Cláusula 17 Seguir história

nonna.ayanny Nonna Costa

As regras eram bem simples. Não podia mencionar o clube, não podia levar ninguém ao clube, não podia fazer perguntas sobre o clube, não podia achar que era parte do clube fora do contexto do clube. Era uma verdadeira seita e estava ali por vontade própria. Bastava apenas que obedecesse cada capricho de seu chefe com obediência e estava tudo bem. Naruto não me pertence, mas o enredo sim. Evite plágio, é um atestado de babaquice e é crime. Contém cenas de violência consensual e de BDSM, se não gosta não leia. Contém yaoi, se não gosta não leia.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 18 apenas.

#romance #yaoi #bdsm #lemon #naruto #sasunaru #r18
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Capítulo Único

As regras eram bem simples. Não podia mencionar o clube, não podia levar ninguém ao clube, não podia fazer perguntas sobre o clube, não podia achar que era parte do clube fora do contexto do clube. Era uma verdadeira seita e estava ali por vontade própria. Bastava apenas que obedecesse cada capricho de seu chefe com obediência e estava tudo bem.

Naruto não tinha muita certeza do que iria acontecer hoje, porque seu chefe nem lhe olhara direito. Nos dias de clube, Sasuke sempre lhe dava um mimo, como um doce, e sussurrava alguma instrução em seu ouvido de forma sensual, mas neste dia nem lhe dedicara um cumprimento educado e já estava se aproximando do horário de ir para casa. Fitou seu relógio e percebeu que faltava apenas vinte minutos para o expediente acabar.

Ergueu sutilmente o rosto para observar o escritório e percebeu que não havia mais ninguém ali, só ele. Os outros já foram buscados para irem ao clube e Naruto ainda estava ali. Quase sete horas e nada de seu chefe. Terminou de escrever o relatório de suas últimas análises, enviou para o email de seu supervisor e desligou o computador.

Observou o celular, verificando suas mensagens para saber se alguém lhe procurara, mas nada, apenas as operadoras querendo lhe vender planos idiotas. Devia ir embora ou continuar esperando? Fitou a sua caixa de emails pelo celular e achou melhor avisar que estava indo embora. “Vou para casa. Ficarei o tempo todo lá, se precisar. Boa noite, sr”.

Pegou seu casaco, arrumou sua mesa com cuidado para não receber nenhuma reclamação, tomou o primeiro ônibus e foi direto para o seu bairro. Estava exausto. O dia fora puxado principalmente porque era o final do mês, época de pagamentos, de relatórios e de muita gente se ferrando. Fitou seu celular pela terceira vez durante o trajeto e apertou os lábios. Nada ainda. Suspirou e esfregou seu pulso coberto pela manga da camisa.

Ainda sentia a dor, mesmo que só psicologicamente, da última vez. Nem conseguia acreditar que fazia mais de dois meses que ele lhe tocara. Não gostava da ideia de não ser o único e só ter uma oportunidade mensal, mas também não gostava de não fazer parte daquilo tudo. O clube era parte de si e não conseguia mais tirá-lo. Queria de novo. Apertou seu pulso e sentiu a dor leve. Tentava repetir tudo sozinho, mas não era igual, precisava dele.

Fechou os olhos e se lembrou de como tudo aquilo começara há três anos. Fora para aquela empresa de associados absurdamente ricos e poderosos a fim de tentar uma oportunidade de estágio, pois precisava do dinheiro e acabara de sair da faculdade de Administração. Mandara seu currículo para todas as empresas que estavam contratando, juntamente com seu melhor amigo, e recebera uma carta-convite daquela.

Era uma seleção que duraria seis meses e Naruto precisava do emprego. Por sorte, haviam três vagas, o que era suficiente para ele e seu amigo. Haviam seis fases, pois aquela corporação era uma das melhores e mais influentes do mundo, com filiais por todos os cantos do planeta. Tudo o que Naruto sabia a Diretoria era apenas que seis pessoas a compunham: dois homens e quatro mulheres. Eles mandavam em tudo e ninguém sabia quem eram.

Ao final, apenas cinco pessoas chegaram ao final do grupo de 39 candidatos. Dentre eles, estavam Naruto e Kiba. Sentia-se nervoso no dia da fase final. Segundo a supervisora do setor responsável pela contratação, ele teria que assumir o cargo a qual concorria por um mês e seria avaliado por isso. Se cumprisse com as metas do programa, a vaga era sua. Inclusive, recebeu uma ficha explicando cada tarefa e quais habilidades seriam exploradas.

Foi um mês árduo e sofrido, mas conseguiu. Tanto Kiba, quanto ele conseguiram se empregar na dificílima BlackBlood Corporation como assistentes administrativos no setor de assessoria. Basicamente, os dois só tinha que analisar os dados que recebiam e converter em relatórios adequados para os outros setores daquela sede. Era como se eles fizessem parte do enorme coração e precisava bombear o sangue correto para a parte correta do grande corpo empresarial da BlackBlood.

-Kiba… - os dois dividiam um apartamento no centro, estavam na sala comendo pizza, para comemorar, e lendo os contratos que receberam pelo correio. - Por que o seu contrato não tem a cláusula 17? - seu amigo lhe fitou. - Só vai até o 16.

-E eu sei lá. Não é o mesmo cargo? - pegou o seu próprio contrato e percebeu que só ia até o 16 mesmo. - O que é a cláusula 17? - leu o que estava ali. - “O referido funcionário, ao marcar esta cláusula, está de acordo com sigilo total sobre todo e qualquer assunto e atividade assumido para além daqueles descritos nos parágrafos anteriores. A quebra desta cláusula implicará na demissão imediata e numa multa de 100 mil dólares”. Puta que me pariu! Nem pense em marcar essa merda.

-Eu não ia marcar. - Naruto deu de ombros, suspirou e comeu um pedaço de pizza. - Só queria saber por que o meu tem e o seu não. Tipo… Os contratos vieram nominais, então não pode ser um simples erro de digitação. Vou perguntar amanhã sobre isso à supervisora. - os dois deram de ombros e continuaram comendo.

