Epílogos de Ayumi e Lola Seguir história

atherabeckman Ruana Aretha Beckman

Ayumi é uma elementalista recém formada na escola de magia Nebrasca e juntamente com a sua leal pet Lola, encaram seres espirituais e lugares bizarros, desvendando e enfrentando seres com a força dos elementos e pelo seu amor a natureza.


Fantasia Todo o público.
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Primeira confusão

Despertava em uma manhã fria e cinzenta, havia uma mensagem desesperada no meu celular.

-Venha na mansão Acaretê nessa manhã, precisamos de ajuda imediata. Desconhecido.

A minha filha quatro patas me olhava com uma face confusa, e fazia menção com a cabeça de pergunta.

-Lola, eu sinceramente não sei do que se trata nessa manhã tão fria, poderíamos continuar dormindo, mas acredito que surgiu algum imprevisto.Disse preocupada.

-É sábado! Não acredito! Trabalhar no sábado!.Eu dizia cada vez mais revoltada.

Prostro-me a escrivaninha para pensar no que estaria para ver na mansão, vejo alguns livros sobre mansões, para me recordar de feitos passados. Devo usar o vestido preto com detalhes Adamms, sempre adorei aquele vestido, mas em ocasiões especiais, vai que eu encontre o Dorian Grey, gostaria de estar a sua altura.

Um banho quente naquela manhã fria para despertar todos os meus neurônios cansados de uma semana intensa de problemas, resolver o problema dos outros também é complicado, ainda mais quando não se é gente normal, poderia escolher outra área nessa esfera espiritual.

O vestido é leve e solto no meu corpo, não costumo gostar de nada muito apertado, e meus cabelos na altura do ombro, negros e lisos, tingem a minha alma gótica, mesmo que eu não costume usar maquiagem, porque não gosto de ficar horas na frente do espelho, prefiro a minha face fantasma. Encontro o meu all star com a minha meia preferida de star wars, o calço e agora é a hora da ação.

-Lola, vamos! Está preparada para ação de hoje? Fique nas sombras, pois pode ser que eu precise da sua ajuda, mesmo que sejas somente na extrema necessidade. Disse entusiasmada.

Lola assentiu com a cabeça. Quando de repente ao sair de casa, minha tia Louis encontra-se com um olhar sombrio fora de casa. É uma senhora com 1.70 de altura, de corpo mediano, cabelos lisos negros e com pontas cacheadas, estava com vestido florido e de salto baixo, com toda essa descrição não fazia sentido o olhar mais frio que aquele dia.

- Tia Louis! Tão cedo por essas terras, o que há? Disse confusa.

-Ayumi, você recebeu a mensagem? Tem certeza do que vai fazer? Disse tia Louis em tom sério.

-Tenho sim, estudei anos em Nebrasca para tal feito, me especializei em Arroios e continuo com estudos paralelos no norte de Nevada.Disse elegantemente.

-Certo,então lhe acompanharei para ter certeza do que diz.Disse Tia Louis pensativa.

Tia Louis queria ter certeza do que iria acontecer naquele dia, eu não apresentava nervosismo ou pelo menos não queria pensar que estava nervosa. Sorri levemente para a Tia Louis enquanto chamava o seu chofer que tinha ido atrás de um café na esquina para ela. Creio que esse amor pelo café seja de família, porque não sobrevivo sem cafeína, é um ato comum na família Ficiani.

Entramos no carro, foi aproximadamente trinta minutos de distância, Lola se agitava quando chegávamos na rua próxima, haviam muitas casas com energias estranhas e sinistras por ali, talvez tivessem mais casos, ou era uma cidadela com o caos implantado.Eu realmente não sabia nada sobre aquela cidadela chamada Nandes, mas era muito quieto por ali, parecia que a vida estava sumindo, ou já desaparecerá há tempos.

Haviam muitas mansões e casas pequenas, todas quase no mesmo formato, o que mudavam apenas era o tamanho, casas no estilo gótico provinciano, sempre adorei esse estilo, mas a minha casa tinha o estilo gótico moderno, senão realmente a vizinhança dali, viria jogar fogo em mim, para não causar temor na sociedade preciso me infiltrar mediante a externalidades.

Houve uma freada brusca , mas eu e a Lola nos abraçávamos e pudemos nos assegurar também com o cinto de segurança.

-Chegamos!Dizia o chofer doido da minha tia Louis.

-O senhor não precisava matar a gente de susto!Disse em tom ofegante.

-Vou aguardá-las por aqui. Andem cem metros e encontram a casavam,vim por aqui ontem, por isso sei onde é. Dizia o chofer em tom preocupado.

-Eu sei Tom, pedi para você visitar o local, mas não se preocupe,segundo a minha sobrinha, ela é séria no trabalho que faz.Tia Louis disse em tom de afirmação para o chofer doido.

