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Eutanásia

Sentiríamos a dor se não fôssemos os moribundos? Se temos o corpo perfeito em funcionamento adequado, sem doenças, será que teremos noção do que é a dor? Nosso problema vai além dos desígnios de nossa própria ignorância, o que nos falta é lógica.

Uma criança ganha um brinquedo da mãe dela, teríamos nós o direito de arrancar-lhe o brinquedo? Não. Só quem pode tirar o brinquedo da criança é a mãe. Então por que pensaríamos em decidir sobre o futuro do brinquedo se somos apenas os coadjuvantes da cena? Não deveríamos.

Assim é a vida. Deus nos a empresta para que possamos evoluir, sentir, amar, desenvolver. Então seria correto que outro a tirasse? Nunca. Se você não dá, não tem o direito de tirar.

Esperamos a morte e pensamos na vida futura como bons espíritos que somos. Aprendemos a conviver com as dificuldades porque temos ciência de sua efemeridade e que o mundo espiritual nos aguarda. Mas só desfrutaremos da plenitude no outro plano, se fizermos um bom trabalho agora. Porque senão, não seria mais fácil ceifar nossas vidas logo e aproveitar o bálsamo da eternidade? Sabemos que isso não é possível.

Por isso deixemos às autoridades(espiritualidade) a execução de suas funções, a cada um a oportunidade de viver seu tempo e a todos a sabedoria de saber conviver com sua dor e com a do outro, sem ter o egoísmo e o assassinato no coração.

Os enfermos tem algo a aprender, não passamos por nada injustamente, porque Deus, bom como só Ele, jamais deixaria que um filho perecesse para o seu deleite. Somos a personificação da integração, ou seja, não só os enfermos, mas todos os envolvidos tem que passar pela dificuldade até o fim sem abreviá-la.

Tomemos cuidado com o medo que nos priva do progresso, o medo da dor, medo de ser um fardo, medo de não conseguir conviver com tal situação. O medo é só uma criação da nossa mente abalável. Tenhamos a fé que professamos ter no nosso divino Pai.

16 de Agosto de 2019 às 02:21 3 Denunciar Insira 3
Fim

Conheça o autor

Valéria Costa Adoro a vida e toda sua composição. Amate de literatura e qualquer coisa que possa ser leitura. Estudante de Letras apaixonada pela arte de lecionar. Observadora das estrelas, precursora da liberdade e fã de café (muito café mesmo).

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Rodrigo Borges Rodrigo Borges
Embora eu não concorde com seu ponto de vista, achei muito interessante a maneira com que você expressou sua opinião! A escrita é desenrolada e objetiva, mas não deixa de lado os detalhes que agraciam o texto. Bom trabalho!
Cristina  Araújo Cristina Araújo
Lindo texto <3
16 de Agosto de 2019 às 06:06

~