deodiegolimaa Diego Lima

Um jovem descobre que sua vida está limitada em duas semanas. A humanidade está preste de enfrentar um apocalipse nuclear, que será responsável pela extinção da vida na Terra. A vontade de viver pode não impedir tudo isso de acontecer, mas sua curiosidade pode descobrir os reais motivos da catástrofe eminente. Com suas decisões tomadas, o pior vai ser entender os motivos que o levaram a estar diante da morte.


Ficção científica Todo o público.

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Parte 1 - A notícia

O livre arbítrio nos dá liberdade para fazer escolhas, sendo elas boas ou ruins. Até mesmo nos deixa escolher viver ou morrer, porém, a morte não é uma brincadeira, pelo fato de ser uma das opções. Pessoas morrem lutando para viver, enquanto outras morrem pelo prazer de não existir em um mundo cheio de parasitas, sugando e destruindo tudo em sua frente. Pior do que escolher morrer é não ter outra saída além da morte.
Hoje de manhã, o mundo acordou com a notícia de que está por vir um apocalipse. Não destes que vemos em filmes de ficção ou séries bíblicas, os quais aparecem zumbis, anjos tocando trombetas, poucos sobreviventes e o recomeço da humanidade. Isso é algo real e concreto, o que apavora a todos, porque a raça humana será exterminada da face da Terra.
A evolução humana e tecnológica nos levou estar perante a morte, sem direito a escolha. Enquanto uns comemoram por não precisar cortar os pulsos, outros dizem estar se cumprindo a “palavra de Deus”. Não sou ateu, pelo contrário, acredito em Deus, anjos, céu, inferno, mas também creio na morte e pelo que sei, ninguém conseguirá fugir.
Segundo as reportagens e as publicações de organizações governamentais, será um fim catastrófico e sem escapatória. Devido aos estragos que a humanidade fez na camada de ozônio, a radiação solar está chegando na atmosfera de forma nunca vista. Raios fortes que estão destruindo o Reino Plantae, cuja plantas, árvores e flores fazem parte desta classificação dos seres vivos, responsáveis pela produção de ar puro. A radiação solar está servindo como uma bateria para a radiação nuclear, iniciando um fim nada agradável e que não acaba aqui.

Os homens criaram a arma nuclear, mataram pessoas inocentes, conquistaram poder e agora o que o ser humano criou irá destruir sua própria existência. Fico imaginando como a Srª Morte está feliz nesse momento e quanto trabalho terá.
Daqui algumas semanas ou até quem sabe alguns dias, a radiação solar deixará a energia nuclear, que está dormindo em várias partes do mundo, cem por cento carregada. Seres vivos que habitam perto de lugares com irradiação adormecida, como as cidades de Chernobyl e Fukushima, morrerão rapidamente com suas células sendo degeneradas instantaneamente, feito papel derretendo em água. Diferente de seres que moram em locais afastados da irradiação, pois ela, chegará aos poucos. E como vamos saber quando chegou? Sentiremos o sangue fervendo e correndo nas veias, dando início a degeneração do organismo humano, levando a uma morte lenta e muito dolorida.
Aproveitando o caos que as notícias trouxeram, os ladrões estão iniciando uma onda de roubos. Os cristãos pregam que ainda há salvação, esperança e eu aproveito para pensar o quanto tudo não faz sentido. A morte deveria ser uma escolha ou um destino e não o único caminho. Como se a vida estivesse fazendo um jogo, o qual viver não é uma escolha mas sim um desafio impossível de concluir. Talvez tudo isso que está por vir seja um castigo como o dilúvio ou apenas consequências de ações que se acumulam durante séculos.
O sentimento em meio ao caos eminente é de desespero, mas há também fiapos de esperança caídos pelo chão, acreditando que ainda eu possa viver, porque não quero aceitar que tenho apenas uma opção. Indecisão sempre foi meu ponto forte, sempre tive várias opções para escolher, mesmo assim, sempre demorei decidir, agora tenho uma decisão tomada por livre e espontânea pressão, mas que não quero seguir e acreditar que é um caminho sem ramificações.
Para amenizar toda essa sensação estranha que aumenta em meu peito e o desespero causado pelas notícias, paro de pensar por alguns segundos para tomar um copo d´água enquanto tento chegar a uma conclusão. Preciso fazer uma escolha e vejo dois caminhos. Posso ir atrás de algo que me faça viver, obter sucesso e morrer de velhice ou até mesmo sozinho. Posso também ir até minha família que está longe, para morrer perto deles ou morrer no caminho. Todas as opções me levam a morte, até porque o ciclo natural da vida é cruel e um dia todos morrerão. Mas ainda tem zero virgula e mais um milhão de zeros um por cento de chances de sobreviver a catástrofe.
Pelo que pude ver durante a minha vida, quem morre lutando tem muito mais histórias do que quem escolhe morrer sem enfrentar os problemas, porém, quem morre não pode contar nenhuma história. Isso tudo me faz pensar no que é a morte e o que é morrer. Muitas culturas chamam a morte de Deus, de anjo, o ser responsável por levar as almas na hora certa. Levar para onde? Como definir a hora certa de alguém? Milhões de questionamentos e nenhuma resposta, porque ninguém volta do mundo dos mortos para explicar como as coisas são. Na verdade, não acredito que isso possa ser possível. Isso tudo revelou uma certa curiosidade medonha que não sabia ter, em saber como é o rosto da morte, se é que ela tem um. Será que anda com uma foice?

Estou mais perto de entender tudo isso e quem sabe desvendar todos esses mistérios, afinal, tenho no máximo duas semanas para viver...

14 de Maio de 2019 às 18:30 1 Denunciar Insira Seguir história
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