Insônia Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Era uma noite fria e sem sono para Dante, no qual refletia e escrevia sobre sua amada, tentando esquecer de um ocorrido de dias atrás. | DeathmaskXOC | | Universo Alternativo |


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público.

#fluffy #drama #Os-Cavaleiros-do-Zodiaco #saint-seiya
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Capítulo Único

O dia já raiava em Paris, escondida por uma massa de nuvens cinzas no qual caía uma fraca neblina e com um frio intenso no ambiente. Um clima bom para ficar debaixo das cobertas e dormir o sono dos justos.

Ao longe em uma das varandas do décimo segundo andar de alguns dos inúmeros apartamentos da cidade, um jovem rapaz albino, com profundos olhos azuis mar, fitava os poucos transeuntes que seguiam para o trabalho ou alguns loucos que enfrentavam o frio por algum motivo desconhecido e que pouco se importava.

Ele vestia um roupão roxo extremamente chamativo e em seus pés pantufas pink extravagante — que logicamente não eram dele. Não o protegia muito do cortante frio, mas não ligava, nem se quer o sentia com sua mente a viajar em outro mundo. Largou o cigarro, já consumido em um cinzeiro requintado — muito exagerado em sua opinião, parecia mais um enfeite de prateleira, mas não externaria isso, tinha amor por sua vida — com um caderninho nas mãos que aqui e ali a brisa desmarcava as páginas escritas, divagava sobre sua musa, que era sua namorada, Beatriz.

Beatriz era uma doce mulher, delicada, recatada e do lar. Para o canceriano a jovem era uma deusa, com seus longos cabelos loiros, olhos tão azuis como uma pedra preciosa, tanzanite para ser mais exato. Tinha uma bela pele bronzeada.

As vezes ficava refletindo em como poderia namorar uma pessoa tão diferente dele.

As mãos se dirigiram para o pequeno bolso do roupão pescando sua carteira quase acabada. Sabia que Beatriz daria uns cascudos por estar abusando dos cigarros. Como já dito várias vezes: pouco se importa, até gostava de ver seu a moça chateada. Amava o biquinho que fazia e sua expressão de gatinha raivosa. Adorável.

Ah, sua bela princesa o inspirava tanto que trazia à tona um lado um tanto desconhecido para ele antes de se conhecerem. O lado de romântico incurável. Que tinha cadernos e mais cadernos de cartas, declarações de amor e alguns bilhetinhos que não tinha coragem de entregar. Mesmo com a pressão da outra em lhe mostrar o que tanto escrevia.

Pegou outro cigarro e acendeu-o usando uma das mãos para não apagar o pequeno fogo no vento frio. Deu uma tragada, soprando a fumaça logo depois, sentido o gosto de nicotina.

Suas feições carregavam cansaço. Sua insônia não pegou leve. Passou a noite em claro, fazendo vigília ao sono de sua amada, deslizando seus dedos nas sedosas madeixas loiras. Depois de horas seguiu para a varanda, não querendo acordar sua princesa por problemas puramente dele.

Quem o visse dessa forma, jamais imaginaria que o albino de aparência rebelde e perturbada com olhar sádico, que até mesmo carregava o apelido de Máscara da Morte, por ter um pavio curto e esporadicamente apresentar surtos de raiva. E que fosse um estudante do segundo ano de Direito. Isso mesmo: Direito. Até ele não fazia ideia de estar cursando tal coisa. Não tinha nada a ver com sua pessoa. Mas como não sabia o que fazer da vida era a melhor opção a se escolher.

Batucou levemente seu caderno em ansiedade e um rancor reprimido. Talvez esse fosse um dos motivos de sua insônia.

Uma raiva e incomodo pelo ocorrido a alguns dias atrás. Sua linda e doce Beatriz foi expulsa de casa pelo seu pai que não aceitava o curso que ela estava fazendo que era moda e designer. O velho não queria que sua filha perdesse tempo fazendo algo tão “sem futuro” e que “não daria dinheiro” e que cursasse medicina no qual tinha mais futuro. Além de duvidar das capacidades da filha. Contraditório, não acreditava no conhecimento dela, mas queria que a mesma fizesse medicina.

Como a moça negou pela sabe se lá quantas vezes, foi imediatamente jogada para fora de casa — isso mesmo, o velho a jogou sua filha no chão — com uma pequena mala e seus matérias de desenho e pintura.

