Gênio Infame, Dama Mordaz Seguir história

hunterprirosen HunterPri Rosen

Depois de sofrer uma desilusão amorosa, Maria Carbonell prometeu que nunca mais cairia nas garras de mulherengos traidores — como o seu ex-noivo, William Mitchell. Agora, ela só quer seguir em frente de cabeça erguida, se sustentar sem a ajuda do pai e do irmão que deixou para trás e provar o seu valor numa sociedade tipicamente machista. Cientista e empresário brilhante, Howard Stark não esconde de ninguém a sua incorrigível adoração pelo sexo oposto e não hesita em se envolver com qualquer mulher que cruze o seu caminho. Seus casos nunca passam disso, apenas bons momentos de pura diversão. Howard representa tudo o que Maria jurou evitar e, quando o conhece, a antipatia por ele é imediata. Já ela desperta o interesse do bon vivant logo de cara pelo simples fato de usar saia. Pelo menos, foi o que Howard pensou quando colocou os olhos nos tornozelos de Maria pela primeira vez. A título de curiosidade, ele estava meio bêbado naquele dia.


Fanfiction Seriados/Doramas/Novelas Para maiores de 18 apenas.

#Edwin-Jarvis #Maria-Carbonell #Howard-Stark #hentai #comédia #romance #Marvel's-Agent-Carter
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Infame anúncio

Notas Iniciais:

■ Agent Carter e seus personagens pertencem à Marvel.

■ Maria Carbonell também pertence à Marvel, mas aqui a personalidade dela é totalmente criada por mim, seu passado, qualidades, defeitos, motivações etc. Inclusive, ela não existe nem foi mencionada na série.

■ Capa feita por Miss Queen (Muito obrigada, chuchu!)

■ O enredo é focado em Howard Stark e Maria Carbonell, uma história alternativa sobre como eles se conheceram e se apaixonaram ♥

■ A trama é ambientada no universo da série, tem referências do MCU, mas terá algumas diferenças para adequar às minhas ideias.

■ Cronologicamente, se passa depois da segunda temporada de Agent Carter, no ano de 1948.

■ Dominic Cooper como Howard Stark e Rose McIver como Maria Carbonell. Ele está com 30 anos e ela com 24 no começo da história.

■ É uma comédia romântica porque é meu gênero favorito de escrita mesmo, me julguem.

■ Essa fanfic é postada no Nyah, Spirit, Wattpad e Inkspired.

■ Grupo de interação no Facebook: https://www.facebook.com/groups/1416810001741404/

■ Comentários são bem-vindos ♥




No qual nossa heroína pensa em um ato de rebeldia e encontra uma pedra perfeita para o propósito.



Um quarto alugado no Griffith Hotel é o meu lar doce lar há pouco mais de quatro meses.

Confesso que durante a entrevista com a proprietária e administradora do lugar — madame Miriam Fry —, a despesa mensal me assustou um pouco. Quando ela me alertou que homens não eram permitidos além da recepção, no entanto, me senti confiante e segura.

Distância do sexo oposto era tudo o que eu mais desejava quando deixei a Virginia para trás e decidi me mudar para Nova York. Distância especialmente de William Mitchell, meu ex-noivo-e-maldito-traidor.

Não que eu espere que ele venha me procurar, mas me senti reconfortada por saber que o infeliz será enxotado do hotel caso essa brilhante ideia lhe passe pela cabeça.

Meu pai, Edmund, e meu irmão mais velho, Jimmy, também sairão frustrados se tentarem me arrastar de volta para casa. Eu amo os dois de todo o coração, porém o fato de não terem me apoiado quando rompi o noivado me deixou profundamente magoada.

O isolamento permitido pelo Griffith Hotel foi determinante para decidir fazer dele o meu novo endereço. Imaginei que vendendo as joias que trouxe comigo, conseguiria arcar com o valor do aluguel sem grandes dificuldades até me estabelecer em algum emprego. Mas... doce engano.

Das joias com as quais William me presentou ao longo dos seis anos de noivado — e que enfurnei na pequena mala como forma de indenização por ter sido enganada e desrespeitada por ele —, poucas eram verdadeiras e, mesmo assim, não valiam muita coisa.

Não demorou para que eu percebesse o óbvio. Eu precisava de um emprego com mais urgência do que previ quando deixei minha cidade natal, Richmond.

Para minha sorte, não demorei muito para encontrar uma vaga. Garçonete no restaurante L&L Automat.

