Cativo Seguir história

nonna.ayanny Nonna Costa

Quais grilhões que te prendem na vida que você leva atualmente? Eu sei quais os meus e confesso que talvez eu nunca me liberte. Porém, acredito ainda mais que tudo tem limite, até as prisões. AVISOS!!!! (LEIA) Naruto não me pertence, mas o enredo sim, por favor evite plágio, além de ser crime é um atestado da sua babaquice. Contém violência física, psicológica e sexual, se não gosta ou for um gatilho para você, peço que por favor não leia. Se for ler, é por sua conta e risco. Essa história fala de um escravo de verdade, não de uma fantasia sexual (escravo sexual ou de BDSM), se não gosta, não leia. Yaoi, se não gosta, não leia. Essa história tem final feliz, se não gosta, não leia.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

#abuso #finalfeliz #angst #crime #escravo #yaoi #drama #romance #violência #naruto
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Parte 1

Não sei que tipo de história está procurando para ler nesse momento, mas te garanto que talvez essa te faça chorar ou ficar com muita raiva, então se não quiser ler, eu vou entender. Pode ir, eu não vou me incomodar, mas se vai continuar por aqui, não me culpe por suas lágrimas, se elas caírem. Se não chorar, tudo bem também. Não sou o melhor contador de histórias do mundo e empatia é algo foda e raro de se ter hoje em dia.

Meu nome é Sasuke Uchiha, tenho 33 anos e… Como eu vou lhe dizer isso sem que fique chocado? Bom, eu sou um faz-tudo: conserto coisas, construo coisas, cuido de jardins e de animais, faço trabalhos domésticos e ainda sei cozinhar consideravelmente bem se a receita estiver do meu lado. Eu moro num sótão, onde divido o espaço com quinquilharias e com exatos 20789 livros sobre toda classe de tema, de uma cobertura milionária num dos bairros mais caros que existem nessa cidade grande.

Meu dia começa às 4 horas da manhã, quando desço do sótão para preparar o banho, o café da manhã e lavar o carro que vai ser usado naquele dia pelo dono da casa, tudo isso antes das seis horas. Somente depois das sete, tenho permissão para comer e tomar banho no banheiro dos fundos. Então vou cumprir a lista previamente deixada por ele: limpar toda a casa, organizar as compras que os entregadores autorizados virão deixar, dar banho e massagem em Kurama e Kyuubi, os dois Beagles que só existem para me rastrear, arrumar o quarto dos dois cães e esperar.

Meu dia, aliás, é majoritariamente solitário e escondido. Ninguém pode saber que eu estou aqui, por isso não há outros empregados nesse enorme apartamento, apenas eu para cuidar de tudo sozinho. São quase 200 metros quadrados divididos em dois andares de área construída, com uma arquitetura que mistura gótico e moderno, de modo que sempre tem muita coisa para limpar e muitos pontos para eu me esconder dos humanos, já que os cães quase sempre me acham. Depois de tantos anos, eu consigo driblá-los, mas o dono deles tem outras ferramentas para me localizar aqui.

Estou sempre descalço, para evitar barulhos que possam me denunciar, e apenas trajo uma calça jeans preta e camisa de mesma cor, justamente para que eu fique ainda mais invisível nesse lugar. Se alguém saber da minha existência, serei morto, pois o dono da cobertura me vigia 24hrs por dia, sabe de cada passo que eu dou, tem câmeras em quase todos os pontos internos e externos do gigantesco apartamento e me monitora remotamente através da minha coleira. É. Eu uso coleira como um cachorro.

Começo a limpeza da cozinha para adiantar o serviço. O dono deixou-me o aviso de que traria visitas para almoçar e que uma empresa viria para preparar a comida, então eu tinha que desaparecer antes das dez horas, mas deixar tudo impecável. Desisti de comer, apenas tomei banho, para adiantar todo o serviço. Parece impossível, mas é preciso.

