Não olhe para o céu querida! Seguir história

le_leprechaun_ Lucas Pires

Sobre bandas que desaparecem do nada.


Ficção científica Impróprio para crianças menores de 13 anos. © Todos os direitos reservados

#mistério #desaparecimento #investigação #assassinatos #música #bandas #conto #terror #ovnis
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Não olhe para o céu querida!

Você se lembra do disco "Forgotten In Space" da banda C . C (se pronuncia Se dot Se)? Era um disco excelente. Eu lembro que quando ele saiu, todo mundo falava dessa banda. A faixa "Do not look at the sky baby" era fantástica, tocava em todas as festas e era uma das mais pedidas nas rádios. Lembro a primeira vez que ouvi, a energia me contagiou na hora.

Um fato engraçado sobre tudo isso é que, um ano após o lançamento do álbum, não se tinham mais notícias sobre a banda. Haviam boatos de que eles fariam a primeira turnê, mas ela nunca aconteceu. Após mais algum tempo, não se ouvia mais nenhuma das músicas deles por aí e as pessoas simplesmente pararam de comentar qualquer coisa sobre a banda. Como o mundo da música nunca para, logo outras bandas e discos começaram a aparecer e ofuscaram de vez o curto legado do C . C.

Já haviam anos em que eu nem sequer pensava nessa banda. Entretanto, um dia eu estava em um vestiário de uma loja de shopping quando ouvi no box ao lado uma música tocando. Sim, eu tinha absoluta certeza que era uma canção do C . C. Um sentimento de nostalgia inexplicável me apareceu, senti até um calafrio na espinha. Infelizmente quando fui ao outro box para perguntar pra pessoa sobre a música, a mesma saiu muito rápido sem me dar a menor atenção.

Aquele evento me fez relembrar a sensação que tive ao ouvir o "Forgotten In Space" pela primeira vez. Eu fiquei com o trecho que ouvi no box grudado na minha cabeça pelas duas próximas semanas e isso estava me deixando louco. Eu sentia que precisava ouvir aquele álbum mais uma vez, então eu decidi que iria atrás de alguma resposta sobre tudo isso.

Felizmente, eu moro perto de diversas grandes gravadoras. Por mais incrível ainda, eu conheço vários amigos que trabalham nas mesmas. Eu visitei duas dessas gravadoras e perguntei para galera sobre a banda e o álbum. Alguns poucos relatam ter alguma lembrança, na maioria dos casos, se tratavam de lembranças vagas sobre "Do not look at the sky baby", mas no geral, ninguém sabia dizer o paradeiro ou o que tinha acontecido com o grupo.

Foi uma busca árdua, levou mais ou menos dois meses de procura e, a essa altura, eu já estava totalmente envolvido nessa investigação, eu tinha entrado de cabeça na busca de respostas sobre o C . C. Felizmente, uma boa notícia me apareceu: um dos meus amigos músicos foi fazer alguns shows na Inglaterra, enquanto estava lá, aproveitou para participar de alguns projetos em estúdios grandes da região, a sorte é que, em um dos dias de gravação e ensaios, ele viu um homem, um dos produtores da gravadora, com uma pulseira escrito "Forgotten In Space". A princípio, podia não ser nada relevante, poderia ser um nome de qualquer outra banda, música ou algum disco, mas esse meu amigo me fez o favor de perguntar ao homem se ele conhecia o C . C e, após alguma relutância, admitiu conhecer e ser um grande fã da banda. O meu amigo contou a ele sobre o trabalho que eu estava realizando e deu meu contato ao produtor. Alguns dias depois e eu recebo uma mensagem:

"Oi, aqui é o ... (não irei identificá-lo por questões de segurança)

