mirz MiRz Rz

Parte 4 da Série: Família Wayne ou quase Wayne. Após um ano e meio de namoro, Bruce e Clark decidem dar mais um passo em seu relacionamento e juntar as escovas de dente na Mansão Wayne. Infelizmente no meio da mudança de Clark, Alfred teve uma emergência familiar e precisou voltar para a Inglaterra deixando os dois adultos sozinhos com as responsabilidades. Clark começa a perceber o que é realmente ser pai.


Fanfiction Comics Para maiores de 18 apenas.

#fluffy #família #kidfic #batfamily #superbat
1
4.0mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

A Mudança

A decisão de Clark para largar seu pequeno, porém confortável ‘cafofo’ em Metrópolis, demorou meses para acontecer. Desde que ele e Bruce ficaram realmente sérios em seu relacionamento, ao ponto de participar ativamente na vida dos filhos do seu namorado, o bilionário havia dado dicas sutis para que os dois morassem juntos. Todas as vezes, conseguiu fugir do assunto. Ou porque fingia que não entendia a indireta, ou porque acontecia alguma coisa de última hora que atrasava os planos de se mudar.

Diana, uma velha amiga dos dois, lhe aconselhou a dar uma resposta logo antes que Bruce entendesse errado a recusa e tomasse medidas precipitadas. O jornalista tinha que admitir que a forma como Bruce levava a rejeição nunca havia passado em sua cabeça e se forçou a conversar seriamente com o namorado a respeito disso.

Não era apenas a vida dos dois que iria mudar. Bruce vinha com um pacote de cinco crianças, de forma que os dois morando juntos mudaria exponencialmente a vida delas, principalmente se não desse certo entre eles. Clark amava as crianças; e Bruce lhe garantiu que as crianças o amavam também, então, segundo o bilionário, não seria um grande impacto morarem juntos e quanto ao relacionamento dos dois, Bruce tinha muita fé de que dariam certo.

Sendo assim, Clark foi convencido. Decidiram que seria mais fácil o jornalista se mudar para a Mansão Wayne, já que haveria mais espaço para caber oito moradores, além de que seria mais fácil uma única pessoa fazer a mudança do que sete. Tinha também as crianças. A mudança de Clark já seria algo que afetaria a rotina delas e fazê-las mudar de casa seria apenas mais estressante.

Após a decisão, Clark passou semanas etiquetando as coisas que levaria com ele, as coisas que venderia junto com o apartamento ou ainda as coisas que jogaria fora. Inicialmente, achou que não seria tanto trabalho, vez que seu aparamento era pequeno, mas se surpreendeu com a quantidade de coisa que tinha acumulado e a maioria não queria se desfazer, como seus livros.

Clark fazia questão de levá-los, mesmo que provavelmente a biblioteca da Mansão já tinham as obras que possuía, mas não iam perder tempo naquele momento para ver quais eram repetidos ou não, portanto iriam todos. Os livros repetidos serão ajeitados e dados um fim quando Bruce contratar alguém para catalogá-los novamente.

O mesmo cuidado não poderia ser dado a algumas roupas, que Clark percebeu que tinha mais do que realmente usava, mas os vários bibelôs de valor sentimental que conseguiu viajando pelo mundo, iriam junto com os livros.

No final, tiveram que contratar um caminhão de mudança. A mudança ocorreria em uma sexta-feira que Clark poderia faltar no trabalho e passar todo o final de semana arrumando as coisas, ou boa parte delas.

Ao contrário do que imaginou inicialmente, o jornalista estava entusiasmado com a mudança. Não porque moraria numa mansão tão grande que mais parecia um palácio, mas sim porque estava finalmente se sentindo parte da família Wayne. Ele dormiria e acordaria ao lado de Bruce. Eles poderiam se ver antes e depois do trabalho, ajudaria na lição das crianças, as poria para dormir. Era a perspectiva de que tinha uma família sua que o animava.

As coisas começaram a dar errado, porém, no dia da mudança, quando quem chegou para ajudar o carregamento foi Bruce e não Alfred. O namorado estava lindo como sempre, aliás, mais do que o recomendado para alguém que ia mexer com caixas, carregar e descarregar caminhão e provavelmente suaria. Damian estava com o pai e pela cara do menino, parecia que havia chorado um pouco antes.

— Ei, meu bem, o que há de errado? — Clark perguntou para o bebê de quase dois anos enquanto o pegava do colo de Bruce. Deu um beijo na cabeça de Damian e o balançou para se acalmar.

— Não precisa se preocupar, mas houve um imprevisto — disse Bruce calmo, enquanto olhava a interação do seu filho com o namorado. Deu-lhe um selinho nele de cumprimento logo depois.

