Quando as estrelas morrem Seguir história

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G. Awakirom


No ano de 1918, Newt Scamander, um jovem de 21 anos, é o famoso Magizoologista que publicou seu primeiro livro e trabalha no Departamento de Criaturas no Ministério da Magia Britânico. Até que em um fatídico dia, ele recebe a proposta de ser professor em Ilvermorny. Mal sabia ele que encontraria Tina Goldstein - uma estudante do sétimo ano - sua amante, futura esposa e mãe de seu filho. Mas isso era para ter acontecido, certo? Se o amor dele não tivesse transformado em obsessão. - Tina, me diga... - falou, virando o rosto dela para que seus olhos entrassem - O que acontece quando as estrelas morrem?


Fanfiction Filmes Impróprio para crianças menores de 13 anos.

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Capítulo I - Precisamos de um novo professor!

- Capítulo I -

Precisamos de um novo professor!


28 de agosto de 1918, Massachusetts - Monte Greylock


Mais um ano letivo iniciaria em Ilvermorny, a escola de magia e bruxaria norte-americana. Tudo já estava planejado e organizado: os quartos, a recepção dos novos alunos, o cronograma das aulas e todas essas burocracias de sempre. Assim como todo fim do mês de agosto, os professores, curandeiros, zeladores – todos os funcionários – e o diretor reuniam-se para uma pequena confraternização. A festa sempre iniciava quando a primeira estrela vespertina brilhasse no céu, aproximadamente às 19h.

No entanto, naquela tarde em particular, uma coruja pousou na janela do Diretor, e com um piado chama a atenção deste, mostrando a correspondência que trouxera consigo. O senhor se levantou da mesa curioso pelo que poderia ser, pegou o pergaminho do pássaro e logo notou que se tratava de um de seus funcionários, o professor Murphy. Contudo, a carta não trazia boas novidades, nela dizia com as seguintes palavras:


Prezado, diretor Warren.

Lamento dizer-lhe que o estado de saúde da minha filha piorou, portanto, não poderei dar aulas neste ano, quero aproveitar todo o momento que ainda a resta. Peço desculpas por me ausentar na véspera do início das aulas, mas foi tão repentino que nem tive como precaver.

Atenciosamente, Prof. Murphy”


Aquilo o abalou um pouco, sabia que a garota tinha sofrido um terrível acidente que arcaria em várias sequelas, sendo estas as quais resolveram manifestar cedo demais e, infelizmente, ela só tinha um destino pela frente, a morte. Mandou – imediatamente – uma resposta e voltou a pensar no problema que viria a seguir: um substituto! Ele temia que isso poderia acontecer, e mesmo assim deixou de lado concentrando-se em outros casos. Realmente, sentiu-se envergonhado pela irresponsabilidade, finalmente seus anos como diretor estavam o desgastando, talvez devesse ficar no cargo por apenas um tempo e aposentar-se de vez.

Andando de um lado para outro pensou em como iria arranjar um professor de Trato das Criaturas Mágicas num passe de mágica – ironizou. Até que, um nome conhecido que recentemente apareceu em várias capas de revistas e jornais clareou seus pensamentos. Newt Scamander. O Magizoologista teria acabado de publicar o livro “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, um grande sucesso por sinal. O rapaz tinha por volta de vinte e um anos, muito novo para dar aulas, mas pelo jeito tinha muito domínio e conhecimento sobre, assim, convenceu-se de que era uma boa oportunidade contratá-lo. Agora o único obstáculo seria a próprio decisão do Scamander.

Pegou o bico de pena e um cartão especial, logo começou a redigir:


Prezado Sr. Scamander,

estou impressionado com o seu livro e a maestria que tem pelas criaturas mágicas. Gostaríamos de sua presença como o novo professor em Trato das Criaturas Mágicas em Ilvermorny, infelizmente, precisamos responda rapidamente, pois as aulas começam daqui a quatro dias.

Aguardamos pelo seu retorno

Ass. Diretor S. L. Warren

Aceito Não aceito


Em seguida, embalou o cartão dentro de um envelope grosso com detalhes em dourado e amarrou firmemente na perna da coruja. Ela imediatamente levantou voo em direção ao leste, exatamente para Londres. Ele observou a ave se distanciar a ponto de se misturar nas cores do céu. Aliviado, soltou um longo suspiro e tornou a concentrar nos últimos afazeres e logo, logo iria descer para o evento.


