50 Anos Em 5 Seguir história

nathy-loussop Nathy Loussop

Um pouco da história daquele que construiu a atual capital do país.


Histórias da vida Todo o público.

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Capítulo Único


Para quem mora em Brasília ou nas cidades satélites próximas é comum ver algo com a sigla de JK de postos de gasolina, escolas e talvez até um boteco de esquina... E atire a primeira pedra quem nunca ouviu sua icônica frase: Transformar 50 anos em 5.

E entrando na famosa brincadeira, com que idade você descobriu que o famoso Parque da Cidade na verdade se chama Sarah Kubitschek?

Mas o que muitos hoje em dia talvez não tenham o conhecimento é quem realmente foi esse homem de sobrenome complicado de se escrever e os feitos que realizou em sua vida.

No município de Diamantina, em Minas Gerais, num casarão colonial na Rua Direita, no dia 12 de Setembro de 1902 nasce Juscelino Kubitscheck de Oliveira.

Seu pai, João César de Oliveira, faleceu cedo em sua vida, em 1905. O homem que trabalhou de garimpeiro à delegado de polícia, exercia a função de caixeiro-viajante e em uma de suas viagens acabou contraindo um resfriado que veio a se tornar uma pneumonia e acabou dando origem a uma tuberculose. Com medo de contaminar a família, ele passou a morar em uma casa isolada onde veio a falecer em 10 de janeiro.

Vendo-se viúva aos 32 anos – sete anos após se casar - sua mãe Júlia Kubitscheck, uma professora de escola primária, decidiu não casar-se novamente para poder se dedicar ao trabalho e em criar seus dois filhos, Juscelino, apelidado de Nanô e sua irmã, nascida em 1901, chamada Maria da Conceição, Naná.

O famoso sobrenome é uma germanização do sobrenome tcheco do seu bisavô Jan Nepomuk Kubíček que mais tarde veio a ser conhecido como João Alemão. Talvez por ter vindo de uma região que hoje faz parte da República Tcheca ou por ser ruivo de olhos azuis. Seu outro sobrenome também foi germanizado para o que conhecemos hoje como Nepomuceno.

Em sua infância é dito que Juscelino estava brincando de esconde-esconde com um primo e acabou machucando o dedo mindinho do seu pé direito. Este foi considero o estopim para a decisão de uma de suas carreiras em vida. O menino teria ficado tão encantado com a dedicação do médico que lhe atenção que decidiu seguir a mesma profissão.

Outra consequência disso é o fato que ele não poderia fazer longas caminhadas e a pressão causada pelos sapatos causaria um grande incômodo.

Em 1914, após concluir o primário, passou a estudar no Seminário Diocesano de Diamantina, dirigido por padres lazaristas. Como todos presentes, tinha de usar uma batina nos corredores do prédio e seguir um severo regime onde tinha de levantar-se as cinco da manhã e ir dormir às oito da noite.

Era um estudante como qualquer outro, não se destacando em nenhuma matéria e tendo dificuldades em aritmética. Não despertava inveja nos demais por ser de origem simples e nem criava inimizades por seu temperamento brincalhão além de ser avesso a discussões e intrigas.

Por ser menor de idade, não conseguiria continuar os estudos em Belo Horizonte então decidiu continuar a sua maneira, recebendo ajuda de alguns de seus antigos professores, também conseguindo aulas de inglês e francês.

Sua primeira ida à capital mineira foi em 1919 onde prestou um concurso para telegrafista na agência central da cidade. Contudo, por ainda ter dezesseis anos incompletos, teve de conseguir uma certidão de nascimento falsa com o Oficial de Registro de Diamantina. O esforço foi recompensado ao ficar em décimo nono lugar e ser classificado. Mudou-se definitivamente para a capital no final de 1920.

Inicialmente sua mãe quem pagava os custos do filho na nova cidade, mas não geravam boas condições de conforto. Felizmente, em maio de1921 sua nomeação para telegrafista auxiliar foi anunciada. A promoção não só lhe ajudou a viver melhor como também ajudou seus estudos.

Ainda na época que passava por dificuldades financeiras, conseguiu obter todos os exames preparatórios para a faculdade de medicina, prestando o vestibular em janeiro de 1922 e passando na Universidade Federal de Minas Gerais.