Primeiro, faço o polimento de cada panela e de cada utensílio, além dos talheres e da louça, pois seria um almoço de negócios, provavelmente. Deixo cada alimento e cada tempero em locais de fácil acesso e da maneira organizada, como o dono exige de mim. Esfrego bem o piso da cozinha ao ponto de eu ver o meu próprio reflexo na porcelana, limpo o fogão digital, a geladeira, o freezer e alguns armários de aço inoxidável para que fiquem sempre com o aspecto de novos e intocáveis e finalizo com a aplicação de verniz nos móveis de madeira. Por último, deixo algumas flores, retiradas do jardim, num vaso para garantir um perfume ainda mais agradável que o da limpeza e sumi com meus rastros.

Fui tirar o pó de cada objeto, de cada quadro, de cada coisa que poderia valer mais que a minha própria vida daquele ambiente, em seguida cuidei das cortinas e das almofadas, trocando-as por limpas, já que não daria tempo para recolocá-las depois que secassem da minha lavagem, pois o dono exige que sejam lavadas à mão, e aspirar o tapete da sala, para então cuidar do piso feito de cobertura de madeira.

Quando estava levando todos os utensílios para a despensa, ouvi as portas do elevador de acesso se abrirem, indicando que os tais cozinheiros contratados para o almoço haviam chegado. Entrei no modo silencioso e fui dando fim ao meu rastro enquanto seguia para o corredor de acesso ao quarto do dono dessa mansão nas alturas. Com um salto, puxei a portinhola que faz a escada descer para que eu possa subir ao sótão, rapidamente entrei no cômodo e silenciosamente fechei-o.

Fui para detrás de duas pilhas altas e largas de livros, sentando-me sobre o colchão gasto que uso como cama, e fico lá, quieto, respirando devagar para que nem mesmo os ratos, se eles existirem, saibam da minha presença. Pego um livro de capa azul e retomo a leitura. É sobre o funcionamento de um motor de trem movido pela queima do carvão.

Esta foi a única forma que encontrei de me entreter nos meus dias solitários e escondidos, durante todos esses anos. Do 20789 livros que tem aqui, faltam apenas 2304 para eu ler, pois eu tenho muito tempo livre, por assim dizer, principalmente quando esta vida começou. Não podia fazer nada além de esperar o dono arrastar-me daqui para os seus momentos de libertação pessoal, então eu lia. Incontrolavelmente.

Tudo o que sei e tudo o que vi durante boa parte dos meus anos estava nas páginas amarelas e esquecidas, tanto quanto eu, desses livros. São meus reais e únicos amigos. Aprendi sobre leis, sobre Medicina, sobre Matemática, sobre animais, culinária, outros idiomas, li dicionários inteiros, viajei para diversos países, conheci desde o passado mais remoto do planeta, até a posição dos astros no céu. Além de ter me tornado um faz-tudo. Aqui existem quase 300 livros com o tema “faça você mesmo”.

Até hoje eu me questiono por que o dono possui tantos livros se não me parece o tipo de homem que se agrada com a leitura deles. Eu vi em um específico algo sobre herança patrimonial que não pode ser desfeita. Talvez esses livros sejam este tipo de herança da qual o dono não pode se livrar, por isso os tem. Faz sentido e eu agradeço muito, pois sem eles, eu já teria cortado meus pulsos e dado um fim ao meu tormento que se arrasta há anos.

Mas isso não quer dizer que eu desconheça as outras tecnologias. Na verdade, faz mais ou menos quatro anos que também vejo vídeos educativos, filmes, documentários e ouço músicas, através de um aparelho de DVD antigo e uma televisão pequena, ambos alimentados por uma bateria. O dono disse-me que eu era muito… Bom, por merecer aqueles “mimos”, deu-los a mim. Ponho fones, para evitar transtornos, e vou viver outras vidas através da magia das cores, dos sons e da realidade registrada em mídia.

Posso não saber o que acontece atualmente no mundo, mas sei como ele é fora dessas paredes e desse teto frio. Não há janelas aqui, nem tenho permissão de acender as lâmpadas, então por muito tempo vivi na escuridão, vendo o sol através de rachaduras no teto e nas paredes, mas agora uma lanterna pequena garante as minhas leituras noturnas, quando não consigo me desligar ao dormir. Acho que é uma das coisas que sinto mais falta da minha antiga vida: janelas em meu quarto.

