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Infância

A imagem do homem me pedindo para realizar uma brincadeira que na sua visão não passava de ato inocente; despertou em mim, no subconsciente, uma consciência que repercute até os dias de hoje. A lembrança é tênue, mas foi importante para o diagnóstico.

O homem que me refiro era o meu pai. E a imagem que guardo dele é tão distante quanto o entendimento dessa nova consciência. Ele se foi já faz muito tempo, me abandonou junto com minha mãe e duas irmãs. Na verdade, abandonou toda a sua família, simplesmente sumiu de um dia para outro, ninguém nunca mais soube do seu paradeiro.

Esse fato que cito, foi confirmado durante uma conversa que tive com uma tia da parte do meu pai. Ela me revelou que quando eu era criança, ele tinha a mania de me pedir que levantasse a saia da minha avó para mostrar sua calcinha. Todos ao redor movidos por uma atmosfera hilariante, riam sem parar; sem ter a mínima noção de como afetava aquela criança.

A calcinha era branca e cobria todas as duas nádegas, a saia cinza ia até os joelhos. Sim, me lembro perfeitamente, até mesmo do seu gesto de censura e as gargalhadas ao redor, e também do meu pai me pegando no colo e me levando pra longe da minha avó. Uma lembrança de vinte e quatro anos atrás, que impactou todas as ações futuras da minha vida.

Não é atoa que meu fetiche sempre foi por calcinha. Fiquei espantando, quando confirmei como ele se originou; porque até então, era só uma lembrança vaga do acontecido, após a confirmação, tudo mudou. Minha mente se abriu e pude ver o real motivo do apelo sexual ter despertado tão precocemente em mim.

Mas meu pai não teve culpa, ou pelo menos eu não o culpo; não vale apena guardar magoa ou tentar encontrar um culpado para suas mazelas, a vida com o tempo te ensina isso. E guardar esse sentimento dentro do seu coração só vai gerar mais dor; pra você e para aqueles que estão ao seu lado.

A consequência direta desse ato foi que despertei um desejo em olhar por de baixo da saia das mulheres. E o mais engraçado era que, por ser criança, eu não fazia distinção de nenhuma delas; simplesmente olhava. Era censurado é claro, mas não conseguia associar aquele sentimento de reprovação, com o sentimento de aprovação do meu pai. Um conflito que gerava muito constrangimento para minha mãe.

Todas as mulheres que usavam saia, na minha visão de criança, era a oportunidade perfeita para ver sua calcinha.

Com o tempo criei o gosto por diversas calcinhas, e aprendi ser mais cauteloso nas minhas investidas. Nessa época já não tinha mais contato com meu pai. Não me lembro do seu rosto, nem de sua personalidade; sinto que ele deixou apenas esse sentimento para min. Eu não tenho nada dele, ou nada que possa me orgulhar.

Aos seis anos, eu já havia desenvolvido bem o discernimento, adquirido personalidade, e total consciência das minhas ações. Por incrível que pareça era exatamente assim que eu me sentia naquela idade. Bem prematuro para uma criança de seis anos. Em quanto meus amigos pensavam em brincar com carrinhos ou bonecos da DC, eu estava de olho nas calcinhas das irmãs, mães, tias ou avós deles. Eu sempre os visitava com essa intenção. Quando notava que ninguém estava de saia, desistia e ia brincar. Por um momento realmente voltava a ser criança, sentia aquela alegria descontraída que toda criança senti. Mas, bastava alguém aparecer de saia novamente para se esquecer completamente da infantilidade.

O desejo vinha com uma sensação forte no estômago, que ia crescendo conforme o movimento das pernas. O formata também era importante, dependendo da posição, aumentava ainda mais a sensação. E por último as cores, estimulo final do desejo; eu gostava das pretas com bolinhas brancas, as com rendinha que aparentava os pelos pubianos ou as isoladas de cores fortes. Mas realmente o fator principal era a surpresa. Nada como ser surpreendido por uma cruzada de pernas involuntária; ou uma queda repentina, elevação do vento e o subir de uma escada. Eu estava atento a qualquer detalhe, não podia perde uma fração de segundo.

