Sinister Winter Seguir história

doomlich Giulia Albuquerque

Os Vingadores não mais existem após a morte do Capitão América contra Thanos. A SHIELD, sob controle de Alexander Pierce, quer passar o escudo para um homem muito diferente de Steve Rogers, John Walker. Bucky Barnes não quer isso, e vai tentar impedir à qualquer custo com a ajuda (ou não) de uma jovem peculiar que a vida jogou para cima dele… Literalmente. 🏃🏍️ ★ Bucky Barnes, o "Soldado Invernal" pertence à Marvel, assim como todos os personagens ligados a "Capitão América" e "Vingadores". Já a OC, obviamente pertence a mim. Foi adaptada há uns anos de uma personagem que criei em 2002, então esperem alguma complexidade ✩ Reboot de Sinister Winter (05/2016) ★ Iniciada no Wattpad em 25/05/2019 ✩ Universo alternativo com elementos da Terra-616 e do UCM ★ Atualização semanal (sábado ou domingo) (admito que fiz a capa com o IMVU)


Fanfiction Comics Para maiores de 18 apenas.

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01

[Nota: colei o capítulo aqui e a formatação saiu zoada. Tentei corrigir algumas vezes e espero que agora tenha ficado ok como os capítulos seguintes. Agradeço pelo apoio!]



parte I

o escudo


Muita coisa havia acontecido em pouco tempo, desde que James Buchanan Barnes descobriu que a vida não precisava mais se resumir a perseguir e eliminar alvos. Antes disso, muita coisa havia acontecido, mas em muito tempo.

Em um dia, James era o Soldado Invernal, a mão de metal que agia em nome da inteligência soviética, a KGB; em outro, a HIDRA era quem o controlava. No passado mais distante, Bucky Barnes era o braço direito de Steve Rogers, o Capitão América; agora, no século vinte e um, no entanto, não passava de um fugitivo, um bastardo da América.

Bucky não esperava que fosse viver tanto. Esperava ser lembrado como um dos companheiros do Capitão América, o supersoldado que lutou por seu país e pela liberdade na Segunda Grande Guerra. Esperava ser lembrado como integrante do Comando Selvagem. Ser lembrado como um herói de guerra. Não tinha uma clara ideia, porém, de que uma guerra poderia mudar para sempre seus planos e sonhos - ou apagá-los. Bucky morreu. Então, surgiu o Soldado Invernal. Mais pessoas morreram, muitas por suas mãos. Bucky nunca desejara aquilo, não desejara se sujar tanto de sangue. Mas o destino não estava em suas mãos.

Até agora.

"O que Steve faria?", perguntava-se sempre que uma situação complicada surgia, desde que seu velho amigo o tirou do controle da HIDRA. Steve Rogers foi seu ponto de controle desde que descobriu que James - ou Bucky - ainda estava vivo. De alguma forma, a vida foi surpreendentemente boa ao fazer com que os dois amigos se reencontrassem após tanto tempo. Contudo, a mesma vida já havia dado provas de que jamais seria tão boa com James sem que algo ruim tivesse que acontecer depois.

Steve Rogers estava morto há quase um mês. Seu único amigo. Seu velho amigo. Aquele que acreditava em sua redenção. Morto como um herói, para salvar a humanidade - que para James não era lá tão boa, mas o ex-sargento entendia que havia pessoas que mereciam ser salvas. Ele mesmo não era uma delas. Não depois de tanto tempo, e ainda assim, Steve foi seu herói.



Nova York, 15 de dezembro

James caminhava em silêncio. Não fazia qualquer barulho, mesmo nas escadas. Fora treinado para ser furtivo; não ser notado era mais que um dever, não importava a situação. Agora não poderia ser diferente, ainda que o apartamento para o qual estava indo estivesse vazio. Cuidado era essencial, afinal, não queria que qualquer vizinho suspeito o encontrasse na porta do apartamento que fora de Steve Rogers. Não que alguém fosse reconhecê-lo, afinal, utilizava um disfarce holográfico - uma das funções de seu braço robótico. Caso alguém o visse, quem desconfiaria de um idoso?

Não demorou a chegar. Havia poucos andares no prédio, sendo uma construção humilde. Ao chegar no 304, James retirou do bolso da jaqueta uma chave, com a qual abriu a porta do apartamento, sempre evitando fazer barulho. Ao entrar, trancou a porta e logo fitou o apartamento.

Era noite. Acender a luz atrairia a atenção de quem visse de fora, já que mesmo sendo um "esconderijo" secreto de Steve Rogers, um: não o era para a SHIELD; e dois: Steve já não estava mais entre os vivos. James, então, retirou do outro bolso uma pequena lanterna. Acendeu, logo começando a vasculhar o cômodo.