No dia seguinte, Naruto foi até a mulher responsável pelos testes e pelas fases. Estava bem arrumado e chegou cedo para evitar transtornos com o horário de trabalho, seguiu para onde a supervisora lhe enviou, sentou-se na recepção diante das portas de carvalho e fitou o contrato em seu colo dentro do envelope em papel madeira. Ainda não entendia o que estava se passando, mas sua curiosidade o obrigava a ir em frente.

-Não sei nada sobre essa cláusula, mas você tem uma reunião marcada com a Diretoria às oito horas da manhã. Por favor, tome o elevador até o centésimo andar. - dissera a mulher de forma simpática e aqui estava ele esperando.

Quando a hora chegou, a recepcionista mandou que ele entrasse. Naruto ajustou seu terno azul, respirou fundo e entrou. Souber que era preciso pelo menos dois anos para ter uma reunião com a Diretoria, então estava sem entender como simplesmente tinha uma marcada tão cedo do dia logo após sua contratação, isso sem nem ter cogitado uma. Não fazia o menor sentido, mas não iria perguntar nada sobre isso, apenas falar sobre seu contrato.

Assim que entrou, percebeu que não havia mesa, apenas três poltronas grandes e acolchoadas, todas num belo tom de vinho, sobre um tapete gigantesco na cor de madeira. Duas das poltronas estavam ocupadas por duas mulheres, conhecia-as do treinamento, então ele se sentou na terceira. Eles sorriram entre si em cumprimento.

-Cláusula 17? - Naruto perguntou e elas assentiram. - Já marcaram? - assentiram novamente de forma positiva e ele franziu o cenho. Deveria marcar ou não? Não, não faria, principalmente com uma multa terrível como aquela.

Tiraria suas dúvidas primeiro. Uma porta lateral foi aberta e uma mulher trajando um vestido roxo e sapatos altos brancos passou acompanhada por duas enfermeiras. Eles não disseram nada, principalmente depois de verem o sorriso simpático dela. Ela não parecia ter menos de 30 anos, bonitos cabelos negros e olhos azuis, mas estava com um braço engessado e com bandagens por toda a sua pele. Linda, uma mulher linda.

-Bom dia, senhoras e senhor. - ela falou num tom doce. - Meu nome é Lou e vocês três foram escolhidos para concorrerem ao cargo que estou deixando. - olha só. - Vão ganhar a mais por este trabalho, mas vejam que ele é extremamente sigiloso e exige discrição. Não poderão falar nem mesmo com seus parentes sobre ele.

-E do que se trata? - perguntou a moça de cabelos castanhos ao meu lado. - Essa função extra?

-Trabalharão diretamente para um dos diretores única e exclusivamente para a satisfação dele. - sorriu com satisfação e Naruto estranhou. - Farão tudo o que ele mandar, mas não se preocupem… Suas vidas jamais estarão em risco. - ela riu baixo e fitou seu braço. - Isso aqui aconteceu porque fui imprudente e desobedeci as orientações dele.

-Mas do que se trata? - perguntou a outra. - Que tipo de coisas faremos para eles?

-Receberão três vezes a mais do acordado pelo serviço extra e terão alguns benefícios, como o meu antigo apartamento, um motorista sempre à sua disposição e disponibilidade para se hospedarem em qualquer hotel pertencente à corporação. - sorriu.

Mais dinheiro… A possibilidade fez o coração de Naruto acelerar. Não teria gastos com casa, o que significaria economizar para pagar as dívidas da família. Era a oportunidade perfeita. Talvez só tivesse que se transformar no assistente pessoal dele ou algo assim.

-E o que é preciso para assumir? - Naruto perguntou e as mulheres lhe encararam com surpresa e espanto.

-Se desprender de seu livre arbítrio e marcar a cláusula 17 no seu contrato, sem direito a reclamação. - todos os presentes arregalaram os olhos e procuraram pela voz masculina que ecoou por ali.

Fitaram um canto, perto das cortinas brancas e grossas, e viram um homem ali de braços cruzados. Estava de terno preto, cabelo e barba bem afeitadas e se aproximou lentamente. Aquela foi a primeira visão que Naruto teve do homem que controlaria sua vida pelos próximos dois anos, ou assim pensava. Foi escolhido, dentre aquelas mulheres, e descobriu que o trabalho não tinha nada haver com a empresa. Era o clube.

O Clube dos Seis. Os diretores se reuniam e ninguém sabia quando, onde ou por quê, traziam pessoas, apenas um cada, para uma enorme sala de jantar. Apenas os chefes podiam comer a garbosa refeição, aqueles que foram convidados se alimentavam depois. Os diretores usavam máscaras negras e seus acompanhantes, brancas. Depois da refeição, cada casal seguia para um quarto próprio cheio de objetos, armações de madeira, cordas, correntes, chicotes e camas. As vontades dos líderes eram realizadas sem nenhum pudor ali.

A primeira vez de Naruto foi regada a lágrimas e medo. Não era homem de chorar e era conhecido por ser um brigão de primeira ordem, mas temeu cada segundo que esteve ali. Nunca tivera relações sexuais com homens, nem fora acorrentado para receber golpes de um açoite, nem fora estimulado de formas que desconhecia, então estava assustado.

-Se aceitou o contrato, por que está com tanto medo? - seu mestre, como os serviçais diziam, tocou o seu rosto e deslizou os dedos cobertos pelas luvas de cetim preto até a sua intimidade para acariciá-la. - Está tão assustado que não consegue se entregar.

-Eu achei que era para ser seu assistente… - choramingou. - Eu não aceitei para isso… - o outro gargalhou alto e soltou as correntes que prendiam as mãos, mas não desagelmou os tornozelos de Naruto. - Deixe-me ir… Eu arrumo um jeito de pagar a multa.

-Agora é tarde, Naná. Você é meu. - o homem pendeu o rosto de lado e mostrou um sorriso pequeno. - Vamos fazer um pouco de amor. Quero saber como é sua voz ao gozar.

E aquele foi só o início. Depois de cinco encontros como aqueles, em que aos poucos o seu mestre lhe introduzia naquele mundo que só existia entre quatro paredes, Naruto não só gostou das práticas, como do homem que as fazia. Passou a esperar como um cãozinho que espera seu dono pelas noites em que um homem de terno preto e máscara branca vinha para por o saco de tecido preto em sua cabeça e levá-lo para o local da reunião.

