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[AU] Em um caso desconhecido e sem informações, Levi Ackerman se depara com a morte na sua forma mais bizarra. Em meio a mentiras e a sedução, ele tenta encontrar a razão das milhões de almas que se perderam, e aprende que a solução de tudo está sempre no improvável.


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#levi #eren #sobrenatural #suspense #mistério #riren #ereri
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Prólogo

– Mamãe… onde está a minha irmã? – a voz chorosa soou entre as paredes do corredor vazio e escuro. Era madrugada e Ymir que sempre acostumada a dormir com a irmã, sentiu como se ela tivesse sido arrastada. – mamãe, eu estou com medo…! Eu não encontro a Ynoa…

Os pequenos pezinhos davam passos cuidadosos para não tropeçar, com as lamparinas no andar de baixo, era muito ruim de se conseguir enxergar naquele breu.

Depois dos passos tímidos, Ymir chegou ao quarto da mãe e antes de entrar percebeu que a porta estava entreaberta, algobem estranho, já que a mãe sempre dormia com a porta completamente aberta.

– Mamãe… – chamou empurrandolentamentea porta. – mamãe…! – o espanto foi de imediato. As cortinas que sempre foram branquinhas, agora estavam com respingos do mais vermelho sangue. A cama estava ocupada por um corpo estraçalhado e o cheiro de ferro ocupava o local.

A ânsia de vômito veio subitamentee antes que pudesse cobrir a boca, o líquido amargo com todas as coisas que tinha comido no jantar, despejou.

Aquilo… o que era aquilo?

– Meu estômago… ele dói – murmurou tentando se levantar.

– E vai doer mais, mocinha… – uma voz grave soou da porta e sem tempo de virar, sentiu uma mão forte segurar os seus cabelos. – finalmente te achamos…

Finalmente te achamos…

Finalmente te achamos…

Um grito soou pelo quarto onde já havia um pouco da claridade do dia. A respiração ofegante e o som de um choro contido, teve por obrigação acordar os restante que dormiam ajuntado em uma mesma cama.

– Porque está chorando, Eren? – a voz da sua irmã de cabelos negros bem amarrotados, tocou seus ouvidos como uma mantra, fazendo com que o choro apenas aumentasse.

– Esses pesadelos… estão ficando piores, mais reais, eu sinto… eu vejo tudo, a menina loira e a irmã dela… sendo… – Eren falava rápido, os cabelos castanhos em um caos de bagunçado. À medida que falava, ele se encolhia para dentro da manta branca que o cobria. – É horrível…

Armin, o anjo loiro, o olhava com umolhar vago. Desde que criança via Eren sofrer com esses pesadelos estranhos de morte e com duas pessoas em específico. Mas nada se comparava à atual situação. Estavam piores e como ele mesmo disse: estavam cada vez mais reais.

– Quer um copo d'água? – arriscou perguntar, mesmo sabendo que seria uma negação.

– Eu quero poder dormir sem ver que pessoas estão morrendo…

******

– Estão morrendo, Levi. Pessoas estão morrendo e háquarenta anos ninguém sabe o que é… – falava um homem de terno preto com um casaco extremamente longo.

– Estou com outros casos em mãos, Krüger. Não posso sair me lotando de coisas que não posso cumprir. Ainda mais um caso que não tem informação nenhuma, você quer que eu comece algo que a polícia toda não conseguiu? – retrucou.

– Mas você é um…

– Ah, sim sim, um talento e uma mão de obra nova, nos quais os policiais que amam comer rosquinhas e coçar o cu o dia inteiropodem jogar qualquer serviço podre em cima. Posso ser novato, mas não sou burro. Se me der no mínimo cinco pistas concretas desse caso, eu até posso começar a pensar, porque do contrário, nem me dirija a palavra. – deixou-se ser sincero. Já tinham feito essa palhaçada com ele, jogaram-lhe um caso qualquer e disseram "resolva" sem mais nem menos.

– Você sabe que está desrespeitando um superior, não sabe? – falou Eren Kruger à flor da pele. Um homem alto, magro, mas com os músculos definidos na medida certa, maduro e bem centrado, mas que agora poderia estar perdendo o fio da meada.

– Eu não sei se estaria fazendo isso, quando um agente pode ficar com no máximo dois casos para resolver ao mesmo tempo. Eu já estou com dois, o da criança baleada e do estuprador que está atacando decidade em cidade. Não preciso de um caso bizarro que nem esse. – respondeu Levi, ou como quiser chamar, agente Ackerman ou até mesmo em missões mais complexas: Agente A.

Levi era um simples novato de vinte e dois anos que até agora tinha mais casos resolvidos do que muita gente que estava háanos dentro da corporação de Libério. Situada perto do porto de Marley, Libério era uma cidade que vivia sendo rondada por lendas urbanas que envolviam até mesmo peixes gigantes, algo que o agente sempre achou muito ridículo.

E agora estavam em um pequeno espaço, numa zona da cidade não tão favorável assim. Não favorável pra quem tinha uma certa mania de limpeza. Ali naquele centro onde o comércio e toda a mercadoria era à céu aberto, se podia ver tudo, aves, frutas, algumas bugigangas que Levi nunca imaginaria para que poderia ser usado. E tudo era despejado ao chão de terra.

E oque levava a estar ali? Ponto de encontro com alguém que poderia (ou não) dar informações dos quais Eren e ele precisava.

Era quase cômico ter que conviver com uma pessoa que nem o Kruger, sujeito que não aceitava que estava errado e bem, Levi era o completo oposto: achava erros ao longe e falava sem papas na língua.