Seu amigo me contou sobre sua busca pelo C . C. Acho que entendo sua situação. Eu também conheci eles a uns anos atrás. Chamaram muita atenção no cenário underground, todo mundo tava falando deles. Eles eram uma banda de punk rock alternativo, diziam que eles eram daqui da Inglaterra, mas na verdade ninguém saberia dizer isso com certeza. Só gravaram um disco, o "Forgotten In Space", planejavam fazer uma turnê para divulgar o disco mas ela nunca rolou, até onde eu sei, só fizeram 4 ou 5 shows em umas casas noturnas privadas de Londres. Um detalhe que pouca gente sabe sobre a banda, e que chamou muita atenção da equipe que esteve envolvida no projeto, é que eles mantinham as identidades em segredo. Soube que, inclusive, eles usavam umas máscaras o tempo todo. O produtor chefe da gravadora achou que seria uma boa, poderiam ser um novo Daft Punk ou algo do tipo.

Como você deve saber, em algum momento, mais ou menos um ano após o lançamento do único álbum deles, a banda simplesmente desapareceu. Alguns conhecidos que estavam envolvidos na produção disseram que eles simplesmente não apareceram mais, até o empresário – que todos descrevem como um sujeito extremamente esquisito, bem mais que a própria banda e suas máscaras - que costumava chegar pontualmente nos dias de gravação, nunca mais foi visto. Os caras simplesmente desapareceram. Tem quem diga que as autoridades foram contatadas, a gravadora estava bem determinada a encontrar os caras, tinha muita grana e questões contratuais envolvidas, mas obviamente nada foi encontrado. Ninguém sabia os nomes dos caras, aonde eles moravam ou se tinham algum parente, eles eram fantasmas.

Bom, isso é tudo que eu sei. Só posso dizer que ainda sou um fã da banda, talvez o último. Escrever esse e-mail me resgatou diversas lembranças boas daquela época. Boa sorte com essa sua pesquisa, se encontrar mais alguma coisa, me avisa por favor.

Valeu e abraço!"

Essa não era o tipo de história que se ouve todos os dias. Era óbvio que algo de muito peculiar estava envolvido em tudo aquilo e pensar nisso só me deixava mais curioso e determinado a procurar mais respostas sobre todo aquele mistério. A boa notícia é que, mais uma vez para minha sorte, o tal produtor tinha encontrado mais informações e me mandou outro e-mail relatando elas:

"Então, sou eu de novo.

Depois de te mandar o último e-mail, eu fiquei realmente muito intrigado e curioso sobre a história do C . C. E a vontade de ouvir o som deles me fez dá uma pesquisada a mais. Por incrível que pareça, eu consegui o contato do produtor chefe que trabalhava na gravadora naquela época, ele foi um dos caras presentes no dia que o grupo assinou o bolo de contratos. De primeira ele não quis falar muito sobre o caso, mas encontrei ele em uma festa de comemoração de um cantor pop e o tal produtor já tinha bebido uns dois copos de whisky – sabe como é né? Não perdi tempo e puxei o papo com ele, não demorou muito pra ele começar a falar.

No começo ele não disse nada de novo, mas acrescentou mais sobre a "personalidade bizarra" dos músicos, principalmente do empresário. Ele disse que os caras praticamente não falavam, a maior parte do contato era feito por intermédio do empresário – o que nesse meio não é algo tão incomum -, mas o que chamava mesmo a atenção, era a sensação de que os caras eram extremamente submissos ao empresário, ele parecia, literalmente, comandar os caras em tudo que eles faziam.

Outro fator importante é a descrição que ele deu sobre as tais máscaras. De acordo com ele, os integrantes da banda usavam macacões bem uniformes e de cores iguais, normalmente azul, prata ou vermelho. As mascaras eram uma mistura de aparelhos de oxigênio com adornos de igrejas góticas. Não consigo imaginar muito bem como seria isso, mas me parece bem bizarro.

Bom, é aqui que as coisas ficam interessantes – ou muito estranhas. Ele começou a falar sobre quando os caras sumiram. Parece que no último ensaio deles, um dos integrantes estava "desentendido" com o empresário. O clima entre eles estava meio estranho e os caras não gravaram praticamente nada naquele dia. Parece que teve uma discussão bem no fim do expediente, a última coisa que se ouviu foi o empresário gritando algo como: o que vocês pensam que vão fazer, nunca vão poder voltar sem eu deixar. O pessoal do estúdio ficou meio confuso com toda a situação, mas esse tipo de excentricidade é muito comum no nosso meio e, convenhamos, os caras só estavam preocupados em quantas cópias o disco iria vender no final.

