What About Us? Seguir história

valdieblack Valdie Black

(Sanrion – Universo Alternativo) Sansa Stark decide estudar na universidade com o objetivo de recuperar seu ex-namorado, mas as coisas não saem como o planejado e ela se vê perdida nesse mundo novo cheio de responsabilidades, amigos e um amor poderoso.


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Para maiores de 18 apenas. © Game of Thrones e as letras das músicas não me pertencem. Fanfiction escrita sem fins lucrativos.

#songfic #sansa-tyrion #sanrion #universo-alternativo #romance #fanfiction #got #game-of-thrones
1
1.3mil VISUALIZAÇÕES
Em progresso - Novo capítulo Todas as Segundas-feiras
tempo de leitura
AA Compartilhar

Lady

Ela sentia-se num sonho. Joffrey estava lindo naquela noite, Sansa tinha certeza de que ele havia se arrumado de uma forma muito especial pois aquela seria uma noite importante para ambos. Eram namorados desde a adolescência e ela nunca amou outra pessoa além dele. Agora já eram quase adultos, Joffrey ia começar a faculdade de Direito e fazia sentido dar o próximo passo no seu relacionamento.

– Você tinha que ter visto a cara dele, Sansa. – ria-se contando sua história engraçada de quando fora caçar veados com o pai. – Pensou mesmo que eu fosse dar um tiro nele, o idiota. Mamãe sempre disse que os irmãos dela eram imbecis, acho que o meu também é.

– Hum… – Sansa não prestava atenção, estava ansiosa demais. O garçom retirou seus pratos da mesa. Joffrey ainda bebia vinho e o deixava salpicar enquanto ria.

– Você comeu feito um passarinho. – ele observou. – Não está com fome?

– Ah… não muita. – sorriu. Joffrey sempre fora muito atencioso.

– Acho melhor assim. Gosto de como você está agora, não quero que engorde.

– Eu também. Apesar de que… dizem que as pessoas sempre engordam quando casam. – arriscou aquela deixa.

– Hã? É, pode ser… mamãe diz que papai engordou bastante. Deve ser por isso que ela o deixou.

Ele riu, mas Sansa viu em seus olhos que ainda estava magoado.

– Sinto muito pelo divórcio de seus pais. – ela disse.

Joffrey deu de ombros.

– Pelo menos ele não morreu como o seu pai.

Sansa abaixou a cabeça. Não gostava de ser lembrada daquilo.

– Ah, desculpe, docinho. – ele falou, mudando o tom de voz para algo mais manso e segurando seu queixo para erguer sua cabeça de novo. – Você sabe que Ned era como um pai para mim também.

– Você é muito gentil. – sabia que ele só estava tentando agradá-la, a verdade é que seu pai nunca aprovou o Joffrey.

Ele bebeu o resto do vinho. Sansa esperou que falasse primeiro.

– Bem, Sansa, nós temos que conversar…

– Sim…

– … sobre nosso futuro…

– Sim!

– Não me interrompa.

A ruiva assentiu e calou-se.

– Ano que vem já serei um homem-feito, darei adeus a essas bobagens de adolescente e começarei uma fase nova da minha vida. Refleti bastante sobre isso e cheguei à conclusão de que precisarei estar na companhia de pessoas que compreendem as responsabilidades de um adulto.

Sansa endireitou-se na cadeira. Sentia os olhos encherem-se de lágrimas, já estava ficando emocionada.

– Por isso, Sansa, eu preciso terminar com você.

– Eu aceito! – exclamou assim que ele terminou de falar, só então percebeu que Joffrey havia dito algo diferente do que ela imaginou. – Espera… o quê?

– Nossa, você recebeu muito bem. – disse com uma surpresa genuína. – Pensei que ia fazer um escândalo. Você sempre foi muito dramática.

– Como assim terminar?! Achei que ia me pedir em casamento.

– Pedi-la em casamento? – ele riu de espanto. – Meu Deus, Sansa, por que eu faria uma coisa dessas?

– Somos namorados há anos. Você disse que me amava…

– Eu era um adolescente, Sansa. Agora vou conhecer pessoas novas, não posso ficar agarrado com a minha namoradinha do interior. O que acha que vão pensar de mim?