Uma luz vermelha, perto da portinhola por onde entrei, pisca várias vezes chamando a minha atenção. É o aviso que o dono da casa está aqui e eu não devo descer, devo manter-me invisível e inexistente para quem quer que esteja lá embaixo. Pego meu cobertor, enrolo-me, desligo minha lanterna e coloco um filme para rodar na televisão, cobrindo-a com o cobertor escuro para que a luz não escape. É um filme de ação e de heróis. Chama-se Capitão América: o Primeiro Vingador. Deve ser interessante.

Eu assisto apenas a primeira meia hora. A fome acaba por me lembrar que estou sem me alimentar desde a tarde de ontem e que as reservas de energia que tinha, gastei na arrumação impecável e demorada de hoje. Desligo os aparelhos e vou dormir, concentrando-me nas vozes das pessoas no andar de baixo. Eu li num livro de ficção que pessoas famintas dormem para enganar o estômago vazio. É verdade. Engana, enquanto houver sono.

As vezes, quando escuto aquelas vozes, imagino que pertençam às pessoas nas imagens dos livros que leio. Raramente vejo outro ser humano que não seja o dono, então não tenho muita certeza de como são as outras pessoas, mas sinto que são diferentes do dono ou diferentes de mim. Não fisicamente, veja bem, eu sei que os outros seres humanos tem 95% de chance de assemelharem a mim, mas psicologicamente falando que acredito existir a diferença.

Fico imaginando como seriam seus rostos e seus corpos, se são altas, baixas, gordas ou magras, negras ou pardas, que tipo de família têm e como devem se vestir em algumas ocasiões. E, em escassas vezes, imagino-me conversando com elas, respondendo suas perguntas e rindo de suas piadas, como de fato seria uma vida normal. Imagino-me fazendo parte daquele universo o qual, literalmente, só ouço.

Tão logo esses pensamentos ocupam a minha cabeça, meu corpo é vencido pelo cansaço e pela fome. Não sinto mais nada e não vejo nada. Quando desperto, motivado pela mesma fome que me apagou, percebo que a luz vermelha ainda está acesa. Não posso descer. Vou ler sobre Princípios Avançados da Higiene Profissional de Interiores e ver o tal filme para me distrair dela. As horas passam de tal forma que não percebo, e não me incomodo, não mais.

Se eu pensar no tempo, vou me dar conta de coisas que estão congeladas dentro de mim e começar a fazer perguntas que vão me destruir ou me matar.

Eu parei com isso há muito tempo. Chega certo momento, quando se tem uma vida como esta, que para não ser tombado pelo desespero e pela loucura, você simplesmente deixa o tempo fluir de uma maneira muito particular: cada minuto transforma-se numa hora e cada dia, é um mês, e deve tornar tudo isto produtivo para a mente. O segredo é dominar a mente, mesmo que ela deseje manter-se em choque quando nada mais restar.

Li isso num livro sobre meditação. Foi o primeiro que li e tem sido a minha maior defesa contra as atrocidades que vivi. Meditar me ajuda a sobreviver e a não ter medo do que possa vir a acontecer. Minha mente ficou mais forte, tal como meu controle sobre ela, e assim, eu me fortaleci sobre tudo e todos. Assim eu penso.

Ouço os passos dele pela casa. Parece furioso. A luz vermelha apaga e se torna verde. Eu devo descer agora. Organizo o meu suposto quarto rapidamente e vou para a portinhola, abrindo-a bem devagar, deixando a escada descer antes de fazer qualquer outra coisa. Preciso ter certeza de que não há ninguém. Fico de ponta cabeça, segurando-me firme nas bordas do alçapão, para verificar se é seguro descer. Não há ninguém que não deva estar aqui. Chego silenciosamente ao chão e vejo que a porta do quarto está aberta. Aproximo-me devagar pelo corredor.

-Entre de uma vez! - ele berra de lá de dentro e logo me ponho do outro lado da porta do quarto. O dono está despindo-se do seu terno de maneira muito furiosa, resmungando sobre muitas coisas que não preciso falar porque não são importantes para mim, e quando me vê, demonstra-me desespero e mais fome que a que estou sentindo, os quais estou acostumado, mas não é de comida se assim posso dizer. - Para o banheiro! - ordenou.

