Balada de uma Paixão Juvenil Seguir história

u15634910281563491028 Dani L. N

Essa é uma história de amor nos seus mais diversos formatos, apresentada não somente entre casais, mas entre pais, mães e seus filhos, irmãos, primas e, acima de tudo, amigos, que se amam como uma verdadeira família. Tudo isso no ambiente mais aconchegante da pequena cidade de Periguaçú, inspirada em sua semelhante situada na região sul do Brasil. Tudo começa na adolescência onde todos os amores são mais intensos, mas alguns superam essa fase e se tornam mais fortes. Assim foi para Ani e Toy, para Letícia e Renã, e para Malia. A resolução dos acontecimentos acontece na fase adulta depois de Ani passar anos na Espanha com Caio e Toy percorrer o mundo com sua banda e melhores amigos.


Romance Romance adulto jovem Todo o público.

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Capítulo I - Tramas de Malia

Era mais uma noite quente de janeiro, três garotos: Renã, Toy e Vini estavam no local de onde raramente saíam, um velho barracão emprestado, para ensaiarem suas músicas, acompanhados por colegas que, por vezes, serviam-lhes de público, quando chegou Tito.

— Vocês ainda não foram embora? — Ele admirou-se. — Passaram o dia aqui?

— O dia e a noite passada! Estamos aqui desde ontem! Respondeu Vini.

— Vocês não dormem?

— Dormir para quê?

— Se é assim, então vamos lá com as meninas!

— Diz para as meninas virem aqui! Propôs Renã.

— Acho que elas não vêm! Chegaram umas amigas da Malia e elas estão lá na casa da July, acredito que não vão sair tão cedo!

— Amigas, é? Disse Vini, largando as baquetas de lado.

— É! Elas chegaram hoje! Então, vamos ou não?

— Bem, se é para conhecer as novas amigas da Malia, vamos! Acorda o Toy aí, Renã!

Pouco tempo depois, chegavam à casa de July. De longe, um grande grupo de pessoas podia ser visto, dividido em grupos menores, acomodados despreocupadamente na calçada e na rua. Entre eles, as "amigas" de Malia destacavam-se por não fazerem parte da massa habitual de pessoas que se encontravam ali. Uma delas, mostrava-se completamente familiarizada com todos, falava, gesticulava e ria, a outra, ao contrário, parecia inibida e se conservava em silêncio, observando tudo. Ao chegarem, Vini, Toy e Renã conheceram o motivo do interesse de Tito pelas "amigas" de Malia, mais especificamente por uma delas.

— Aquelas lá são as amigas da Malia! Disse ele, apontando para as duas meninas sentadas entre Malia e July.

— Percebemos! Respondeu Vini.

— A da direita é a Cintia!

— Ah, já conhecemos, ela é prima da Malia!

— Agora entendi a sua pressa! Comentou Renã, com um sorriso irônico.

— E a outra? Perguntou Toy.

— Que outra?

— Como que outra? A outra menina!

— Ah, aquela? Não sei, ela não falou comigo!

— Você é que não deve ter falado com ela! Retrucou Vini.

— Vamos lá que vocês já descobrem quem é!

— Vai você, Tito, nós vamos falar aqui com o pessoal antes!

— Está bem! Disse Tito, andando a passos rápidos na direção das garotas que conversavam sem notá-los.

Logo depois, Tito e Cintia estavam íntimos como velhos amigos. A chegada de outras pessoas à grande "roda" de amigos era sempre uma festa com fervorosos e exagerados cumprimentos, não ficava ninguém de fora, entretanto, naquele momento, tinha também as apresentações. Mas quando finalmente os três chegaram às ilustres convidadas, somente uma ainda estava ali, justamente aquela que não era mais desconhecida deles.

— Oi, meninas! Disse Renã, sentando-se entre elas.

— Oi! — Respondeu July. — Pensei que não viriam falar com a gente!

— Mas como não? Nós só viemos por causa de vocês! Respondeu Vini, com um sorriso zombeteiro despontando no canto da boca.

— Ah, é claro que sim, seu cínico!

— Mas é verdade, não é, Tito? Continuou Renã.