Teve de parar seu curso por seis meses em 1926 por descobrir estar com estertores no pulmão – ruídos de bolhas, tanto na inspiração quanto espiração, captados pelo estetoscópio – ficando acamado durante todo esse período.

Começou a atuar como interno na enfermaria da Clínica Cirúrgica da Santa Casa em seu quinto ano de medicina ao lado de seu cunhado e grande amigo, Júlio Soares.

Mesmo com o problema em seu dedo do pé, Juscelino apreciava muito dançar, chegando a receber o apelido de “pé-de-valsa” por seus amigos. Foi através da dança que, em uma festa em 1926, conheceu a filha do deputado federal Jaime Gomes de Sousa Lemos, Sarah Gomes de Sousa Lemos. A moça logo se encantou por Juscelino, seja por sua dança ou pela personalidade agradável e logo começaram a namorar.

Quando a formatura de Juscelino aconteceu, em 17 de dezembro de 1927 – curiosamente a mesma turma de Pedro Nava – foi quando sua mãe e Sarah se conheceram formalmente, mais em específico em sua colação de grau.

Após a formatura, deixou a telegrafia nos Correios para trabalhar na clínica onde atuava como interno além de se tornar assistente do Professor Baeta Viana nas cadeiras de Clínica Cirúrgica e Física Médica. Não demorou muito para ser nomeado como médico da Caixa Beneficente da Imprensa Oficial, por conta disso, no final de abril de 1930 pegou um trem para o Rio de Janeiro para poder embarcar no navio Formose onde iria se especializar na França.

O navio fez diversas escalas em seu trajeto. O primeiro solo estrangeiro em que Juscelino pisou foi em Senegal, mais especificamente na cidade de Dakar. Seguido de Casablanca em Marrocos, Porto em Portugal, Vigo na Espanha, terminando em Bordéus ao sudoeste da França, de lá, pegou um trem para Paris.

Após inscrever-se no curso de cultura local da Aliança Francesa para se atualizar em questão de idioma e visitar museus e locais históricos, estava pronto para especializar-se em urologia além de ampliar seus conhecimentos na área cirúrgica com o Doutor Maurice Chevassu, atividade que durou três semanas.

Em agosto acontecia as férias de verão na França, um período que Juscelino usou para embarcar no navio Lotus para realizar uma viagem pelo Mar Mediterrâneo Oriental, tendo partido de Marselha.

Sua estadia na Europa foi muito bem aproveitada, conhecendo diversos lugares não só pelo turismo, como também pelo aprendizado. Um deles foi Viena onde frequentou hospitais e enfermarias a fim de assistir operações que estavam sendo realizadas.

Ao visitar Berlim, participou de um programa de especialização médica voltado para sua área, estagiando por um curto período de tempo, não perdendo também a oportunidade de visitar a Tchecoslováquia, terra de seu bisavô.

Retornando à Paris, recebeu a confirmação de que havia acontecido a - conhecida atualmente – Revolução de 1930. Os estados de Minas Gerais, Paraíba e Rio Grande do Sul se juntaram para aplicar um Golpe de Estado e depor o atual presidente da república Washington Luís em 24 de outubro de 1930, também impedindo que Júlio Prestes, o presidente eleito, assumisse a posse, pondo um fim a República Velha, tendo o gaúcho Getúlio Vargas assumindo.

Segundo informação da revista Jatobá, publicada em 2005, essa notícia foi um motivo de comemoração para Juscelino, que junto de seus amigos Cândido Portinari e Leopoldo Fróes, saíram as ruas para comemorar.

Ao retornar para o Brasil, chegando em 21 de novembro de 1930, embarcado no navio Almirante Alexandrino. Uma das primeiras coisas realizadas ao retornar foi pedir Sarah em casamento.

Também montou um consultório médico na Rua São Paulo além de trabalhar na Santa Casa de Misericórdia.

Em março de 1931, com a ajuda de Gustavo Capanema, atual secretário de justiça, Juscelino foi nomeado para a Força Pública, indo servir como capitão-médico no Hospital Militar, ficando encarregado do Laboratório de Analises Clínicas.