Eu vou retirando minhas poucas roupas pelo caminho, dobrando-as e deixando num canto da porta, fico nu, apenas o esperando. Ele logo está comigo e mais rápido ainda estamos os dois debaixo do chuveiro com água morna, nos beijando como se um dos dois fosse morrer ao parar. Na verdade, eu apenas me comporto como ele quer que eu me comporte diante dessa situação, não significa que haja realmente alguma paixão.

-Aperta minha bunda! - ele mandou desesperado, sua boca contra a minha, enquanto deslizava as mãos por meus braços. Obedeço-o sem parar de olhá-lo ou de beijá-lo, fazendo-o gemer alto, com alívio. - Vamos foder muito hoje. - avisou-me, rebolando contra as minhas mãos. - Depois do jantar.

-Como quiser, senhor. - sussurrei antes de ter minha boca violentamente capturada por seu beijo sedento.

Por tê-lo saciado brevemente durante o banho, ele me permitiu comer um pouco do jantar que os tais cozinheiros deixaram pronto ao fim do que quer que aconteceu nesse apartamento. Não reclamou do fato de apenas dois cômodos da cobertura terem sido limpos, já que fiquei todo o dia dentro do sótão, mas me elogiou por ter deixado a cozinha com perfume de flores. Por causa disso, ganhei roupas limpas e a oportunidade de dormir em sua cama depois do sexo violento que irá acontecer em algum momento dessa noite.

Compreende por que da coleira agora? Ele me trata como um cão, recompensando-me com este tipo de coisa, pois acha que assim vai me deixar mais feliz. Faça o que o mestre manda e ele vai te dar comida. Acho que nem posso me comparar com cães, porque Kyuubi e Kurama possuem vidas muito melhores do que a minha. Animais de sorte.

Ele mal tocou em sua comida, de tão furioso que estava, deu tudo aos cães, mas não me impediu de comer a minha. Disse-me que eu me servisse do quanto eu quisesse e se retirou para o escritório. Ouço um bip. Minha coleira desligou o monitoramento por exatos 30 segundos, que é o mesmo tempo que as câmeras de segurança desligam. Eu precisaria de, pelo menos, dois minutos para tirá-la de mim, então aproveito este tempo precioso para buscar um recipiente de plástico e enchê-lo com “sobras”. Só Deus sabe quando vou comer de novo. Escondo-a num local que nem mesmo os cães sabe onde fica porque eu usei alguns artifícios para camuflar o cheiro do meu esconderijo. Quando ouço o segundo bipe, eu torno à mesa, como antes, e continuo comendo o que havia em meu prato como se nada tivesse acontecido.

Esperei-o terminar de organizar a papelada de seu trabalho enquanto me ocupava da louça e nós dois fomos para o seu quarto, nos trancar lá para que sua vontade fosse realizada. Ele sentia-se sujo e queria que eu o limpasse, então lambi cada ponto de seu corpo que exigiu, fiz sexo oral nele até que minha mandíbula doesse e quando chegou a hora, fui montado. Seus quadris se moviam com força sobre os meus, num rebolado que deixava claro a sua raiva, suas mãos arranhavam e batiam em meu corpo para descontar sua frustração, e seu olhar mal encontrava o meu.

-Eu as odeio! Odeio! Tenho nojo delas! - rosnou e gemeu alto quando se arrepiou por causa de uma sentada mais forte em meu pau. - Como elas ousam me tocar? Quase… Desmaio de repulsa… Eu as odeio! Queria que alguém trancasse todas elas… Num quarto para sempre… - fitou-me e se curvou para lamber meus mamilos, desacelerando os seus movimentos.

Eu não disse nada, até porque eu não sei o que diabos vou dizer a ele, apenas mexi-me para satisfazê-lo, do contrário toda a sua ira se voltaria para mim e isso eu não quero. Seu semblante relaxou aos poucos, suavizando-se enquanto rebolava e quicava, gemendo sem pudor algum, e logo ele sorria. Fez minhas mãos alternarem entre apertar sua bunda e massagear seus mamilos, para sentir mais daquele prazer, e eu apenas lhe obedecia, emitindo sons baixos para estimulá-lo.