Se esforçava ao máximo para agradá-lo, pois, segundo as regras dele, se fosse um bom rapaz, teria sua companhia carinhosa durante o sono e ao despertar. Algumas poucas vezes Naruto conseguiu alcançar a meta e soube que valia cada dor que sentia. Junto àquele ser imperioso, um demônio da luxúria sem piedade em seu sadismo, havia um homem romântico e extremamente atencioso. Quando conseguia tê-lo ao seu lado ao amanhecer do dia, recebia beijos apaixonantes e tinha seus machucados tratados com esmero.

Naruto não sabia que este tipo de relação pudesse ser tão envolvente quanto era perigosa. Sentia-se num mundo à parte sempre que o saco era retirado e ele recebia suas vestes da noite. Porém, ele descobriu com o tempo, sua felicidade nada mais era que migalhas deixadas por seu senhor.

Haviam outros assim supôs. Isso o machucou tanto. Era um homem, é claro. Saber que dividia seu mestre com outras pessoas feriu o seu orgulho de tal forma que pensou em desistir, mas já era tarde demais… Era uma alma presa a ele.

Ele lhe procurava poucas vezes, sabia disso. Geralmente, ao que percebera, era quando já estava em seu limite de cansaço e tinha mais uma “obrigação” a cumprir antes de finalizar a semana, como se fosse o último dia de trabalho. Percebia pelo olhar pouco interessado em si. Não sabia o que fazer para ter seu mestre por mais tempo, mas tinha certeza que se descobrisse o que fazer, não levaria adiante.

Para dedicar-se e entregar-se exclusivamente ao seu mestre, era preciso muito mais que despreendimento, era preciso coragem e muita força de vontade para se anular daquela forma. Naruto não tinha nada disso e continua sem ter, mesmo depois de tantos encontros e ensinamentos. Aprendera a ser submisso, mas nunca era o suficiente.

Dois anos se passaram desde então. Naruto ainda era o mesmo de dia, mas à noite mudava. Não conseguia sentir mais prazer sem o seu mestre, aliás, não conseguia se quer ter uma ereção sem imaginar o toque dele em seu corpo. Estava viciado e sabia o quanto isso era doentio. Iria acabar como a moça a qual ocupou seu lugar antes de si: cometeria alguma loucura para chamar atenção de seu mestre e ele simplesmente abriria um novo edital de seleção para seu cargo.

De dia, era Naruto, de noite, era Naná. Uma vida dupla que nem mesmo Kiba sabia, só as outras pessoas que faziam parte do clube. Mas sentia que seus dias estavam contados e isso o machuca terrivelmente. Da última vez que estivera com seu mestre, nem tocado por ele fora. Fora amarrado com força, um vibrador pequeno foi posto na ponta de seu pênis e tudo o que fez foi beijar os sapatos dele, nada mais. Gozou só com isso. Seu momento não durou mais que quinze minutos.

Era o fim quando se passou mais de um mês e ninguém viera lhe buscar ou não recebeu nenhuma mensagem de seu mestre com alguma orientação. Sentiu que seu mestre não tinha mais interesse em si e Naruto nem possuía meios de descobrir se a sua suposição era verídica ou não. Quem lhe assegurava isso eram os relatos dos outros submissos, dos outros mestres, com quem mantivera um bom contato durante aquele tempo. Todos eles foram unânimes ao dizerem que depois que o mestre para de procurá-los e não lhes envia uma orientação, é porque já não servem mais ao propósito sexual.

-Acho que… Acabou. - suspirou e fitou o documento que digitara em seu computador enquanto esperava a sopa instantânea ficar pronta. Imprimiu e colocou-o dentro de um envelope. - É o fim para mim também.

Do cofre escondido debaixo de sua cama, retirou todo o dinheiro que acumulara para pagar a multa. Fora apenas uma precaução caso não suportasse mais aquela relação e quem diria que usaria para semelhante fim? Pôs cada centavo dentro de envelopes e guardou tudo em sua valize. Tomou um bom banho, vestiu uma roupa agradável e deixou suas malas vazias perto da porta. Quando voltasse do trabalho, teria que guardar seus pertences dentro delas e partir.

Dormiu na enorme cama e sonhou com a única vez que tivera relações sexuais com seu mestre fora do clube. Era uma boa lembrança. Seu nome é Sasuke Uchiha e ele é um dos diretores majoritários, ao lado da diretora Hinata Hyuuga e a diretora Ino Yamanaka. Estava nervoso no dia, Sasuke estava faminto e lhe avisara que estava indo ali faltando apenas 10 minutos, então Naruto só teve tempo de fechar a porta: num segundo estava de pé na sala daquele apartamento, recebendo o beijo mais ardente da sua vida, e no outro, estava nu em sua cama, gemendo alto para as investidas contra seu corpo.

Foi a primeira e única vez que não foi amarrado, não recebeu palmadas e nem foi vendado. Foi a primeira e única vez que tocou o corpo do seu mestre sem que houvesse a necessidade de pedir permissão enquanto ele lhe fazia ver estrelas. Não foi doce e gentil, como da vez em que perdera sua virgindade anal, mas ainda sim fora prazeroso e lhe causava saudades sempre que pensava naquele dia tão sublime.

No dia seguinte, depois de acordar e se aprontar adequadamente, tanto se alimentando direito quanto pondo roupas mais comuns, Naruto tomou o ônibus para a empresa. Ao chegar, foi direto ao RH e entregou sua valize para a recepcionista. Novamente, tomava uma difícil decisão, mas era necessário.

-Eu vim pedir demissão. - falou e a moça educadamente lhe indicou a sala onde estaria o responsável por este assunto. O senhor, ao ver o rapaz loiro, demonstrou espanto. - Eu vim me demitir. - notou que ele digitou algo apressadamente e tornou a lhe fitar por trás de seus óculos redondos.

-Qual o motivo? - indagou-lhe ao pegar os papéis que foram entregues e colocar embaixo de suas mãos.

-Eu não… Sirvo mais ao propósito da empresa. - sorriu e colocou a valize sobre a mesa, abriu-a para retirar os envelopes. - E aqui está o dinheiro da multa. 100 mil dólares e um pouco mais se houver questões de juros.

-Tem certeza disso, Sr. Uzumaki? - o homem leu as primeiras linhas da carta e suspirou longamente como se estivesse diante de algo ruim e que iria gerar graves problemas.

