Você é a Capitã Marvel? Seguir história

sophiagrayson Sophia Grayson

Era um dia normal de verão, Billy Batson acabara de sair da escola e seguia para uma loja de conveniência para comprar alguns gelados, acabando por se envolver em um assalto. Mas não esperava que uma certa heroína popular fosse aparecer.


Fanfiction Comics Todo o público.

#crossover #drama #dc #marvel #Shazam #Capitã-Marvel
Conto
1
3.4mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo Único - Você é a Capitã Marvel, né?

Era um dia quente de verão na Filadélfia, o Sol estampava os céus e não tinha pena de nenhum ser vivo que morava na cidade logo abaixo. Um menino de por volta de seus doze anos se arrastava na calçada, no qual parecia emanar ondas de calor, poucos metros da escola que recém saíra.

Usava um casaco amarado na cintura – o mesmo não sabia o motivo de ter levado aquilo em plena sauna que estava sendo o dia – camisa azul claro empapada de suor, calças jeans desbotada e tênis em uma cor que deveria ter sido preto um dia. Seus olhos azuis brilhantes estavam cansados e um pouco escondidos pela quase-franja negra grudada na testa, em seus ouvidos estavam os fones que transmitiam uma música japonesa qualquer de sua playlist. A única coisa que desejava era ir até a loja de conveniências que não era muito longe dali – isso se sobrevivesse sem ser cozinhado – e ir para casa, tomar um banho com a água mais gelada que tivesse, e fazer o dever de casa com o ventilador em cima dele.

Se esbarrou em uma e outra pessoa acidentalmente pela atenção estar nas nuvens. Queria ter ficado em casa. Não era um bom dia para fazer as coisas normais do dia a dia, só ficar o máximo de tempo parado para evitar que a temperatura do corpo aumentasse e como consequência ficar desidratado de tanto suar. Mas ele tinha que ter ficado em recuperação em matemática. Uma pena que a sabedoria de Salomão só era presente quando ficava em sua outra forma.

E para piorar nem carona da Mary teria. Ela iria ficar até um pouco mais tarde na faculdade. Suspirou, sentido todo suor escorrendo pelo corpo desgastado.

Depois do que pareceu uma eternidade, Billy finalmente chegou a loja de conveniências do bairro. Simples e pequena, mas muito organizada e aconchegante. Levantou uma sobrancelha quanto viu que estava um pouco mais lotada, estranhou, pois, sempre era calma. Levou a mão a maçaneta e abriu a porta, soando o sininho de entrada e logo sendo agraciado pelo frescor do lugar. Ar condicionado. Se sentiu como se estivesse no paraíso. Então era por isso a quantidade elevada de pessoas.

Entrou e fechou a porta com cuidado. Andou com passos largos até a ala com frigobares. Desejava que ainda tivesse sorvetes, pois senão teria sido uma viagem e energia perdida. Queria também levar para seus irmãos. Um pequeno doce para melhorar a vida nesse calor infernal.

Abriu um sorriso quando viu que ainda tinha alguns gelados. Pegou uma cestinha ao lado e foi até a maquina. Próximo estava uma mulher loira e alta com um ar arrogante. Vestia roupas que cobriam todo o corpo, como casacos e calça moletom com botas. Muito suspeito. Mas pouco se importou. Ainda tinha uma pequena fila para enfrentar na saída para pagar pelos produtos.

Mas a Lei de Murphy estava ao seu lado. Segundos depois ele escutou gritos de algumas das pessoas. Virou-se de lado tirando os fones e fazendo uma careta logo depois.

Ele. Tinha. Atirado. Pedra. Na. Cruz. Só pode.

Basicamente dois adolescentes armados tinham entrado e anunciado um assalto. Um cliente já estava no chão – muito provável que tentou reagir – e uma mulher chorando ao lado. A moça que ficava no caixa estava em pânico não sabendo ao certo o que fazer. O restante dos clientes rendidos por um dos meliantes, enquanto o outro estava no caixa.

Billy queria muito saber como tudo isso aconteceu poucos minutos dele ter entrado. “Que Hades!” pensou enquanto bagunçava as madeixas frustrado.

