Coração Seguir história

sweet-mary Mary

Coração é uma pessoa como qualquer outra, você poderia olhar para quem está no assento ao lado que Coração poderia estar lá. Que os olhos são as janelas da alma, eis uma indiscutível certeza. Talvez você seja Coração, uma vez que apesar de todas as diferenças que existem entre nós, os sentimentos nos igualam de tal maneira que quando não estamos de um lado da moeda, nos encontramos do outro. Coração nunca acreditou em príncipes encantados, sabia que em sua história seria a princesa, a bruxa e a fada. Algumas histórias de amor que conheceu não tiveram finais felizes, por isso a resistência para evitar o inevitável, pois temia as longas esperas de mensagens que nunca chegam, a dor de ter que esquecer alguém que marcou demais, de recomeçar e se quebrar em tantos pedaços que o que sobrar, se servir para fazer poesia, é de grande utilidade. Coração terá que viver para encontrar um significado mais adequado para o amor.


Poesia Romance Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Coração

Coração é escorpiana. Apesar de demonizarem seu signo, nascer em novembro não tem preço. Tem pose de durona e no fim das contas é uma chorona. Tem uma linguinha afiada, não perde a oportunidade de fazer suas inserções sobre o mundo. Não é lerda nem otária, seu olhar parece desatento até você se acostumar que dentro dessa cabecinha pensamentos mil estão escorrendo como águas de um riacho cristalino.

Coração era café-com-leite nas brincadeiras em grupo. Queria fazer amizades, mas nunca teve lá muita sorte, pois as pessoas de quem gostava saíam da escola, as meninas que a infernizavam eram maioria e tinham o amparo da professora.

Antes das nove primaveras, Coração já tinha autoridade para dizer que infelizmente crianças podem ser cruéis. Agora que é uma mulher, acredita piamente que esse ódio pode ser amor, depende da maneira como os pais criam seus filhos e os valores que são transmitidos. Ainda assim, sofreu na pele o preconceito, a rejeição, a discriminação e a solidão.

Coração nunca perdeu a esperança de que dias melhores viriam. Buscava sair da cama sempre pronta para recarregar o coraçãozinho com a certeza de que em algum lugar poderia brincar, conversar, ser criança. Dentro de sua cabecinha, histórias queriam crescer, os adultos não entendiam nada, o motivo do riso, recriminavam a criatividade que fluía.

Coração, já acostumada a temer, aprendeu a esconder. O choro, o diário. Em matéria de sentimentos, sempre se traiu. Era transparente demais para disfarçar a raiva, a revolta e o que dirá da alegria, e muito mais tarde, do amor?

Coração era menina ainda, amor era coisa de novela, que nojo de beijo. Na boca, então, cruz credo! Deem um desconto, ela tinha apenas dez anos e queria brincar, aproveitar o que ainda restava da infância, porque apesar de ter desejado crescer, como toda criança que quer fazer tudo aquilo que não pode, sabia se satisfazer com as coisinhas mais simples. Com um real conseguia comprar um pacote de pipoca-doce, uma “caçulinha” de framboesa e com o troco pedia bala, vinte centavos rendia o bolso cheio. Quando comprava coxinha, se esbaldava, queria morder bem devagarzinho.

Coração era a menina das marias-chiquinhas feitas com rabicós coloridos. Quem a olhasse correndo pela escola nem imaginaria que tanto sofrimento já tinha sido encarado. Aquele sorriso de criança ofegante que se sentia adulta por voltar para casa de ônibus e fazer fervo junto com a turma no percurso de volta, deixando o motorista quase surdo, nunca foi mentira. Ela era feliz e sabia disso.

Coração gostava de ler e sempre quis ter um cachorrinho. Sempre que queria se sentir bem, colocava Laura Pausini para tocar, às vezes era a sexta Spice Girl, às vezes a mocinha do jornal. Podia tudo no seu mundinho de sonhos. Sabia que não dependia da aprovação dos meninos para ser feliz e ter seu valor reconhecido, porém isso pareceu ser um problemão do tamanho do mundo quando as outras começaram a falar em códigos e andarem por aí com suas agendinhas obesas repletas de segredos que uma “criancinha” como ela jamais entenderia.