-Sim senhor. - falou com tranquilidade, mesmo que houvesse pesar na sua voz. - Estou seguro disso.

Depois de muita burocracia, como era típico de empresas grandes, o pedido de Naruto foi enviado aos supervisores e ele foi mandado para casa depois de esvaziar sua mesa. Kiba ficou bem triste ao saber da decisão do amigo, mas respeitou e disse que ele poderia voltar a morar consigo no apartamento sem problema algum. Suas colegas e seus colegas só lhe disseram “Adeus” e lhe deram abraços educados. Fora um curto tempo, mas um bom tempo.

Não faz sentido que Sasuke queira continuar comigo quando sou apenas uma sexta-feira cansada de trabalho em sua vida, pensou ao por suas poucas coisas numa caixa que lhe deram e ir para o ponto de ônibus. Tomou uma condução para o apartamento, já que não tinha mais o benefício do motorista para lhe levar. Assim que chegou, começou a arrumar suas malas e guardar seus pertences nelas. Tinha que sair dali logo que o dia raiasse para evitar transtornos.

Ao fim da noite, quase 11h, Naruto estava terminando de passar uma camisa que lavou a mão na pia do banheiro quando a campainha tocou. Quem será?, pensou observando o relógio. Deixou o ferro desligado num canto e foi até ela. É bem tarde para o rapaz receber visitas, sem falar que não estava esperando ninguém.

Seria alguém da empresa informando que já deveria sair para o novo morador ou a nova moradora poder se acomodar? Era uma possibilidade plausível. Abriu a porta com cuidado, para ter tempo de verificar quem era e saber como reagir, mas seu plano foi por água abaixo. Seus olhos quase caíram da sua cara quando reconheceu a pessoa ali.

Sasuke, seu mestre.

Rapidamente, ele abre a porta completamente e dá passagem para que seu ex-chefe adentre. Há quanto tempo não o via? Se Naruto não já tivesse tomado sua decisão, interpretaria como um milagre Sasuke estar pessoalmente ali, de terno preto e camisa preta sem gravata, para lhe ver. Fechou a porta ainda sem acreditar que aquilo estava acontecendo.

O ex-mestre, por assim dizer, jogou sobre a mesa de centro alguns papéis e bem acima da maioria, estava o pedido de demissão de Naruto. Então chegou aos ouvidos do alto escalão a sua decisão? Isso o preocupou, pois não fazia nenhum sentido que ele estivesse ali para conversar sobre uma simples demissão. Pessoas se demitiam e eram contratadas todos os dias naquele lugar. Tudo bem que Naruto era um caso a parte, mas acreditava que vir pessoalmente falar consigo por causa disso não era motivação suficiente.

-Sr. Uchiha, boa noite, eu estou me… - começou a falar, mas a postura do homem lhe fez silenciar imediatamente.

Sasuke estalou os dedos no ar duas vezes e apontou para a parede paralela à porta. O rapaz nem pensou duas vezes: foi para lá, baixou cabeça e colocou as mãos diante do corpo, ficando numa postura submissa. Foi automático, nem percebeu o que fizera. O diretor foi até Naruto, apoiou seus braços ao seu redor, criando uma espécie de muro, e agora, o submisso sentia o familiar sentimento de que estava encurralado.

-Pode me explicar o motivo para o seu pedido? - falou rouco, mas era de raiva. Naruto começou a esfregar seu pulso de maneira nervosa. Sasuke falava pouco consigo e geralmente era só entre quatro paredes para lhe dar um comando.

Ouvir sua voz de novo, depois de tanto tempo, fê-lo tremer em pé e sentir seu ventre vibrar. Queria ser tocado, queria tocá-lo, queria suportar até o amanhecer do dia e ganhar um beijo de recompensa. E no meio desse querer, Naruto segurou suas lágrimas.

-Vou repetir apenas uma única vez. - disse lentamente as palavras. Os lábios do diretor estavam quase roçando os seus ouvidos e aquela voz baixa, mas carregada de dominação o fez suar de nervosismo. - Pode me explicar o motivo para o seu pedido?

Naruto assentiu rapidamente e sentiu seu ex-mestre se afastar.

-Eu não lhe sirvo mais, mestre. - respondeu. - Como não me procura mais, eu decidi que era melhor me afastar antes que me tornasse um estorvo. Eu sei que outros submissos lhe satisfazem mais do que eu, então tomei a decisão de…

-Quem disse que você pode decidir alguma coisa em meu nome? - Naruto arregalou os olhos e encarou Sasuke, mesmo sem ter permissão, ao ser interrompido. Ele estava de braços cruzados na sua frente e parecia muito furioso. - Você não tem autoridade para afirmar qualquer coisa sobre mim. - ainda mantinha o tom baixo e severo. - Você não toma decisões sobre essa relação. Não está nela para pensar, apenas para me obedecer sem questionar.

Naruto se sentia cada vez mais acuado diante de tanta severidade. Nunca conversara com seu ex-mestre, no sentido de ter algum diálogo efetivo com ele, posto que o único contato dos dois era somente no quarto. O que poderia dizer em sua defesa? Esfregou ainda mais o seu outro pulso, como sempre fazia quando estava em situações assim.

-Desculpe… Eu… - as lágrimas quase caíam de seus olhos, mas ele se segurava ainda. - Perdoe-me, mestre… Eu sinto sua falta…! - esfregou com mais urgência seu pulso, quase o arranhando, e baixou o rosto de novo. - Eu sei que não sou o único que recebe sua atenção, mas me machuca saber que sou o único que não é digno mais dela! Desculpe-me, mestre… - não conseguiu mais: chorou baixinho, contendo-se, aos soluços. - Eu sei qual é o meu lugar… Sei que não devo reclamar, mas… Eu não aguento mais… Me perdoe...

Sasuke aproximou o rosto do de Naruto e encurtou o olhar. Sua mão nua afagou o rosto choroso e isso fez o jovem a sua frente estremecer, completamente surpreso. Seu mestre nunca lhe tocara com a mão nua. Independentemente das consequências, Naruto segurou aquela parte com as suas próprias e esfregou o rosto ali, captando mais daquele calor em sua pele, como uma pessoa sedenta por água. Por causa disso, não percebeu o sorriso discreto nos lábios do mais velho.