O pagamento não era muito animador, mas fazendo hora extra todos os dias e economizando em cada mísero gasto, consegui pagar os dois primeiros meses de estadia no Griffith.

Bem... O problema é que perdi essa fonte de renda recentemente. Porque pedi as contas. Ou melhor, fui demitida e depois pedi as contas. Não faz sentido, porém foi exatamente assim que aconteceu, juro.

Um cliente do restaurante teve a audácia de espalmar meu traseiro com um tapa, como forma de “agradecimento” depois que lhe servi uma xícara de café. Eu ainda estava segurando a jarra e, por puro instinto e indignação, girei nos calcanhares e despejei a bebida fumegante em seu colo. Bem no centro da sua masculinidade.

O grito histérico do homem foi prontamente ouvido pelo gerente, o Sr. Mathias, que saiu de trás do balcão e correu em seu socorro. Tudo aconteceu muito depressa, só lembro que a palavra “Rua!” vociferada por ele me causou um sobressalto de descrença.

Ainda tentei explicar o ocorrido, mas quando vi que era inútil — porque aparentemente as garçonetes têm que aguentar esse tipo de postura desrespeitosa dos clientes —, arranquei o avental, joguei no rosto do Sr. Mathias e, com um dedo em riste, pedi demissão.

Só depois que marchei rumo à saída e comecei a caminhar rumo ao Griffith, o pânico revirou meu estômago. Eu estava desempregada, sem um tostão na bolsa — que aliás, havia esquecido nos fundos do restaurante ao ir embora às pressas — e o próximo aluguel venceria dali a três dias.

Três dias para conseguir um novo emprego que pagasse um salário razoável.

Lembro de ter engolido em seco e diminuído o ritmo dos passos, antes de dar meia volta.

O Sr. Mathias ficou visivelmente surpreso quando cruzei a porta de novo. E furioso, lembro bem.

Com o queixo erguido, avisei que estava ali para buscar minha bolsa e para que ele me pagasse os dias que trabalhei, bem como as horas extras.

Ele riu com desdém e fez questão de lembrar que, como eu havia agredido um cliente e pedido as contas, tinha perdido o direito a qualquer verba rescisória.

Era um absurdo! Ele tinha me demitido primeiro e eu apenas me defendi do cliente nojento!

Ameacei o Sr. Mathias com outra jarra de café, que surrupiei da minha ex-colega de trabalho e que coincidentemente também mora no Griffith, Angie.

Ela passava por perto para servir uma mesa e arregalou os olhos quando viu o que eu estava prestes a fazer. Um brilho nos seus olhos me fez ter certeza que ela estava ansiosa para que eu seguisse em frente com o plano.

Não foi necessário, no entanto. A simples ameaça convenceu o Sr. Mathias a mudar de ideia e me pagar.

De posse de algumas notas amassadas — muito menos do que acredito que tinha direito — e com minha bolsa a tiracolo, ouvi ele gritar que não queria me ver ali nunca mais. Foi quando empurrei a porta e ganhei a calçada mais uma vez.

Três dias para conseguir um novo emprego. E um adiantamento que completasse o valor do aluguel porque aquela mixaria que recebi não daria nem para começo de conversa.

Não seria fácil. De fato, não foi. Três dias voaram. Três semanas voaram também. E nada de emprego.

A Sra. Fry anda descontente por só ter recebido metade do aluguel do mês passado e ameaça me despejar a qualquer momento. Em breve, mais um vencimento virá. Isso tem me tirado o sono porque sinto que será o limite para ela.

Meu melhor sapato está ficando gasto de tanto perambular pela cidade à procura de alguma vaga. Telefonista, recepcionista, atendente em lojas, garçonete, qualquer coisa digna serve. Perdi a conta de quantos anúncios de emprego circulei nos jornais desde que sai do L&L Automat, de quantas entrevistas fiz e de quantos “não” recebi como resposta.

A maioria dos lugares, pede experiência e carta de referência. Coisas que não posso conseguir sem ameaçar meu antigo e único empregador com mais café quente. Algo me diz que, dessa vez, ele chamaria a polícia sem hesitar.

Enquanto a luz de mais uma manhã entra pela janela do quarto, iluminando parcamente o papel de parede florido, me sento à penteadeira e percorro o caderno de empregos com o olhar. Uma caneta em punho e que batuco, vez ou outra, contra o papel.

Marco alguns anúncios e paro, de súbito, em um que chama minha atenção em específico.