As ruas de Londres corriam movimentadas como sempre. Dessa vez – em particular – estava demais para gosto de Newt. Depois da publicação de seu livro e das várias fotos e entrevistas que teve, muitas pessoas o reconheciam nas ruas e sua rotina acabou mudando drasticamente. Era constantemente parado por fãs pedindo autógrafos, tirando fotos ou até mesmo abraços – quando era abordado por mulheres. Pensou que teria que se transfigurar em outra pessoa para poder andar livremente ou ficar trancado em casa o dia todo, cujo não seria um problema, já que tem seus animais como companhia e preferia mais a proximidade daqueles seres tão encantadores e mal interpretados a conviver com seus semelhantes. Esperava que – pelo menos – toda essa fama também mudasse a opinião de milhares de bruxos em relação às criaturas, desse modo protegendo-os ao invés de matá-los.

Depois de uma longa jornada até sua casa, entrou e avistou uma coruja em cima da escrivaninha. A carta era da escola de magia e bruxaria da américa do norte, Ilvermorny. Ficou um tanto apreensivo, quais assuntos eles teriam para tratar, nunca teve contato com os americanos, será que ficou tão popular assim?

Retirou o laço que prendia firmemente o envelope com o selo da escola. Lembrou-se brevemente de quando fizera onze anos e recebera a carta de Hogwarts, a diferença é que na época ele estava entusiasmado, agora, um tanto...vazio? Abriu de uma vez e leu o papel.

Chocado, essa foi a primeira reação. Leu novamente para ver se realmente tinha entendido direito. Na verdade, ele não sabia se ficava feliz ou triste. A surpresa o abalou tanto que se sentia até idiota por estar daquele jeito. Pickett, o companheiro que vivia dentro do bolso de seu casaco, remexeu-se do lugar parando no ombro do homem. Atento aos movimentos da criatura minúscula, lembrou-se de que estava na hora de alimentar e tratar seus bichos. Guardou a carta no bolso e correu – mais alegre – em direção ao “minizoológico” que ficava no porão.

Mesmo fazendo outras tarefas, Newt se via toda hora pensando na grande proposta feita pelo diretor. Estava lisonjeado pelo convite, mas dar aulas? Será que ele realmente estava preparado para tal cargo? A responsabilidade de ter que ensinar e lidar com adolescentes chegava a desafiá-lo, pois era um pouco tímido e inseguro nesses casos. De primeira pensou em recusar, no entanto, seu corpo parecia traí-lo. Toda vez que ele se sentava para responder que não aceitaria, suas mãos travavam, e uma rajada de dúvidas estranhas o fazia refletir se não era uma boa oportunidade. Talvez ele pudesse transmitir a paixão que tem pelos animais a outras crianças.


Mais tarde no Ministério da Magia Britânico


Ironicamente - mas tinha que ser mesmo – “aquele dia” estava longe de acabar. - Pensou Newt, enquanto andava a passos largos nos corredores do Ministério da Magia. Ele havia sido convocado para uma reunião de última hora, portanto, estava com pressa para não se atrasar. Entrou no elevador cumprimentando com um leve aceno de cabeça o elfo-ascensorista e, olhando para o chão pediu:

- Departamento de Execução das Leis da Magia.

- Sim, Sr. Scamander. – Esticou o braço e apertou o botão nº 2.

As portas estavam prestes a fecharem quando uma voz aguda - ao lado de fora - gritou e um braço esticou para impedir que as fechassem. O movimento acabou assustando os dois que estavam no elevador, mas logo o culpado – no caso “a” - revelou-se. Para a infeliz surpresa de Newt, a mulher era Leta Lestrange. Dizer que sentia incomodado com a presença dela, era eufemismo. Depois de saber que ela estava se relacionando e ficara noiva de seu irmão, a relação dele com o casal não foi a mesma. Evitava sempre que possível; um grande buraco de amargura e tristeza foi cavado no pobre coração do rapaz.