Ele se afastou de si e Naruto tomou coragem para olhá-lo, deixando claro o quanto aquela carícia lhe fazia falta. Sasuke pegou a carta de demissão e a rasgou em vários pedaços, jogando-os no fogo da lareira. Depois rasgou o documento que atestava que Naruto estava se demitindo e também jogou nas chamas para desaparecer para sempre.

-Eu não… Entendo… - Naruto viu seu mestre pegar suas malas, que só eram duas, e levá-las para o seu quarto. Seguiu-o, mesmo sem saber se devia. - M-mestre?

-Esqueça essa história de outros. Não existem outros. - os olhos azuis se abriram mais. Sasuke se sentou na poltrona do quarto e fez sinal para que Naruto ficasse no chão, entre suas pernas. Ele obedeceu. - Se está há dois meses sem mim, eu estou há dois meses sem você. - afagou os cabelos de forma gentil.

-Mas… Os outros diretores… Têm mais de um submisso e… - esfregou seu pulso esquerdo e isso fez Sasuke fechar a cara.

-Pare com isso. - mandou e Naruto colocou suas mãos sobre as coxas. - Odeio quando faz isso. - a mão firme escorregou pelos fios dourados até o queixo e fez o submisso lhe olhar. - Sei que os outros têm mais de um, mas eles não têm a mesma rotina que eu. Sou um homem bem ocupado porque sou majoritário, pois divido funções com Diretor Nara… - deslizou o polegar pelos lábios rosados. - E mesmo que se eu tivesse mais tempo, eu não os gastaria com outros submissos. Eu gastaria com o que já tenho, obviamente.

-M-mestre…! - aquelas palavras aliviaram o peso sobre os ombros e deram paz ao coração de Naruto como há dias ele não sentia. Timidamente, reclinou seu rosto na perna de Sasuke, já que não tinha permissão para abraçá-lo, e suspirou profundamente. - Eu te amo, mestre. - admitiu num sussurro.

-Eu também te amo. - se fosse para morrer, podia ser agora, pois o coração de Naruto batia tão rápido de felicidade que mais parecia as asas de um beija-flor. - E por ter sofrido tanto com a minha ausência por dois meses, vou recompensá-lo. Peça o que quiser.

O submisso ficou sem ação. Pedir? Ele nunca pedia nada a Sasuke, apenas permissão para gozar quando o clímax não era mais suportável. Abriu a boca para dizer algo, observando o semblante calmo, porém incoerente com o olhar faminto que seu dominador lhe enviava, mas não conseguiu emitir uma única palavra. Só havia uma única coisa que queria muito agora.

-Um beijo. - sussurrou incerto.

-Só um beijo? - Sasuke apoiou seu rosto em sua mão sobre a poltrona.

-É mais do que eu mereço. - respondeu de maneira passiva.

O dominador abriu os braços e esperou. Naruto, em repentino desespero, saltou para o colo de Sasuke, acomodando-se ali como há tempos não fazia, e encostou seus lábios nos dele. Foi só um toque, mas foi o suficiente para fazer a alma do submisso ficar em paz.

Os dois se fitaram e Sasuke franziu o cenho porque aquele toque fora pobre. Segurou firme a nuca e fê-lo curvar-se para tomar aquela boca como deveria. As duas línguas se abraçaram com paixão e os lábios se encaixaram intensamente. Naruto gemia, totalmente excitado, temendo tocar o corpo forte diante de si, mas acabou por espalmar o peito coberto pela camisa de botões. Seu pênis estava duro dentro de sua calça, latejando só por causa daquela boca inacreditavelmente ardente, que praticamente lhe comia.

Suas bocas se afastaram apenas para tomar alguns segundos de fôlego e tornaram a se consumirem por causa do desejo ardente. Naruto gemeu novamente quando sentiu as mãos em suas nádegas, apertando-as e lhe excitando mais. Seu corpo pulsava buscando alívio e a forma como Sasuke chupava a sua língua fez Naruto relembrar de seus momentos mais íntimos, guardados no âmago de sua mente, e o prazer que sentiu em cada um deles.

Não aguentava mais. Apertou os ombros de Sasuke quando sentiu sua entrada ser afagada por cima de sua calça e gemeu abafado pelo beijo. Arfou quando foi solto. Seu mestre olhou-o de cima a baixo.

-Gozou só com meu beijo? - sorriu para a mancha entre as pernas de Naruto. O outro assentiu, ofegante. - É isso o que amo em você… É sincero e não tem vergonha de ser quem é ou que nasceu para ser… Não é um maluco com problemas psicológicos, é apenas um cara que ama fazer parte do meu fetiche.

-Mestre… - sussurrou.

-Estou com uma vontade tão grande de me enterrar em você… - tornou a afagar a entrada coberta, observando com gula os lábios inchados. - Esperar ou não esperar… Eis a questão… - Naruto engoliu em seco, ansiosíssimo pela decisão.

-O que o mestre escolher, será bom para mim. - respondeu como mandava o seu papel de submisso. Sasuke demonstrou lentamente um sorriso sádico e abriu a calça de Naruto, fazendo-o sair de seu colo no ato.

Ele não precisou receber a ordem para cumprir sua tarefa: despiu-se lentamente de cada peça de roupa, revelando seu corpo na lentidão que agradava Sasuke. A forma como ele lhe assistia era uma recompensa a mais para Naruto, pois seu mestre não lhe olhava com menos do que desejo. Aqueles olhos negros brilhando, ainda que sua expressão fosse quase inexpressiva, mexiam com ego e o corpo de Naruto como nenhum outro par.

Os dois se fitaram quando o submisso ficou completamente nu. Sasuke se ergueu da poltrona, retirou seu paletó e fez sinal para que Naruto ficasse de costas, que logo foi obedecido. Ele estava ansioso e era visível pela forma como tremia em pé, mas tentava não sorrir. Sasuke deu uma palmada estalada, mas não forte, na nádega direita e apreciou o gemido sussurrado que seu submisso soltou. Começou a lhe beijar o pescoço, suavemente, enquanto esmagava a bunda com pouca cor sob suas mãos fortes. Naruto apenas tentava se conter ao máximo para suportar tudo.

