Mad Love Seguir história

noveluas Tata C

Às vezes, o amor é louco, intenso e tóxico, mas ainda assim é amor. Somin e Taehyung são a prova viva de que tudo pode mudar de uma hora para outra, e que o amor é a única coisa que realmente vale a pena. [j.so; kard]


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#jso #j-seph #somin #romance #kard
1
3.6mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo A cada 15 dias
tempo de leitura
AA Compartilhar

Talvez seja melhor que eu vá

Somin sobe o último degrau das escadas trançando as pernas, os olhos mal conseguem ficar abertos ou focar em algo; são quatro e sete da manhã e ela não se lembra se está com a chave, e acordar Taehyung nunca é uma boa ideia, ainda mais naquela circunstância. Ela encara as portas do corredor, tentando achar a de número 201; quando finalmente a acha se sente receosa em bater, até pensa que pode dormir ali mesmo e esperar que ele a descubra, mas sua cabeça já dói, tudo que quer é um banho e precisa desesperadamente de um copo de água.

O prédio onde moram é simples demais, a ponto de os apartamentos não terem uma campainha, pelo menos não uma que funcione. A loira bate uma vez, suavemente e espera um pouco, mas não há sinal dele, bate mais uma, mais forte e não recebe nenhuma resposta; irritada consigo mesma e pelo receio de acordar o mais velho, começa a bater inúmeras vezes, gritando o nome do namorado em alto e bom som, provavelmente chamando a atenção dos vizinhos.

Com o escândalo que fazia, não foi capaz de perceber Taehyung mexendo na porta e quando ele a abriu em um solavanco, a garota quase cai para trás, cambaleando; quando se recompõe, encara a face do namorado, furiosa, os olhos que já não eram pequenos, ainda mais abertos. Ele estava cansado da nova atitude da mais nova, que tentava mostrar a ele que podia fazer qualquer coisa, sem que precisasse dele.

— Caralho, Somin, que porra é essa? — ele questionou, enquanto a guiava para dentro de casa.

— O quê?? Eu estou chegando em casa... oppa! —Tentava soar firme e correta, enfatizando a última palavra, como uma provocação.

— Você tá bêbada, Somin, puta merda, de novo!

— Pare de falar palavrão, oppa! Eu bebi, bebi sim, me deixa, me deixa! — resmungava, tentando tirar a jaqueta jeans.

— Não vai adiantar falar com você hoje, mas amanhã ou a gente acerta isso, ou eu vou embora de vez, eu tô falando sério, Somin! Eu não sei se consigo passar por isso de novo, você sabe o que isso fez com a gente no passado e eu tentei mudar, por você! — Quase num discurso, ele falava tudo que sentia no peito, enquanto ajudava a garota a se despir. — Mas se você quer se afundar de novo, isso é escolha sua, não seja egoísta a ponto de me arrastar com você.

Somin agora tinha lágrimas nos olhos, tentava se aninhar no peito do mais velho, mas esse não dava espaço e continuava o trabalho de a preparar para um banho; Taehyung levou a garota nua e fragilizada para a banheira, ainda vazia e a colocou deitada, ligando o chuveiro quase frio sobre sua cabeça. Recebeu muitos resmungos e tentativas da loira de se agarrar a si, era típico dela, fazer o que bem entendia, voltar, ouvir a verdade e então se tornar manhosa e arrependida.

¨¨

O mais velho estava se cansando da atitude, mas sabia bem que não era fácil para ela; eles se conheceram quando Somin tinha dezoito anos e ele vinte e dois, e não foi em um dos mais românticos cenários. Ele tinha um “trabalho” informal, vendendo algumas drogas em boates mal frequentadas da cidade, sempre usando mais do que vendia, recebendo ainda menos do que já seria pouco; seus dias consistiam em vagar pela cidade, com alguma de suas companhias, beber em algum bar barato e esperar a noite cair.

Em uma dessas festas, a garota de cabelos loiros e sorriso largo pediu a ele um pacote de mdma e ao contrário de alguns filmes românticos, eles não se encantaram um pelo outro de imediato, ele apenas forneceu a droga e ela voltou a dançar com as amigas. No fim da noite, ambos estavam sob os efeitos dos entorpecentes e já não se importavam com mais nada; quando uma música mais lenta de batidas fortes começou a tocar, os dois se encontraram na pista e se reconheceram. Nenhum dos dois tinha motivos para negar a atração que surgia, ou para segurar a súbita vontade de se tocarem; trocaram um beijo tão intenso quanto a música que tocava, sentindo o corpo um do outro, os lábios e o gosto de bebidas misturadas.