A questão é que, a partir daquele dia, os caras nunca mais foram vistos. Eles simplesmente pararam de ir aos ensaios e nunca mais foram encontrados em lugar nenhum. Como eu já tinha dito antes, ninguém sabia o nome verdadeiro dos caras e nem onde eles moraram; quando a polícia foi contatada, descobriu-se que o empresário usava um nome falso. Daí a gravadora começou a vender diversas cópias do disco para rádios e lojas, na esperança de recuperar o dinheiro perdido pelo contrato quebrado.

E é aqui que tudo fica muito bizarro mano. E eu nem sei até que ponto eu acredito nessa história. A parada é que um mês depois do tal sumiço, as autoridades começaram a investigar a gravadora. Primeiro eles deram a desculpa de que poderiam haver no local provas úteis para o caso, mas depois começou a ficar muito estranho o tipo de conduta que os policiais estavam tendo. O produtor falou que eles começaram a confiscar todo o material de gravação da banda, inclusive CDs, camisas e folders da turnê cancelada. O mais bizarro é que eles descobriram que isso tava rolando em todas as rádios e lojas que vendiam esses materiais.

Os grandões da gravadora tentaram entrar com algum processo para reverter essa situação. O que rolou foi que agentes do governo – sim, aos moldes dos homens de preto -, começaram a aparecer nas audiências, de repente nenhum juiz queria mais assumir o caso. Chegou num ponto aonde a gravadora simplesmente desistiu e preferiu fingir que nada daquilo tinha rolado.

Bom, daí o tempo se encarregou do resto, ninguém mais comentou sobre a banda, o cenário foi mudando e hoje eles estão praticamente esquecidos. É uma pena, o som deles era realmente muito bom.

Não preciso dizer pra manter esse papo aqui em sigilo né. Não vou nem revelar o nome do cara para não ter que pagar algumas centenas de milhares em processos.

Novamente, espero que tenha mais sucesso na sua busca, se achar algo novo me fala.

Até mais"

Uma banda que desaparece do mapa, agentes do governo coagindo uma gravadora e arquivos sendo apagados da história. Sim, essa história era bem mais louca do que eu imaginava. E óbvio que isso só me deixou mais curioso. Curioso ao ponto de ir atrás dos contatos de alguns dos agentes que trabalharam no incio da investigação. Encontrei duas pessoas, não foi muito difícil na verdade, uma delas era uma agente – que não revelarei o nome pelos motivos já citados – que, felizmente, me atendeu com bastante receptividade. Na época, ela tinha acabado de entrar na corporação, era quase que uma estagiária, auxiliava o delegado da época e entrou na investigação do desaparecimento totalmente por acaso. Ela também me enviou um e-mail dizendo o que sabia, e as revelações que ela me deu fizeram essa história deixar de ser estranha para se tornar assustadora:

"Ninguém me pergunta sobre essa banda a anos. Na verdade eu só fui conhecer eles durante a investigação que teve quando os integrantes sumiram. Eu não sei de todos os detalhes, só um pouco do que eu vi. Já faz tanto tempo que eu nem me importo muito em falar sobre, até porque eu não tive acesso a nenhuma informação privilegiada. Eu só acho que seria uma boa deixar alguma coisa para trás, mesmo que seja apenas um relato dessa história.

Bom, como eu disse, eu entrei na corporação naquele ano. Eu era apenas uma estagiaria, consegui o emprego porque meu pai era amigo do delegado e ela precisava de uma assistente nova. Quando o caso chegou na delegacia, ninguém tinha dado muita bola, todo mundo achava que era só mais um mal entendido e que, em poucos dias, a banda seria encontrada bêbada em alguma casa noturna de um país vizinho. Mas tudo foi bem mais complicado.