O pequeno menino olhou para os lados procurando um lugar para se esconder e se transformar em seu outro eu. Tinha que agir, afinal ele era um herói. Tanto que estava até na Liga da Justiça.

Felizmente, parecia que os deuses estavam a seu favor. A mulher esquisitona ao seu lado impressionantemente disparou raios de suas mãos nos desafetos. Agora tirava o casaco e revelava parte do colante que escondia. Azul, vermelho com listras douradas e uma estrela. Os cabelos loiros cintilavam e se esvoaçavam e os olhos azuis tinham um aro igualmente dourado nas íris.

- Não hoje bandidos. Não na minha folga – a loira esquisitona disse em bom som, exalando irritação.

Uma pequena lâmpada se ascendeu na cabeça de Billy. Aquela mulher se parecia muito...

Os meliantes assustados com os primeiros disparos de energia tremiam – jamais imaginaram que poderiam se dar de cara com um herói em um dos seus assaltos em bairros – e com a aproximação da outra tentaram em vão atirar. Somente para as balas caírem ao chão, repelidas pelo poder que emanava da super-humana.

Billy arregalou as safiras. Era a Capitã Marvel. Como não percebera antes? Era tão óbvio o uniforme. Que sorte de a encontrar – e azar por causa do assalto – era seu maior ídolo. A admirava muito, acompanhou sua trajetória de Miss Marvel a Capitã Marvel, se inspirando nela. E graças a mesma tinha um nome bacana de herói. Desejava que a outra não se importasse com a homenagem.

Em menos de dois minutos os desafetos estavam presos com algemas que lembravam muito a abraçadeiras. Sabe se lá de onde a Capitã tirou aquilo.

Quando percebeu a aspirante a heroína se retirava do local, talvez para evitar confronto com a polícia e longas conversas, esquivando-se dos agradecimentos das pessoas na pequena loja. Billy rebolou a cestinha em um canto e disparou até a loira antes que perdesse de vista. Depois comprava os gelados.

Como se tivesse a velocidade de Mercúrio, mesmo não se transformando, em um período rápido de tempo, já estava ao lado de Carol agarrando seu punho.

Danvers virou-se de costas, com a guarda levantada pelo acontecimento anterior quase bateu no menino de olhos brilhantes e sonhadores. Sem muita paciência puxou seu punho, largando do aperto.

- O que você quer guri? – perguntou seca com expressão blasé – Tenho mais o que fazer-

- Você é a Capitã Marvel, né? – perguntou o garoto sonhador. Não podia acreditar que estava frente a frente com a Capitã Marvel.

Carol torceu o nariz.

- Eu mesma – confirmou seca, dando as costas para o garoto – Não tenho tempo para isso guri, passar bem – friamente abriu a porta com o sino tocando novamente e deixou Billy em um vácuo doloroso, mas o mesmo não percebia a arrogância da mais velha. Foi atrás da outra.

Saindo da loja de conveniência, a heroína havia sumido. O entristeceu um pouco. Queria muito ter um dialogo com ela. Suspirou, mas antes que voltasse para dentro da loja, olhou para cima e lá estava ela, voando no céu azul castigado pelo calor.

Sem pensar duas vezes, se escondeu em um beco próximo, não iria perder a única chance de conversar com a heroína.

- Shazam! – a voz ecoou, logo um raio atingiu o garoto, transformando-o em um homem adulto com um colante vermelho, um símbolo de raio no peito, uma capa branca bordada em ouro, igualmente o capuz.

Em primeiro momento seu corpo ardeu. Normal para uma recém transformação. Seus olhos azuis estavam elétricos, sua mente doía e sentia o conhecimento erudito fluir. Com rapidez, já acostumado, recuperou-se e lançou voou.

Em segundos estava ao lado de Carol Danvers. A loira foi pega desprevenida. De onde havia saído aquele homem?!

- Capitã Marvel! Capitã Marvel! – chamou o menino adulto empolgado – Por favor, podemos conversar? Sou seu maior fã-

Ela fez uma careta.

- Quem é você? – curta e grossa, mas o Capitão Marvel não percebeu ainda que a outra não queria conversa com ninguém. Mas de certa forma dentro dele uma coisa se quebrou. Como ela não sabia quem ele era? Tinha certeza suficiente que era tão popular como o Superman e Batman.