A cerimônia de seu casamento com Sarah ocorreu em 30 de dezembro, na Igreja da Paz em Ipanema, no Rio de Janeiro. Seu vestido se destacava para a época por ser longo, sem véu ou grinalda. A festa foi simples e íntima. A lua-de-mel foi em um hotel na Avenida Atlântica.

Juscelino que, até o momento, morava com sua irmã em Belo Horizonte, alugou uma casa após o casamento na Avenida Paraúna, próximo à antiga sua casa.

Com a Revolução Constitucionalista irrompendo em julho de 1932 – um conflito entre São Paulo e o Governo Vargas – o estado de Minas posicionou-se para defender o presidente. Juscelino foi convocado pelo comando geral para atuar como médico das tropas que lutavam contra os paulistas na Serra da Mantiqueira, uma cadeia montanhosa que se estende por São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Chefiando um hospital de sangue em Passa Quatro, atendia de forma improvisada os feridos em batalha. Um deles era um paciente em estado grave que necessitava de operação. O coronel-médico negou o pedido de ajuda de Juscelino, este, teve de recorrer a um veterinário e uma freira para realizar a operação e salvar a vida do soldado.

O ocorrido não passou batido pelo lugar e não demorou muito para um capitão do quartel-general aparecer para abrir um inquérito contra o coronel por negligenciar ajuda a um soldado agonizando. Juscelino, por sua vez, pediu para que ele não fosse aberto. A atitude de não querer prejudicar a carreira de um superior hierárquico do Exército aumentou a simpatia de Juscelino com os militares.

Durante a revolução, conheceu o padre esloveno Alfredo Kobal, que serviu no Exército austríaco na Primeira Guerra Mundial, e Benedito Valadares, prefeito de Pará de Minas.

Quando o fim do conflito e os combates acabaram, em 13 de setembro do mesmo ano, com a vitória militar das forças Pró-Vargas, ficou responsável por transferir os feridos para as cidades de Varginha e Guaxupé. Após retornar para casa, recebeu a visita de Olegário Maciel, presidente do estado, agradecimento pelo serviço prestado, recebendo destaque como cirurgião.

Anos depois, em uma entrevista, lembrou-se de alguns momentos dessa época:

"Nunca pude me esquecer daquele espetáculo. Começaram a descer feridos. Uns tinham a farda ensanguentada, mas ainda caminhavam. Outros, sustentados pelos padioleiros, gemiam, com a roupa estraçalhada, deixando ver ferimentos de estilhaços de granada nas partes expostas. Muitos deixavam-se levar, inertes, os braços caídos e a fisionomia contraída pela dor. Alguns já se encontravam em agonia. Intermitentemente, faziam-se ouvir as peças de grosso calibre, canhões e morteiros. As granadas, explodindo a intervalos, davam-me impressão tão estranha quanto sinistra. Faziam-me pensar, estourando de um extremo a outro, que o Anjo da Morte distendia um imenso sudário para amortalhar a Mantiqueira."

Maciel faleceu em 1933. O presidente Vargas nomeou Benedito Valadares para ocupar seu cargo. Ele e Juscelino haviam se tornado amigos na campanha eleitoral anterior e por isso o nomeou para o cargo de chefe de gabinete. Algo que foi negado. Juscelino foi até ele pessoalmente para fazer isso, afirmando não ter interesses políticos e não querer deixar sua profissão.

Valadares era insistente, não sabendo levar um “não” como resposta. Aguardou até uma homenagem a Maciel ser realizada no hospital militar onde o amigo trabalhava e em meio a seu anúncio, informou que havia escolhido o médico para compor seu gabinete.

Na época, Juscelino deixou claro para todos que foi nomeado por “imposição”, mas não tinha muito para onde correr agora.

No cargo, cuidava da agenda de Valadares e resolvia vários problemas conversando com as autoridades. Em Diamantina, por exemplo, conseguiu abrir estradas e preservar edifícios históricos. Nessa época, construiu a sua primeira obra pública: uma ponte sobre o Ribeirão do Inferno, ligando Diamantina à cidade de Rio Vermelho. Durante o período em que desempenhou a função, não desativou seu consultório, mas desistiu de desenvolver a tese que pretendia utilizar para candidatar-se a uma cátedra na Faculdade de Medicina.