— Ai, meninos, já estava me esquecendo, vocês se lembram da minha prima Cintia? Interveio Malia, salvando Tito das brincadeiras maldosas que viriam de Renã e Vini.

— Sim! Oi, Cintia! Cumprimentou cordialmente Vini.

— Mesmo que tivéssemos esquecido, o Tito fez questão de nos apresentar você de novo! Retomou Renã.

Os risos mal contidos de pura maldade de Renã e Vini deixavam o pobre garoto mais envergonhado a cada minuto, mas, antes que a situação virasse um desastre para Tito, ele foi salvo mais uma vez, agora por July, que entrou em um novo assunto.

— Onde vocês estavam? Ela perguntou.

— No barracão! Respondeu Vini.

— Cintia, você tem que ver como o barracão está agora! Podemos ir lá amanhã, tudo bem para você?

— É claro que sim, não vimos nada ainda!

— As coisas não mudaram desde a última vez que você as viu, só o barracão! Disse Malia, com todo desdém que sentia.

— Você vai passar as férias aqui? Perguntou Renã.

— Não toda, só duas semanas!

— Por isso vamos fazer muita festa nesses dias! Falou July.

Poucos duvidariam de que seria assim, mas a percepção das pessoas é diferente, e a diversão pode estar nas coisas mais simples. Esta noite foi assim, não fizeram nada além do que estavam fazendo até ali, mas passou rápido, como todos os bons momentos, e já era dia quando resolveram ir embora. Depois disso, passaram-se dois dias sem que se reunissem outra vez. Foi somente na tarde do terceiro dia, que Renã foi à casa de Vini com essa intenção.

— Que cara é essa? Estava dormindo? Ele chegou perguntando em voz alta, quase gritando.

— Estava! Respondeu Vini, pouco amistoso.

— Vamos lá para o barracão!

— Agora? Mas que horas são?

— Três e meia da tarde! Vamos logo, o Toy já foi!

— Não! Vou dormir mais um pouco!

— O que é isso, cara? Você dormiu o dia inteiro! Vamos lá!

— Por que a pressa? Não, não, nem responda, eu não quero saber! Agora me deixa dormir! Falou Vini, virando-se para o outro lado.

— Como vamos tocar sem bateria?

— A bateria está lá, e nós acabamos não fazendo nada mesmo!

— Se formos agora, podemos ensaiar bastante até alguém chegar!

Vini virou-se.

— Você chamou o pessoal, não é?

Renã entregou-se com um sorriso.

— Eu fui encontrando um e outro perdido na rua e disse que iríamos ensaiar! Ah, vamos logo, Vini, ensaiar com plateia é bem melhor!

— Não! Agora me deixa em paz!

E Vini virou-se novamente sob o olhar esperto de Renã, que observou o amigo enrolado até a cabeça entre o travesseiro e um fino lençol. Esperava outra resposta, mas ela não veio.

— Você quer mesmo que alguém mexa na sua bateria? Perguntou então.

Vini refletiu por poucos segundos.

— Tá! Tá! Estou indo! Disse, levantando-se.

— Legal, vou esperar lá fora!

Em vinte minutos, os dois chegaram ao barracão e começaram a tocar, antes que alguém mais chegasse. Fazia muito tempo que não tinham um ensaio sério, mas, naquele dia, aparentemente todos acordaram inspirados. E, horas depois, chegou Malia com seu jeito despreocupado.

— Oi! Oi! Oi! — Ela entrou dizendo. — Onde está o pessoal? Ficaram sem público hoje? Perguntou, olhando a sua volta.

— Chegam mais tarde! Respondeu Renã.

— Só assim para sair um ensaio decente! — Disse Vini. — Mas e você? Também ficou sem as suas companheiras? Onde estão a sua outra metade e primas?

Malia lançou-lhe o seu olhar mais malicioso e respondeu com um sorriso que levaria até os mais desinibidos a um rubor incontrolável.

— A July, eu não sei, e minhas primas saíram com a minha mãe! — Ela respondeu. — Interessado?

— Êh, menina maldosa, é claro que não, era só curiosidade!

— Sei! Sei! — Ela duvidou, e Renã começou a rir sem parar ou explicar. Até os companheiros, acostumados com o seu riso solto, encararam aquele acesso com assombro.