Sansa encostou-se na cadeira. Não sabia o que dizer. Havia levado um choque.

– Olhe, isso é bom pra você também. Pode arrumar um outro namorado. Claro que ele não será tão elegante quanto eu, mas um rapaz do interior combinaria melhor com você. Que tal aquele Theon? É um carinha sem graça assim como você, talvez vocês dois possam se casar e terem uma penca de filhos.

– Mas eu amo você… – sua voz saiu num sussurro, agora tinha vontade de chorar por um motivo totalmente diferente.

– Pelo amor de Deus, Sansa, pare com isso. Você está me envergonhando! Acha mesmo que eu ia me casar com você, uma ratinha do interior? Você foi divertida por um tempo, mas ninguém aguenta comer do mesmo prato todos os dias. Quer dizer… nem sequer cheguei a comer.

– Isso é porque eu o recusei? Você sempre concordou comigo quando eu dizia que queria esperar até me casar para…

– Basta! – gritou, esmurrando a mesa. As outras pessoas do restaurante pararam para olhar. – Você está fazendo um escândalo, Sansa.

Ela não sabia mais o que lhe dizer. Não tinha ideia de como haviam chegado ali. Parecia que Joffrey tinha desaparecido e aquele à sua frente era outra pessoa.

– Desculpe…

– Venha, vou lhe deixar em casa. – ele falou, levantou-se e deixou algumas libras na mesa pelo jantar. – Garotas como você não devem ficar na rua depois das dez horas. Vamos, limpe essas lágrimas. Você está me envergonhando.

Sansa passou a mão pelo rosto e levantou-se também, ainda atordoada, acompanhando-o para fora do restaurante. Entrara em seu carro como sempre fazia, como se aquele tivesse sido um encontro igual aos outros. Ouviu-o falar sobre suas proezas, o que pretendia fazer na faculdade, mas não prestava atenção no que dizia. Aquilo não podia ser real. Joffrey era tudo que ela tinha e agora havia perdido-o também.

**

As semanas que se seguiram não foram fáceis. Sansa pensou estar se recuperando, mas então via uma foto sua com o Joffrey e voltava a chorar desesperada. Sua mãe tentava ajudá-la dizendo-lhe que haveria outros homens para ela no futuro como “aquele rapaz, Theon, ele sempre gostou muito de você”, mas Sansa não aguentava nem sequer ouvir falar em outros rapazes. Muito menos em Theon.

Theon Greyjoy era um garoto da vizinhança que às vezes vinha passar o verão com os Stark, era muito amigo de Robb e Jon. Seus pais não escondiam sua preferência pelo Theon como um possível namorado para Sansa, certa vez ela entreouviu sua mãe dizer ao seu pai que os dois “são lindos juntos”. O fato é que Sansa nunca conseguiu gostar de Theon desta forma, e parecia que ele também não era tão interessado nela assim. Estava sempre correndo atrás das outras garotas da vizinhança, como sua amiga Jeyne Poole.

Joffrey era filho de Robert Baratheon, um antigo amigo de seu pai, desde que Sansa o conheceu ela não deixou de pensar nele. Era lindo, loiro, tinha um sorriso cativante e como vinha de uma família rica estava acostumado a ter tudo do bom e do melhor. Sansa gostava das suas roupas belas, do seu carro moderno, e das histórias que ele lhe contava de lugares e pessoas importantes que conheceu. Sonhava em um dia ser sua esposa para poder ter tudo aquilo para si mesma.

Agora tudo acabou. A mãe dele, Cersei, jamais gostara de Sansa e a garota tinha certeza de que fora ela quem envenenou o relacionamento dos dois. Cersei era a culpada da mudança repentina de Joffrey, só podia ser ela. O Joffrey que Sansa conhecia jamais diria aquelas coisas.

Depois de muito pensar sobre o assunto chegou à conclusão de que teria de procurá-lo. Fazê-lo mudar de ideia. Ele deveria estar tão infeliz com aquele término quanto ela e quando a visse de novo saberia que são almas gêmeas e que devem ficar juntos.

– Mãe?

– Sim, querida? – Catelyn Stark preparava o almoço na cozinha quando Sansa a abordou.

– Hum… a senhora quer ajuda? – pensou que seria melhor sucedida se começasse aquela conversa agradando-a.