-Para a cama, Naná, e se mostra para mim. - o apelido fez o rapaz choramingar de alegria ao subir no colchão e apoiar o peso nos joelhos e nas mãos. - Eu sei que adora rebolar no meu colo, mas eu quero de quatro. - Naruto corou furiosamente quando ouviu isso. - Com vergonha, Naná?

-Não, mestre… É que eu não esperava que o mestre soubesse do que eu gosto. - Sasuke se ajoelhou atrás dele, abriu seu cinto e sua calça, abaixou-os depois de pegar uma camisinha e deu novas palmadas estaladas na bunda redondinha. Naruto estremeceu.

-Claro que eu sei. - começou a lamber as costas largas e macias enquanto se masturbava para por a camisinha. Segurou firme nos cabelos loiros e empurrou lentamente um dedo para dentro. - Eu sei tudo o que te faz gemer e arrepiar, o que te faz berrar por mim e sei exatamente onde te estimular para te enlouquecer. Você é meu. - falou autoritário e Naruto só assentiu.

Enquanto o preparava, Sasuke apertava com força os mamilos, para depois seguir para os testículos e estrangular com força o pênis alheio. Naruto fazia de tudo para continuar na posição, mas seu corpo todo estava tremendo muito, ele iria cair a qualquer momento. O diretor, ao perceber tal situação, fez o rapaz ir para mais perto da cabeceira e o amarrou ali com um lençol, prendendo os punhos de forma que só se equilibrasse pelos joelhos.

Seria terrível assim se Sasuke não tivesse invadido aquele corpo delicioso e segurado fortemente a cintura, ao ponto de deixar marcas vermelhas de dedos. Naruto gritou por causa da dor inicial, mas se engasgou com o arrepio de prazer por ter seu ponto erógeno esmagado. As investidas começaram assim que Sasuke desabotoou toda a sua camisa, pois queria ter uma visão melhor do traseiro do seu submisso.

-Rebola. - mandou autoritário, e foi prontamente atendido. Sasuke o apertava muito, em diversos ponto do seu corpo, dava-lhe palmadas em sua bunda enquanto investia com cada vez mais força.

Naruto sentia os dedos de suas mãos começarem a formigar pela falta de circulação sanguínea, pois os nós em seus punhos lhe apertavam muito. Chorava preso entre o prazer e a dor e nada lhe deixa mais feliz do que isso, porque seu mestre estava consigo e lhe dissera que lhe amava. Não precisou nem ser tocado para sentir a chegada do orgasmo, pois aqueles estímulos e aquelas palavras reverberando por sua mente eram suficientes para lhe deixar na beira do precipício.

Sasuke virou seu rosto sutilmente e um beijo delicado foi deixado em seus lábios. Tal atitude pegou Naruto tão de surpresa que ele gozou, contraindo-se completamente e fazendo Sasuke rosnar enquanto investia mais fundo. O diretor não se demorou a gozar dentro dele.

Depois de alguns minutos, os dois estavam sentados na cama e Naruto enxugava as lágrimas de seus olhos, um tanto feliz e calmo. Sasuke foi ao banheiro passar um pouco de água no cabelo, mas logo voltou, observando seu submisso nu lhe olhar com alguma curiosidade. Naruto desviou o olhar, um pouco nervoso, mas ficou ainda mais quando Sasuke sentou-se e lhe puxou para ficar entre suas pernas, sobre seu colo.

-Quer pedir mais alguma coisa ao seu dono? - sussurrou rouco, fazendo o outro arrepiar-se completamente. Naruto negou rapidamente e isso só fez Sasuke rir. - Peça… - lentamente os dois foram se fitando enquanto um roçava o rosto no outro. - Quer fazer amor comigo? - sugeriu.

Naruto pensou um pouco e negou sinceramente, o que fez Sasuke sorrir sombriamente, satisfeito com a resposta.

-Descanse por hoje. - mandou. - Amanhã, virão lhe buscar nesse mesmo horário. Tome banho, prepare-se de maneira adequada para mim, ponha uma roupa leve e aquela lingerie azul que eu te dei. - o rosto do outro corou ao assentir. - E se tocar nos seus pulsos de novo, eu vou te demitir pessoalmente.

-Sim mestre. - Sasuke tirou do bolso do seu paletó um plug anal e entregou a Naruto.

-Faz muito tempo que te tive, então não quero perder tempo. - ele assentiu rapidamente e beijou a ponta de borracha. - Te vejo amanhã.

Os dois se beijaram de novo e Sasuke deixou um loiro muito feliz no apartamento. Não pensou em nada do que passara naqueles últimos dois meses. Acabou por rir muito quando o diretor saiu e ele viu as marcas em seus quadris. Doía muito pouco, mas lhe deixavam muito excitado. Tomou um banho e dormiu como pedra naquela noite, sonhando com tudo o que vivera.

No dia seguinte, ao voltar do trabalho, pois tivera que ir na empresa saber como ficaria sua situação e parecia ser um alívio para administração Naruto continuar como submisso do Diretor Uchiha, foi descansar para que à noite estivesse em seu melhor estado. Quando a hora que escolhera para começar a se ajeitar chegou, simplesmente pegou suas coisas e foi para o banheiro. Tomou banho com demora, cuidando de cada detalhe de seu corpo para que ficasse pelo menos agradável, aplicou lubrificante no plug e o inseriu logo, pois o tempo que gastaria passando hidratante de pele seria suficiente para se acostumar.

Abriu suas malas e procurou pela peça desejada. Parecia com uma calcinha com renda nas bordas, mas era mais larga nas laterais e comportava bem sua genitália. Era azul marinho, a mesma cor do terno que Naruto usou no dia que viu seu mestre pela primeira vez, e tinha um lacinho na borda. Era... Sensual. Vestiu-a logo, secou seu cabelo com a toalha e escolheu uma calça e uma camisa de mangas longas, ambos de tecidos leves, para preservar ao máximo a maciez que o produto provocara em sua pele. Foi para a sala e esperou.

Uma batida na porta, dez minutos depois, foi o aviso de que era hora de ir. O motorista colocou uma venda de veludo no lugar do saco e isso o fez se sentir extremamente especial. Naruto foi levado e não conseguia tirar o sorriso dos lábios em nenhum segundo.