- De ... partamento de ... Execução das Leis da ... Magia, por ... favor. – disse ofegante – Ah, olá Newt – deu um breve sorriso.

- O-oi Leta. – Respondeu com as batidas do coração acelerando e olhou de lado sem ao menos se preocupar em fazer contato visual.

Assim, as portas se unem e o elevador balança ao movimentar-se abruptamente. Graças a magia do local, em 3 segundos chegaram ao destino.

Newt desejava que Leta não se preocupasse em iniciar uma conversa, mas – sem querer – saiu andando rápido demais, o que não passou despercebido pela morena.

- Está fugindo de mim, Newt? Eu não vou te amaldiçoar – brincou, tentando quebrar o gelo.

- A-aah, e-eu, nãoo... – Atropelava nas próprias palavras enquanto tentava transpassar mais naturalidade possível. Sentia-se muito envergonhado e irritado consigo mesmo pela atitude. Infelizmente, a frustração inicial transformou em constrangimento causando esse desastre comunicativo.

- Calma, por que está tão nervoso? Aconteceu alguma coisa? – Relou em seus ombros como um gesto de reconforto.

- N-Não, devo estar um pouco estressado e cansado, só isso! – Resolveu mentir, desviando o olhar para qualquer lado que não fosse ela.

Aproximando da sala de reuniões, Newt se preparou mentalmente pelo que poderia vir e entrou seguidamente por Leta. Apenas duas cadeiras estavam desocupadas, indicando que eram os únicos que faltavam. Mesmo assim, não estavam atrasados por três minutos.

Todos estavam acomodados em seus devidos lugares, desse modo, a Sra. Leonhart – chefe do departamento de Investigação – decidiu começar logo a reunião.

- Obrigada, pelos convidados terem comparecido a este momento e desculpem-me por chamá-los assim, mas temos uma proposta a fazer, na verdade, precisamos que colaborem conosco para evitarmos o pior.

- E do que se trata, Sra. Leonhart? -Perguntou um integrante desconhecido.

- Vocês devem ter percebido que atualmente apareceram muitos bruxos tendo apreço pelas artes das trevas, vários massacres ocorreram desde então, e pelo que parece eles desenvolveram uma espécie de mostro que é capaz de extrair a energia vital das pessoas. Iniciamos uma busca junto aos aurores, mas muito de nossos homens estão feridos e precisamos de uma força extra. No caso, vocês foram os escolhidos por serem os mais habilidosos e capacitados para a tarefa. Serão aurores a partir de amanhã e ficarão sob o comando do auror Adam Umbridge.

Este, que não era visível, saiu do canto escuro da sala e revelou-se as pessoas presentes. Adam Umbridge, fazia o possível e o impossível para ser chefe dos aurores; apesar de ser um novato, era muito ambicioso e se esforçava o máximo para mostrar suas habilidades.

Contudo, o discurso da mulher enfureceu Newt, ele trabalhava no Ministério devido ao cargo que estava, pois, se não fosse, nunca teria vontade de estar lá. Por isso, deixar de fazer o que gosta contra a vontade dele estava totalmente fora de cogitação.

Além disso, seu maior rancor estava ali, na sua frente. Adam Umbridge – um dos responsáveis pela sua quase expulsão de Hogwarts que foi acobertada por Dumbledore. Se aquele cara fosse um legilimente, entenderia que não era um bom momento para provocações, mas, como não era o caso, o auror resolveu se intrometer ao perceber o incômodo saliente de Newt.

- Ora, ora, Scamander, está com medinho? É tão incompetente que ainda fica brincando de babá daqueles bichos. – Debochou com o maior prazer do mundo. Os dois não se davam bem de jeito nenhum, piorou a situação depois daquele incidente.

-Sr. Umbridge, não admito insultos ou brigas aqui. Se repetir mais uma vez, terá que se retirar desta sala e não participará da missão. – Disse a Sra. Leonhart encarando o rapaz com superioridade na voz. Foi o suficiente para quietá-lo.

