bateu em uma bandeja de prata e ao invés de ver meu eu de quarenta e poucos anos, estava o reflexo de uma criança, não muito longe de oito anos de idade. Cabelos longos e loiros de aparência afeminada.


A porta do quarto se abriu e revelou uma mulher. Jovem de vestidos completamente bordados e ajeitados na medida certa para mostrar as curvas de seu corpo. Cabelo moreno e de pérolas em seu pescoço que realmente brilhavam.


- O que está acontecendo... – Começou a indagando, quando me encarou e mudou completamente sua frase. – Santo deus! Você está viva! – Disse surpresa dando um pequeno passo assustada para trás.


- Mas que merda está acontecendo? – Pensei comigo mesmo nesta situação toda desconhecida.

30 de Agosto de 2019 às 17:48 0 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo Capítulo - 2: Novo eu

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