Charmoso empresário procura linda arrumadeira para auxiliar mordomo na administração de sua mansão. Preferência por jovens solteiras ou belas viúvas. Nada contra às casadas em busca de aventura. Não é necessário possuir experiência, apenas muita vontade de aprender. Salário generoso e inesquecíveis momentos assegurados. Comparecer no endereço abaixo, em horário comercial.

Preciso ler de novo para absorver melhor o atípico e atrevido texto. Engulo um impropério lá pela quarta vez.

Se a minha situação não se resolver ainda hoje, no entanto, vou passar por lá. Só para dar uma espiada e atirar algumas pedras contra a propriedade, a fim de aliviar a indignação por postura tão atrevida vinda de um empregador.

Talvez não passe de uma piada de péssimo gosto, porém algo me diz que está mais para uma armadilha deslavada, camuflagem para uma proposta muito vil. Com certeza, algo escrito por algum homem obtuso que se julga muito engraçado e no direito de desrespeitar a classe feminina desse jeito.

Pela forma como se expressa, é claro que ele não está em busca de uma arrumadeira. Pelo menos, não de uma arrumadeira.

Como se atreve a colocar proposta tão indecente em um veículo de comunicação sério?

— Argh!

Segurando a caneta com bastante força, faço um círculo no infame anúncio e dobro o jornal com violência.

[...]

Para meu azar e total desespero, o dia se mostra infrutífero. Continuo sem uma ocupação profissional que garanta minha subsistência. A Sra. Fry irá me despejar em poucos dias. Estou perdida. Logo estarei na rua da amargura literalmente.

Um telefonema. Um único telefonema e estou certa de que meu pai ou meu irmão viriam ao meu socorro sem pestanejarem. Não sem discorrerem um irritante sermão antes, é claro...

Então, eu voltaria para casa humilhada e eles me obrigariam a repensar o rompimento do noivado com William. Irredutível, eu teria que aguentar mais e mais sermões, além de desculpas esfarrapadas sobre a virilidade de um homem, por vezes, impedi-los de serem fiéis a uma única mulher.

Não, nada disso é uma possibilidade que eu possa aceitar. Portanto, nada de telefonema. Nem hoje, nem nunca. No máximo, uma carta de vez em quando — com um endereço falso — para não deixar minha família preocupada. Nenhuma linha para William que, a propósito, espero que, a essa altura, tenha morrido sufocado pelos beijos da sirigaita com quem me traiu.

Expiro com força enquanto meu melhor par de sapatos — em verniz num tom escuro de verde e com delicados fechos prateados de cada lado — me leva pelo caminho de volta ao Griffith. De volta à estaca zero.

Homens e mulheres disputam espaço pelas calçadas, veículos buzinam pelas ruas do entorno. É incrível como a humanidade parece cada vez mais apressada e impaciente. Com certeza, um mal do século XX. No futuro, espero que a calma e a educação prevaleçam, ou o mundo estará mesmo perdido.

Minhas mãos apertam o jornal contra o corpo quando um cavalheiro esbarra no meu ombro em sua corrida desenfreada, me desequilibrando. Ele empurra a porta de um banco, enquanto eu detenho o passo e fuzilo suas costas com um olhar nada satisfeito.

— Está perdoado, senhor! Não se preocupe! Eu estou bem!

O sujeito nem mesmo olha para trás, simplesmente desaparece dentro do lugar. É então que olho para o jornal ainda com raiva e lembro do anúncio sobre a tal arrumadeira.

Checo o endereço e, ao descobrir que não fica muito longe daqui, deixo um sorriso enviesado me vencer e sigo para lá.

A necessidade por um ato de rebeldia ganha força.

[...]

A tal mansão fica numa área mais tranquila e nobre de Nova York. Pelo suntuoso portão, avisto um jardim bem zelado que se estende por um longo percurso até a frente da casa.

Conto quatro andares mais o sótão. A pintura é clara, quase num tom pastel, e há estátuas um tanto bregas, na minha humilde opinião, adornando as colunas frontais.

Acredito que também haja uma piscina no lugar, talvez do outro lado do jardim, pois escuto barulho de água ao longe. Além de vozes, risos, copos tilintando. Parece até que está acontecendo uma festa nos fundos.

Um lampejo esguio e rosado cruza as roseiras mais a frente e desaparece sem deixar pistas. Se não fosse loucura, eu juraria que acabei de ver um flamingo.

Lembrando do meu plano, caminho pela calçada olhando para baixo, procurando por uma pedra que sirva ao propósito. Nem muito pesada, nem muito leve, algo perfeito para conseguir acertar uma das vidraças, é disso que preciso.