Contudo, não se demorou. Primeiro por ter encontrado o escudo sobre a mesa da sala; e segundo, por ter recebido um disparo de taser no braço esquerdo.

— Mas que diabos...? — irritado e agora sem o disfarce por conta do dano no braço robótico, James arrancou o dardo do braço e voltou a lanterna na direção de onde saiu o disparo.

—James Buchanan Barnes. Ou devo chamar de Bucky? — disse uma voz masculina vinda da escuridão. A luz não demorou a encontrar o rosto de Nick Fury, que estava sentado no sofá da sala, de maneira displicente com a taser em uma das mãos, arma que ele guardou em seguida. Fez sinal para que James abaixasse a lanterna.

— Barnes soa mais profissional. — respondeu o ex-sargento Barnes, recuperado do susto, caminhando de maneira confiante até a mesa antes de desligar e guardar a lanterna. Apesar da segurança que exibia, estava cauteloso. Não esperava encontrar alguém ali, principalmente Nick Fury. — O que faz aqui?

— O que eu faço aqui? — Fury se levantou. — Alguém precisa tomar conta disso. — o ex-espião indicou o escudo vermelho e azul com uma estrela branca ao centro que estava sobre a mesa.

James olhou do escudo para Fury, e então de Fury para o escudo. Suspirou.

— Se acha que vai me impedir de levá-lo... — James começou dizendo, mas Fury o interrompeu.

— O escudo tem que estar com a SHIELD amanhã, Barnes. Eu sabia que você apareceria, então estou aqui. Precisamos ter esta conversa.

O velho amigo de Steve encarou o homem de tapa-olho com firmeza. Cruzou os braços, sério, pensando em todas as saídas que teria daquela situação. Como quem estava ali era Nick Fury, James sabia que não tinha muitas opções.

— Por isso algo me diz que nem mesmo você deveria estar aqui. Sabe que não quero conversar. — disse o homem de cabelos escuros presos pela metade em um rabo-de-cavalo. O tom era de questionamento, apesar de não ser uma pergunta.

Mesmo no escuro, James viu um breve sorriso de canto na face do antigo diretor da SHIELD.

— Ambos sabemos que, apesar de toda a merda que aconteceu, Steve confiava em você. — começou Fury, também cruzando os braços. — O problema é que a SHIELD não confia.

— E você confia?

— Não sou a SHIELD.

— Mas quer me impedir.

— Você é um foragido, Barnes. O escudo não pode ficar com alguém que matou pela KGB e pela HIDRA. — o único olho visível de Fury fitava James com tanta intensidade que o velho amigo de Steve Rogers poderia se sentir desconfortável, se já não tivesse lidado com verdadeiros inimigos antes.

— John Walker é louco, e ainda assim, a SHIELD quer o escudo com ele. — respondeu James, determinado. Fury se manteve inexpressivo. — Steve nunca permitiria isso. Eu não vou permitir isso.

Nick Fury pareceu pensativo por alguns segundos. Como James podia estar sabendo da escolha da SHIELD para o novo Capitão América não era bem uma surpresa, mas aquilo poderia colocar mais pessoas em risco. Alguém que não estava presente.

— Você não está em condições de impedir alguma coisa. — só então o ex-diretor da SHIELD arqueou uma sobrancelha.

O ar cético fez com que James cerrasse os punhos algumas vezes, com uma expressão rígida. Houve silêncio por alguns segundos, até que James decidiu quebrá-lo.

— Se queria me motivar, Fury... — respondeu James, lançando um breve olhar ao escudo vermelho e azul que estava sobre a mesa. — Conseguiu.

A mão esquerda mal tocou no escudo do Capitão América e logo o arremessou contra Nick Fury, que foi atingido e jogado para trás, caindo sobre o sofá em que estivera sentado alguns minutos antes. O escudo ricocheteou, indo do alvo à parede direita e, então, retornando ao homem que o arremessou.

O ex-espião sacou a pistola. Quando destravou e disparou, James já estava com o escudo no antebraço direito, protegendo-se dos tiros enquanto andava para trás. Ao notar que o homem de tapa-olho não perderia tempo atirando contra um artefato de vibranium, o ex-sargento Barnes decidiu se virar e correr, colocando o escudo na frente do corpo para se proteger e resistir ao impacto, tanto de quebrar o vidro da grande janela quanto de cair no asfalto. Alguns projéteis ainda o pegaram de raspão, mas nada capaz de machucá-lo. Logo tudo o que James via era o chão se aproximando rapidamente.

2 de Junho de 2019 às 23:43 0 Denunciar Insira 0
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