-Não entendem…? - ele riu, embriagado. - É disso que eu gosto… De um pau no meu cu. - parou de se mexer e me fitou, contraindo-se como se quisesse me atiçar. - O seu pau, para ser mais específico… - falou de modo sacana. - Adoro a sensação dele dentro de mim e se eu pudesse, não tirava nunca… - lambeu os lábios. - Diz. - mandou.

-Eu amo estar dentro do senhor, fazê-lo sentir prazer e gozar em seu interior como gosta. - repeti as palavras que me fez aprender. Ele sorriu mais, como uma criança que ganhou um presente, e se curvou para me beijar demoradamente.

-Gosta de me dar prazer? - assenti. - Então vai ficar por cima. - nós giramos na cama e eu passei imediatamente a investir em seu canal, sentindo seus braços e pernas me envolverem num abraço de urso. - Isso, Sasuke, isso! Me fode com vontade! Mostra para elas como eu gozo gostoso no seu pênis! - olhou-me.

Não disse nada mais uma vez, apenas o beijei como sei que queria que eu fizesse. Soltei-me dele para segurar seus quadris e usar toda a minha força para golpeá-lo por dentro como me ordena a todo instante. Ele goza sem que eu precise tocá-lo, grita de prazer e se contorce inteiro ao ponto de estrangular o meu membro e me causar dor. Depois de dez segundos daquele espasmo violento, o dono me encara risonho e se senta depois de me retirar de seu interior.

Beija-me de forma lasciva, masturba-me como se soubesse da dor que senti e quisesse amenizá-la, devagar vem para meu colo e se empala gemendo tal qual um animal no cio, para começar a rebolar. Ele nunca se importou com o fato de eu gozar ou não, ele só me quer de pau duro para se satisfazer, como meu pênis é só um músculo, não é tão difícil assim deixá-lo ereto. Beija-me com mais carinho agora e exige que eu lhe acaricie por todo o corpo, então o obedeço. Acho que está mais calmo agora, o que é bom para mim.

Somente depois do terceiro orgasmo, ele relaxou completamente. Nós tomamos banho juntos mais uma vez e depois, quando vesti-me nas roupas limpas, nos deitamos na cama para dormir. Meu corpo inteiro suspirou de alívio ao sentir a maciez do colchão contra as minhas costas e eu fiquei imóvel, como uma estátua, pois o dono deitara-se sobre mim.

-Uma das associadas da empresa que almoçou comigo hoje aqui achou interessante me abraçar e me beijar. - comentou enquanto deslizava sua mão pelo meu peito. - É horrível não poder admitir que sou gay por causa de ações financeiras. Eu gosto demais de dinheiro para mudar isso, então… - suspirou.

-Compreensível. - sussurrei.

Ele me olhou intensamente e sorriu de forma zombeteira.

-Está tenso hoje… Que foi? - sua mão desceu até a minha virilha. - Trabalhou muito, não foi, cachorrinho? Cuidou da minha casa e de mim. Meu cachorrinho quer um pouco mais de carinho? - murmurou em meu ouvido antes de lambê-lo. Gemo baixo quando sinto sua mão me tocar por dentro da minha calça apenas porque sei que se eu não fizer isso, ele vai me chicotear. - É claro que quer… Como foi um bom cãozinho hoje, vou te dar. - ele beija minha boca de maneira dura e desaparece entre os lençóis para me chupar.

Suspiro ao revirar meus olhos, meneio minha cabeça negativamente e fecho meus olhos para imaginar que é outra pessoa ali embaixo, abrigando meu pau dentro de sua boca num sobe e desce rápido e não ele. Sorrio discretamente ao me recordar de um rosto. O dono teve alguns namorados desde que cheguei aqui e um deles era bem… Ousado. Atualmente eles são apenas amigos e de vez em quando se veem aqui, na cobertura.

Tudo o que sei do ato sexual além do que é mostrado nos livros de Biologia, eu aprendi assistindo-os transar através de um segundo alçapão que tem bem acima da cama do dono, bem pequeno, porém sou tão relativamente magro que consigo passar por ele, o ruim é que não tem escada.

