Nosso Brinquedo Seguir história

teffychan Lilith Uchiha

Embora o objetivo inicial daquela viagem fosse apenas para realizar um dos muitos trabalhos com os quais já estavam acostumados, algo parecia diferente dessa vez. O alvo era mais interessante e era divertido brincar com ele. Mas era apenas um alvo e os dois foram enviados para realizar o mesmo trabalho. Bem… eles sempre poderiam dividir o brinquedo.


Fanfiction Anime/Mangá Para maiores de 21 anos apenas (adultos). © Todos os direitos reservados

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Capítulo 1 - Aposta

Estavam no apartamento que dividiam quando o telefone tocou. A ligação não demorou nem um minuto. Mal desligou o telefone e o rapaz veio até a sala, os cabelos ainda molhados por ter saído às pressas do banho.

— Quem era?

— Nosso tio ligou. Ele tem um novo trabalho para nós.

— Mas já? Não faz nem dois dias que realizamos o último.

— Os outros falharam, por isso fomos chamados. Além do mais esse trabalho parece ser mais divertido — o mais velho sorriu — Agora vista-se e arrume suas coisas. Eu te explico os detalhes no caminho.



~~~~~X~~~~~X~~~~~



Naruto quase foi sequestrado duas vezes antes de chegar ao Hotel Konoha. Na primeira o doparam com clorofórmio e, quando ele acordou, estava amarrado em um galpão abandonado. Na segunda foi pior, enfiaram um saco escuro na cabeça dele e o arrastaram para um veículo, levando-o sabe Deus para onde. Ele conseguiu se livrar sozinho das duas tentativas de sequestro, pois tinha aprendido artes marciais desde criança com um ótimo mestre, mas, depois do sequestro mais recente, começava a acreditar que apenas artes marciais não seriam o bastante para se defender. Por isso conseguiu um porte de arma e agora não se separava de seu revólver por nem um momento sequer.

Não sabia se era por ser filho de empresários milionários ou por causa da joia que carregava em seu pescoço. Um pingente de diamante que outrora pertencera a sua finada avó e que agora ele mantinha escondido dentro da camisa. Talvez fosse pelos dois motivos. Mas, uma vez que ele havia dispensado seus seguranças por pura rebeldia, precisava mostrar que sabia se defender sozinho. E, se as artes marciais que aprendera ao longo dos anos não bastasse, teria que usar o revólver que carregava o tempo todo. Até mesmo quando ia até o bar do hotel onde estava hospedado.

Sim, Naruto tinha encontrado boas defesas. Porém, infelizmente, não eram muito úteis quando ele era tão desatento a ponto de não perceber dois integrantes da máfia que o observavam a alguns metros dali.

— Então aquele é o alvo? Não parece grande coisa.

— Não se deixe levar pelas aparências — o mais velho avisou — Acho que posso cuidar desse sozinho.

— Há! Quem foi que disse para não se deixar levar pelas aparências? — provocou — Pretende usar “aquele truque” de novo, não é? — perguntou retoricamente, mas ele assentiu mesmo assim — Não vai funcionar. Ele parece ter a minha idade. É melhor eu ir.

— Ei. Está me chamando de velho? — ele ofendeu-se — Não se ache tanto, as pessoas gostam de caras mais experientes — bufou ao ver que não o tinha convencido por completo — Mas, já que insiste, talvez seja melhor você ir mesmo. Considerando a sua… posição… talvez seja mais fácil.

— Quer fazer uma aposta? — o mais novo perguntou, tentando disfarçar a irritação — Nós dois vamos tentar. O primeiro que conseguir ganha.

— E qual será o prêmio?

— O de sempre, é claro — o menor deu um sorriso maldoso.



~~~~~X~~~~~X~~~~~



Naruto permanecia no bar do hotel, se perguntando se conseguiria chegar em casa a tempo. Precisava levar aquele colar de volta para seus pais em segurança para que eles o trancassem no cofre da família. Porém, mais importante que isso, ele precisava chegar em segurança. Olhava para todos ao seu redor, procurando alguém que parecesse suspeito. Estava tão concentrado encarando o casal da mesa mais próxima que não percebeu a presença do rapaz que se aproximou dele até que este se sentasse ao seu lado. Pediu um uísque com gelo e foi atendido prontamente.

Talvez fosse a quantidade de álcool excessiva que tinha consumido, mas Naruto não conseguia parar de olhar para ele. Os olhos e cabelos negros contrastando com a pele pálida, lábios carnudos… e a forma como ele ingeria a bebida, devagar, parecia estranhamente… sensual.

Céus, era apenas um estranho bebendo uísque, como Naruto podia achar aquilo sensual? Ele devia estar muito bêbado.