Coração tentou ser uma delas. Chegou a encher um sutiã com papel higiênico para parecer mulher. Quis ser mocinha, acordar um bocado altinha. Trazer uma novidade. Não ficar no vácuo. Nada disso deu certo. Todo mundo sabia que ela era reta que nem tábua. As transformações inerentes à puberdade lhe acometeram, mas quando seu corpo estava pronto para recebe-las.

E um dia, quem diria, Coração riria de si mesma por querer ser mocinha... Mas faz parte dessa fase de transição... Por isso é tão importante que as mães tenham paciência de conversar com as filhas sem berros e proibições, pois do contrário elas buscam o referencial em “amigas” que nem sempre dão conselhos para o bem...

Coração cresceu questionando o mundo e pensando naquela palavra pela qual era chamada: PROBLEMÁTICA. Era difícil entender a rejeição se era uma menina como qualquer outra. No auge da incompreensão, o papel foi seu confessionário. Era onde podia chorar de cara lavada, com a caneta empunhada, lágrimas manchando as linhas das folhas de fichário. Ali nada a freava. Nada, nada no mundo.

Coração nem sequer havia ingressado no ensino médio (ou segundo grau, dependendo da sua geração, estimado leitor) e conhecia como ninguém a dor da perda de grandes amigos. Antes fosse uma simples transferência de escola. Era o tal do “até nunca mais”. Por isso parou de ouvir Laura Pausini. Doía demais pensar na infância que se foi, nas pessoas que já haviam deixado verdadeiros buracos em seu coração e levado consigo nessa partida uma parte importante dela que ainda assim não se fechou para novas amizades.

Um dia, por mais que lutasse contra o próprio instinto, Coração se apaixonou...

Por um olhar que a fez corar e sentir as famosas borboletas no estômago. Por palavras afáveis ditas em cartas grampeadas e ao pé do ouvido sussurradas, entre uma escapadinha e outra. Por beijos molhados que levaram embora sua virgindade. Era Coração Contra O Mundo, atos de uma alma intensamente tocada pela paixão, que recebia muito menos do que merecia, mas lutava, por mais que fosse cansativo manter um sonho que num dado momento cabia na palma das mãos. Doou-se tanto que quando a ilusão se desfez, tão pouco de si sobrou.

Coração teve de se retratar com o mundo, recolher o que sobrou da inocência e surgir sorrindo, por mais que no início fosse difícil escutar certas músicas, pisar em certos lugares e engolir o orgulho para pedir desculpas a todas as pessoas que a alertaram de que aquela situação não terminaria bem. Resistiu. A força que às vezes parecia em falta a surpreendia porque nunca a abandonou.

Coração sempre gostou de rock, chocolate, sorvete, pizza amanhecida, Allstar, batom vermelho e brinquedos radicais, de carnaval não, nunca gostou e não é obrigada só por ser brasileira. Estava mirando o parque enquanto o percurso da montanha-russa não se iniciava quando uma linda menina de cabelos cacheados pediu licença para se sentar no assento ao lado dela. Foi difícil dizer não. Aquele sorriso tão sapeca e genuíno nunca saiu de sua memória.

Coração mergulhou num dilema moral assim que conheceu melhor a menina dos cabelos cacheados porque não pôde controlar as borboletas no estômago, o coração que batia mais intensamente e feliz, como se tivesse encontrado sossego depois de uma tempestade, o sol depois de uma temporada de fortes chuvas. Descobriu que era capaz de amá-la tanto quanto amou aquele metaleiro que partiu seu coração. Num primeiro momento abraçou o travesseiro e chorou, pois se lembrava do sofrimento que viveu na 7ª série quando um boato de cunho calunioso fez do seu ensino fundamental um inferno e da forma como o amor entre mulheres era descrito e exposto, parecia abominável.

