Bad end Friends: princesas disney Seguir história

jace_beleren Lucas Vitoriano

Aqui, serão apresentados finais alternativos e macabros para as nossas queridas princesas disney. Espero que entendam que essa história são contos com uma proposta dark, diferente da proposta original das histórias de princesas disney.


Fanfiction Filmes Para maiores de 18 apenas.

#Naala #esmeralda #cinderela #ariel #branca-de-neve #Princesas-disney
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O beijo de amor verdadeiro

Ela esperou, por muito, muito tempo, ela esperou. Os anões haviam lacrado seu corpo inerte em uma esquife de cristal, achando que assim preservariam sua beleza. Qual errado eles estavam. Branca de Neve tivera sua beleza preservada, mas não para sempre. Ela não parou de se decompor. Apenas esse processo demorou muito mais tempo.

A maça envenenada que sua madrasta lhe dera também não a matara, como era o esperado. Bom, a matara, isso era fato, mas não completamente. Branca ficou na esquife por tempo demais. Quanto tempo? Ela não sabia dizer, anos, décadas... talvez séculos? Sua pele estava muito branca, mas não era a palidez da neve, mas sim a palidez da morte. Pouco a pouco sua carne começou a decompor-se. No começo foi algo sútil, quase imperceptível, mas com o passar dos anos o efeito fora tornando-se mais visível. Sua carne se tornava mal-cheirosa, pequenas crateras se formando nela, aonde vermes minúsculos faziam suas moradas.

Branca ainda tinha consciência dentro dela. Sabia o que acontecia ao seu redor, embora não pudesse abrir os olhos, pois estava presa pelo feitiço do sono eterno lançado pela sua madrasta. Mesmo assim, Branca sentia sua pele se decompor, sentia a passagem do tempo, sentia a angústia de não poder morrer, de não poder partir para o outro mundo.

Sua esquife ficava isolada nos recantos profundos da floresta. Um lugar sem luz, cercado por arvores densas e pouca iluminação. Quanto mais o tempo passava, mais seu belo corpo tornava-se horrendo, uma imagem grotesca e invertida de sua beleza em vida. Uma beleza tão estonteante que fizera o espelho magico de sua madrasta considera-la a mulher mais bela de todas. E com essa declaração veio também a ira insana da madrasta de Branca. Ira essa que se concretizara naquele cruel feitiço.

Mas o tempo reduzira os poderes do feitiço. Branca sentia-se mais forte, como se conseguindo vencer o sono magico imposto pela sua madrasta. A mudança era lenta, mas acontecia. Era só uma questão de tempo até que o feitiço não pudesse mais imobilizar a princesa.

Então, um dia. A bela princesa levantou-se. Ela saiu de sua esquife de cristal e se pós a andar pela floresta. Seu vestido estava sujo, amassado e rasgado em muitas partes. Suas pernas se moviam capengas, mas ela conseguia andar, mesmo que aos tropeções. As orbitas dos olhos estavam vazias a muito tempo, deixando seu rosto com duas crateras negras e ocas. Alguns vermes gostavam de usar aquelas crateras como seu lar, eram duas crateras redondinhas e acolhedoras afinal.

Mesmo assim Branca ainda conseguia ver, de uma forma bastante rudimentar e simples, mas podia. Tudo que captava eram formas e vultos. Sua percepção a luminosidade era pouca, mas ela conseguia mover-se até decentemente para uma morta-viva. A princesa andava com as mãos erguidas para frente, tateando qualquer coisa em seu caminho para ajudá-la a se situar no ambiente. Seus pés se arrastavam na grama da floresta.

A boca da princesa estava seca, mas ainda assim, por algum milagre, ou maldição, ela ainda conseguia pronunciar palavras.

- Um beijo de amor... um beijo de amor verdadeiro... – dizia com palavras lentas e desesperadas. Ela precisava de um beijo, só isso a libertaria do feitiço de sua madrasta. Só isso a faria poder, enfim, morrer.

A antes tão bela Branca de Neve caminhava pela floresta a murmurar essas palavras. Os animais, que antes tanto a amavam e se reuniam em torno dela quando a princesa começava a cantar, agora fugiam apavorados de sua presença.

Mas ela não desistia, ela continuava a andar e a procurar. Acharia um príncipe, ou mesmo que fosse um simples plebeu. Acharia alguém que a amasse e o beijaria. Era esse único pensamento que dava forças a decadente princesa.

Solitária, Branca de Neve vagava em busca de seu amado. Uma morta errante, uma garota antes tão bela e radiante, agora exalando escuridão e morte. Essa era Branca de Neve, que, mesmo morta, ainda era a mais bela de todas.

26 de Agosto de 2019 às 02:00 0 Denunciar Insira 0
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