A Hora do Castigo Seguir história

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Parte 2 da série Família Wayne ou quase Wayne. Depois de toda a diversão, está na hora de arcar com as consequências. Bruce não achou nada divertido a armadilha e precisou por suas crianças de castigo. Clark inclusive.


Fanfiction Comics Para maiores de 18 apenas.

#kidfic #lemon #superbat #batfamily
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O Castigo das Crianças

Depois de algum tempo tentando assimilar a saída abrupta de Clark, Bruce voltou sua atenção para seus filhos. Todos pareciam dormir profundamente em seus pijamas confortáveis. Isso significava que Clark conseguiu dar banho em todos eles, deixando-os limpos. Mais aliviado quanto à segurança dos seus filhos, Bruce sentiu novamente todo o cansaço em seus ombros. Andou até o armário e pegou alguns cobertores de pelo bem quentinho e cobriu as crianças com eles. Beijou a cabeça de cada um deles, porém Jason, que tinha sono mais leve, acordou com o roçar de lábios na sua testa.

— Papai?

— Ei campeão. Se divertiu hoje com o Clark? — perguntou se agachando na frente de Jason e brincou com as mechas de cabelo branco tentando fazê-lo voltar a dormir.

— Sim. Clark é legal, melhor do que sua outra ex — o menino resmungou com a voz sonolenta, lutando para manter os olhos esverdeados abertos. — Você tem que deixar ele voltar de novo.

— Claro que sim. Volte a dormir agora — o bilionário beijou a testa do filho novamente, vendo Jason voltar a cair no sono, seguro de que o pai dele estava de volta.

Bruce se pegou pensando nas últimas palavras de Jason. Por que não deixaria Clark voltar? E mais importante que isso, por que Jason e seu namorado achavam isso? Será que achavam que superprotegia seus filhos e que iria afastá-los? O serviço de babá foi justamente para ter o efeito contrário.

O Wayne queria ir para o quarto tomar um banho, mas Alfred ainda não tinha chegado e não queria deixar seus filhos sozinhos. Rendendo-se ao cansaço, tirou o paletó, a gravata, o cinto, o relógio e o sapato e com cuidado para não acordar mais ninguém, entrou no espaço entre Tim e Cassandra, deitando os dois no seu peito. Sentindo-se confortável e quente cercado pela sua família, fechou os olhos e acabou adormecendo

O moreno acordou uma hora depois com o som de Alfred entrando em casa. Registrou vagamente o velho mordomo carregando as compras do dia e os armários da cozinha batendo. Bruce estalou as costas e manobrando as duas crianças que babavam na sua camisa de seda, se levantou indo para a cozinha encontrar Alfred sem se preocupar em colocar o sapato, andando de meia pelo chão frio.

— Boa noite patrão Bruce. Vi você dormindo com as crianças e não quis acordá-lo. Parecia tão cansado.

— Você não tem ideia — resmungou o mais novo se pondo a ajudar a guardar as compras. Podia ser um bilionário, mas como todo mundo, tinha suas tarefas domésticas para ajudar também.

— E o senhor Kent? Presumi que ele ficaria para o jantar.

— Eu também achei, mas ele foi embora assim que cheguei. Disse que tinha uma matéria importante para cobrir.

— Bem isso é inusitado. — Alfred ergueu uma sobrancelha branca em direção ao seu filho adotivo, como se questionasse o que ele fez.

— Juro que não fiz nada. Para ser justo, nem deu tempo — Bruce se defendeu.

— Se o senhor está dizendo — Alfred não parecia acreditar. — Vá tomar banho enquanto eu preparo o jantar. Eu vou acordar as crianças daqui a pouco.

Bruce não brigou contra a ordem. Subiu as escadas pensando no chuveiro quente que queria desde que chegou. Obviamente, pensava que teria a companhia de um moreno forte e sensual, fora o próprio, mas nada é perfeito. Teria que se contentar em ficar só.

O percurso das escadas se fez na mais plena paz, porém ao virar a esquina para a ala leste, onde estavam os quartos, tomou o maior choque da sua vida. Até mesmo maior que saber da existência de Damian: as paredes, o teto, os quadros, os armários dos corredores estavam completamente sujos de tinta de várias cores. Uma mesa de apoio estava com a perna quebrada, por isso encontrava-se inclinada em direção ao chão, com o vaso que a enfeitava — que tinha séculos e de valor inestimável — jazia quebrado no chão em milhares de pedaços.

