Uma noiva para Hades Seguir história

luhh08 Maria Luzia

Quem não conhece o deus do submundo? Existe quem diga que ele não possui coração. Hades fez uma aposta com seus outros dois irmãos, Zeus e Poseidon. Se ele não vencesse a aposta teria de arcar com as consequências, essa aposta consistia em um único porém, achar uma alma pura. Os humanos são falhos, matam, mentem, mas no fundo existe amor em seus corações. A dor da perda, o amor pela família, a vontade de salvar todos que podem. Talvez uma alma possa salvar o coração sombrio de um deus, mas isso é apenas um talvez. Jamais coloquem os fins como justificativas dos meios, apenas as irmãs do destino podem arquitetar os caminhos, mas você escolhe o seu. Capítulos todos os dias. *História criada em um universo ficcional que eu mesma fiz, não se apegue as histórias ensinadas. Aqui é tudo diferente..


Fantasia Medieval Todo o público.

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Prólogo

Um dia comum amanhecia mais uma vez, Apollo fazia um belo trabalho ao trazer o sol e iluminar todas as manhãs.

Zeus e Poseidon estavam na sala principal quando Hades entrou, a sala era branca com pilares em ouro e no seu centro uma pequena piscina que servia para observarem a Terra, Poseidon lia um livro de capa amarela e passava a mão jogando a franja do longo cabelo castanho para trás.
Zeus bebia enquanto olhava a Terra, seus olhos estavam fixos em uma pequena praça de uma vila desconhecida onde ele apreciava uma criança pequena brincando com bonecas, seus olhos sempre mostravam presentes e atentos.

Hades caminhava devagar pela sala até se sentar perto dos irmãos, ele observou atentamente o que Zeus via e olhou para Poseidon, o mesmo lhe retribuiu o olhar com um sorriso.
Por muitas eras eles brigaram, mas tudo parecia em paz.

—Posso perguntar o que lhe atrai tanto nesses humanos irmão? —perguntou Poseidon a Zeus que levou aos lábios a taça e deu um gole antes de responder.

—Os humanos são inseguros, eles temem a morte, a vida, mas sabem amar acima de tudo. —respondeu encarando os olhos azuis de Poseidon.

—São meros pecadores, todos eles nunca chegarão a pisar no elísios. Você sabe muito bem disso! —rebateu Hades tentando manter a calma.

—Talvez, mas eu acredito meu irmão que ainda existam pessoas boas de alma pura. —afirmou.

—Sabe muito bem que todos pecam irmão, nenhum deles pode ser bom o bastante. —retrucou Hades.

Aquela altura uma gota de suor escoreu da raiz de seus cabelos negros pelo rosto, Hades era a personificação da beleza. Para um deus soberano do inferno ele tinha feições angelicais e olhos esverdeados, sua pele clara e os cabelos longos um pouco abaixo dos ombros o tornavam um deus muito cobiçado, mas seu coração ainda não tinha dona.

—Se nenhum pode ser bom, que tal uma aposta? —perguntou Zeus colocando a taça sobre uma pequena mesa de madeira ao seu lado.

Poseidon olhou friamente os irmãos e deixou o livro de lado, ajeitou suas vestes e esperou o irmão continuar, estava bem interessado na ideia de Zeus.

—Como assim? Adoraria que explicasse em vez de fazer jogos. —Hades suspirou fundo antes de se levantar.

—Duvido que você ache uma alma pura, se você achar vence se não vai dever favores à mim e a Poseidon. —explicou.

Hades ficou sem expressão aquilo era cruel, Zeus sabia que ele nunca encontraria uma alma pura e de bom coração. Poseidon olhava os dois rindo, parecia ser uma criança mimada.

—O que foi irmão? Está tão pálido. —Gargalhou alto, Poseidon era amável, mas fiel as suas leis e às vezes adorava uma aposta.

—Sabe que isso é impossível? —gesticulou Hades.

—Acredito que não. —afirmou o irmão.