— O que foi, Renã? Malia perguntou, intrigada.

— Quem está interessado é o Tito! Respondeu o menino entre risos.

— E qual é a graça?

— O tamanho da sua prima e o tamanho dele! Ela vai precisar de uma escada! Respondeu novamente Renã, entrando em uma nova crise de risos.

— Ele está interessado na Cintia? Entendeu Malia.

— Não está na cara? Falou Vini.

— Eu percebi o interesse do Tito, acho que eu e todas as meninas! — Disse ela. — Ele passou o tempo todo com a gente na segunda, nos acompanhou no caminho para casa, que dá meia quadra de distância, e, terça e ontem, foi até a casa da July e da Andréa perguntar por nós! Era óbvio!

— E você não fez nada? Estranhou Vini.

— Não, eu queria confirmar primeiro! Mas vou falar com ela, hoje ainda ajeito isso!

Malia era especialista em formar casais, e ficou visível a sua alegria com a ideia de formar mais um, ideia que colocaria em prática assim que encontrasse a prima.

— E ela vai concordar com isso? Inquiriu Vini, também bom em tramas desse tipo.

— Com certeza! Se ele tivesse falado comigo antes, já teria acontecido!

— Ah, essa eu quero ver! Falou Renã, respirando profundamente para refrear um restante de risos.

Neste momento, Toy, que mexia e remexia em sua guitarra a alguns passos deles, largou-a e veio se juntar à conversa.

— E a outra, quem é? Perguntou Vini, enquanto Toy sentava-se ao seu lado.

— É minha prima também! — E ela olhou para Toy. — E você, Toy? Gostou de alguma das minhas primas? Perguntou, sem dar-lhe tempo de inteirar-se do assunto.

— Por quê? Disse ele em resposta.

— Porque eu quero saber!

Toy pensou durante alguns segundos e, sabendo que a resposta traria uma longa e impiedosa seção de chacotas sobre ele, falou sem receios:

— Só se for aquela moreninha!

— As duas são morenas, cara! Zombou Renã.

— A Ani? — Disse Malia, compreendendo perfeitamente o que ele quis dizer. — Eu posso falar com ela também, você quer?

— Ah... pode falar! Ele respondeu, um pouco envergonhado, e as piadas começaram quando mal ele tinha terminado de falar.

Malia surpreendeu-se muito, pois fez a pergunta a Toy por brincadeira, sem esperar uma resposta positiva ou que, no máximo, ele manifestasse interesse por Cintia e não por Ani o que, no fim, deixou-a duplamente satisfeita, já que não formaria um, mas dois casais, e tamanha era a sua empolgação que encerrou a conversa para ir logo falar com as primas.

— Que bom! Então eu vou embora — disse —, mais tarde estaremos na casa da July, apareçam por lá e levem o Tito!

— Depois nós vamos para a casa do Lênie! Falou Vini.

— Dá na mesma! Até depois!

Andando para casa, Malia planejava o que iria dizer, não tanto por Cintia, a mais velha das primas, mas por Ani, que costumava ser teimosa demais para se deixar convencer facilmente. Prevaleceu, por fim, o mais simples, a insistência, sabia que funcionaria, já que era quase impossível resistir à sua vontade quando se empenhava em algo. Quando chegou, ela encontrou July, Andréa e Cintia sob a sombra de uma árvore que ficava no gramado em frente à sua casa, tomando tererê, uma espécie de mate gelado, feito com suco de limão e muito gelo. Viu também que a sua bicicleta e a de Andréa estavam deitadas logo atrás de Cintia, um sinal de que tinham saído novamente depois que voltaram.

— Oi, meninas! Quando voltaram? Ela foi perguntando.

— Acabamos de chegar! — Respondeu Cintia. — E você? Onde estava?

— No barracão!

— O pessoal está lá? Perguntou Andréa.

— Não, só o Renã, o Vini e o Toy! Falando nisso, tenho novidades quentíssimas, — e ela virou-se para Cintia — lembra do Tito, prima?

Cintia abriu um sorriso delator.

— Sim! Disse.

— Ele está interessado, o que você me diz?

Ani saía da casa naquele momento e se juntou a elas.

— Interessado? Jura? Respondeu Cintia.