Você já deve saber que nenhum dos membros da banda tinha sua identidade revelada e depois de algumas investigações, descobrimos que o empresário da banda usava um nome falso. Isso dificultava muito pois o único parâmetro que tínhamos para as buscas era o rosto do tal empresário. O delegado tinha decido esperar mais uma semana, na esperança deles aparecerem de novo, mas a gravadora colocou muita pressão sob a corporação e ele decidiu investigar logo.

As coisas complicaram quando a gente conseguiu encontrar o bendito empresário. Foi até bem mais simples do que achamos que seria. A partir das fotos que tínhamos do rosto dele, conseguimos divulgar um alerta de procura em todo o país e não demorou muito até alguém identificar ele. Ele era o dono de um celeiro velho no interior., morava no meio do nada e todos que o conheciam diziam que ele nunca teve qualquer envolvimento com música mas que depois de um tempo ele andava meio estranho, até que simplesmente sumiu. Óbvio que todos da região nos bombardearam com relatos de luzes estranhas no céu em cima do celeiro e de uma possível queda de OVNI. Ignoramos tudo isso e fomos entrar no celeiro pra procurar provas.

Sem achar nada de muito relevante para o caso, voltamos para a delegacia com o pouco de evidências que encontramos. E é aqui que tudo fica estranho: no caminho de volta, estávamos o delegado e um outro policial no carro e, quando passamos embaixo de uma grande ponte na divisa do estado, um estrondo forte foi ouvido sobre o teto do carro, paramos imediatamente e fomos ver o que era. Bom, era o corpo do empresário, todo quebrado sob a viatura.

Passamos o resto do dia investigando o lugar, principalmente a tal ponte, não achamos nada. Nenhum vestígio que pudesse indiciar, sequer, que alguma pessoa tivesse estado ali naquele dia. Pra priorar, a equipe constatou que seria muito, mas muito difícil, de alguém ter subido aquela ponte, ainda mais com um corpo de um homem. A autópsia só complicou as coisas, o cara tava com a parte inferior do rosto toda derretida, o legista identificou que ele havia morrido a poucos dias mas não saberia dizer a arma do crime, a questão é que o calor que foi exposto no rosto dele era tão forte, que derreteu parte dos ossos do cranio dele.

E nesse momento, tudo foi por água a abaixo. Eu tinha acabado de sair da sala do legista com o delegado e estávamos discutindo alguns detalhes do caso. Foi aí que os agentes apareceram pela primeira vez – é importante deixar claro que esse tipo de coisa é completamente comum, basta que algum congressista ou político se sinta ameaçado pelos resultados que alguma investigação possa revelar que eles botam o dedo no meio e barram tudo. No primeiro dia eles já chegaram com tudo, levaram o corpo, os arquivos achados na casa do produtor e todos os depoimentos que recolhemos. Nos outros dias, sempre tinha um dos agentes andando pelos corredores da delegacia, ficavam observando- tenho quase certeza que era pra ver se alguém ainda estava investigando. Ninguém se importou muito e logo isso tudo foi largado de mão e os agentes sumiram.

E é isso. Depois que tudo tinha acontecido ninguém mais tinha lembranças sobre aquele caso, acho que até eu teria esquecido se não tivesse participado com mais proximidade. Não saberia te dizer o que de fato aconteceu, na verdade eu nem me importo com isso, mas aposto que tem algo de muito estranho no meio disso tudo. De toda forma, espero ter ajudado."

Por algum motivo esse e-mail tinha me dado alguns calafrios. Eu já não tinha mais muitas esperanças para encontrar outras repostas. Pra piorar, o segundo contato que eu tinha conseguido da delegacia, era de um policial que havia morrido uma semana antes. E pra meu medo, a tal agente sofreu um acidente de carro dois dias depois de me enviar o e-mail. Não sei até que ponto tudo isso estava relacionado, mas era muito assustador.