Mas isso não tirou sua animação.

- Sou o Capitão Marvel! – afirmou orgulhoso colocando a mão no peito teatralmente. A loira arregalou os olhos, mais um pegando o nome dela sem permissão. Mas pouco ligava. Mal ficava na Terra mesmo – Gostaria muito de conversar! Sou seu fã! – uma sombra se passou em seus olhos azuis do menino-homem, ficando triste por um segundo, como que seu subconsciente avisasse de algo – Ah, queria saber senão se importa em meu nome ser em homenagem ao seu. Sabe as outras opções não eram boas e completamente ridículas – arregalou suas safiras e bateu as palmas tendo uma ideia – Também, também, será que pode me dar conselhos – mesmo que tivesse a sabedoria de Salomão, queria muito aprender com a experiência da outra. Deveria ter muitos conselhos bons a dar! – Ah, ah! Que tal eu ser seu sidekick por um tempo? – sentiu a empolgação infantil o dominar – Pode também tirar uma foto comigo? – perguntou com olhos brilhantes.

Carol o encarou com estranhamento a onda de entusiasmo e perguntas, aquele homem é muito doido, parecia uma criança. Que história era aquela? Que ideia ridícula. Tinha que cortar aquilo e logo. Completamente insuportável. Não sabia quem ele era e nem queria saber.

- Pode me deixar em paz?! – afirmou bruta, rolando os olhos impaciente. Capitão Marvel parou surpreso com a frieza – Fique tranquilo, pode usar o nome, não me importo. No momento não quero perder tempo com conversa fiada. Não, não quero um sidekick, e você também é velho demais para isso. Seja rápido com essa foto! – estava no fim do pavio e nem sabia onde vinha essa “gentileza” para tirar uma foto.

Billy empacou com tamanha arrogância e frieza, vendo a real face dela. Finalmente entendo como era ela. Se estivesse em sua forma verdadeira talvez estivesse chorando. Sua heroína era uma babaca. Ou ele tinha exagerado? Tinha sido inconveniente? Ou dito algo errado?

Quando percebeu a loira retirou o celular de suas mãos colocando na câmera. Deu um meio sorriso e Carol séria. Bateu a foto e o celular voltou jogado em suas mãos. Logo sentiu uma ventania, a Capitã Marvel sumiu em alta velocidade.

Umas horas depois já se encontrava em casa, tristonho aquilo de certa forma tinha acabado com seu coração. Sua heroína era uma pessoa horrível. Os irmãos se preocuparam com o baixo astral do moreno. Se reuniram na sala e tomando o gelado que Billy comprou, escutaram toda a história.

- Que mulher babaca! – Darla exclamou chateada, se pudesse teria uma longa conversa com a loira oxigenada. Quem ousava fazer isso com seu irmão?

- Tenho que concordar – Mary afirmou, tinha chegado a pouco tempo, mas escutou tudo. Colocou as mãos nos ombros de Billy, confortando-o – Não se deixe levar pela acidez dessa mulher. Você não fez nada demais. E pelo visto de acordo com o que descreveu, saindo da loja mal se importando com os agradecimentos e fãs como você quando estava normal, ela é dessa forma com todos. É uma arrogante e fútil. A culpa não foi sua, querido.

- Obrigado, Mary – Billy sorriu confortado, como amava essa família, sabia que podia contar com eles em tudo – Pelo menos ela me deixou ficar com o nome.

- Ainda pretende ficar com isso? – Freddy disse com uma pontada de raiva – Depois de tudo que a Capitã fez com você?

- Claro! Mesmo que eu tenha feito uma homenagem a ela, esse nome para minha pessoa tem outro significado. Um melhor que o dela. Não sou como ela, e – riu – as outras opções eram muito ruins demais – os demais riram, isso era verdade.

Freddy fez uma careta falsamente ofendido.

- Isso não verdade!

- É claro que é – afirmou Eugene, arrumando seus óculos, com um meio sorriso nos lábios.

2 de Junho de 2019 às 20:43 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Sophia Grayson Só uma garota que gosta de escrever.

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~