-Vamos Lola para mais um trabalho da dupla trevosa!Disse em tom contente.

Um pequeno bosque a frente, parecia vivo na entrada, mas com a sinuosidade das árvores ao fechar o caminho, parecia que elas respondiam a energia sombria da casa a frente. Toquei no solo, e ele também parecia triste, o som das folhas mal se ouvia, ventos por ali não chegavam, e penso na harmonia do resto, animais por ali não se via.

Ao caminhar, vejo um menino correndo dentro do pequeno bosque e o chamo.

-Ei menino, o que faz por aqui? Perguntei confusa.

Tia Louis me olhava perturbada quando avistou o menino, e disparou algo no ar, que não conseguia ver o que era. Penso que era uma espécie de bolha no ar, para que nenhum elemento fugisse dali. O menino corria em direção a mansão e entrou, possivelmente era um espirito morador da casa e o encontraria depois, não iria correr como uma frenética louca atrás dele como nos filmes de terror. Era uma mansão de três andares, no último haviam muitas cortinas cinzas, tinha um sentimento asco daquela mansão. Pedi proteção aos elementos.

-Peço a ti mãe terra, mais conhecida como Gaia, que me segure, a ti pai dos céus, grande Kulkucan que aplaine meus pés, peço a ti Iemanjá, a benção das águas em minhas mãos para purificar tudo que não seja deste mega universo de seres que internalizam luz, grande senhor Hórus e Rá me guiem dos céus e me mande energia da maior estrela. Clamei a meus celestes.

Quando no terceiro andar ouço uma risada estridente e surge uma energia negra na janela do meio. A minha magia era dos elementos e cada luta eu ansiava por um celeste, mas nesta luta precisava de muitos, pois o solo e as árvores já haviam conversado comigo, o teor da energia nos elementos era conciso e trépido.

Minha tia Louis resolveu me esperar do lado de fora da casa,parecia que ela esperava por algo do lado de fora.Pedia a Lola para ficar ao lado da minha tia, caso precisasse a chamaria, e então fui caminhando em passos largos para a mansão.A porta era enorme, com muitas vidraças, já penso em como seria difícil limpar aquelas janelas e retirar toda aquela poeira,ainda bem que tomei antialérgico antes de rir para cá,ao abrir a porta quase encontro o homem aranha de tantas teias no meu cabelo,espero não encontrar nenhuma aranha marrom por aqui ou pior alguma cobra peçonhenta,sinto arrepios somente ao pensar nisso.

Havia uma escadaria belíssima a frente, já previa fotos mentais com vestidos de época ao lado do Dorian Grey,ri por um breve momento até avistar no lado esquerdo da mansão, algo que parecia um jardim de inverno e lá estava o menino sentado ao lado de um musgo, cabisbaixo e de rosto sómbrio.

-Olá, o que faz aqui moça? Dizia o menino.

-Venho a trabalho menino. E quanto a você?Disse em tom intrigante.

-Eu gosto da solidão da casa,me atraiu,mas infelizmente os moradores recentes dessa casa não me deixam descansar.Dizia o menino cabisbaixo.

-Você deve entender que não faz mais parte desse plano espiritual, deves ascender menino.Mas porque continua preso nessa casa? O que lhe prende aqui? Perguntei.

-Eu sou o protetor dela,durante séculos me mantenho aqui, as raízes dessa casa pertencem a mim,a minha família povoou essas terras.Dizia o menino em tom de frenesi.

-Peço a ti que suas raízes espirituais sejam cortadas dessa casa, não quero lhe fazer mal, mas soube que estavas querendo fazer mal a essa família, então devo te cingir com escrituras faladas.Eu dizia em tom sério.

-Você não pode fazer isso...Dizia o menino em tom cada vez mais sómbrio.

-Profiro palavras de sabedoria espiritual, te conjuro grande sabedor Rá,guie a luz a esta figura, emane calor a esta alma impura ...Clamava.

Quando de repente o menino passou rindo ao meu lado correndo para o terceiro andar.

-Ayumieeeee, venha aqui agora,ele vai proferir as trevas.Gritava a tia Louis.

O menino estava no telhado da casa proferindo em tom ofegante e conjurou lá mesmo uma figura negra enorme,parecia uma sombra mas havia mãos cadavéricas e a sua energia cósmica de outro plano astral emanava sofrimento e dor.Meu olhar se tornava enrijecido a cada dor que aquela natureza dali gritava, eu pude os ouvir quando essa sombra chegou, e então resolvi atacar.

-Plaine os meus pés grande Kulkucan, desejo luz nas mãos grande Rá.Gritava.

Saltei no ar e planei próximo de ambos, usaria bastante energia ali, pois tentei pisar no teto,mas a energia era tamanha que era como se fosse um ácido corroendo toda a energia espiritual.Deveria ficar ali planada e terminar o quanto antes aquela pequena guerra espiritual.