Em outubro de 1934 foi eleito deputado federal, filiado ao recém-criado Partido Progressista de Minas Gerais (PP). Afastando-se de suas funções em Belo Horizonte, passou a morar no Rio de Janeiro, a capital federal, onde iniciou seu mandato em 3 de maio de 1935.

Juscelino passava mais tempo em seu estado natal do que no Rio de Janeiro e não se esqueceu de suas bases eleitorais. Por ser o diretor da secretaria do PP desde setembro de 1934, gastava boa parte de seu tempo organizando o partido no interior mineiro.

Como deputado, atuava nos bastidores, articulando e defendendo os interesses do governo de Valadares. Raramente discursava na tribuna, preferindo atuações menos expostas, como nas comissões. Também fez várias viagens, inclusive acompanhando Vargas em uma visita à Argentina e ao Uruguai.

Exerceu o mandato de deputado até o fechamento do Congresso Nacional, em 10 de novembro de 1937, com o golpe do Estado Novo, promovido por Vargas. Após o impedimento de seu mandato, confidenciou à esposa que sairia definitivamente da política naquele instante, voltando a exercer medicina em seu consultório particular e no Hospital Militar.

Novamente em 1940, Valadares nomeou Juscelino em um cargo político, dessa vez como prefeito de Belo Horizonte. Novamente ele não aceitou inicialmente por ser contra o regime ditatorial, claro que Valadares não aceitaria essa resposta, divulgando em 16 de abril no jornal Minas Gerais a nomeação. Ele teve de assumir dois dias depois.

Como prefeito, não abandonou a medicina, chegando ao posto de tenente-coronel-médico da Polícia Militar de Minas Gerais, intercalando assim medicina com a Prefeitura.

Quando assumiu o cargo, Belo Horizonte tinha duzentos mil habitantes e a cidade estava com problemas financeiros, com arrecadação baixa, dívida aumentando e poucos recursos financeiros disponíveis. Preferiu dar prioridade às obras públicas que melhorassem e embelezassem a cidade, sendo o responsável por impulsionar o nome, do ainda desconhecido, arquiteto Oscar Niemeyer. Uma das mais importantes obras foi a construção do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, um centro de lazer que tornou-se um marco cultural nacional.

Durante seu mandato, ficou conhecido como "prefeito furacão" pelas grandes mudanças realizadas na cidade. Ele restaurou, pavimentou e construiu muitas avenidas, canalizou vários córregos que banhavam a cidade visando o saneamento básico, construiu pontes e realizou terraplanagens a fim de integrar o centro da cidade a vários núcleos populacionais da zona suburbana, e desenvolveu a rede subterrânea de luz e telefone.

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, iniciou-se no país a redemocratização com a queda do Estado Novo e a posse de José Linhares. Os governantes que haviam sido indicados pela ditadura deixaram os cargos, incluindo Juscelino, em outubro de 1945.

Agora decidido em ficar definitivamente na política, engajou-se na criação do Partido Social Democrático de Minas Gerais (PSD), fundado por políticos ligados a Valadares.

Nas eleições gerais de dezembro de 1945 foi eleito deputado federal para a Assembleia Nacional Constituinte pelo PSD, ficando em terceiro lugar. A família de Juscelino foi morar na capital federal, mais especificamente em Copacabana. Em 5 de fevereiro de 1946, foi empossado deputado federal no Palácio Tiradentes.

Alguns anos antes, em 22 de outubro de 1943, nasceu sua filha Márcia de Lemos Kubitschek de Oliveira. Seu parto foi complicado, chegando a quase custar a vida de sua mãe, e provavelmente gerando uma sequela em sua coluna vertebral o qual foi descoberta quando a garota tinha dez anos, a fazendo desistir do sonho de ser bailarina.

Com o passar dos anos a menina teve de ser levada a Europa para uma operação a fim de tentar normalizar sua saúde por conta de seu problema, conseguindo voltar a ter uma vida normal. Ela se tornou uma jornalista e posteriormente adentrou na política como seu pai, vindo a falecer em 5 de agosto de 2000 aos 56 anos.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Juscelino integrou a Comissão de Transportes e Comunicações, defendeu a transferência da capital federal para o Triângulo Mineiro e discursou sobre a necessidade de se construir casas populares e de se realizar uma política de conteúdo social, tendo em vista elevar o padrão de vida das pessoas.