Depois daquela noite, viveram tudo intensamente demais, sem limites, sem pensar que tudo tem uma consequência; eram drogas demais, sexo demais, brigas demais. Taehyung não conseguia nem imaginar outro homem perto de Somin sem que tivesse todo o humor alterado, buscando em cada detalhe do dia da mais nova pistas de algo suspeito, algo errado. A garota tentava provar de todos os jeitos que jamais deixaria outro homem se aproximar; prometia com todas as forças, que ela era somente dele. No fim, eram apenas tóxicos demais.

¨¨

Somin abriu os olhos com dificuldade, tentando se acostumar com a claridade; tudo que pensava era em como Taehyung não tinha piedade nenhuma de si e sempre deixava as cortinas abertas nos piores dias. Ele não estava no quarto e por um momento ela se esqueceu que era uma manhã de sábado, achando que ele estaria em um dos empregos de meio período. Se levantou, observando a camiseta grande demais que usava, provavelmente vestida por ele na noite anterior.

Caminhou despreocupada até o banheiro, fez suas higienes e ao ouvir o estômago roncar, foi em direção a cozinha pensando no cereal barato de mel. Quando chegou, deu de cara com o namorado sentado na pequena mesa, com as mãos apoiando a cabeça, visivelmente cansado; seu coração ficou pesado, os flashes da noite começavam a passar em sua cabeça e um deles era a fala do maior, sobre ir em embora de casa, de uma vez por todas.

— Amor... — começou receosa. — Me desculpa, eu sei que só faço besteira... mas você não pode me deixar, você sabe que não podemos viver separados.

— Senta aqui, Somin — Ele indicou a cadeira de frente para a sua, ainda com o semblante cansado. —, não dá, não dá pra continuar desse jeito. Por mais que eu te ame pra caralho, se for pra gente se destruir de novo, eu prefiro ir embora e deixar que você conheça alguém novo... ou sei lá, se descubra de novo.

— Tae, não, não fala assim — ela disse, se levantando afim de chegar perto do maior. — Eu vou parar, eu paro com tudo, não uso mais nada, não saio sem você! Eu juro, mas não fala que vai embora. — Se sentou no colo do namorado, se agarrando em seu pescoço, com lágrimas nos olhos.

— Você disse isso tantas vezes! Parece que não se lembra de como era quando você é quem tinha que pedir que eu parasse com as minhas loucuras, de quando saia atrás de mim na madrugada, me encontrando jogado em qualquer canto! — Continuava com o tom firme, mas ainda assim acariciando as costas da mulher com uma mão e com a outra afagava os cabelos loiros.

— Eu sei, eu sei... acho que sou louca — disse, com o rosto enterrado na curvatura do pescoço do mais velho.

— Você não é louca, se for assim eu também sou, completamente insano. — Riu soprado. —, somos só... complicados e por isso mesmo, talvez seja melhor que não fiquemos mais juntos, Somin.

— Pare de dizer isso, pare! — Se levantou descontente, indo em direção ao armário. — Se não me ama mais, apenas diga de uma vez e não arrume tantas desculpas. — Estava irritada de novo, suas palavras eram ríspidas.

— Eu acabei de dizer que te amo, pare de ser irracional! — Seu tom era cansado.

— Desculpa por te acordar ontem daquele jeito. — Mudou de assunto e tom de voz, sem mais, nem menos, como frequentemente fazia.

— Você acha mesmo que eu dormi ontem? Acha que eu fico aqui tranquilo, quando você sai de casa às onze da noite? — A olhou de esguio.

— Então por que não abriu a porta quando bati da primeira vez? — Parou de colocar o cereal na tigela e escorou o corpo no balcão.

— Não sei, estava com raiva, talvez queria te fazer esperar ali, não sei, Somin. — Se levantou e foi até a loira, deixando os corpos colados, colocou uma das mãos no balcão e a outra no rosto delicado, acariciou a bochecha gordinha e depois apertou as duas bochechas, formando um bico em seus lábios. — Eu fiquei a noite inteira tentando me controlar, tentando não pensar em você por aí, indefesa, dando condição pra um qualquer. Tentei apagar as imagens em que você estava nos braços de outro, você me enlouquece, Somin... principalmente quando não tá comigo.

Falou cada palavra com mais intensidade que as anteriores, manteve seu rosto quase colado ao da garota, que o encarava com os olhos ansiosos; as bocas se encostando tão suavemente, que mal podiam sentir, ela ameaçou diminuir de vez a distância e beijá-lo finalmente, mas antes que pudesse, ele abaixou a cabeça, suspirando e soltou seu rosto, se afastando. Somin queria se aproximar de novo, queria tocá-lo, mas ele não parecia receptivo e não demorou a bufar uma última vez e sair da cozinha, a deixando com o peito ainda pesado e com o medo crescente de vê-lo partir.

9 de Agosto de 2019 às 01:29 0 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo O pior dos flashbacks

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 5 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!