-Sinto o teu medo Ayumi, filha de Ayaka.Ela é o oposto de ti, eu sei.Ás vezes pede a minha ajuda...Dizia a sombra.

Não deixei ele terminar a frase e desfiro uma chama de sol na Sombra, e se inicia uma batalha por ali.Enquanto ele me desfere uma chama gelada roxa, consigo sentir na minha perna e rasgar lentamente.Mas peço ajuda as águas que me curam rapidamente, mas eu sinto a minha energia ir terminando, mesmo com a visão meio turva desfiro gotas de chuva em formatos pontiagudos nele, e a batalha de chamas roxas e elementos aleatórios recitados por mim entra em frenesi, mas nada surge efeito nele. Ele simplesmente senta no teto e fica fazendo menção de “venha querida, só tem isso para me mostrar”.

-Sério que você está brincando comigo? Eu disse em tom irônico.

-Eu não posso terminar com você aqui, digo, pelo menos por hoje, lhe vejo em um breve futuro, e quanto a esse rapaz, pode terminar com ele, porque o nosso pacto termina hoje. Dizia a sombra em tom irônico.

A sombra sentada se despediu e sumiu, eu olho pasma ali pairada no ar e com fortes indagações mentais. Minha primeira vergonha na frente da minha tia que estava observando o meu desenvolvimento na minha área escolhida, e ela estava me olhando com uma cara de cerberus prestes a abocanhar a presa.

Quando sem querer me desprendo do ar pelo fato da minha energia estar acabando, sinto o meu corpo cair no relento mas leveza do ar e clemência do Kulkucan diminui a velocidade da minha queda. A minha tia sopra uma bolha que me faz pairar brevemente no chão.

-Sinceramente, não sei que nota eu deveria dar para essa deselegância.Eu continuarei aqui plantada sem ajudar, somente para você não morrer, então preciso que termine pelo menos essa missão já que a própria sombra até resolveu te ajudar para terminar isso mais rápido. Dizia a tia Louis irritada.

Eu estava apagando lentamente, parecia que o meu sangue estava se esvaindo, havia utilizado muita energia espiritual para desferir as magias elementais.Mas o que mais me retirou energia era ter que ficar ali no ar por não poder pisar por ali, devido a energia daquele carma espiritual, era forte demais para o meu nível de elemento.

-Grande Gaia e Iemanjá, consagro vida desta terra, deixa minha fera espiritual lançar tua purificação nesta pequena expiação. Dizia prostrada na terra e com as mãos afincadas na mesma.

A Lola se transformou na fera espiritual, era um lobo enorme e emanava luz azul da cor cristalina das águas e com patas da cor da terra, tinha olhos flamejantes. Lola correu para dentro da casa de andar em andar e via pequenos seres saindo da casa, eram criaturas pequenas e roxas que pareciam camundongos, estávamos limpando de todo e qualquer elemento ruim daquele lugar.

Quando a Lola chegou no teto, onde o menino estava, ele se jogou. Corri com o resto de forças que eu tinha e lancei raízes espirituais de Gaia no menino e conjurei palavras a Anúbis para prendê-lo em um sarcófago para almas penantes.

-Finalmente! Pensei que não íamos almoçar hoje! Dizia a minha tia mais irritada que antes.

-Poderia ter feito isso antes! Mais não! Prefere conversar com espirito para compreender a razão dele estar ali! Gritava a minha tia.

-Eu não... chego logo com a magia 38 nos caras, perco as estribeiras mesmo! Dizia a minha tia em tom que nunca havia visto antes, pois sempre fora tão arrecatada até nas palavras.

Ouço a voz da minha tia longe e me sinto despencando, enquanto que a Lola me alcança e impede que eu caia no chão. No fundo eu sabia que aquele dia estava finalizando e que eu teria o meu domingo livre para dormir e sentir o frio na janela, tomando um café quente e ouvindo “I- Taeyeon”.

3 de Maio de 2019 às 19:09 2 Denunciar Insira 2
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MiRz Rz MiRz Rz
Olá Ruana, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. Sua história está ótima! Tem só um errinho bem pequeno: ao terminar a fala do personagem, você precisa colocar o travessão novamente, antes de narrar a ação do personagem ou indicar qual deles está falando, por exemplo, "[...] — Ei menino o que faz por aqui? — perguntei confusa [...]". É um erro tão pequeno que nem precisa colocar em revisão, mas sugiro que arrume para a história ficar ainda melhor! Beijinhos de megawatts de luz! ;)
May 22, 2019, 16:04
Paulo Andre Paulo Andre
Excelente história, ansioso para a continuação ❤️
May 03, 2019, 19:19
~

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