Quando finalmente encontro e fecho os dedos em volta dela, me reaproximo do portão. E sou surpreendida por um homem bem vestido e me analisando do outro lado das grades.

— Boa tarde, senhorita. Posso ajudá-la?

O tom da voz é muito refinado e soa prestativo, o que me deixa meio sem graça por um momento. Ele é bastante alto e o cabelo castanho-claro está perfeitamente alinhado. Os olhos são azuis acinzentados e os traços do rosto, muito elegantes.

Abro a boca para responder, entretanto nenhum som escapa por meus lábios. É difícil dizer alguma coisa quando se é flagrada numa situação comprometedora. Para piorar, um fogo indicador de culpa queima minhas bochechas.

— Senhorita? — O desconhecido arqueia uma sobrancelha. — Por acaso está perdida por aqui?

De fato, estou perdida sim. A constatação me faz rir de um jeito nervoso.

Esforçando-me para que ele não veja, escondo a mão atrás da bolsa. Mas o movimento, acaba fazendo o jornal, que trazia embaixo do braço, escorregar e cair aos meus pés.

Seu olhar é atraído de imediato para o monte de papel. Juro que vejo certo rubor e choque no rosto do sujeito logo depois.

— Santo Deus! A senhorita veio por causa do anúncio?!

É impressão minha ou ele parece horrorizado? Constrangido? Desconcertado?

Seja o que for, aproveito que ele fica absorto em algum pensamento e me abaixo para pegar o jornal. Infelizmente, me atrapalho e não consigo largar a pedra de uma maneira discreta, então escolho permanecer com ela escondida e me ponho de pé.

— Certamente. Para o que mais seria, senhor...?

Ele volta a si, piscando algumas vezes, e se apresenta:

— Edwin Jarvis, ao seu dispor. — Ao abrir o portão, ele limpa a garganta e comenta: — Imagino que tenha julgado o anúncio um tanto peculiar, senhorita...?

— Maria Carbonell, muito prazer.

Aperto sua mão e balanço várias vezes, nervosa e me sentindo encurralada pela situação como um todo.

Eu não pretendia entrar — Deus! Eu só queria acertar uma maldita janela e sair em disparada antes que alguém ouvisse o barulho do vidro estilhaçado —, mas acabo de me dar conta que respondi sua pergunta de forma afirmativa, disse meu nome verdadeiro e seria muito suspeito voltar atrás agora.

É por isso que respiro fundo e adentro a propriedade assim que ele me dá passagem. Eu posso fingir interesse na vaga e depois desaparecer em segurança. Com certeza posso, será fácil. É só manter a calma e tudo dará certo.

— De fato, foi um anúncio diferente de todos que eu já li — pontuo, enquanto ele me dá as costas por um instante e tranca o portão. — Apenas para esclarecer, Sr. Jarvis, os únicos trechos que me trouxeram até aqui hoje foram: não é necessário possuir experiência e salário generoso.

— Claro! Eu imaginei que fosse o caso. — Ele soa sinceramente aliviado agora. — Permita-me esclarecer que eu escrevi um anúncio completamente diferente deste que a senhorita leu. Era estritamente profissional, asseguro. Por algum motivo, meu patrão julgou entediante, achou que seria engraçado fazer algumas mudanças no texto, ligou diretamente para o jornal sem que eu soubesse e ordenou a edição no último minuto. Eu só descobri a artimanha essa manhã.

Finjo um sorriso e aperto a pedra entre os dedos com mais força.

— Ele deve ser um homem muito espirituoso.

— Sim. Entre outras coisas. — O Sr. Jarvis me indica o caminho rumo à casa. — Me acompanha em um chá, Srta. Carbonell? Assim podemos conversar melhor sobre a vaga de arrumadeira.

Ignorando o nervosismo, dou o primeiro passo. Não posso mesmo fugir agora, levantaria muita suspeita. Além disso, eu não iria longe, já que o portão foi trancado atrás de mim há meio minuto.

A não ser que eu o escalasse... Seria muito suspeito também. Droga! Onde foi que eu me meti?

Sem escolha, procuro manter o sangue frio e sigo ao lado do Sr. Jarvis, enquanto outra pergunta martela na minha consciência.

Onde largar a maldita pedra sem chamar a atenção, sendo que ele está atento a cada movimento que faço?

Tudo o que sei é que preciso me livrar dela antes de segurar a xícara de chá ou estarei arruinada.

De repente, ela parece tão grande e pesada.

29 de Maio de 2019 às 13:05 0 Denunciar Insira 2
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