Coração não queria passar o último ano de escola sendo insultada por pessoas preconceituosas, mas a menina dos cabelos cacheados a correspondia em plenitude. Ambas estavam vivendo aquele sentimento novo e puro. Não era da conta de ninguém. Triste era viver um amor tão sincero que por questões morais e pelo tabu estúpido da sociedade precisava ser escondido como se fosse um crime. E mais triste foi quando aquela garota de alma sensível, que era a palhaça da turma, psicóloga dos amigos e uma namorada como poucos rapazes saberiam ser, se foi. Não para a morte. Tinha sede de vida. Apenas se libertou dos grilhões de um lar permeado de opressão, incompreensão e não quis prender Coração a uma espera que poderia se revelar interminável. Até hoje se põe a imaginar que destino teve aquela garota que respirava música e apesar de não gostar da escola, se interessava em estudar idiomas e poderia passar horas treinando What’s up dos 4 Non Blondes no violão.

Coração já andou de montanha-russa tantas outras vezes ao longo desses anos, mas jamais se esqueceu daquele instante que eternizou uma tarde quente, daqueles olhos marrons que sorriam de todo, acompanhando o ritmo dos lábios, olhos amigáveis, receptivos, olhos de quem também tem uma alma transparente. Em algumas ocasiões, Coração fechou os olhos para rememorar aquele instante que câmera nenhum registrou e apenas em seu coração ficou.

Coração sempre viveu de sonhos, apesar dos pés no chão. Toda vez que seu nome não estava naquela lista, era um ano inteiro que ficava para trás, em vão, enquanto os outros seguiam em frente. A vida lhe mostrava que não era um fluxograma e testava sua paciência. Alguns sonhos necessitam de tempo e calma para que se tornem realidade. Tem quem desista e nunca saiba o que perdeu ou se nutra de suposições. Tem quem insista até certo ponto. Tem quem alcança, por mais dolorosas que sejam as pedradas, por mais humilhantes que sejam as quedas. Elas saem do lugar e chegarão ao topo da montanha quando aprenderem a respeitar o próprio ritmo e não se martirizarem em razão de quem parece estar na frente, quando tudo é questão de percepção. E tem, vale lembrar, quem descubra que alimentou por uma vida inteira um sonho que não era seu.

Coração vinha se sentindo muito só, tão só que poderia ouvir All by Myself na versão da Celine Dion e gritar junto com ela. Estava se sentindo abandonada, visto que seus amigos namoravam e a solteirice a incomodava, a sensação de inutilidade a consumia, por isso as palavras daquele que tinha nome de rei convenceram um coração com forte inclinação a ser durão. Confiou na promessa de que ele tinha vindo para ficar. Que sua busca pelo verdadeiro amor havia chegado ao fim porque alguém estava disposto a fazer dela a moça mais feliz do mundo.

Coração nunca esteve “confusa”, o que viveu anos atrás com a menina de cabelos cacheados era uma lembrança maravilhosa, o envolvimento com ela não foi recalque porque o metaleiro a magoou. Gostar de garotas não é uma “fase”. Coração já entendia que era capaz de amar sem restrições, não era problema, tampouco promíscua, apenas não padecia à caretice de rotular tudo. Antes de qualquer coisa, acreditava nas pessoas, amava-as. E foi sua perdição.

Coração se entregou de corpo e alma. Queria caminhar de mãos dadas no parque com ele numa tarde de domingo e contemplar o infinito verde, conversar sobre qualquer coisa sem medir as palavras para impressionar — o que acontecia quando se tratava dele, dormir de conchinha e escolher o lado direito do peito como seu travesseiro preferido, até mais do que o seu próprio, fazer amor naquele ritmo lento e gostoso de dois corpos que se entrosam bem e se respeitam acima de tudo. Queria que ele almoçasse em sua casa em algum domingo aí. Escrever depoimentos no Orkut. Chamá-lo de amor, fazer a comidinha preferida dele, ser a primeira a lhe desejar parabéns no dia do aniversário, planejar viagens, lhe mostrar seus escritos.

Havia um inconveniente que impedia essa equação de ter uma solução harmoniosa: Coração sonhava sozinha.

Numa tarde de chuva que até hoje faz Coração estremecer de dor, ele pronunciou todas as palavras que um coração verdadeiramente apaixonado não quer ouvir nem na pior das hipóteses. Havia outra pessoa. Da mesma maneira como tudo se iniciou, terminou. Sem mais nem menos.