— Que imprevisto? — Clark perguntou, já se sentindo nervoso.

— A mãe do Alfred está hospitalizada e ele precisou ir para a Inglaterra às pressas.

— Oh meu Deus! Ela está bem?

— Aparentemente sim. Ela caiu da escada e quebrou a perna em dois lugares e precisaria operar, mas parece que ela tem alguns problemas de saúde que pode dificultar a recuperação. Alfred vai ficar com ela até o final do mês, que é quando a irmã dele consegue tirar férias no trabalho para ficar com a mãe — explicou. — De qualquer forma, nós dois estamos responsáveis pela mudança e por tomar conta dos diabinhos.

— Não os chame assim Bruce! — Brigou com o namorado.

— Tanto faz — o mais velho revirou os olhos.

— Você não engana ninguém, senhor Wayne. Todos sabem que você os ama.

— Claro que amo, nunca disse o contrário. Mas eu não sou cego e conheço as crias que tenho.

Clark deu risada. Bruce não mentiu. A última coisa que alguém poderia falar sobre as crianças Wayne é que eram anjos.

— Enfim, preciso parar na hora do almoço para buscar o resto deles na escola e fazer o almoço... — disse Bruce só para ser interrompido.

— Você quer dizer comprar o almoço. Baby, você sabe o que o Alfred diz sobre você mexendo na cozinha dele, além de que os meninos estão em época de prova e não podem pegar intoxicação alimentar agora.

Bruce lhe olhou feio e continuou dizendo como se nunca fosse interrompido:

— Temos que ficar de olho neles também. Dick e Jason começaram uma guerra de brincadeiras essa semana e estou tentando impedir que eles alistem Tim e Cassandra nessa também.

— E eu pensando que a mudança ia ser tranquila — lamentou Clark.

— Nunca mais você vai ter algo tranquilo na sua vida de agora em diante — Bruce sorriu para Clark e lhe roubou um beijo.

A ideia era aprofundar mais o contato entre eles, porém Damian resmungou se fazendo ser lembrado pelos dois adultos.

— Por que ele está tão mal-humorado? — Clark perguntou depois de se separarem.

— Nós levamos Alfred para o aeroporto antes de parar aqui e acho que Dami não queria que ele fosse embora. Ele veio boa parte do caminho chorando e só parou agora que cansou.

— Tenho certeza que agora ele será um bom menino enquanto carregamos o caminhão, não é, meu bem? — Clark disse fazendo beijo de esquimó com Damian, que ainda estava em seus braços. O bebê resmungou, não alegremente, mas definitivamente menos ranheta.

Infelizmente, as previsões de Clark não podiam estar mais erradas. Bruce foi até o carro e tirou a cadeirinha do banco de trás para prender seu filho nela, que começou a chorar e a gritar cada vez que um deles tentou tirá-lo do colo.

No fim, tiveram que carregar o caminhão se revezando com Damian no colo e como consequência, atrasaram a chegada à mansão e como tinha que ser, no estresse de tudo, esqueceram que tinham que pegar as outras crianças na escola. Já passava das duas e meia da tarde quando a diretora ligou para a Mansão para saber se havia acontecido alguma coisa e Clark que atendeu.

— Merda, merda, merda — o moreno gemia enquanto corria para a saída. O jornalista estava sujo de poeira, suado, cansado e com fome, mas primeiro alguém precisava pegar as crianças. — Bruce, as crianças!

— Puta merda! — Xingou Bruce, lembrando-se dos filhos. — Fique aqui com o Dami, vou buscá-las e parar para comprar o almoço.

O bilionário não estava muito melhor que Clark, mas não parecia se importar de ser fotografado por um paparazzi daquele jeito. Bruce entrou no carro e fez a curva do enorme chafariz postado na frente da entrada principal da mansão, cantando os pneus por causa da pressa que saiu e foi embora, deixando Clark sozinho com Damian.

O menino pelo menos havia dado uma trégua nas infinitas birras que resolveu ter naquele dia e não chorou quando viu o pai sair, mas estava ficando inquieto.

O pequeno se revirava no colo e chupava o dedinho da mão, sinal de que estava com fome. O Sol estava quente e não havia mais sombras onde pudessem ficar com o bebê, sendo assim, Clark decidiu que deveriam entrar.

As caixas já haviam sido descarregadas e estavam todos no pátio da frente, momento exato para fazer uma pausa. Clark achou que seria bom se hidratarem com um suco na cozinha e também para distrair a fome do bebê.

No caminho, Damian iam “conversando” com Clark, naquela linguagem que estava a anos-luz de compreensão, mas o moreno ia falando com o enteado como se entendesse tudo que este dizia.

