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Parte 2 da série Família Wayne ou quase Wayne. Depois de toda a diversão, está na hora de arcar com as consequências. Bruce não achou nada divertido a brincadeira dos filhos e precisou pôr suas crianças de castigo. Clark inclusive.


Fanfiction Comics Para maiores de 18 apenas.

#lemon #kidfic #batfamily #superbat
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O Castigo das Crianças

Breve legenda:

  • O [1],[2], etc. na frente de algumas palavras/frases são indicações para as referências nas notas finais;
  • Em itálico são palavras e/ou expressões estrangeiras.

Boa leitura!


***


Depois de algum tempo tentando assimilar a saída abrupta de Clark, Bruce voltou sua atenção para seus filhos. Todos pareciam dormir profundamente em seus pijamas confortáveis. Isso significava que Clark conseguiu dar banho em todos eles, deixando-os limpos. Mais aliviado quanto à segurança dos seus filhos, Bruce sentiu novamente todo o cansaço em seus ombros. Andou até o armário e pegou alguns cobertores de pelo, aqueles bem quentinhos, e cobriu as crianças com eles. Beijou a cabeça de cada um deles, porém Jason, que tinha sono mais leve, acordou com o roçar de lábios na sua testa.

— Papai?

— Ei, campeão. Divertiu-se hoje com o Clark? — perguntou se agachando na frente de Jason e brincou com as mechas de cabelo branco, tentando fazê-lo voltar a dormir.

— Sim. Clark é legal, melhor do que sua outra ex — o menino resmungou com a voz sonolenta, lutando para manter os olhos esverdeados abertos. — Você tem que deixar ele voltar de novo.

— Claro que sim. Volte a dormir agora — o bilionário beijou a testa do filho novamente, vendo Jason voltar a cair no sono, seguro de que o pai dele estava de volta.

Bruce se pegou pensando nas últimas palavras de Jason. Por que não deixaria Clark voltar? E mais importante que isso, por que Jason e seu namorado achavam isso? Será que achavam que ele superprotegia as crianças e que iria afastá-los? O serviço de babá foi justamente para ter o efeito contrário.

O Wayne queria ir para o quarto tomar um banho, mas Alfred ainda não tinha chegado e não queria deixar seus filhos sozinhos. Rendendo-se ao cansaço, tirou o paletó, a gravata, o cinto, o relógio e o sapato e com cuidado para não acordar mais ninguém, entrou no espaço entre Tim e Cassandra, deitando os dois no seu peito. Sentindo-se confortável e quente cercado pela sua família, fechou os olhos e acabou adormecendo também.

O moreno acordou uma hora depois com o som de Alfred entrando em casa. Registrou vagamente o velho mordomo carregando as compras do dia e os armários da cozinha batendo. Bruce estalou as costas e manobrando as duas crianças que babavam na sua camisa de seda, se levantou indo para a cozinha encontrar Alfred, sem se preocupar em colocar o sapato, andando de meia pelo chão frio.

— Boa noite, patrão Bruce. Vi você dormindo com as crianças e não quis acordá-lo. Parecia tão cansado.

— Você não tem ideia — resmungou o mais novo se pondo a ajudar a guardar as compras. Podia ser um bilionário, mas assim como todo mundo, ele tinha suas tarefas domésticas para ajudar também.

— E o senhor Kent? Presumi que ele ficaria para o jantar.

— Eu também achei, mas ele foi embora assim que cheguei. Disse que tinha uma matéria importante para cobrir.

— Bem, isso é inusitado. — Alfred ergueu uma sobrancelha branca em direção ao seu filho adotivo, como se questionasse o que ele fez.

— Juro que não fiz nada. Para ser justo, nem deu tempo — Bruce se defendeu.

— Se o senhor está dizendo — Alfred não parecia acreditar. — Vá tomar banho enquanto eu preparo o jantar. Eu vou acordar as crianças daqui a pouco.

Bruce não brigou contra a ordem. Subiu as escadas pensando no chuveiro quente que queria desde que chegou. Obviamente, pensava que teria a companhia de um moreno forte e sensual, fora ele próprio, mas nada é perfeito. Teria que se contentar em ficar só.

O percurso das escadas se fez na mais plena paz, porém ao virar a esquina para a ala leste, onde estavam os quartos, tomou o maior choque da sua vida. Até mesmo maior que saber da existência de Damian: as paredes, o teto, os quadros, os armários dos corredores estavam completamente sujos de tinta de várias cores. Uma mesa de apoio estava com a perna quebrada, por isso encontrava-se inclinada em direção ao chão, com o vaso que a enfeitava — que tinha séculos e de valor inestimável — jazia quebrado no chão em milhares de pedaços.