O sangue subiu a cabeça, foi a gota d’água. Todo rancor guardado concentrou-se nas palavras proferidas pelo outro. Quando Newt se deu conta, Adam havia sido arremessado para o outro lado da sala. O rapaz, ainda se recuperando da queda, levantou-se meio tonto; de repente, suprimiu uma náusea que não foi controlada, pois começou a vomitar lesmas. A cena foi extremamente perfeita aos olhos de Newt, contudo, não muda o fato de que atacou um funcionário na frente de várias testemunhas. Aquilo só tinha duas saídas: punição e ser rebaixado ou demissão. Obviamente optou pela segunda. Apenas soltou uma despedida formal aos colegas e saiu orgulhoso.

Leta que estava atordoada com o que acabara de acontecer, correu atrás de Newt.

-NEWT! Newt, espera!

Ele a ignorou e continuou indo até o elevador.

- Newt! – agarrou sua mão fazendo-o parar, mas este puxou o braço como se fosse tocado por um dementador. Indignada com o ato falou – Por que está agindo desse jeito hoje?

- POR QUÊ? VOCÊ REALMENTE QUER SABER O QUE HÁ DE ERRADO? EU SIMPLESMENTE ESTOU FARTO DISSO, NÃO AGUENTO MAIS FINGIR QUE NÃO ESCUTO AS MERDAS QUE AQUELE DESGRAÇADO DIZ. FIGIR QUE ESTOU FELIZ POR VOCÊ E O MEU IRMÃO...ESSE É O PROBLEMA. – Retrucou totalmente descontrolado.

Assustada com o repentino estouro, recuou. Mas não desistiu.

- Como assim... fingir?

- Você realmente esperava que eu engolisse essa sua relação com Theseus? Ainda me convidou pra ser padrinho de casamento? Eu não tenho sangue frio não, Leta. O que eu sentia por você morreu, mas não vou negar que ainda estou magoado.

- Eu sinto muito Newt, mas eu me apaixonei pelo seu irmão e você sempre foi um grande amigo pra mim.

- Não me interessa mais nada, só quero que entenda que VOCÊ me iludiu e demorou muito pra mim superar. Além disso, não sou obrigado a abaixar a cabeça e aceitar tudo que a porcaria do Ministério diz. – E deu as costas novamente.

Talvez fosse pelo movimento brusco, mas foi o suficiente para que a carta de Ilvermorny caísse no chão, chamando atenção da mulher.

- O que é isso? – Mas antes que ela pudesse pegar, Newt, com um movimento da varinha a recuperou e dessa vez, fitou nos olhos dela dois segundos, antes de aparatar para bem longe.


Totalmente envolvido pelos últimos incidentes, sentia-se frustrado e descontrolado. Chegou abrindo a porta da casa aos chutes, quebrava tudo que via pela frente – nada como um simples reparo e todos os danos seriam resolvidos – naquele momento ele só queria descontar a raiva. Já eram 23h50 e não sentia um pingo de sono. Saiu para a pequena varanda e sentou-se ali mesmo, sem importar com a poeira acumulada. Percebeu que as mãos tremiam e suavam frio, rapidamente, – segurando a varinha – fez com que um frasco viesse imediatamente em sua direção e bebeu metade do líquido.

Olhou para o céu estrelado, várias emoções em conflito, batiam e rebatiam, a paz que aquele lugar tinha parecia tentar ajudá-lo. Convicto, depois de horas observando, levantou-se do chão, e então tomou uma decisão, voltou a entrar no quarto e respondeu à carta recebida mais cedo.


30 de setembro, Monte Greylock, às 7h30


Um homem alto, de olhos claros, cabelos curtos e vestes formais, caminhava sobre o chão construído por pedras que finalizava em Ilvermorny. Apressadamente, olhando para os lados meio desconfiado avistou duas enormes estátuas indicando que estava próximo à entrada. Adentrou o castelo e, antes que o elfo-porteiro o questionasse, tirou um envelope de suas vestes e mostrou-o; o elfo assentiu em compreensão e o encaminhou – aparatando - até a sala do diretor. Deu dois saquinhos na parede, precisamente onde tinha uma mancha mais clara, logo a porta se abre e os dois entram.

- Diretor Warren, este rapaz deseja conversar com o senhor. – Falou curvando o corpo num gesto de respeito e saiu dali.

- Desculpe por vir sem avisar – iniciou o rapaz com seu sotaque britânico – mas tenho que informá-lo sobre algo. Eu sou...