— Ah, não diga que não tinha percebido! Falou July.

— É claro que eu percebi, mas não queria falar assim!

— Então? — Retomou Malia. — O interesse é mútuo?

— É! Respondeu Cintia, sem nenhum pudor.

A paz do ambiente se desfez em gritaria, e Cintia não esperou para ouvir a gozação que certamente viria das meninas por conta da acentuada diferença de altura entre ela e Tito, mesmo achando graça também. Levantou-se então, pegou a bicicleta para sair outra vez e dirigiu-se a Ani:

— Prima! Vamos dar uma volta? Perguntou.

— Vamos! — Respondeu Ani. — Andréa, me empresta a sua bicicleta?

— Pode pegar!

— Cintia! — Chamou Malia. — A mãe tem uma escada ali atrás, você pode usar para subir na árvore!

As duas saíram ouvindo as gargalhadas das meninas que continuaram a rir do assunto por algum tempo. Quando longe da vista delas, Ani cedeu à curiosidade.

— O que aconteceu? Quem está interessado em você?

— O Tito! Aquele que ficou com a gente segunda feira à noite!

— O que você queria?

— Ele mesmo!

— A Malia contou sobre o seu interesse?

— Não, ela foi superdiscreta, só falou do interesse dele! Eu mesma contei do meu!

Ani sorriu.

— Sabia que você não ficaria aqui quinze dias desacompanhada!

— Esqueci! Você não conhece bem ele! Lembrou Cintia.

— Eu o vi na segunda, mas não prestei atenção!

— Então vou te mostrar, ele está ali na pracinha, mas não vá rir você também!

— Por que eu iria rir?

— Porque ele estava usando boné quando você viu, e foi rapidinho! Ai, ai, ai, estão vindo, só promete vai!

— Está bem, prometo!

— Olha aqueles meninos que estão vindo de bicicleta, ele é o da direita, em pé na garupa! Está vendo?

— Sim, mas ainda estão longe, espera eles chegarem mais perto!

— Prima, seja discreta, por favor!

— Tá!

Ani fixou o olhar nos garotos, tentando vê-los melhor e, quando conseguiu, por pouco não conteve o riso.

— Você prometeu! Reivindicou Cintia, imediatamente.

— Eu não vou rir! É aquele do cabelão?

— Prima!

— É só uma pergunta!

— É! Vamos virar aqui, não quero encontrar com eles agora!

— Não sabia que ele tinha aquele cabelo tão cheio! É por isso que a Malia o chamou de árvore?

— Com certeza! Não ouviu quando ela disse ontem à noite que ele parecia uma árvore por ser alto e ter aquele cabelão?

— Provavelmente eu já estava dormindo!

E as duas voltaram, evitando o encontro com os rapazes. Ao chegarem, as garotas estavam em outro assunto não muito diferente do anterior.

— ... e ele disse que só se fosse a morena! Contava Malia.

Com essas palavras, as três se viraram para Ani recepcionando-a, com seus olhares travessos sem dizerem nada.

— O que foi? Perguntou Ani, enquanto deixava a bicicleta que usou ao lado da outra.

— Aceita! Aceita! Aceita! Gritaram em coro.

— Aceitar o quê?

— O Toy falou de você para a Malia! Respondeu Andréa.

— E quem é Toy? Perguntou Ani, séria.

— Acho que ela não viu o Toy! — Disse Malia. — Você viu aqueles meninos que chegaram com o Tito na casa da July segunda à noite?

Ani pensou por um momento.

— Não! Respondeu.

— Eles foram os últimos a chegar, eram umas nove horas da noite quando apareceram lá! Explicou July.

— Três meninos?

— É!

— Então eu vi de relance!

— O Toy é o de cabelos compridos! Falou Malia.

Ani sorriu de maneira contida.

— Acho que sei quem é! Disse. Depois de uma breve reflexão, preferiu cuidar-se ao falar, pois não quis contar que sabia de quem se tratava desde o início.

— E o que achou dele? Perguntou July.

— Eu não vi direito!

— Não viu ou não quer responder? Insistiu Malia.

— Não vi mesmo!