– Sim, poderia colocar mais três pratos à mesa? Robb disse que trará alguns amigos do trabalho.

– Pensei que era um almoço em família.

– Sim, mas você sabe como é o seu irmão quando insiste numa ideia…

Sansa fez o que a mãe pediu, organizando os pratos e talheres no pouco espaço que agora havia na mesa. Chateou-se com a ideia de ter mais homens barulhentos na casa, com exceção dela, da sua mãe e da esposa do seu irmão, os outros eram todos homens. Bem, havia também sua irmã Arya mas Sansa não a considerava como uma garota.

– Mãe, eu queria… lhe perguntar uma coisa.

– Pois não?

– Eu… hum… gostaria de fazer faculdade no ano que vem.

– Faculdade? – Catelyn surpreendeu-se pois a filha nunca demonstrara interesse em um diploma do ensino superior.

– Sim. A senhora acha que seria possível?

Sua mãe ponderou sobre o assunto enquanto cozinhava. Fora difícil pagar o ensino superior de Robb e Sansa sabia que a mãe se orgulhava muito do homem bem sucedido que ele se tornou, depois tiveram que pagar pelos estudos do seu primo Jon pois sua tia não tinha marido e estava muito doente na época, ela morreu pouco tempo depois da formatura dele. Catelyn ficara ressentida com Jon pois considerava os gastos que tinham com ele inúteis, mas Ned insistiu que ajudassem o sobrinho.

Quando Ned tivera um derrame e viera a falecer, uma infelicidade enorme se abateu sob a família. Seu irmão Bran teve um acidente e perdeu a mobilidade das pernas, quase todo o dinheiro da herança de seu pai serviu para as despesas médicas de Bran.

Sansa de fato nunca pensara em cursar uma faculdade quando terminasse a escola. Planejava apenas casar-se com Joffrey e sair de casa. Ela gostava de fazer joias e às vezes vendia para as garotas da vizinhança mas, afora isto, nunca teve inclinação para trabalho algum.

– Bem… já sabe que curso pretende, Sansa?

– Sim… Direito.

– Direito?! – ela quase derrubou a caçarola no chão tamanho foi seu susto. – Isso é por causa daquele rapaz?

– Não, mãe. – mentiu, um pouco magoada pela mãe ter se referido ao Joffrey como “aquele rapaz”. – Eu apenas quero continuar meus estudos, e Direito parece combinar comigo.

– Não sei, querida… suas notas sempre foram boas na escola, mas Direito é um curso muito exigente. Ainda tem a questão da mensalidade.

– Posso usar os empréstimos estudantis. – falou depressa. – Posso trabalhar meio período também.

– Bobagem, seu irmão nunca precisou fazer essas coisas.

– Papai ainda estava vivo naquela época.

Catelyn parou. Sansa arrependeu-se de ter dito aquilo, mesmo que fosse verdade. Sua mãe obviamente ainda sentia muitas saudades do seu pai. Ela, pelo menos, ainda poderia recuperar o Joffrey mas Catelyn jamais veria o Ned outra vez.

– Está bem, Sansa. – concordou, forçando-se a sorrir. – Estude bastante para passar nos exames de admissão e conversaremos melhor sobre isso depois.

Sansa deu um sorriso mais sincero do que o da mãe.

– Obrigada, mamãe.

Catlyn riu ao receber o abraço da filha. Era fato que Robb era o seu filho favorito, mas também simpatizava com a filha por ter sido sua primeira garota. Arya também lhe era querida, mas ela não se comportava como uma típica garota na maior parte do tempo.

A porta da frente abriu-se e Arya irrompeu para dentro de casa como um foguete, seguida por sua cadela Nymeria que latia tanto que Sansa começou a sentir uma enxaqueca. Jon entrou em casa empurrando a cadeira de rodas de Bran. Seus cachorros entraram logo depois, Fantasma e Verão.

– Não, não! Os cachorros vão ficar lá fora. Hoje vamos ter visitas e não quero bagunças. – alertou Catelyn, apontando o dedo indicador para os filhos.

– O Robb é visita? – Arya perguntou, achando estranho.

– Ele vai trazer alguns amigos. – Sansa explicou.

– E por que precisamos trancafiar os cachorros?