Retirou sua venda assim que ouviu a porta do quarto ser trancada, indicativo de que chegara ao seu destino. Olhou em volta buscando alguma orientação, mas não viu nada. Ajoelhou-se, como era de seu costume, e esperou. A porta foi aberta de novo e pelo peso dos passos, era o seu mestre.

-Senti seu cheiro assim que chegou e me deu água na boca. - ele disse e Naruto arfou. - Você escolheu o kit de banho que te dei de aniversário… Nem imagina as ideias que sua atitude me deu. - seu cabelo foi puxado e os dois se encararam. - Eu não vou te torturar hoje. Eu vou te comer vivo.

-Por favor, mestre… - pediu pelo inevitável.

-Tira a roupa. - mandou. - Quero só de lingerie e se deita de bruços na cama com as pernas para fora.

Naruto desfez-se de suas peças e obedeceu rapidamente. Os olhos negros de Sasuke deixavam claro que ele estava impaciente e que se não estivesse dentro do corpo de seu submisso, algo iria acontecer e não seria bom. O dominador trocou suas roupas por apenas uma calça jeans preta e nem cogitou usar suas luvas. Queria sentir cada centímetro daquela pele macia.

Baixou a cueca de Naruto até abaixo da bunda e sorriu para as nádegas pouco bronzeadas escondendo o plug. Seu submisso não era forte, nem belo, nem tinha nada que atraísse o olhar de outras pessoas. Era um homem comum de vinte e poucos anos. Seu corpo não era exuberante e nem tinha uma bunda grande, mas se comportava exatamente como queria e tinhas as reações certas. O que era um corpo diante da personalidade perfeita?

-Abre. - mandou e Naruto afastou suas nádegas com as mãos, exibindo a joia azul do plug acomodado em si. Sasuke sorriu e se masturbou devagar apenas para ficar ereto. Não iria gozar, pelo menos não longe do corpo de seu submisso.

Retirou rapidamente o objeto e enfiou seu pênis banhado de lubrificante no lugar. Naruto berrou com a invasão, pois o membro de seu mestre era muito maior que o plug. Sasuke revirou os olhos com o aperto e investiu devagar, só para constatar que um pouco de sangue se mesclara ao lubrificante. Lambeu os lábios e continuou penetrando o corpo tenso diante de si, segurando os quadris com força. Era hora da sua refeição, finalmente.

A primeira mordida ardeu como o inferno no ombro de Naruto, a dor foi excruciante porque foi acompanhada de uma violenta palmada em sua nádega. Gritou alto e se contraiu todo. A segunda foi dada em sua bunda ardida, depois que Sasuke saiu de si, e por um segundo, Naruto achou que perderia um pedaço de sua carne.

Enquanto lhe fodia com força, Sasuke distribuía mordidas e tapas pelo corpo do loiro, fazendo-o gritar e chorar. A dor mesclava-se ao prazer de forma que ele já não sabia qual era qual, mas nem se importava, apenas queria se afogar e dar satisfação ao seu mestre. Seu corpo não era seu, era dele e únicamente dele naquele quarto.

Sasuke saiu daquele corpo trêmulo para provar mais dele. Beijou as costas vermelhas, chupou a bunda mordida e fez Naruto se empinar para si a fim de que pudesse ter acesso a intimidade pulsante. Salivou com a visão da genitália e com o cheiro característico do suor mesclando-se ao hidratante que fora aplicado à pele. Não esperou mais: abocanhou a região oferecida.

-Mestre!!! - berrou quando seus testículos foram sugados com força demais. Seu pênis estava já ereto e querendo atenção, mas nada seria feito enquanto seu mestre estivesse ocupado saboreando o seu traseiro.

Os dois se fitaram por um momento e Naruto viu que havia sangue na boca de seu mestre, o qual era lambido lentamente e levado para o interior. Sabia que era por causa das mordidas em suas costas e em suas coxas. Engoliu em seco, sentindo todo o seu corpo tremer e arder das feridas, mas gemeu baixinho quando viu Sasuke sair de perto de si. Ele foi até um dos armários embutidos, o qual era uma geladeira, e tirou de lá uma garrafa semivazia de champanhe. Tomou um gole ao abri-la e voltou observando Naruto como um animal que encara um pedaço de carne.

Dizer que não estava assustado seria mentira, mas dizer que não se sentia excitado por isso também seria. A garrafa foi deixada no chão, em pé, e Sasuke se sentou na cama. Bateu uma mão em sua coxa, chamando seu submisso, que o montou com demora por causa da dor impossibilitando movimentos mais rápidos. Deu um beijo suave nos lábios molhados enquanto voltava para o interior cálido. Bateu em seus ombros e Naruto o abraçou, ficando mais perto.

-Galopa. - mandou quando fitou o par pequeno de mamilos escuros. Naruto começou a se mexer, gemendo por causa da profundidade que Sasuke estava em si, e teve seu peito mordido. Gritou.

Gritou pelos dois minutos que Sasuke demorou para ter um orgasmo e viu o quanto sua pele estava marcada pelos dentes, pelos chupões e pelas tapas. Ele não saiu de dentro de seu submisso, apoiando-se nos braços em cima da cama e sorrindo satisfeito para os beijos que Naruto lhe dava em seu corpo suado após o orgasmo intenso. Estava precisando daquilo, de gozar fundo e forte em seu submisso. Fitou-o e sorriu de lado.

-Bate uma enquanto rebola. - mandou. - Até gozar. - Naruto assentiu obediente.

Mexeu os quadris devagar, pois a dor ainda era um limitante para si, mas conseguiu sentir seu pênis endurecer em sua mão e o de Sasuke em seu interior.

Aos poucos foi acelerando, suando mais e gemendo cada vez mais alto, não tinha onde se apoiar e nem permissão para tocar seu mestre, então apertava sua própria coxa com a mão livre a fim de manter o equilíbrio. Os olhos de Sasuke cintilavam, mal piscavam, capturando cada expressão, cada movimento de seu submisso. Sentia-se crescer novamente dentro dele só por causa de toda a sua entrega apaixonada e de sua vontade em lhe satisfazer.