Sentindo uma pressão na cabeça seguida por uma dor pulsante na testa, Bruce sabia que era a enxaqueca se aproximando. Lidaria com aquela merda depois de um banho quente. Empurrou a porta do seu quarto que estava entreaberta e assim que passou da soleira, sentiu alguma coisa líquida e gelada cair em cima dele, cobrindo todo o seu corpo. Tinta amarela. Fechou os olhos para se acalmar e contou até dez.

Deu mais quatro passos em direção ao closet pegar um pijama limpo quando tropeçou em algum fio transparente no chão e imediatamente sentiu alguma outra coisa cair em cima dele pela segunda vez em segundos. Dessa vez eram penas que colavam na tinta amarela. Não precisara se olhar no espelho para saber que parecia um pinto. Olhou para o teto e viu umas armações amadoras com barbante, durex e brinquedos de plástico. O mesmo acontecia com o balde em cima da porta. Seus filhos eram gênios, mas poderiam usar a genialidade para o bem e só por cauda disso não estava mais orgulhoso deles.

— Oh meu Deus — lamentou Alfred no corredor. Algo no tom de voz do mais velho, uma mistura de lamento com desespero, porque provavelmente achou que seria ele a limpar tudo, fez o sangue de Bruce ficar ainda mais quente.

Dizendo adeus ao seu banho, saiu do quarto sem se importar com a sujeira e as penas que ia deixando no meio do caminho e encontrou com o mordomo no corredor quase próximo ao seu quarto.

— Oh meu Deus! — exclamou o mais velho novamente quando viu o estado de Bruce.

— Tire do quarto deles tudo que for divertido. As TVs, os videogames e pegue os celulares e tablets. Estão todos de castigo até segunda ordem. Limpe só os cacos de vidro do chão e tudo que eles podem se machucar, mas de resto, os quatro vão limpar essa bagunça.

— Sim, senhor. — Obedeceu Alfred e entrou no quarto mais próximo para cumprir a ordem com uma certa satisfação, não que fosse admitir para alguém.

— RICHARD, JASON, TIMOTHY E CASSANDRA WAYNE! AQUI, AGORA! — gritou Bruce quando alcançou metade das escadas. Sua voz fez eco por toda a mansão.

Demorou alguns minutos, mas logo as quatro crianças estavam na sua frente. Todas olhando para baixo com olhares de culpa, sabendo que levariam bronca e que seriam castigados.

— Querem me explicar o que aconteceu aqui? — Cada um abriu a boca e começaram a falar ao mesmo tempo. — UM DE CADA VEZ! Richard, explique — mandou Bruce para o filho mais velho, que não tinha o hábito de mentir.

— Bem, nós brincamos de pique-esconde com o Clark depois que você saiu, mas começou a ficar chato. Cass era muito boa em se esconder e o Sol estava ficando muito quente, então nós entramos. Jogamos alguns jogos de tabuleiro até a hora do almoço. Depois que comemos, nós sentamos na sala para ver TV, mas começou a ficar chato de novo e decidimos que íamos explorar. Eu não tenho certeza de como chegamos a isso, mas achamos nossas armas de paintball no porão da ala oeste e Jason começou uma guerra entre nós.

— Valeu mesmo, dickface[1] — resmungou Jason.

— Jason Peter Todd-Wayne, o que eu falei sobre seu linguajar? — ralhou Bruce novamente e, para crédito do menino, ele não reclamou. — Onde o Clark estava nesse tempo todo que era para ficar de olho em vocês?

— Provavelmente tentando se soltar da cadeira que nós amarramos ele — Tim soltou sem querer, com a vozinha fraca e se encolheu com o olhar de Bruce e dos irmãos. O fato de eles terem amarrado Clark na cadeira era para ser segredo.

— O que vocês fizeram está além de irresponsável! Estragaram pinturas valiosíssimas e um vaso que tem séculos. Mas além de vocês estragarem a casa de vocês, também poderiam ter se machucado!

— Em nossa defesa, nem você gostava do vaso que eu sei — disse Dick.

— Não importa se o vaso era bonito ou feio! Não é sobre isso. É sobre responsabilidade. Aqui é a casa de vocês, o lar de cada um. É dever de todos nós zelarmos por nossas coisas. Não é só porque temos dinheiro para comprar coisas novas que devemos ter falta de cuidado. Ninguém parou para pensar no trabalho do Alfred para manter tudo limpo e organizado? Ou trabalho extra que vocês colocaram sobre ele para arrumar essa zona? E se um de vocês tivessem se machucado? — As crianças pareciam mais culpadas agora que tinham um pouco mais de consciência da travessura. — Todos vocês estão de castigo. Sem TV, computador, celular, videogame ou tablets pelo resto das férias. Esqueçam a viagem, vocês não estão merecendo ir para a Disney. — Todos começaram a reclamar. — Chega! Não adianta reclamarem, não vou mudar de ideia. Para toda ação tem uma reação. Quando se comportam mal, vocês perdem os privilégios que tinham.