– Não disse para trancafiá-los, só disse para deixá-los lá fora.

– O da Sansa sempre fica aqui dentro.

– A Lady é comportada, ela não é como essa sua cadela louca. Nem parece que foi vacinada. – disse Sansa, olhando com desprezo para Nymeria que pulava e latia na frente dela.

– Lady é deprimida porque a dona dela passa muito tempo pensando em garotos e nunca brinca com ela. – Arya rebateu.

– Também não quero discussões entre vocês duas hoje. – Catelyn avisou em tom de ameaça.

– Vou levar os cachorros lá para fora, Sra. Stark. – Jon disse. Ele levou a cadeira de Bran até a mesa do almoço e depois reuniu os cachorros para levá-los. Catelyn não o agradeceu, nem lhe dirigiu o olhar.

– Gendry também vem hoje. – Arya murmurou.

– O quê?! – Sansa indignou-se. A outra apenas encolheu os ombros.

– Encontrei-o ontem e pedi que viesse.

– Não há mais lugar na mesa!

– Então você pode comer no chão ou lá fora com os cachorros, ninguém gosta de você mesmo.

– Por quê diabos você o convidou? Era pra ser um almoço em família.

– Ah, mas se fosse aquele seu namorado enjoado você não estaria reclamando.

– Então o Gendry é seu namorado agora?

Arya corou e apanhou a primeira comida que achou na sua frente para atirar no rosto da irmã.

– Arya! – Sansa gritou, enojada com o purê de batatas em seu rosto.

– Garotas, mas o que é isso? – Catelyn reprovou o comportamento das duas, mas Arya já tinha corrido e entrado no quarto.

Ao longe ouviram o choro de uma criança.

– Essa barulho todo acordou seu irmão. – disse Catelyn, deixando a caçarola de lado. – Sansa, coloque a comida na mesa enquanto eu cuido do Rickon.

– Sim, senhora.

Estava de mau humor, mas não podia desobedecer a mãe. Limpou o rosto sujo com água e tratou de arrumar a mesa. Bran nada disse, parecia entediado e sua mente estava muito longe dali. Antes era um garoto muito falante. Antes do acidente. Antes da morte de Ned.

**

Robb Stark chegou quase no final da tarde, todos estavam cheios de fome mas Catelyn os impedira de comer antes da chegada do irmão.

– Desculpem nosso atraso. – ele disse com um sorriso de comercial de pasta de dente. – Sabem como é, estamos muito ocupados agora com a campanha.

– Não há problema algum, querido. – disse Catelyn, dando um beijo no rosto do filho.

– Olá, senhora. – saudou Talisa, sua esposa. Eram casados há anos e estava grávida do primeiro filho deles, mas ainda tinha medo de Catelyn.

– Olá. – respondeu Catelyn, sorria mas a sua recepção era fria. Não apertou a mão da outra.

– Trouxe alguns amigos comigo, acredito que vocês já conhecem…

– Boa tarde.

Sansa arregalou os olhos, os outros também surpreenderam-se. Estavam diante de Daenerys Targaryen, em carne e osso.

– Receio que o atraso foi por minha culpa, tínhamos alguns dados para analisar e demoramos mais do que o esperado.

– Não há problema algum. – disse Catelyn, Sansa reparou que a mãe endireitou-se como que para mostrar que apesar de Daenerys ser mais famosa, ela ainda era a chefe dali.

– Estes são meus assessores, Jorah e Missandei. – disse Daenerys, indicando as duas pessoas ao seu lado.

Catelyn cumprimentou os dois como manda as regras do decoro. Sansa viu que a mãe tremia de leve. Não era para menos, Daenerys era a possível futura Primeira-Ministra deles. Era a candidata com maior apoio popular para o cargo e Sansa sabia bem o porquê. Ela tinha uma história de vida trágica e sabia usar isso ao seu favor. Joffrey nunca gostou dela e por consequência disso Sansa acabou sentindo antipatia por ela também.

– Robb não avisou que seria você… digo a senhora... – disse Catelyn.

– Ele comentou do almoço e não pude recusar. – Daenerys explicou. – Por favor, me chame de “você”. Não precisamos dessas formalidades.

Ela riu e os outros a acompanharam. Sansa e Bran permaneceram sérios. Arya estava conversando com Gendry e não prestavam atenção.