Eu passei os dias seguintes tentando levar minha vida normalmente, tentando não pensar mais em tudo aquilo. Durante algum tempo eu até consegui, mas sempre vinham na minha cabeça algumas perguntas sobre a história. A questão é que a três dias atrás, eu recebi outro e-mail do meu amigo produtor:

"E aí cara, você andou meio sumido, não me mandou nada sobre a sua pesquisa. Bom, na verdade isso não importa muito agora, aconteceu uma parada muito loca. Lembra daquele produtor que eu te falei? Então, o cara deu uma surtada esses dias, me chamou pra ir na casa dele, tava tudo muito bagunçado, ele me falou que tinha encontrado uma caixa antiga da gravadora e pediu para que eu ficasse com ela. Você não vai acreditar, mas era uma caixa com diversos produtos do C . C. Inclusive, pra nossa alegria - e da humanidade -, o "Forgotten In Space" tava nela também cara. Sim, eu consegui o album! Passei os últimos dois dias escutando ele.

Bom, como eu sei que você estava tão obstinado quanto eu a encontrar esse material, eu decidi fazer uma cópia para você. A parada é que o disco foi gravado em um tipo de mídia muito específica, deve ter sido alguma experiência do mercado fonográfico da época, to tendo que fazer a cópia faixa por faixa. De toda forma, to te enviando em anexo a faixa mas famosa deles. É isso aí, você vai poder ouvir "Do not look at the sky baby" mais vez cara, objetivo de vida 1 cumprido hahaha.

Então é isso cara, eu te mando outro e-mail assim que conseguir copiar as outras faixas. Se cuida."

No corpo do e-mail tinha um anexo chamado "Do not look at the sky baby.wav". Era a música mesmo. Nos primeiros segundos e eu já me sentia como um adolescente ouvindo ela pela primeira vez, era realmente impressionante o efeito de nostalgia que ela causava. Passei os dias seguintes ouvindo ela pelo menos três vezes durante o dia. Uma sensação de alívio indescritível.

Só que agora é o momento do "mas". Eu não recebi mais nenhum e-mail com as outras faixas, isso aconteceu porque o produtor morreu, o outro que tinha entregue a caixa para ele tinha sido internado e a agente tinha morrido também. Eu ainda não sei dizer até que ponto tudo isso tem ligação, mas não posso deixar de sentir a paranoia tomando conta de mim. Eu tenho evitado sair de casa e, principalmente, me mantendo distante da internet. To te escrevendo isso pra que saiba que caso aconteça alguma coisa comigo, não foi por acaso. Mas são as consequências das nossas escolhas não é mesmo?

Eu ainda tenho escutado a faixa nesses dias, é uma das poucas coisas que tem me acalmado. Eu ainda não sei o que de fato aconteceu com o C . C, provável que eu nunca vá descobrir, mas eu percebi o quanto a letra dessa música é profunda, é realmente muito bom ouvi-la. Acho que isso é tudo, eu espero que fique tudo bem. Vou deixar um trecho que "Do not look at the sky baby" para você ver um pouco de como ela é boa. Talvez eu fale com você depois, até mais.


"Yes, I'm lost

I did not arrive here by chance

But chance got me here

I'm a victim of fate

I know how much you love me

And I wish one day is back

Counting the seconds at the speed of light

As I walk through space

But I tell you that the universe is not so good

And that dangers and mysteries are lurking

Until I return

I only ask you

Do not look at the sky baby

Do not look at the sky baby

Do not look at the sky baby"

9 de Maio de 2019 às 11:01 0 Denunciar Insira 3
Fim

Conheça o autor

Lucas Pires Lucas tem 19 anos e é de Brasília. É músico, escritor e, nas horas vagas, desenhista. Utiliza a arte como companhia, como uma forma de se manter conectado consigo mesmo e exercitar sua visão de mundo. Começou a escrever com 14 anos, durante a explosão das 'creepypastas' e, desde então, se dedicou a aperfeiçoar seus métodos de contar histórias. Escreve contos de horror e ficção científica, seu objetivo é usar da sua curiosidade e medo para instigar as outras pessoas.

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