Geralmente eles trocavam quem fazia o quê na cama, mas aquele cara era, em boa parte das vezes, passivo porque sentia grande prazer por trás. Suas expressões eram tão sensuais e verdadeiras que me excitavam sem que eu percebesse. Sempre que o dono o tocava, eu imaginava-me tocando-o, penetrando-o, possuindo-o e quando eu menos esperava, sentia o prazer consumir-me. Acho que ele foi e é a minha primeira paixão. Gosto desse cara, mesmo que ele nem saiba da minha existência. Sua forma de falar e perceber o mundo é sempre otimista e ele aparenta nunca desistir daquilo em que acredita.

Sou apaixonado por ele há… Uns dez anos. Às vezes eu sonho que tenho uma vida normal, com uma casa e gatos, que posso dirigir um carro e ir ao trabalho todos os dias, como um homem normal, e meu companheiro de vida é ele. Acho que a essa altura do campeonato, eu já o amo.

Ele e o dono só não ficaram juntos até hoje porque eles brigavam tanto quanto transavam. O mesmo ardor que tinham para causar prazer um no outro, eles exprimiam aos berros quando discutiam pelo o que quer que fosse. Eu tinha a sensação de que eram dois leões lutando por território e que se comeriam a qualquer momento. Não sei como podem ser amigos nessas circunstâncias, mas quem sou eu para questioná-los sobre sua relação?

De toda forma, a voz dele me agrada e sempre que eu a escuto, por alguma razão que desconheço, meu coração acelera e uma felicidade inexplicável toma de conta do meu corpo, como quando eu era criança e ouvia a voz de minha mãe ao me buscar na escola. Porém, diferente daquele tempo, este sentimento não está ligado à maternidade, mas ao fato de que sei que aquele cara me causa uma paz estranha. Deve ser porque eu o amo.

Por isso, eu o imagino me chupando até o momento em que gozo, gemendo rouco, mas não digo o nome dele, como eu geralmente fazia sozinho em meu sótão. O dono subiu devagar, beijando o meu corpo, até me fitar e me beijar com demora. Depois disso, ele dormiu perto de mim, porém sem me abraçar, o que me permitiu sair da cama depois de duas horas, quando tive certeza que o dono estava apagado. Fui ao seu escritório.

Lembra que eu disse que não desconheço a existência da tecnologia? Pois bem. 146 livros daquela pilha no sótão eram manuais informacionais dos mais diversos estudos voltados para a informática e graças a eles, eu aprendi as funcionalidades dos computadores e seus sistemas operacionais. Mais do que esses livros, o dono deixa todos os seus relatórios empresariais sob os meus cuidados porque ninguém sobe lá, por proibição dele, e para que eu os guarde. Dessa forma, depois de tanto tempo naquele lugar, eu acabo sabendo de tudo sobre as fortunas dele.

Quando chego ao escritório, aproximando-me da parede, coloco-me no ponto cego da câmera. Os cães estão dormindo na sala, mas não perceberam quando eu passei, visto que consegui ser silencioso. É exatamente abaixo dos umbrais da porta, então apoio-me neles, tal como quando criança e brincava de Homem-Aranha, até chegar-me no aparelho. Retirei do meu bolso um imã simples de geladeira, enquanto aplicava pressão nos umbrais de madeira com as pernas e os quadris para não cair, e o aproximei da parte detrás da câmera, deixando-o ali.

Sorrio discretamente ao ver a luz indicativa do funcionamento adequado piscar e desço devagar, para não acordar os cães. Vou ao computador do dono, agradecendo mentalmente por ver que ele o esqueceu ligado, como sempre. Não posso me demorar. Entro num determinado site, digito alguns códigos de acesso e me percebo diante da conta bancária dele. Os número apenas sobem, só crescem a cada segundo.

Todos os dias eu faço essa loucura, mesmo que saiba que se for descoberto, eu serei morto. Transferi um pequeno valor, pequeno comparado aos gigantescos que estão diante de mim na tela, para uma conta bancária que eu criei há mais de 15 anos. Por ser adolescente na época, acabei por aprender certas coisas ilícitas, como roubar dinheiro do dono da empresa, ou interferir no funcionamento das câmeras. Claro que eu não posso fazer nada grande demais porque sei que vai ativar todos os alarmes e o dono vai saber, e essa seria a parte que eu morreria, mas são com gravetos que construirei minha escada.

