Ele Seguir história

carmenf Carmen F.

Crônica de um romance realista. Nu e cru. Sem final feliz mas com final real. Homem mais velho, com mulher mais jovem. Ambos em busca de viver uma aventura, cada um com seus motivos. História narrada pela percepção dela. (Por favor, quando leem se possível deixem um comentário. Isso é muito importante para mim. Obrigada. Boa leitura!)


Erótico Para maiores de 18 apenas.

#romance #drama #erótico #conto #crônica
Conto
0
1.5mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

PRIMEIRO (E ÚNICO) ENCONTRO

Não me lembro ao certo qual o dia da semana, talvez uma terça ou quarta-feira numa tarde, estava nublado mas ao mesmo tempo não fazia frio, o clima estava ideal, agradável. Eu fui me arrumar para encontra-lo, foi no dia e na hora que ele estava disponível e como minha vontade de vê-lo já era demasiadamente absurda, eu teria que fazer de tudo para dar certo, apesar de ainda me sentir insegura com a situação que foi algo novo na minha vida. Conhecer alguém por app de namoro, pois é. Coragem. Eu mais jovem, inexperiente, com um homem onze anos mais velho. Eu tendo vinte e ele trinta e um anos. Essa situação era um misto de medo e tesão.

Estava em um momento complicado da vida, de mais uma mudança. Cidade que mal conhecia, depressão. Eu me sentia completamente anestesiada. Dificuldade de sentir (só quem tem ou teve depressão pode entender), os únicos sentimentos que sentia com maior intensidade eram a esmagadora maioria, negativos. Pensamentos suicidas, todos os dias. No meio de tantos pensamentos, falar com ele e marcar esse encontro foi a melhor decisão que pude tomar naquele momento. Na minha mente suicida, eu queria viver algo novo antes de atentar contra minha própria vida. Esse era meu pensamento terrível naquela época.

Ele, o encontro, a situação, o lugar, tudo era novo. O medo da vida foi-se embora de mim. Eu via esse momento como algo excitante, na rotineira monotonia que vivia, aquilo era algo que estava completamente disposta a viver, mesmo com aquela insegurança de sempre, eu não deixaria de viver isso por nada. Para outras pessoas, essa circunstância é algo comum, normal mas para mim foi algo especial que nunca vou esquecer. Marcado na minha memoria fotográfica, registrei todos os momentos que consegui captar com meus olhos, estão agora na minha mente e irei descreve-los com todos os detalhes. Aquele dia, tarde, a cerca de 16h, estava eu lá no restaurante combinado, esperando por ele.

A principio eu achei que estava atrasada. Demorei para me arrumar, achava que ele já estaria no restaurante, me esperando porém quando cheguei ele não estava. Mandei mensagem avisando que havia chegado, ele ainda estava terminando um trabalho e logo iria sair de carro (uber) ao meu encontro. Enquanto esperava, observei o lugar. Havia a área externa e interna do restaurante, ambas igualmente grandes e com inúmeras mesas. Optei por ficar no lado externo pois assim iria vê-lo assim que chegasse. Já sentada a mesa, avisei minha mãe (sempre preocupada) que eu estava lá, que ele ainda não havia chegado mas estava tudo bem. Lembro bem da mensagem-resposta dela: - "se ele demorar, volte para casa!". No entanto, em nenhum momento achei que ele iria fazer isso comigo e não fez.

Passado cerca de dez à quinze minutos, ele chegou. Ao avista-lo sorri e fui ao encontro dele, o cumprimentei e sentamos a mesa. Conversamos, dessa conversa lembro pouco, tudo que eu queria era ter um momento a sós com ele (esse momento que em breve aconteceu). Eu estava nervosa, tímida, não me sai muito bem na conversa, não como gostaria. Queria mostrar a ele que podíamos ter um dialogo interessante mesmo com a diferença de idade e afins que podia atrapalhar o decorrer da conversa. Não sou madura, não sou "adulta", nem vivida como ele é. Queria ter passado essa imagem embora acredito ter passado a de tímida, insegura, imatura... mas a conversa até que fluiu. Falamos da cidade, de viagens, de experiências de vida, de nós, da vida em si. Conversando e bebendo cerveja Budweiser e comendo camarão.