- Sr. Newt Scamander, que bom vê-lo. Chegou antes, aconteceu algo? – Disse contente ao ver o rapaz, largando totalmente a atenção dos papéis na mesa. Estava prestes a se levantar para estender a mão, mas o outro interveio antes.

- Ah, não, não. – disse rapidamente e um pouco constrangido - O senhor me confundiu com meu irmão. Sou Theseus, irmão mais velho de Newt.

- Ah, desculpe-me pelo equívoco. O que o trás aqui, meu jovem?

E tornaram a falar.

[...]

Não muito distante de lá, Newt, em poucos minutos desembarcaria em Massachusetts. Depois de aceitar a proposta - circulando o “Aceito” – as letras foram sumindo uma após a outra e, simultaneamente, passou a preencher com outras palavras. Por fim, era uma mensagem marcando um encontro. Logo, reuniu apenas os pertences necessários e colocou tudo dentro de uma mala de mão; partiu de Londres na manhã seguinte, pegando a primeira embarcação de navio disponível para evitar atrasos.

Mais tarde, Newt se aproximava do território escolar. As nuvens em tons pastéis cobriam o céu permitindo que apenas uns raios de sol iluminassem o castelo. O ar fresco balançava os galhos das árvores e empurravam as folhas caídas. Ele andou pela ponte de pedras admirando a paisagem ao seu redor, tudo era novo e desconhecido para ele. Avistou a estátua de mármore dos dois fundadores de Ilvermorny – Isolt e James – aproximou-se da porta de entrada que era esculpida por madeira e ferro. Antes que sua mão tocasse na maçaneta, o mesmo elfo de antes, abriu-a com um estalar dos dedos e o recepcionou até uma sala de espera.

Ao longo do caminho, espiou cada detalhe do castelo. O lugar tinha um leve refinamento nos quadros e vasos. As janelas eram grandes e as paredes eram de cor vinho apagado - devido ao tempo - mas tinha um toque clássico nos detalhes. Saindo do hall arredondado, atravessou o salão principal, onde tinha estátuas de mármore que representavam as casas – Serpente chifruda, Pássaro-trovão, Pumaruna e Pukwidgie - cada monumento levava a caminhos distintos. Mas, foi levado para outro corredor, decepcionando sua vontade de explorar aquela parte.

Subindo as escadas, viu uma garota de cabelos curtos ao longe, lendo concentradamente um enorme livro apoiado nas pernas – uma estudante, talvez? - Pensou – e sua atenção desviou para o menor que abriu a porta para que ele entrasse.

O novo ambiente o alegrou. Realmente era bem diferente dos outros cômodos, pois era tomado por magia. A parede à direita tinha um grande mapa da região, que hora ou outra emitia uns pinguinhos coloridos; ao invés de velas para iluminação, havia girassóis grudadas como trepadeiras sob o teto, cujo as pétalas emitiam luz. Alguns quadros falavam baixinho entre si, enquanto documentos flutuavam rapidamente e pousavam em cima do balcão, onde a pena assinava sozinha.

Optou por sentar-se em um pequeno sofá vermelho. Após cinco minutos, uma senhora de meia idade chama sua atenção dizendo que o diretor o aguardava em seu escritório. Newt levanta ajeitando a roupa e olhou para o relógio de parede; marcavam quase 9h em ponto, o horário da entrevista. Agradeceu a senhora com um leve sorriso e passou pela porta. O diretor o esperava de mãos entrelaçadas, e olhava um tanto confuso e pensativo para o chão. Percebendo a proximidade do mais novo, cumprimentou-o e iniciou a entrevista.

Foram apenas perguntas simples, algumas sobre a vida pessoal dele e outras para avaliar seu perfil como professor. Por fim, muito satisfeito, Warren entregou uns papéis para finalizar o contrato e outras contendo os horários de aulas mais o regulamento escolar.

Finalmente, após vinte minutos, as portas se abrem e um homem sai. A partir daquele momento Newton Artemis Fido Scamander era oficialmente o novo professor de Trato de Criaturas Mágicas.

27 de Abril de 2019 às 02:48 0 Denunciar Insira 120
Continua… Novo capítulo Todas as Sextas-feiras.

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