O canceriano presenciou o final do ocorrido, chegando um pouco atrasado por causa da megera que era sua professora de mediação e tirou uma Beatriz chorosa da propriedade daqueles que o desertaram.

Dante simplesmente não compreendia o que fazia um pai expulsar e desertar um filho por causa de uma graduação. Não tinha sentido em sua cabeça. Talvez o homem fosse um louco mesmo.

O que o albino queria mesmo era ter acertado um murro na cara daquele imbecil e enviar mil e um processos. Mas foi impedido pela loira que mesmo em estado de choque e pânico tinha um pouco de consciência.

Apertou seus punhos e grunhiu largando o cigarro pela metade, retornando para seu quarto. Se deparou com o amontoado de edredons na sua larga cama em poucas brechas escapavam as mexas loiras.

Sorriu sentindo se acalmar um pouco do que sentia. Ficar perto de Beatriz, era um calmante natural para ele. Sua exímia artista agora estava em segurança e preguiçosa pelo frio. Rezou por ser fim de semana sem provas e nenhuma outra obrigação de suas faculdades, pois tirar sua princesa da cama em um tempo como essa era em vão.

Com passos silêncios foi até a cama livrou-se do roupão, revelando seu pijama folgado cheios de bordados de rosas e flores feito pela sua princesa, que aprendia a manejar essa técnica em seu curso de moda. Sentou-se em seu lado da cama puxando uma parte do lençol para se cobrir.

Pegou uma caneta normal azul que jazia em sua mesinha juntamente com outras coloridas e com glitter abriu seu caderno em páginas brancas e desatou a escrever, passando um bom tempo assim parando somente ao sentir um rebuliço ao lado, vendo uma pequena frecha a se abrir revelando o belo e exótico rosto amassado da jovem moça, com seus olhos azuis céu semiabertos de sono.

Se aproximou do albino se aconchegando entre as pernas como um gato manhoso. Dante logo fechou o caderno para o desanimo da jovem que queria bisbilhotar o que estava escrito.

— Amor, o que está fazendo? — perguntou com a voz rouca pela falta de uso, atraindo um olhar compenetrado do mais novo — Posso ver? — os olhos brilharam em expectativa.

— Não — afirmou seco e um pouco constrangido. Será que dera tempo de ela ler uma parte que estava escrevendo? Pela expressão não o que o aliviou. Abriu a gaveta e rebolou o caderninho lá, aumentando a bagunça de remédios controle emocional e insônia, crachás antigos de congresso, mais variedades de canetas e post-it — E não tem nada demais aqui, só anotações bestas.

Beatriz suspirou, torcendo o nariz. Odiava aquela insegurança toda para não revelar o que escrevia tanto. As vezes se perguntava se realmente o outro gostava mesmo dela. Se confiava nela. Mas felizmente isso era logo descartado de sua mente.

— Está bem, vou fingir que acredito — sentou-se agora percebendo as profundas olheiras de Dante, arregalou suas íris brilhantes preocupadas – Insônia de novo, querido?

— Ah, sim — passou as mãos na cabeça desajeitado — Mas está tudo bem, sério.

Beatriz o fez se deitar na cama, descansando sua cabeça no peitoral do outro como se fosse um travesseiro.

— Ainda chateado com o que aconteceu? — referiu-se a sua expulsão. Dante se remexeu incomodado.

— Talvez — murmurou.

— Já lhe pedi para não ficar assim – Beatriz segurou seu rosto, mergulhando na cor escura de seus olhos — É difícil para mim tudo o que aconteceu, mas saber que isso também está prejudicando sua saúde me deixa mais triste ainda.

Dante sentiu seu coração doer. Não queria que sua musa sofresse mais. Beijo-a na testa acomodando-a ainda mais em seu peito, pouco se importando se o outro escutaria seu coração rápido, coisa que não deixou de acontecer depois que se viu amando. Transpassou suas pernas nas dela ficando completamente juntos.

— Desculpa, minha princesa — sussurrou em seu ouvido a arrepiando — Não irá acontecer novamente, juro.

— Assim espero – murmurou sentindo o sono retornar, puxando o edredom para ambos, formando um grande casulo — Agora você vai descansar, sim?

O albino riu reconfortante sentindo-se completamente relaxado, com seus olhos finalmente se fechando e o sono pesando.

— Sim, minha princesa.

Sua namorada e sua incrível capacidade de fazê-lo relaxar e dormir.

25 de Agosto de 2019 às 21:29 0 Denunciar Insira 1
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

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