— O que nós vamos fazer nas férias inteiras, então? — Jason reclamou, petulante como sempre.

— Vocês vão aprender responsabilidades. Vão ajudar Alfred nas tarefas domésticas pelo resto das férias e estarão sobre a supervisão dele. Se ele achar que não fizeram direito, vão fazer de novo até estar bem feito. E vão começar depois do jantar tirando todas as armadilhas e amanhã irão limpar as paredes e o chão desse monte de tinta. Eu fui claro?

Houve um resmungo de todos eles, mas ninguém mais bateu boca contra o castigo.

— Além disso, quero que todos se desculpem com Alfred pela bagunça.

Alfred desceu as escadas nesse exato momento. A expressão dele não era algo que as crianças costumavam ver voltadas para elas. Suas sobrancelhas estavam franzidas e a boca apertada em uma linha fina.

— Desculpe, Alfie! — disseram todas as crianças para o mordomo.

— Desculpas aceitas. — Apesar das palavras, a voz de Alfred era dura, mostrando que ainda não as tinha perdoado ao todo. — Se me der licença, patrão Bruce, vou terminar de preparar o jantar.

Sem esperar por mais respostas, Alfred continuou descendo as escadas e sumiu por entre os vários caminhos possíveis para chegar à cozinha.

— Muito bem. Vão se sentar à mesa e aguardar comportados o jantar ser servido. Vou terminar de me limpar — mandou Bruce, voltando a subir as escadas.

Não demorou tanto quanto achou para se ver livre das penas e da tinta, mas teve que recolher as penas do ralo e jogar fora adequadamente. Finalmente depois de quase vinte minutos, Bruce estava de banho tomado, pronto para o jantar. Colocou uma roupa confortável que usava em casa e foi para a cozinha. As crianças estavam quietas em seus lugares como havia mandado. Alfred também não cantava. O clima estava tenso entre eles.

Finalmente o mordomo serviu todos eles. Obviamente, cada criança foi servida com a comida que menos gostavam e com mais legumes que o normal. Alfred era mais sutil que Bruce, mas sempre conseguia aplicar seus próprios castigos também. Geralmente na hora do jantar. Comeram em silêncio e não obtiveram sobremesa. Miseráveis, as crianças tiraram todas as armadilhas para logo em seguida escovarem os dentes e irem dormir em seus quartos, quase vazios sem TV, computador e seus videogames.

Bruce ajudou Alfred com a louça como todos os dias. O clima entre eles foi bem mais ameno, já que eram raras as vezes em que a raiva de Alfred não estava direcionada para seu tutelado. No fundo, os dois até achavam graça nas brincadeiras, mas tinham o dever de puni-las para as coisas não saírem do controle.

— Eu vou sair, Alfred. Não me espere acordado — informou Bruce para o mordomo quando viu que o mais velho já estava se recolhendo para seus aposentos.

— Perfeitamente, senhor — compreendeu Alfred. — Avise ao senhor Kent que o espero amanhã para limpar os lugares que as crianças não alcançarem — disse friamente. Aos olhos do mais velho, Clark era tão culpado quanto às crianças por ele não manterem-nas na linha. O jornalista estava de babá exatamente para impedir esse tipo de coisa.

— Passarei seu recado — garantiu o moreno.

Bruce esperou seu pai adotivo se recolher no quarto, para entrar no seu e fazer uma breve bagagem com tudo que iria precisar para passar a noite no namorado. Antes de ir embora, conferiu as crianças, porque por mais que estivesse bravo, não significava que não gostaria de ter certeza de que eles estavam quentes e seguros em suas camas. Após verificar todos, partiu com sua Ferrari vermelha para o apartamento de Clark. Estava na hora de castigar seu outro menino.


Continua...

[1] A palavra "dick" em inglês pode ser referida no sentindo de "pinto/pau/pênis". Quando Jason disse "dickface" pode ser entendido como "cara de pau", uma ofensa usando o nome de Dick.


Notas da Autora:


Olá, amores mio! Para quem não entendeu, essa fic é uma sequela de outra fic da minha autoria, chamada "Bem-vindo à Família". Precisam lê-la primeiro para entenderem essa daqui, vez que se trata de uma série de fanfics, que apesar de uma não ser continuação da outra, estão ligados no mesmo universo, fazendo referências de alguns fatos. Eu espero que tenham gostando desse capítulo. Beijos de megawatts de luz e até o próximo capítulo!


Títulos da Série:

Parte 1 - Bem-vindo à Família

Parte 3 - Semana Marcada

Parte 4 - Tornando-se pai

Parte 5 - Quando Diana dá mais munição para as crianças Wayne

11 de Agosto de 2019 às 19:50 0 Denunciar Insira Seguir história
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