Quando chegaram ao cômodo fresco, Clark pegou uma das mamadeiras, enchendo-a com suco de maçã para Damian e pegando um pouco para ele também. Quando terminaram de beber tudo, Clark deu uma enxaguada nos copos usados e andou com Damian pela mansão até chegar à biblioteca, que possuía um aquário enorme de decoração.

Damian adorava animais e ficou quietinho no seu colo apenas olhando e apontando para os peixes que via. Estavam na mais perfeita paz, quando de repente vozes exaltadas perturbaram a tranquilidade da casa. As outras crianças chegaram. Damian se revirou no colo querendo ir para o chão encontrar os irmãos e com as perninhas gordas, correu para a entrada vendo todos eles indo para a cozinha. Clark seguiu calmamente atrás e se juntou à família.

— Dick! Jay! Tommy! Cá! — Gritou o mais novo, chamando pelos irmãos.

— Oi, Dami! —Dick sorriu feliz, correndo até o irmãozinho, pegando-o no colo e o girando no ar.

— Dick, pare. Ele vai vomitar — alertou Bruce quando viu o filho mais velho girando com o bebê. Por estar carregando várias sacolas com as marmitas do almoço deles, não pôde tirar o caçula dos braços de Dick.

— Vai não! — teimou Dick continuando a girar Damian até o bebê realmente vomitou no chão. — Opa!

— Eu falei, vai buscar um pano na lavanderia pra mim — mandou Bruce, entregando as compras para Clark e pegando o bebê no colo.

— Ecaaaaa! — Disseram os outros três vendo o vômito no chão.

— Vamos indo para a cozinha — falou Clark para os outros com as compras e no caminho, viu Dick voltando com panos, esfregão e um balde com produtos químicos. — Dick, não precisa de tudo isso.

— Não sabia qual pegar — o menino deu de ombros e foi encontrar com o pai na entrada.

Clark colocou as sacolas no balcão, enquanto as crianças se revezavam para lavar as mãos na pia. Jason, como sempre sendo o causador de problemas, empurrava os irmãos não deixando eles usarem o jato de água e espirrava água neles.

— PARA, JASON! — Gritou Cassandra quando se viu alvo.

— Jason — Clark deu um aviso.

— Não ‘tô’ fazendo nada — resmungou, mas virou o alvo para Tim agora.

— Vou contar ‘pro’ papai! — Chorou Tim quando sentiu a blusa do uniforme toda molhada. O chão também ficou encharcado.

— Chega — falou Clark irritado. — Vem sentar, Jason, ou seu pai vai te colocar de castigo. — Relutante a criança obedeceu sentando-se à mesa.

Quando Jason ficou mais calmo, Clak perguntou mais suavemente:

— O que você pediu, Jay?

— Esse aqui! — apontou para uma das sacolas. De fato a tampa de cada marmita estava escrito o nome de cada um na caligrafia de Bruce.

Clark ajudou a servir todo mundo e logo, Dick, Damian e Bruce se juntaram a eles, almoçando em um caos organizado, com as crianças contando como foi na escola e brincando entre elas. Os dois adultos só observavam e faziam um ou outro comentário. Bruce e Clark se revezavam para cortar a carne do prato de Tim e Damian e alimentar o mais novo. Às vezes, Dick e Cas também queriam ajudar a alimentar o bebê e os dois adultos deixavam.

— A batata tá murcha e fria, quando o Alfie volta? — resmungou Tim, comendo seu almoço.

— Daqui a duas semanas — respondeu Bruce.

— Tudo isso? — Tim voltou a falar.

— O tempo passa rápido, quando você menos esperar ele estará de volta — tranquilizou Clark.

Quando terminaram de comer, as crianças subiram para se trocar e os dois morenos acompanharam as crianças até a sala de jogos. Bruce os deixou sem supervisão sob a promessa de que se comportariam enquanto os dois adultos terminavam de trazer as caixas para dentro.

— Dick, você é o capitão agora, toma conta deles, ok? — brincou Bruce, colocando um chapéu de pirata na cabeça do seu filho mais velho. — Vocês todos obedeçam seu irmão. Qualquer coisa estaremos lá embaixo ou no nosso quarto.

— Nosso? — Clark perguntou ouvindo o namorado.

— Sim, nosso — Bruce sorriu e lhe beijou na bochecha e saindo.

O repórter ouviu risadinhas. Virou apenas para ver que as crianças olhavam para eles. Ficou um pouco vermelho, por ser pego nesse momento íntimo com Bruce, mas se despediu, saindo também.

Bruce e Clark levaram todas as caixas para seus devidos cômodos para serem ajeitadas em meia hora, porém quase duas horas depois que a arrumação começou, os dois se viram sendo chamados por Jason, que corria desesperado até eles.