Coração olhou para a taça de sorvete e não ousou dar uma colherada sequer. Ele inventava mil desculpas para consolá-la e do modo como falava, fazia com que aquela jovem sonhadora se sentisse um erro, pois acabava ter todo o seu amor rejeitado, perdia seu amado para outra, para aquela figura que sempre a faria se sentir inferior, porque não importava o que o mundo dissesse, ela não era o bastante porque ele voltou para os braços de quem o magoou e desfez em pedaços as expectativas de quem queria fazê-lo feliz de verdade.

Era tarde demais para construir castelos, todos estavam sendo destruídos numa velocidade assustadora que aquela que respirava as palavras não sabia fazer outra coisa senão apertar os lábios num risco triste e prender o choro porque não lhe daria esse gostinho, o de se sentir o último biscoitinho do pacote. O olhar dele ostentava serenidade. O dela, rumava sabe-se por lá onde. Buscava, quem sabe, o que sobrou de si.

Coração perdeu o gosto por viver quando descobriu que enquanto abria as portas da alma para o amor, ele só sentia desejo, que a outra ficaria com a melhor parte e ela levaria de tudo aquilo apenas a dor, a rejeição, a pequenez, porque de chorar se cansou, de se perguntar o que tanto a outra tinha que ela não poderia oferecer, se cansou. Das músicas tristes. Das horas em que passou no quarto, vendo a vida passar sem sentido algum, chamando a morte a cada amanhecer. Sem o amor dele não fazia sentido viver.

Era ilusão, Coração. Qualquer um com quem se abria tinha bem claro em mente que ele era um embuste, não fazia por merecer sequer o vapor da lágrima dela, da primeira que antecedia as demais, que a fazia chorar até nos ombros de estranhos, que a fez escrever os poemas mais amargos que foram parar no lixo, que roubaram seu sorriso e sua ternura.

Coração chamou a morte, mas ninguém se vai antes da hora. É vero que alguns, por opção ou não, se vão cedo. É uma questão complicada de explanar. Há quem escolha não amanhecer. Há quem amanheça e jamais torne a anoitecer e nós nunca entendamos os porquês. E há pessoas como Coração, que num dado momento perdem o gosto pela vida e estão pouco se danando para as perspectivas de futuro que os mais otimistas desenham, porque ninguém entende que num momento de dor, palavras não confortam, afinal de contas, alguém lhe prometeu não magoá-la com um sorriso e bagunçou um mundo ostentando o mesmíssimo olhar. Inabalável. De quem controla a situação. De quem não quer, mas não quer que ninguém mais tenha. De quem não sabe amar.

Não é possível precisar quanto tempo se leva para falar desse falso amor sem chorar, calcular os danos de uma ilusão, a dimensão disso num relacionamento futuro. Para os impacientes, que o tempo seja um senhor indulgente. Muitos se tornam um espelho fidedigno de quem os machucou e saem por aí em retaliação gerando mais dor em quem não merece sofrer, mas passa a integrar a estatística nefasta de corações quebrados que jamais tornam a ser como eram antes.

Coração se lembrou de que antes desse embuste tinha muitos sonhos e ainda era jovem demais para erguer a bandeira branca de rendição. Nunca perdeu a esperança de algum dia encontrar alguém que dentre tantas opções melhores, escolhesse ficar. Ficar de verdade. De corpo e alma. Por ela. E enquanto os anos seguiam seu curso, chegando e indo embora sempre ao som de fogos de artifício, caminhou.

Um dia estava muito distante do início. O meio lhe parecia assustador. Suspirou profundamente. Temeu se perder e não se encontrar. Sabia que ainda não estava recuperada. De vez em quando os fantasmas do passado vinham atormentá-la. Se eu fosse linda, inteligente, talentosa, especial, doce, meiga, simpática, carismática, ele teria ficado comigo e não com ela.