Sentindo uma pressão na cabeça seguida por uma dor pulsante na testa, Bruce sabia que era a enxaqueca se aproximando. Lidaria com aquela merda depois de um banho quente. Empurrou a porta do seu quarto que estava entreaberta e assim que passou da soleira, sentiu alguma coisa liquida e gelada cair em cima dele, cobrindo todo o seu corpo. Tinta amarela. Fechou os olhos para se acalmar e contou até dez.

Deu mais quatro passos em direção ao closet pegar um pijama limpo, quando tropeçou em algum fio transparente no chão e imediatamente sentiu alguma outra coisa cair em cima dele pela segunda vez em segundos. Dessa vez eram penas que colavam com a tinta amarela. Não precisara se olhar no espelho para saber que parecia um pinto. Olhou para o teto e viu umas armações amadoras com barbante, durex e brinquedos de plástico. O mesmo acontecia com o balde em cima da porta. Seus filhos eram gênios, mas poderiam usar a genialidade para o bem e só por cauda disso não estava mais orgulhoso deles.

— Oh meu Deus — lamentou Alfred no corredor. Algo no tom de voz do mais velho, uma mistura de lamento com desespero, porque provavelmente achou que seria ele a limpar tudo, fez o sangue de Bruce ficar ainda mais quente.

Dizendo adeus ao seu banho, saiu do quarto sem se importar com a sujeira e as penas que ia deixando no meio do caminho e encontrou com o mordomo no corredor quase próximo ao seu quarto.

— Oh meu Deus! — Exclamou o mais velho novamente quando viu o estado de Bruce.

— Limpe o quarto deles de tudo que for divertido. Tire todas as TV’s, os vídeos games e pegue os tablet’s. Estão todos de castigo até segunda ordem. Tire só os cacos de vidro do chão e tudo que eles podem se machucar, mas de resto, os quatro vão limpar essa bagunça.

— Sim senhor — obedeceu Alfred e entrou no quarto mais próximo para cumprir a ordem com uma certa satisfação, não que fosse admitir para alguém.

— RICHARD, JASON, TIMOTHY E CASSANDRA WAYNE! AQUI AGORA! — Gritou Bruce quando alcançou metade das escadas. Sua voz fez eco por toda a mansão.

Demorou alguns minutos, mas logo as quatro crianças estavam na sua frente. Todas olhando para baixo com olhares de culpa, sabendo que levariam bronca e que seriam castigados.

— Querem me explicar o que aconteceu aqui? — Cada um abriu a boca e começaram a falar ao mesmo tempo. — UM DE CADA VEZ! Richard, explique — mandou Bruce para o filho mais velho, que não tinha o hábito de mentir.

— Bem, nós brincamos de pique esconde com o Clark depois que você saiu, mas começou a ficar chato. Cass era muito boa em se esconder e o Sol estava ficando muito quente, então nós entramos. Jogamos alguns jogos de tabuleiro até a hora do almoço. Depois que comemos, nós sentamos na sala para ver TV, mas começou a ficar chato de novo e decidimos que íamos explorar. Eu não tenho certeza de como chegamos a isso, mas achamos nossas armas de paintball no porão da ala oeste e Jason começou uma guerra entre nós.

— Valeu mesmo dickface — resmungou Jason.

— Jason Peter Todd-Wayne o que eu falei sobre seu linguajar? — Ralhou Bruce novamente e para crédito do menino ele não reclamou. — Onde o Clark estava nesse tempo todo que era para ficarem de olho em vocês?

— Provavelmente tentando se soltar da cadeira que nós amarramos ele — Tim soltou sem querer com a vozinha fraca e se encolheu com o olhar de Bruce e dos irmãos. O fato de eles terem amarrado Clark na cadeira era para ser segredo.

— O que vocês fizeram está além de irresponsável! Estragaram pinturas valiosíssimas e um vaso que tem séculos. Mas além de vocês estragarem a casa de vocês, também poderiam ter se machucado!

— Em nossa defesa nem você gostava do vaso que eu sei — Disse Dick.