Ele destacou-se por sua oratória e seus discursos mais importantes, com as frases que ficaram famosas, como "Deus me poupou o sentimento do medo", destacou-se, também, por sua atuação na chamada "política de bastidores", nome dado para as articulações políticas bem trabalhadas, típica de seu segundo partido político.

Em julho de 1946 embarcou em um avião das Forças Aéreas junto com outros deputados federais em direção a Belém, no Pará, com o objetivo de conhecer o norte do País.

Esta foi a primeira vez que entrou em contato com um Brasil diferente daquele que estava acostumado, afirmando: "Se a beleza dos cenários me seduziu e deslumbrou, tive a oportunidade de viver, por outro lado, o drama daquelas populações deserdadas, perdidas nos desvãos de um território imenso e quase sem um vínculo afetivo com a capital da República.”

Mesmo querendo muito um menino quando sua filha nasceu, nunca deixou de amar Márcia, chegando a adotar outra menina em 1947 chamada Maria Estela, de 4 anos, posta para adoção por seus pais na esperança dela e de seus outros dez irmãos conseguirem uma boa vida visto que eles estavam em situação de extrema pobreza.

Em maio de 1948, viajou com sua esposa para os Estados Unidos, permanecendo neste país durante algumas semanas e conhecendo várias cidades, como Nova Iorque, Chicago, Detroit e Filadélfia. De acordo com suas memórias, essa viagem o convenceu de que o Brasil apenas alcançaria pleno desenvolvimento por meio de uma industrialização intensa e diversificada; desta forma, a passagem pelos EUA desempenhou grande influência em suas visões político-administrativas.

Através de uma aliança política formada por seis partidos, Juscelino foi eleito Presidente da República em 3 de outubro de 1955, com 35,68% dos votos válidos, a menor votação de todos os presidentes eleitos de 1945 a 1960.

Naquela época as eleições realizavam-se em turno único. Nesta eleição, pela primeira vez no Brasil, utilizou-se a cédula eleitoral oficial confeccionada pela Justiça Eleitoral. Antes os próprios partidos políticos confeccionavam e distribuíam as cédulas eleitorais.

Antes de tomar posse como presidente eleito, JK fez uma série de visitas a outros países, com o objetivo de apresentar aos seus mandatários a política de desenvolvimento que estava planejando para o Brasil.

“O meu objetivo não é apenas afastar-me da cena política nacional, de forma a permitir que as paixões serenassem mas, sobretudo, estabelecer contatos diretos com os Chefes de Governo e com os capitães da indústria e do comércio daqueles países, para apresentar-lhes, em termos concretos, a política de desenvolvimento econômico que instalarei no Brasil”

Ele foi o último presidente da República a assumir o cargo no Palácio do Catete. Empossando em 31 de janeiro de 1956, e governou por cinco anos, até 31 de janeiro de 1961. Seu vice-presidente, eleito também em 3 de outubro de 1955, foi João Goulart.

Juscelino Kubitschek empolgou o país com seu slogan "Cinquenta anos em cinco", que constituía no Plano Nacional com 31 metas a serem cumpridas, entre elas, a principal: A criação de Brasília

O Plano de Metas visava estimular a diversificação e o crescimento da economia brasileira, baseado na expansão industrial e na integração de todas as regiões do Brasil, através da nova capital localizada no centro do território brasileiro, na região do Brasil Central.

Os anos de seu governo são lembrados como "Os Anos Dourados", coincidindo com a fase de prosperidade norte-americana conhecida como "The Great American Celebration", que se caracterizou pela baixa inflação, elevadas taxas de crescimento da economia e do padrão de vida dos norte-americanos.

Nesse meio tempo, conseguiu encetar um processo de rápida industrialização, tendo como carro-chefe a indústria automobilística. Houve, no seu governo, um forte crescimento econômico, porém, houve também um significativo aumento das dívidas públicas interna e externa, bem como da inflação nos governos seguintes de Jânio Quadros e João Goulart.

29 de Junho de 2019 às 00:24 0 Denunciar Insira 1
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Nathy Loussop Escritora desde os 11 anos, sou apenas alguém com uma cabecinha cheia de ideias e que espera que as pessoas amem meus personagens como eu mesma amo.

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