Lembro-me de uma mãe, em especial, que se chamava Clara. Era uma mãe jovem, que acabara de se separar. O marido, muitos anos mais velho, não entendia a falta de experiência da moça; ela não aguento a pressão e pediu o divorcio. O choque da realidade da vida de casado a levara a desistir do casamento. Desde então vivia sozinha junto com filho. O filho sempre brincava comigo na calçada da casa e nunca me convidava para dentro, apesar da minha insistência, ele preferia ficar na rua. Aquilo me incomodava bastante, porque do portão sempre via a sua mãe com uma saia jeans que ia até o meio da coxa. O que já era motivo suficiente para desperta a sensação no estômago. Todos os dias, pelas manhãs antes de ir a escola, eu estava no seu portão, lhe chamando para brincar. Foi assim durante uma semana, até finalmente ser convidado.

No dia do convite, quem me atendeu foi á mãe e ela mesma me pediu para entrar. A voz era tão suave e graciosa, parecia que ela estava falando com seu próprio filho. Quando me aproximei pude apreciar com detalhes toda a sua beleza. Ela me abraçou pelo ombro e me levou até o quarto do filho. Aquele toque junto com o perfume que exalava, fazia me sentir tão confortável, que eu não queria mais me soltar dela. O filho estava doente e não podia sair então ela pediu que brincássemos dentro do quarto. O garoto estava com tanta febre que mal ouvia o que eu dizia, adormecera num instante. Fiquei aliviado, agora podia me dedicar totalmente á mãe. Fui caminhando lentamente até sala, ela estava no sofá deitada falando ao telefone com as pernas erguidas para cima; como apoio usava dois travesseiros. Havia um espelho que dava a visão diretamente para o seu corpo. Eu só precisava me posicionar bem para ter uma visão clara da sua calcinha.

Ela discutia algum assunto sério no telefone, porque aparentava estar totalmente distraída ao que acontecia ao seu redor. Indo a passos vagarosos, encontrei uma posição neutra na sala, que dava para avistar perfeitamente o que eu desejava. A calcinha era preta, e na posição que estava podia ver o inicio do fio dental passando entra a vagina e o ânus; conforme ela se movimentava, num piscar de olhos revelava suas partes íntimas. Era a primeira vez que tinha um vislumbre dessa categoria, a cada movimento a sensação no estômago se intensificava; meu rosto começou a suar, minhas duas orelhas esquentaram e as pernas tremiam, era uma mescla intensa de terror com prazer. Eu não podia me mover daquele lugar, porque aquele desejo era muito forte.

Quando ela demonstrou que ia desligar o telefone, sai em disparada em direção ao quarto do filho, logo em seguida ela estava na porta. Eu disse que ele tinha acabo de pegar sono e achei melhor pedir pra ir embora. Durante todo um mês visitava meu amigo frequentemente, sempre na esperança de ter mais um momento com a mãe dele, mas isso nunca voltou a acontecer.









26 de Julho de 2019 às 22:39 2 Denunciar Insira 4
Leia o próximo capítulo A mulher que me beijou

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Alice Alamo Alice Alamo
Olá, venho em nome do Inkspired solicitar que troque a classificação etária da história de "Imprópria para menores de 13 anos" para "Imprópria para menores de 18 anos" por conta da categoria, do enredo e das tags utilizadas pelo autor. O prazo para essa mudança é de 3 dias a contar de hoje ;) Atenciosamente, Alice.
6 de Novembro de 2019 às 07:57
Lu Inoue Lu Inoue
Oi autor, tudo bem? Eu gostei muito do formato da sua estoria, passa a impressão intima de que estamos lendo o diário do personagem. Gostei da sutileza dos termos escolhidos. Achei interessante a forma como o fetiche do garoto surgiu, realmente uma coisa tão boba e simples que qualquer família pode fazer sem malicia, sem ponderar as consequência. Eu já tinha lido que no Japão existem muitos homens com fetiche por roupa intima, inclusive existem lojas onde as mulheres vendem suas peças usadas para que esses homens comprem. Eu tenho um colega que tem fetiche por sapatos e ele tem uma coleção enorme, cada garota com a qual ele fica ele pede um par de sapatos. Eu acho super interessante. Bom, é isso, continue. Abraços!
28 de Julho de 2019 às 09:44
~

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