Quando termino a transferência, coloco alguns códigos no computador para fazer duas coisas: constar no extrato da conta que foi uma transferência para manutenção da empresa e apagar qualquer indício do que eu fiz. São retiradas “mínimas”, centavos diante da fortuna absurda dele. Deixo tudo como estava antes e retiro o imã da câmera para voltar ao quarto. Tudo isso aconteceu em menos de dois minutos, porque não posso deixar a câmera com inferência por muito tempo para não deixar suspeitas. Deitei-me na cama, depois de ter me afastado por dez minutos, e suspirei profundamente. 15 anos.

Quando o sol pensou em raiar, eu já estava acordado, preparando o café da manhã depois de comer as sobras do jantar de ontem para o dono da mansão. Eu tinha que me apressar, pois eu não podia correr o risco de ser visto, porque hoje o dono irá continuar com suas reuniões com outras pessoas. Termino tudo com cuidado, busco meu recipiente com sobras e levo um pão com manteiga preso entre meus lábios para ir ao sótão, mas algo me fez parar bem na entrada da cozinha. Havia alguém ali. Retirei devagar o pão de minha boca e procurei pelos cães. Eles sempre latiam quando alguém entrava naquela casa, exceto… Dei passos para trás, lenta e silenciosamente, em direção ao corredor.

Para ele, Kyuubi e Kurama eram dois seres dóceis e agradáveis, como se tivessem real boa criação, de modo que nunca latiam para aquela pessoa. E ali estava, despindo-se de seu casaco caro e o pendurando no cabide do hall, de costas para mim. Engoli em seco, dando passos para trás, quando o vi seguir para a minha direção, provavelmente querendo ir ao quarto do dono, despertá-lo. Corri para a escuridão, escondendo-me ali, e pedi mentalmente que ele não me visse.

-Estranho… - ouvi-o sussurrar enquanto caminhava. - Por um segundo, eu pensei ter visto uma pessoa aqui… - ele estava chegando perto de onde estou escondido e isso fez minha alma gelar completamente. Não posso ser visto, não ainda, não agora e muito menos pela pessoa por quem sou apaixonado. - Será se… - eu vi sua mão tocar a parede.

-Naruto? - a voz do dono ecoou pela casa e prendi minha respiração. - O que faz aqui a esta hora, homem? - pelo reflexo no vaso de metal que está sobre uma mesinha diante de mim, eu vejo os dois se abraçarem num cumprimento.

-Criatura, já é mais de oito da manhã. Só porque está nublado, não significa que é cedo! - por Deus, oito horas?! Estou quatro horas atrasado. - Tínhamos um compromisso, se lembra? - ele riu ao soltá-lo e os dois seguiram para o quarto do dono.

Quando ouvi a porta se fechar, inclinei-me sutilmente para o lado a fim de verificar se realmente estavam lá dentro. Coloco o pão na boca de novo, salto para a parede e alcanço o alçapão do sótão, puxando o suficiente para garantir a minha passagem silenciosa, sem permitir que a escada descesse completamente. Fechei com cuidado e fui para o lado direito da pilha de livros, onde está o segundo alçapão. Abri com cuidado uma brecha.

-Sim, sim, é verdade, eu me esqueci disso. - o dono seguiu para o banheiro e eu sorri discretamente ao vê-lo se sentar na cama, relaxado. - Que bom que ainda me serve dessa forma, Naruto. - é o nome mais doce que já ouvi na vida. - Só uns minutos, por favor.

-Claro, Gaara, para você, todo o tempo do mundo. - riu baixo e começou a olhar em volta, como se procurasse por algo. - Diga-me, Gaara, essa sua cobertura tem fantasmas?

-Por que a pergunta? - falou de lá de dentro.

-Acho que vi um quando entrei, mas não tenho certeza. - deu de ombros. - Pode ser coisa da minha cabeça também, já que ontem eu vi um filme de terror e eu vi uns malassombros lá em casa também. - ouvi o riso estranho do dono.

-Está vendo coisas, meu caro, a única alma assombrada que existe aqui é você. - zombou ao sair do banho. - Não há mais ninguém nessa casa, só eu. - tenho certeza que esta indireta foi lançada para mim, pois sabe que eu estou bem aqui, ouvindo tudo.

12 de Junho de 2019 às 23:55 0 Denunciar Insira 1
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