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notaqueenakhaleesi Writer Lay

Annika Thompson, a maior referência das It Girls da Hackley School. Em cinco capítulos, é narrada a história da garota que foi coroada como influenciadora ainda na infância e que conseguiu ainda ter seu nome envolvido em grandes decisões entre os eleitos de NY mesmo estando do outro lado do mundo.


Ficção adolescente Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#glee-next-generation #fanfic
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Coroada no Jardim de Infância

❝ Não se nasce Queen Bee: Torna-se uma.❞


Antes de mais nada: é notável o quanto as pessoas são capazes de julgar uma a outra por ser “diferente” das demais. E não falo apenas por mim e por Angus, os únicos negros naquela mesinha das crianças. Se os Montgomery não fossem tão no próprio mundinho, os comentários sobre serem asiáticos também os atingiria. Fora da esfera racial, ainda temos as implicâncias por não se encaixar em um padrão esperado, como Agnes Lawrence e suas milhares de sardas e comportamento isolado, ou Emily Channing arrancando olhares atravessados por não sair da barra do pai por nada. Se você não fosse fisicamente perfeito e socialmente descolado, o julgamento da comissão juvenil da elite caía sobre você.

Então, na época que era apenas a pequena Annika com os cabelos presos em tranças nagô, não era exatamente a pessoa mais bem cotada do grupinho. Tinha outras para serem idolatradas. Ao menos até o dia da festa em que tudo virou de ponta cabeça.

Lá estava Aubrey Jones, a herdeira de um músico rockstar com uma modelo, os dois britânicos e de passagem pelos Estados Unidos com sua filha que só poderia ser descrita como a mini-Barbie. E eu podia falar algo assim, já que a minha mãe era uma ex-modelo alemã. De repente, todos queriam ser amigos da Aubrey. Amavam seu sotaque, amavam as suas roupas, amavam o fato dela morar em um antigo castelo, e amavam o fato dela ser uma modelo mirim.

T-é-d-i-o.

Mas uma coisa engraçada aconteceu naquela noite. Aubrey atravessou todo aquele murinho de crianças metidas a besta e veio falar comigo. Ela disse que tinha um vestido similar ao meu. Eu disse para ela que gostava do seu sapato, mas tinha um de uma cor melhor em casa. E, como apenas crianças com uma dose de veneno nas veias podem fazer, demos os braços e fomos pegar sobremesa falando das coisas que gostávamos e desgostávamos. Ficamos inseparáveis durante todo aquele evento chato em que nossos pais andavam para cima e para baixo em roupas de gala, ignorando o resto do mundo.

No final das contas, ela até era uma pessoa legal e senti realmente um pesar quando minha mãe veio me avisar que estava na hora de irmos para casa. Passaram alguns dias até eu chegar da aula e saber que Aubrey tinha me ligado. Do outro lado do Atlântico. Tipo… Wow. E então começamos essa amizade a distância, onde falávamos de um tudo, desde desenhos a desgosto com colegas de sala que se achavam geniais, mas só estavam impedindo a turma de sair logo para o recreio.

Não demorou praticamente nada para os olhares começarem a cair sobre mim por causa disso. Eu era a garota que tinha uma amizade com uma espécie de princesa de outro país. Até mesmo me vestia como ela - na real, eu já usava aquelas roupas antes, só nunca tinham prestado atenção antes de Jones desfilar por ali nos mesmos modelos. Criou-se uma atmosfera de curiosidade ao meu redor. Como se quisessem saber meu segredo, ou segredos.

Foi como se eles viessem todos atraídos pela luz que agora eu emanava. Como mariposas apaixonadas pela lâmpada mortífera. Obviamente que sabia que era o meu momento e que de fato, com todo aquele novo poder em mãos, poderia fazer o que bem quisesse. Poderia ser a primeira a ser chamada para as brincadeiras. Poderia ser a figura constante em festinhas de aniversário. Poderia ser a dupla de alguém que de fato se oferecesse para ser minha companhia nas idas da escola ao MET. Poderia ser ridiculamente popular.

E eu abracei essa oportunidade com toda a minha determinação.

Foi assim que tudo começou. A partir disso começaram a se preocupar com a minha opinião sobre seus cortes de cabelo e roupas. E começaram a me convidar para festas na casa de fulano e ciclano enquanto os pais estivessem fora, na adolescência. E me elegeram como Rainha do Baile do Homecoming e ficaram gravitando ao meu redor durante o resto do ano. E me colocaram no topo da cadeia alimentar dos populares da Hackley, me tornando assim a pessoa mais influente do meu ano e a líder de qualquer outra pessoa que almejasse o mesmo destino. E eu fui a Queen Bee do high school, que passou a coroa para a próxima garota melhor qualificada para o cargo.

Tudo isso começou com uma garotinha de cabelos muito loiros e olhos muito azuis que me estendeu a mão em amizade e me tornou visível para aquele bando de preconceituosos.

E é por isso que nem por um momento eu me culpei por minhas decisões ou ações. De uma forma quase que equilibrada, eles me deviam isso. Iriam ter que me engolir sendo seu ponto de referência, a ditadora das regras. Iriam ter que responder com “é porque ela manda” a cada vez que eu saísse ilesa de qualquer ato duvidoso.

Eu fui coroada. Querendo eles ou não. E meu reinado seguiria para além daqueles anos de colegial e além dos muros da Hackley.

24 de Agosto de 2019 às 13:53 0 Denunciar Insira 1
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