— Mas se fosse para acontecer alguma coisa entre vocês, você concordaria? Perguntou Malia, já preparada para usar todo o seu poder de persuasão.

— Talvez! Respondeu Ani, para surpresa das primas que esperavam um "não" como resposta.

— O quê?! Disse Malia.

— Nossa! — Acrescentou Cintia. — Me assustei agora!

Ani sorriu com o espanto de Cintia e Malia, mas continuou atenta, prevendo que logo após o susto viriam os gracejos que as viu fazendo com Cintia, isso, contudo, não aconteceu, e voltaram a assuntos mais amenos, depois Malia não falou mais sobre aquilo com Ani. Mais tarde, tudo foi feito como o combinado no barracão, porém não se encontraram exatamente. Por mais de uma hora, os meninos ficaram em frente à casa de Lênie divertindo-se vendo os movimentos das garotas em frente à casa de July. A diversão deles somente parou quando Malia chamou Tito aos gritos de lá. Os planos dela para ele deram certo, já Toy não parecia contar com a mesma sorte. Foi até a metade do caminho para ver se Ani o esperava também, mas ela não estava lá, e voltou para junto dos amigos sem dar grande importância a isso. Algum tempo depois, Tito veio eufórico, não falava sobre outra coisa senão Cintia e no dia seguinte apressou-se para encontrá-la assim que a tarde se iniciou.

...

O sábado daquela semana nasceu escaldante, mas a noite veio fresca e agradável. Sem planos, as três primas se entediavam com a programação da televisão, quando Cintia, olhando pela janela da sala, notou a chegada de alguns amigos à casa de July, que não demorou a ligar para chamá-las. Aos poucos, mais e mais pessoas foram aparecendo e se agrupando, prenúncio de outra noite sem dormir. Já era tarde quando Tito chegou com Renã e, como ele e Cintia continuavam juntos, foi direto para o lado dela. Vini e Toy chegaram logo depois e, sem nenhuma discrição, Malia disparou em direção aos dois, enquanto Ani ainda estava distraída.

— Pensei que você não viesse mais! Disse ela, olhando fixamente para Toy.

— Eu? Mas por quê?

— Porque a Ani está aqui e eu falei com ela! Ou você desistiu?

Ele olhou para o amigo e voltou a encará-la com espanto.

— Não... não desisti..., mas...!

— Então vem, que eu faço as apresentações! Falou Malia, agarrando-o pelo braço e o conduzindo a um canto afastado antes que ele pudesse dizer algo mais ou pensar no que estava acontecendo. Em seguida, correu ao lugar onde as meninas estavam, chamando a atenção da maioria dos presentes.

— Ma, o que você está fazendo? Perguntou July, discretamente.

— Cadê a Ani? — Disse Malia, olhando para todos os lados e esforçando-se para ver através da escuridão do lugar. — Ai, eu não acredito...!

— Estou aqui, calma! Respondeu Ani, saindo do lado de Andréa.

— Vem! — Falou, arrastando-a pelo braço, assim como fez com Toy, também sem deixá-la entender o que estava acontecendo, e parou na frente do garoto. — Ani, este é o meu amigo Toy, e, Toy, esta é a minha prima Ani, agora é com vocês! — disse ela, e saiu deixando-os numa situação completamente constrangedora.

Era, sem dúvidas, dona da situação a menina que voltava triunfante de sua ação, já que, mais uma vez, seus planos caminhavam para uma conclusão satisfatória, embora ainda estivesse insegura quanto à decisão final de Ani. Mas logo os dois saíram da visão curiosa dos colegas e voltaram juntos depois, para deleite dela e dos zombeteiros que esperavam. Somente muito mais tarde depois, Malia, Ani e Cintia voltaram para casa em uma agradável conversa.

A exemplo de Tito e Cintia, Toy e Ani continuaram juntos durante toda a nova semana até o sábado seguinte, quando as duas foram embora, e tudo voltou à normalidade. Nada em especial, na verdade eram apenas jovens brincando de jovens, afinal, aos quinze e dezesseis anos, poucos são aqueles que pensam em outras coisas. Contudo, certas vezes os mais insignificantes acontecimentos levam aos mais grandiosos resultados.

19 de Julho de 2019 às 16:34 0 Denunciar Insira 0
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