Depois de três cervejas, alguns beijos, sorrisos e conversas; já estava caindo a tarde, no crepúsculo. A luz do pôr do sol iluminando seus lindos e encantadores olhos verdes, nunca vou me esquecer do como sob aquela luz amarela solar, ele estava mais lindo... ah, como eu viajo só de lembrar daquele verde tão vivo! (os meus também são verdes mas para mim, os dele são os mais belos que já vi.) Já no final do lusco-fusco, anoitecendo, resolvi dizer: "vamos para outro lugar." Logo ele já entendeu onde seria, um motel que ele havia me falado anteriormente, que é próximo, no mesmo bairro onde estávamos. Ele pagou a conta e esperamos o uber que iria nos levar até o motel.

Não demorou muito e o carro chegou. Me senti um pouco desconfortável de inicio, eu pensava que ir ao motel de uber seria uma situação constrangedora e até um tanto cômica. A viagem de fato foi engraçada, acabei ficando mais tranquila. Hoje vejo essa situação como algo totalmente normal. Ele fez tudo ser mais leve e conseguiu me fazer esquecer dos medos e ansiedades mesmo que por minutos. Chegando lá, o quarto era simples mas bastante limpo, com vários espelhos. O tesão entre nos invadiu todo o espaço, logo começamos a nos beijar e nos acariciar. Me deitei na cama e enquanto ele ajustava a temperatura do ar condicionado e pegava uma cerveja no freezer, eu abri o zíper da minha calça e comecei a me tocar.

Ele me vendo fazer aquilo, voltou para a cama e por cima de mim se deitou, se esfregou e beijou minha boca. Foi tirando minha blusa e sutiã, beijou meus seios pequenos, durinhos, macios e sensíveis, com os bicos salientes te tanto tesão. Senti sua língua passar por eles, me fez gemer e virar os olhos. De novo a insegurança veio à tona quando ele ia tirar minha calça (por motivos de baixa autoestima e vergonha), pedi para que apagasse a luz e assim o fez. Tirou minha calça e calcinha, indo com sua língua rápida para o meio de minhas pernas, começando a lamber e chupar, entrando sua língua na vagina e chupando o clitóris com vontade.

A essa altura eu estava completamente entregue, louca de desejo. Retribui o oral, colocando seu membro ereto para fora da bermuda e chupando por inteiro. Em seguida, ele me beija a boca novamente e me abro para ele penetrar. Seu pênis grande teve dificuldade no começo para entrar, senti dor mas o tesão foi maior e logo inteiramente molhada, senti-o dentro de mim. Aquele vai e vem que me deixava cada vez mais excitada. Deixei ele no comando o tempo todo, em todas as posições. A que mais me recordo e me faz ficar molhada só de lembrar, foi quando ele me colocou de quarto e me penetrou profundamente, suas mãos na minha bunda.

Lembrar desses momentos me deixa em profundo êxtase. A pele, os pelos, os gemidos, o toque, a carne nua, o perfume, a voz. Tudo nele me excita. Sua pele branca tatuada, sua barba comprida, seus cabelos curtos e pretos, suas mãos, tudo. Naquele quartinho de motel, aquele espaço finito de infinita liberdade e libertinagem. A mente que esquece os problemas, as pessoas, o mundo. Só existe eu e você. Ali se torna nosso mundinho de sexo, sexo sem pudor. Foram três ou quatro horas naquele motel, aproveitando cada minuto de penetração, tapas, carinhos, beijos, gozo.

Chega a hora de embora e a vontade de ir não chega. Fui porque tinha que ir, por mim dormiria naquele quartinho e só voltaria para casa no dia seguinte. Mas tínhamos que ir. Ele voltar para sua vida, seu trabalho, sua rotina que não me inclui. Eu fui apenas seu sexo casual, sua comidinha. Eu poderia até sonhar com namoro mas sei que o sonho não se tornaria real. Eu voltei para minha casa, minha rotina monótona. Sexo não cura depressão, não cura ansiedade, não acaba com os medos, nem com a baixa autoestima. Mas alivia, aliviou para mim. Eu não fui nada para ele. Ele acendeu uma chama dentro de mim. Ele curou algo, algo em mim. Complexo, sem explicação. Me manteve viva.

Mesmo com ele longe, mesmo eu tendo vivido novas decepções e crises, pequenas vitorias e alegrias, e até mesmo um novo "amor", nova transa. Nunca irei esquece-lo, nunca! Naquele dia, naquele momento, eu precisa de você e viver aquele experiência contigo. Naquela tarde e noite, você foi meu. Meu homem, só meu. Obrigada, "meu" Theo.




19 de Agosto de 2019 às 14:16 3 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Comentar algo

Publique!
SM Sabrina Megumi
Amei demais 💕 excitante
7 de Setembro de 2019 às 19:54

  • Carmen F. Carmen F.
    que bom que gostou! :) 8 de Setembro de 2019 às 09:23
~