Hades com raiva e cara feia saiu dali, não ousou responder os irmãos. Eles já haviam brigado muito nas eras anteriores e as brigas não eram boas para a Terra. Caminhou pelo corredor dourado até a sala dos portais, abriu uma porta negra com um par de asas brancas e adentrou o local.
Era frio como a morte, a sala escura tinha no teto o céu noturno e mostrava diversas constelações e outros mundos. Uma luz iluminou o espelho azul no fundo e apareceu uma visão do submundo.

Era um local de dor e tormento à salvo apenas pelos campos elísios que ficavam bem adiante nas fronteiras do inferno. As portas do inferno eram guardadas pelo cérbero, o cão e animal de estimação mais amado por Hades, ele julgava as almas a entrarem e não deixava com que fugissem dalí.

Hades vislumbrou seu castelo e atravessou o portal, do outro lado olhou o trabalho de seus servos que o serviam e faziam com que as almas sofressem, para Hades já que os humanos insistiam em pecar eles deveriam pagar de acordo com seus atos. Um cavalo negros surgiu ao estalar de dedos de Hades, e o mesmo o montou. Ajeitou sua capa no pescoço e certificou-se de que estava bem presa, deu a ordem para que o cavalo andasse.

Um dos três juizes Minos era encarregado de julgar as almas, pensando no desafio de Zeus Hades resolveu fazer uma visita a casa do julgamento, a medida que caminhava olhava com satisfação e entusiasmo tudo o que havia feito, o tártaro, os rios do inferno, as prisões e aquilo o fez sorrir.
Chegando perto da casa do julgamento desceu do cavalo e observou a enorme fila de almas a espera, uma dessas almas agarrou o braço de Hades e antes que pudesse lhe responder o deus frio e impiedoso amaldiçoou aquela alma a viver a eternidade nos poços de sangue.
Como sempre ele odiava ser tocado por mortais, ainda mais aqueles que não tinham uma alma boa.
Continuou a andar até as escadas de mármore da casa, assim que passou pela porta Minos veio lhe saudar, vestia vestes negras e possuía os cabelos azuis, carregava consigo o livro dos condenados.

—Senhor Hades. -disse se ajoelhando. —O que traz o senhor aqui? —perguntou.

—Preciso do livro das almas que ainda estão vivas, tem algo que desejo olhar. —Hades falou.

—Compreendo meu senhor, trarei imediatamente. —respondeu.
Minos foi buscar o livro a pedido do deus e enquanto isso, Hades olhava aquelas almas. Pensou consigo o que levaria os humanos a pecarem.

Minos voltou rapidamente, pois ainda tinha as almas para julgar. Entregou nas mãos de Hades o livro dos vivos, um livro dourado na qual era necessário apenas escrever o que desejava para se ter a lista de nomes. Hades ficou satisfeito e sorriu para o juiz que voltou aos seus afazeres.
Saiu dali e se dirigiu ao seu castelo, entrou rapidamente e a medida que caminhava pelos corredores até a sala do trono seus servos se ajoelhavam, ele gostava daquilo. Ser controlador, impiedoso e onipotente, afinal o inferno era seu mundo, sua caixinha de surpresas.

Pandora veio ao seu encontro, ela era a serva mais obediente de Hades, Pandora foi criada no palácio para servir o deus e suprir suas necessidades, mas ela não era desejada por ele e ele não à queria. Pandora sabia ser má e também era uma pecadora. Uma mulher de belas curvas e sempre estava de preto, os cabelos cacheados até a cintura e a pele clara davam um toque a mais à ela.
Hades entrou na sala do trono, uma sala branca com o chão de mármore negro, ao fundo uma escadaria que o levava ao trono vermelho, ele se sentou e olhou tudo. Um espelho que estava na parede, ele com o apontar do dedo indicador trouxe para perto de sí.

Abriu o livro dos vivos e desejou ter uma pena e tinta para escrever, de súbito apareceram no ar. Ele pegou a pena cinza e escreveu delicadamente no livro.
Uma mortal de alma bondosa.

O livro começou a brilhar e as folhas a se mexerem, Hades não podia acreditar no que estava vendo. Rapidamente o livro parou em uma página e nela surgiu um nome Nikaía.
Hades pediu aos espelho que mostrasse aquela pessoa e surgiu uma criança, a mesma que Zeus observava brincar com bonecas.


13 de Maio de 2019 às 01:31 0 Denunciar Insira 122
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