– Por favor, queira se sentar. – Catelyn rapidamente arrastou a cadeira que estava na ponta da mesa.

– Não! – Bran gritou, assustando a todos.

– Bran, meu filho…

– Esse era o lugar dele!

Silêncio. Catelyn não sabia como sair daquela situação e ninguém se atreveu a falar algo. Sansa viu-se concordando com Bran. Aquela era uma reunião de família… e agora essa estranha chegava e queria ser o centro das atenções?

– Este era o lugar onde nosso pai se sentava. – Sansa disse.

– Ah, é claro… – Daenerys afastou-se da cadeira. – Robb me contou sobre a morte dele. Eu sinto muito.

– Ainda é muito recente. – Catelyn falou, ela olhou para o filho com medo de que ele fosse ter um acesso de raiva.

– Sente-se aqui, senhora. – ofereceu Jon, indicando o lugar ao seu lado. – Digo, senhorita… digo…

– “Daenerys” está de bom tamanho. Obrigada… hum…

– Jon.

– Obrigada, Jon.

Todos sentaram-se espremidos na mesa. Ninguém mais se atreveu a chegar perto do lugar de Ned Stark. Catelyn alimentava Rickon em seu colo, Robb conversava animado sobre a campanha com Missandei e Jorah, Daenerys falava sobre sua própria família e de como eles raramente se reuniam assim e Jon a admirava, prestando atenção em cada palavra que ela dizia, esquecendo-se até de se alimentar.

Sansa admitia que era uma mulher de jeitos elegantes, mas ainda assim não a queria por perto e não gostou de Robb tê-la trazido.

– Gendry. – chamou.

Gendry estava espremido entre Jon e Arya, ele esforçou-se para inclinar o corpo e ver Sansa.

– Sim?

– Você por acaso tem visto o seu irmão Joffrey?

Robert também era pai de Gendry, tivera ele com outra mulher. Gendry raramente falava com o pai e a família dele, mas Sansa ainda tinha esperança.

– Hum… não, senhorita. – ele respondeu, tímido.

Arya irritou-se.

– Ninguém liga pro seu namorado idiota, Sansa.

– Ele não é idiota!

– É sim, e você também é. Fica chorando por ele a noite toda enquanto ele sai por aí se divertindo com outras garotas. Pensa que Joffrey está sofrendo também? Pois não está. Ele é um garoto, Sansa, é isso que eles fazem.

– Nem todos fazem isso. – Gendry defendeu-se.

– Não fale de Joffrey assim. – disse Sansa, fracamente.

– Você é uma cabeça de vento, Sansa, preocupada com essas bobagens de menina adolescente. Por isso nunca vai vencer na vida.

Arya falava muito alto e chamou a atenção dos outros na mesa. Sansa corou de vergonha e raiva.

– Meninas, parem de brigas! – Catelyn mandou.

– Ora, mamãe, não seria um almoço de família sem que Arya e Sansa brigassem. – Robb falou, rindo.

Sansa não disse mais nada. Bem que gostaria de defender Joffrey, mas não podia. Ninguém ali conseguia entendê-la. Abaixou a cabeça e continuou a comer mesmo que a fome já tivesse passado.

– Sua tiara é muito bonita, Sansa. – ouviu Daenerys falar.

– Obrigada. – respondeu, sem erguer a cabeça.

– Eu tinha uma muito parecida quando era mais jovem, foi meu pai quem me deu.

– Hum…

– Sansa faz joias muito bonitas. – disse Jon, tentando aliviar o clima pesado. – Ela tem olho para a coisa.

– Com licença.

Sansa não queria mais ficar ali. Ela levantou-se e saiu. Ouviu sua mãe perguntar para onde ela ia mas não respondeu. Trancou-se em seu quarto e deitou-se na cama, Lady veio até ela e Sansa a abraçou.

– Eu estou deprimindo você, Lady?

A cadela lambeu seu rosto, fazendo-a sorrir.

– Quando eu me casar com Joffrey vou levá-la para morar comigo. É a única daqui que me entende.

5 de Agosto de 2019 às 05:30 0 Denunciar Insira 1
Leia o próximo capítulo Primeiro dia

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 11 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!