Kruger também era um homem de patente superior, ou pelos menos, um pouco. Levi sendo um agente novato, não passava de um ajudante ou quando pegava casos sozinho, eram casos que geralmente um grilo poderia resolver, porém, todos os casos resolvidos por ele até agora, tinham tido cem por cento de sucesso.

O que para os outros agentes, algo que causaria muita inveja, ao ponto de lhe jogarem um caso sem solução alguma. O caso Jaeger, um caso famoso por seus mistérios rondando o porto de Libério e até mesmo o porto de Eldia, que ficava do outro lado. Eldia era um ilha que ficava à algumas horas de barco a vela. Não era longe e a sua fertilidade na terra era ótima e também habitadas pelos eldianos, pessoal de muita fé que um dia já foi muito maltratada pela crença.

Mas a verdade é que, esse caso rondava essas duas partes do continente de Marley, algo que se tornou até mesmo uma lenda urbana, de que o deus da morte andaria à procura do seu amor que morreu durante a caça às bruxas de cinquenta anos atrás. Uma morte misteriosa atrás da outra, tendo como total até hoje: dois mil e quinhentos mortos.

Muita gente, não é? E assustador também. Quem conseguiria matar uma margem dessas em cinquenta anos? Somente um deus da morte.

Era isso o que a maioria da população achava e tinha medo. Onde a lenda era mais forte, existia até mesmo toque de recolher. As pessoas tinha um medo surreal e acreditavam demais no poder sobrenatural que rondava aqueles dois portos.

Bom, mas isso não lhe interessava nem um pouco, se fosse pensar em todas as mortes, tudo bem, até iria. Porém, mexer com algo que até mesmo os investigadores da mais alta patente não tinha conseguido… Levi não sabia se era realmente a melhor opção para o caso.

Assim que passaram pelo amontoado de corredores cheio de coisas, chegaram até um ponto discreto ao lado do porto. O ambiente estava cheio de caixas de encomendas e provavelmente mercadoria nova que havia acabado de chegar. Ali, naquele espaço quase minúsculo, havia um homem. Estatura baixa, gordinho e com calvície. O homem parecia aflito, olhando de um lado para o outro, como se tivesse fugindo, e aquilo fez com o Ackerman ficasse em alerta.

– Agente E. e Agente A. – a voz de Kruger engrossou consideravelmente enquanto tirava a carteira da patente de dentro do bolso do casaco preto.

– Quem bom… eu preciso avisar vocês isso… – e sem terminar a fala, um tiro foi disparado no homem. Um tiro certeiro, bem abaixo do coração. Não morreria de imediato mas também morreria agonizando de dor. Quem quer que atirou queria que ele sofresse.

Com a adrenalina nas veias, os dois agente pularam e se esconderam entre a mercadoria, algo que aquele homem sabia não poderia ser dito aos agentes, e para exterminar a ameaça, nada melhor do que matar os dois.

Maso que chamou a atenção é que estavam esperando uma troca de tiros, mas a mesma não veio. Depois de algum tempo o Ackerman gesticulou alguns sinais e junto com um troca de olhares, Kruger e ele saíram de onde estavam para checar o corpo do homem e ao contrário do que eles pensavam, ele não estava lá.

– Como tiraram ele daqui? – falou Kruger abaixado sobre a poça de sangue.

– Alguém com muita prática de furtividade. – respondeu.

O Ackerman analisava todos os pontos em volta de onde o corpo estava antes e era como se ele tivesse sido levantando de cima. Não havia marcas de arrastos.

– Paradis… – Murmurou Eren.

– O quê? – perguntou confuso.

– Ele desenhou o símbolo da bandeira de Paradis com o sangue… e mais algumas coisas, isso é bizarro… – respondeu de forma um pouco vaga.

– Onde está?

– Bem aqui – apontou Kruger e Levi se aproximou deixando os olhos arregalarem.

– Não é só o símbolo de Paradis, é a antiga língua eldiana… cadê… onde está… – falou aflito passando a mãos pelo corpo, a procura de alguma coisa. – Achei…

Nas suas mãos estavam um caderno pequeno e Levi o folheava de forma rápida, querendo encontrar alguma coisa.

– Me dêlicença – falou ríspido e se abaixou pra ter melhor visualização dos símbolos.

– Você tem um caderno com a língua antiga deles? – perguntou Kruger.

– Sempre me falaram que era bizarro, mas daí, tem uma utilidade. – falou sem muita emoção e tentando encontrar o último símbolo. Um símbolo de titã.

E titã, visualizando, significava segredo.

– "O segredo está em Paradis. Tudo está em Paradis" – murmurou a si mesmo tentando entender aquela mensagem.

– O quê? – perguntou Eren um pouco confuso.

– "O segredo está em Paradis. Tudo está em Paradis" – Repetiu – é isso o que diz aqui. Mas não faz sentido.

Depois daquilo, a polícia apareceu isolandoo local, e acabaram sendo dispensados. Levi não tirava aqueles símbolos e significados da cabeça, como se algo lhe chamasse nessa história toda. Porque nada fazia sentido, estavam a procura de um estuprador que atacou Libério hápoucos dias, esses casos não tinham relação com Paradis.

A noite começou a cair e mesmo com o cansaço, nada lhe tirava aquela cena da cabeça.

– O que está em Paradis? – Murmurou pra si enquanto deixava-se encostar na cadeira de couro preto. Agora com roupas mais casuais sentia um pouco do frio do inverno marleianoe por isso estava perto da lareira, com o fogo crepitando sobre a madeira.

Os pensamentos o rondaram até adormecer.

2 de Julho de 2019 às 13:24 0 Denunciar Insira 0
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