Como não amá-lo? Como podia querer outros? Todos os submissos reagiam mal ao teste do abandono, tentavam se matar ou lhe chantagear de alguma forma, tal como a última que se jogara do segundo andar de uma casa para dentro da piscina. Escapou com um braço quebrado, nada mais. No entanto, Naruto pedira demissão, fora adulto e racional. Se não era mais necessário, para que insistir? Quem ama, deixa livre e não causa sofrimento a si mesmo. Iria deixá-lo por amor.

Era a prova maior de sua submissão. Era perfeito em suas imperfeições. Amava-o tanto que aguentava tudo com paciência e calma. Podia ser sádico, mas não era louco para negar o que Naruto merecia: sua completa atenção e todo o seu amor.

Puxou-o para si quando percebeu que estava a poucos segundos do orgasmo e o beijou apaixonadamente. Ele gozou sobre si com ardor, mas não conseguia parar de lhe beijar. Sasuke o deitou e buscou o champanhe para tomar um gole soberbo. Derramou uma parte sobre Naruto e suas feridas e o ouviu gemer pela dor. Sorriu. Era seu, aquele homem era todo seu.

Começou a lamber e a sorver o líquido, deixando-o ainda mais marcado. Em dado momento, por causa da tensão, percebeu que Naruto segurava seu pulso e o apertava. Bufou irritado e deu uma tapa forte na cara dele.

-É a última vez que aviso. - falou firme e Naruto o encarou assustado. - Se tocar nos seus pulsos de novo, acabou. - rapidamente ele encolheu os braços, deixando-os ao alcance dos olhos do diretor.

-Desculpe, mestre… - sussurrou.

Sasuke beijou os pulsos carinhosamente e depois a boca carnuda, fazendo seu submisso gemer.

Continuou o penetrando com força, prendeu a base do pênis alheio com dois dedos e depois apoiou uma mão no pescoço exposto. Naruto arregalou os olhos, sentindo-se sufocar, e segurou firme o braço de seu mestre. Sasuke meteu com força, assistindo ao seu submisso se contorcer e se engasgar com urros sufocados. As pernas ao redor de sua cintura estava tensas, firmes, como se não quisessem que Sasuke nunca saísse dali.

Apertou mais um pouco a garganta, de maneira bem sutil, e masturbou o pênis em sua mão quando percebeu-o nervoso em seus braços. Quando o orgasmo estava chegando, ele sempre se agoniava e isso era deleite para o dominador. Ia gozar dentro dele de novo, mas queria ver Naruto se afogando primeiro.

Ele apertou seus braços e se arqueou inteiro quando a masturbação ficou mais rápida, tal como as violentas investidas no ponto que lhe fazia chorar e ver estrelas, seu movimento fez a mão em sua garganta ir mais para baixo e isso o impediu de gritar quando se derramou sobre si mesmo.

Sasuke estocou com vigor, sem parar e sem pensar, embriagado pela visão de seu submisso lhe encarando enquanto gozava, movendo os lábios em uma frase muda. “Eu te amo, Sasuke”. Deus! Era perfeito! Fora tão intenso que ele ficou totalmente vermelho e continuou liberando esperma mesmo depois de ter perdido os sentidos.

Abraçou o corpo inerte diante de si, trazendo-o para seu colo enquanto estocava apressadamente, e gozou o mais fundo que podia, gemendo que o amava também em seu ouvido.

Depois de quase um minuto inteiro, recobrou a sanidade perdida. Naruto estava desmaiado sobre si, respirando ruidosamente, todo suado, vermelho e mordido. Sasuke sorriu, apaixonado por este vislumbre, e o levou para o banheiro. Limpou-o com esmero e carinho, cuidou de suas feridas, vestiu-o com a lingerie e sua camisa preta e o levou para outro cômodo da casa.

-Olha só quem voltou. - era a voz de Shikamaru. Sasuke arqueou uma sobrancelha e parou perto do sofá da sala. Uma mulher usando roupa de couro e uma máscara branca que tapava seus olhos sugava demoradamente o pênis de seu amigo enquanto subia e descia num dildo preso no chão. - É este o tal Naruto?

-É. - Sasuke sorriu e o aninhou melhor em seus braços. - Quem é esta?

-Minha esposa. - Shikamaru sorriu para o empenho da mulher e por isso a trouxe para seu colo. - Ela é bem mandona, mas adora quando a trago para sua casa. - os estalos de seu beijo se mesclavam ao barulho dos golpes na bunda exposta. - Ela ama ser minha submissa, não é, amor?

-Amo sim. - ela gemeu apressada. - Amo transar com meu mestre, amo quando ele me bate e me faz gozar, amo quando me diz como sentir prazer. Amo meu mestre! - falou nervosa e isso fez os dois homens rirem.

-Sem desespero, Temari. - Shikamaru sussurrou. - Nós temos a noite toda aqui. - deu-lhe mais um beijo e fitou Sasuke. - Vai ficar com ele mesmo?

-Com Naruto? Vou sim. - os dois se despediram com um aceno e Sasuke foi para um quarto deitar o seu submisso na cama.

Quando Naruto despertou no dia seguinte, estava sozinho na cama, mas Sasuke estava sentado numa cadeira, olhando-lhe de longe. Ele sorriu emocionado por saber que aguentara até o dia seguinte e saiu da cama, caminhando debilmente para o colo que lhe chamava. Beijaram-se.

-Bom dia, mestre. - sussurrou.

-Pode me chamar de Sasuke de manhã. - afagou os cabelos loiros e o acomodou sobre seu peito. - Bom dia, Naruto. Tudo bem?

-Agora está. - praticamente ronronou ao beijar o pescoço alvo. - Eu gostaria de… - temeu pedir.

-O quê? - Sasuke o acomodou melhor sobre seu colo, deixando-o montado para pode lhe olhar nos olhos. - Peça. Pode pedir. - deu-lhe um selinho. - Se saiu tão bem ontem que eu vou realizar a sua vontade.

Naruto sorriu corado.

-Eu queria fazer amor com você, Sasuke… Devagar, porque ainda estou dolorido, mas queria muito.

Os dois se fitaram e Sasuke sorriu. Também queria. Vendo Naruto todo corado e entregue em seu colo, era impossível não querer fazer amor. Pegou-o gentilmente pelas coxas e o ergueu na posição macaquinho. Beijou-o com carinho ao seguir para a cama.

-Estamos no quarto certo, então.

13 de Abril de 2019 às 13:13 0 Denunciar Insira 0
Fim

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