— Papai, papai! O Dick ‘tá’ machucado! — disse a criança assustada.

Clark sentiu o sangue drenar do seu rosto e assistiu Bruce ficar pálido também. Sem perder tempo, os dois correram até a sala de jogos com Jason em seu encalço. No quarto de jogos, viram Tim com Damian no cercadinho e Cas segurando a mão do Dick, que chorava. Uma perna do menino estava dobrada e a outra esticada, revelando um tornozelo inchado e roxo.

— O que aconteceu? — Bruce caiu ao lado filho, analisando o machucado. Parecia que o tornozelo dele estava torcido, mas teriam que ir à um ortopedista para ter certeza.

— Eu fui dar uma estrelinha e machuquei meu pé — explicou Dick soluçando.

— Precisamos ir ao médico — Bruce disse.

Clark podia ver que Bruce tentava ficar calmo para não assustar ainda mais os filhos, porém ele próprio estava bastante preocupado. O bilionário pegou o menino de onze anos no colo, tomando o máximo de cuidado com o pé machucado dele.

— Eu vou junto — se prontificou Clark a ir junto, tão preocupado quanto Bruce.

— Não, fique aqui com os outros — disse Bruce agitado. — Te mantenho informado.

O Wayne saiu da sala apressado, correndo atrás de todos os documentos necessários para dar entrada no hospital até que partiu da Mansão, confiando seus outros filhos a Clark.

O jornalista ficou no quarto de jogos junto dos enteados. Depois do acontecido, ninguém mais tinha ânimo para brincar. Assim os três mais velhos decidiram assistir um filme. Cassandra e Damian se alinharam no peito do padrasto, enquanto Tim se deitou na perna de Clark. Jason, o mais distante das crianças Wayne, deitou do outro lado de Tim, mais afastado do mais velho. A cada cinco minutos, o repórter olhava para o celular, desejando ter notícias de Bruce e Dick.

Seu peito estava apertado e sentia uma ansiedade que nunca sentiu antes na boca do estômago. Não entendia o porquê desse desespero todo. Era provavelmente uma torção ou um osso quebrado. Ele mesmo já quebrou vários ossos quando era criança e aprontava na fazenda dos pais, no Kansas. Era esse sentimento que seus pais sentiram todas as vezes com ele?

Foi só depois que anoiteceu que Bruce ligou, parecendo cansado.

— Foi uma torção ruim, não vai precisar engessar, mas vai imobilizar com uma bota ortopédica — informou. — Dick ficou no soro para receber remédio via venosa e estamos esperando o médico voltar para ter a alta. As crianças estão bem?

— Sim, eles dormiram assistindo um filme — falou suavemente um pouco mais aliviado.

— Nossa noite de estreia morando juntos não foi como imaginávamos, hein? — soltou um suspiro. — Tem certeza que quer fazer isso?

— Você não vai me afastar agora, mesmo que eu quisesse — disse Clark calmo, mas decidido. — Eu amo seus filhos, Bruce, e nada agora vai me fazer abandoná-los.

A linha ficou silenciosa por vários minutos. Clark até pensou que a ligação havia caído.

— Que bom que esclarecemos isso, porque eu também não pretendia te soltar — Bruce brincou.

— Te amo. Estaremos esperando vocês aqui em casa — o jornalista disse.

— Também te amo — Bruce respondeu, desligando logo em seguida.

O dia de mudança foi completamente diferente do que Clark havia esperado, mas ainda sim, não estava arrependido da decisão que tomara.


Continua...


Notas da Autora:


Olá novamente, amores mio! Eis o começo da parte 4 da série Família Wayne ou Quase Wayne. Os capítulos não foram betados, então me perdoem pelos possíveis erros. Eu tento revisar, mas às vezes erros passam batido. Espero que tenham gostado desse início da história. Quem quiser, a ordem certa das outras histórias da série estará disponibilizada aqui embaixo. Obrigada por terem lido. Espero vê-los nos próximos capítulos. Beijinhos de megawatts de luz! <3

Série: Família Wayne ou Quase Wayne

Parte 1 - Bem-vindo à Família

Parte 2 - A Hora do Castigo

Parte 3 - Semana Marcada

Parte 5 - Quando Diana dá mais munição para as crianças Wayne

11 de Agosto de 2019 às 20:38 0 Denunciar Insira Seguir história
0
Leia o próximo capítulo A Madrugada do Primeiro Dia

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 3 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!

Mais histórias

Como será quando partir? Como será quando par...
O último  brilho-TAEGI O último brilho-TAEGI
Provocante Provocante