Num dia, Coração, que aprendeu com muito custo que poderia amar cada amigo sem rotular nenhum disso ou daquilo, porque os amava de formas diferentes e precisava trata-los com a mesma singularidade, conheceu uma amiga a quem vamos conhecer por Vida.

Vida caminhava transmitindo uma confiança que deixava Coração boquiaberta. Cabeça erguida, passos determinados e graciosos, um sorriso gentil para afagar as preocupações. Elas viviam em mundos diferentes. Poderiam se estranhar ou nunca terem iniciado aquela conversa que se transformou numa troca de contatos e mais adiante em longas horas de confissões, risos, choros e afinidades descobertas.

Vida e Coração não se davam conta de que estavam se apaixonando. Eram amigas. Melhores amigas. Costumavam sair juntas com amigos em comum para comer pizza ao final do expediente. Nada de segredos. Nada de promessas falsas.

Coração sabia que Vida era uma mulher linda, inteligente, empoderada, talentosa, repleta de predicados que fariam qualquer homem que não tivesse uma masculinidade frágil e tornasse-a um arremedo de ser humano desejar fazer dela uma rainha e pensava por qual motivo a amiga estava solteira porque oportunidades não deviam faltar. No meio de mil embustes, sempre tem um achado, ainda que alguns trastes se passem por príncipes para se embriagarem da carência feminina, da necessidade de ser amada a todo custo.

Vida parecia indiferente aos comentários. Recebia cobranças de parentes que a comparavam com alguma prima da mesma idade que se casou, teve filhos, fez um concurso público e está “com a vida feita”. Ela ouvia, mas aprendeu a acatar apenas os conselhos que valessem a pena. As pessoas não têm histórias iguais, é uma idiotice prescrever para mim o que deu certo para você, por exemplo, nós somos diferentes, temos nossos conceitos de verdade e meios diferentes de alcançarmos nossas metas, merecemos respeito.

Coração quebrou um tabu: chegou aos 30 anos solteira e sem filhos. Não ganhou um carro aos 18 e nem se formou aos 21. Recebeu o diploma aos 29 e só aprendeu a andar de saltos a poucas semanas da formatura, para desfilar naquele anfiteatro onde as pessoas mais importantes da sua vida estavam de pé nas fileiras do meio a aplaudindo com os olhos úmidos, porque sabiam de tudo que ela teve que passar para estar ali. E Vida estava. Não naqueles bancos estofados de veludo, apesar de querer, mas lhe mandando mensagens de áudio, se fazendo presente e encurtando a distância.

O tempo foi se passando e o amor crescia protegido pela amizade, que o tornava ainda mais verdadeiro. Vida fazia Coração se sentir em casa, como uma adolescente que encontra o primeiro amor, mas sem aquela revolta de se virar contra o mundo, e foi por conta de uma xeretada no Instagram que a conversa entre amigas se tornou um pedido de namoro.

Coração revirava o guarda-roupa, indecisa sobre o que usar, agoniada por nunca encontrar uma peça que a agradasse e recebeu o melhor conselho do mundo: vista-se como a Coração que a Vida conheceu e se apaixonou.

Desde então, Coração e Vida estão juntas de verdade, encarando todas as responsabilidades de um relacionamento adulto, maduro, onde a reciprocidade é o norte do amor, de um amor que cresce a cada dia porque é um querer mútuo. Elas poderiam dizer que depois de tantos desencontros com pessoas que partiram, viveram o merecido final feliz...

Sim, estou de acordo... e elas formam um casal lindo, se me permitem dizer... mas agora buscam mais do que declarações esdrúxulas nas redes sociais e a realidade repleta de brigas, traições e hipocrisia... Vida e Coração estão descobrindo o que vem depois do final feliz.

4 de Maio de 2019 às 03:34 0 Denunciar Insira 3
Fim

Conheça o autor

Mary Curitibana, futura jornalista, escritora em constante progresso, escorpiana com ascendente e lua em peixes. Apaixonada por todas as singelezas da natureza, onde se encontra o olhar compassivo de Deus. Em matéria de livros, filmes e músicas, minha lista tende a crescer, mas sempre há aqueles que têm um espacinho especial no meu coração. Prazer, eu sou a Mary.

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