— Não importa se o vaso era bonito ou feio! Não é sobre isso. É sobre responsabilidade. Aqui é a casa de vocês, o lar de cada um. É dever de todos nós zelarmos por nossas coisas. Não é só porque temos dinheiro para comprar coisas novas que devemos ter falta de cuidado. Ninguém parou para pensar no trabalho do Alfred de manter tudo limpo e organizado? Ou trabalho extra que vocês colocaram sobre ele para arrumar essa zona? E se um de vocês tivessem se machucado? — As crianças pareciam mais culpadas agora que tinham um pouco mais de consciência da travessura. — Todos vocês estão de castigo. Sem TV, computador, vídeo game ou tablet’s pelo resto das férias. Esqueçam a viagem, vocês não estão merendo ir para a Disney — todos começaram a reclamar. — Chega! Não adianta reclamarem, não vou mudar de ideia.

— O que nós vamos fazer nas férias inteiras então? — Jason reclamou, petulante como sempre.

— Vocês vão aprender responsabilidades. Vão ajudar Alfred nas tarefas domésticas pelo resto das férias e estarão sobre a supervisão dele. Se ele achar que não fizeram direito, vão fazer de novo até estar bem feito. E vão começar depois do jantar tirando todas as armadilhas e amanhã irão limpar as paredes e o chão desse monte de tinta. Eu fui claro?

Houve um resmungo de todos eles, mas ninguém mais bateu boca contra o castigo.

— Ademais quero que todos se desculpem com Alfred pela bagunça.

Alfred desceu as escadas nesse exato momento. A expressão dele não era algo que as crianças costumavam ver voltadas para elas. Suas sobrancelhas estavam franzidas e a boca apertada em uma linha fina.

— Desculpe Alfie! — Disseram todas as crianças para o mordomo.

— Desculpas aceitas — apesar das palavras, a voz de Alfred era dura, mostrando que ainda não as tinha perdoado ao todo. — Se me der licença patrão Bruce, vou terminar de preparar o jantar.

Sem esperar por mais respostas, Alfred continuou descendo as escadas e sumiu por entre os vários caminhos possíveis para chegar à cozinha.

— Muito bem. Vão se sentar na mesa e aguardar comportados o jantar. Vou terminar de me limpar — mandou Bruce, voltando a subir as escadas.

Não demorou tanto quanto achou para se ver livre das penas e da tinta, mas teve que recolher as penas do ralo e jogar fora adequadamente. Finalmente depois de quase vinte minutos, Bruce estava de banho tomado, pronto para o jantar. Colocou uma roupa confortável que usava em casa e foi para a cozinha. As crianças estavam quietas em seus lugares como havia mandado. Alfred também não cantava. O clima estava tenso entre eles.

Finalmente o mordomo serviu todos eles. Obviamente, cada criança foi servida com a comida que menos gostavam e com mais legumes que o normal. Alfred era mais sutil que Bruce, mas sempre conseguia aplicar seus próprios castigos também. Geralmente na hora do jantar. Comeram em silêncio e não obtiveram sobremesa. Miseráveis, as crianças tiraram todas as armadilhas para logo em seguida, escovarem os dentes e foram dormir em seus quartos quase vazios sem TV, computar e seus videogames.

Bruce ajudou Alfred com a louça como todos os dias. O clima entre eles foi bem mais ameno, já que eram raras às vezes em que a raiva de Alfred não estava direcionada para seu tutelado. No fundo, os dois até achavam graça nas brincadeiras, mas tinham o dever de puni-las para as coisas não saírem do controle.

— Eu vou sair Alfred. Não me espere acordado — informou Bruce para o mordomo quando viu que o mais velho já estava se recolhendo para seus aposentos.

— Perfeitamente senhor — compreendeu Alfred. — Avise ao senhor Kent que o espero amanhã para limpar os lugares que as crianças não alcançarem — disse friamente. Aos olhos do mais velho, Clark era culpado por não manter as crianças na linha. O jornalista estava de babá exatamente para impedir esse tipo de coisa.

— Passarei seu recado — garantiu o moreno.

Bruce esperou seu pai adotivo entrar no quarto, para entrar no seu e fazer uma breve bagagem com tudo que iria precisar para passar a noite no namorado. Antes de ir embora, conferiu as crianças, porque por mais que estivesse bravo, não significava que não gostaria de ter certeza de que eles estavam quentes e seguros em suas camas. Após verificar todos, partiu com sua Ferrari vermelha para o apartamento de Clark. Estava na hora de castigar seu outro menino.


Continua...

11 de Agosto de 2019 às 19:50 0 Denunciar Insira 0
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