—Tem alguma coisa no meu rosto? — o rapaz virou-se para encará-lo — Você está me observando já faz um bom tempo.

Sim, tinha alguma coisa no rosto dele, e como tinha. Os olhos cor de ônix pareciam hipnotizar Naruto e a forma como sorria… era como estivesse fingindo uma inocência que não possuía quando na verdade podia ler todos os pensamentos de Naruto sobre ele.

E então Naruto percebeu a sua desculpa perfeita.

— Na verdade sim. Você derramou um pouco de uísque aqui — ele levou a mão até o rosto do desconhecido e limpou uma gota de uísque no canto dos lábios dele, aproveitando ao máximo o momento para tocar sua face. A pele dele era mais macia do que imaginava.

— Nossa, que desastrado. Obrigado — ele riu. Em seguida estendeu a mão — Meu nome é Sasuke. Qual é o seu?

— Uzumaki Naruto — ele apertou a mão do rapaz, um sorriso bobo formando-se em seus lábios — Prazer.

— É um belo nome. Na verdade acho que já o escutei em algum lugar — ele disse como quem não quer nada, soltando a mão do rapaz.

— Você deve estar se referindo à Corporação Uzumaki. Eu sou filho dos donos — Naruto contou com orgulho. E se arrependeu logo em seguida. Mas que droga ele estava fazendo? Dizendo a um estranho quem ele era! Ser raptado duas vezes deveria ter lhe ensinado uma lição!

— Isso é incrível — Sasuke arregalou os olhos — Então você é o único herdeiro dos Uzumaki, certo? — perguntou e o rapaz assentiu — Não tem problema você andar sozinho por aí, sem guarda-costas? Não tem medo de ser sequestrado?

— Que nada! Eu sei me defender — Naruto exclamou — Fui raptado duas vezes antes de chegar até aqui, mas consegui fugir sozinho! Eu treino artes marciais desde que era criança, sabe? — falou de forma convencida. Em seguida aproximou-se um pouco mais, como se quisesse lhe confidenciar um segredo — E também comprei um revólver recentemente. Só para me defender.

Aquela era uma informação importante e inesperada. Não imaginou que Naruto também poderia estar armado. E, bêbado como estava, poderia acabar causando danos realmente sérios. Sasuke teria que mudar de estratégia.

— Não acha perigoso andar armado por aí? E se você acabar ferindo alguém?

— Eu não vou ferir ninguém — Naruto garantiu — É só por precaução. Para proteger a mim e ao colar que era da minha finada avó. Que Deus a tenha.

— Entendo. Nesse caso é um ato muito nobre — Sasuke fingiu estar impressionado — E onde está esse colar?

Naruto franziu o cenho, pensativo. Por que estava contando tudo aquilo para Sasuke mesmo? Ah sim, porque ele era lindo. E porque tinha a pele macia. E porque queria tocá-lo de novo, dessa vez em outro lugar que não fosse seu rosto ou um simples apertar de mãos… espera, não! Naruto precisava se controlar. Não importava o quanto ele era lindo, Naruto não sabia nada sobre ele, tinha acabado de conhecê-lo. Sequer sabia seu sobrenome.

— Como é o seu sobrenome mesmo?

Sasuke terminou sua bebida ao invés de responder. Em seguida segurou Naruto pela mão, sorrindo para ele.

— Que tal irmos a um lugar mais interessante?




Não demorou muito para que Naruto começasse a beijá-lo com voracidade quando deixaram o bar e se dirigiram a uma área menos movimentada do jardim. Podia sentir o sabor agridoce de Sasuke misturado com uísque em sua boca, o que parecia torna-lo ainda melhor. Beijar aqueles lábios carnudos enquanto suas mãos deslizavam pelo seu corpo era uma sensação maravilhosa. Naruto achou que não podia melhorar até que sentiu as mãos de Sasuke sobre as suas, guiando-as até o próprio traseiro. Naruto definitivamente não esperava por isso, mas não reclamou. Estava tão entorpecido com os gemidos de Sasuke em seu ouvido que não percebeu quando o rapaz deslizou uma das mãos até sua cintura e lhe surrupiou o revólver.

As sensações que Naruto provocava em seu corpo eram gostosas sim, mas precisava se controlar e manter o foco no trabalho. Tinha recebido o treinamento adequado para se controlar nesse tipo de situação. Escondeu o revólver que Naruto carregava em um dos muitos bolsos internos do casaco comprido que usava e que ia até os joelhos. Naruto nada percebeu, estava ocupado demais apertando suas nádegas. Em seguida deslizou a outra mão pelo peito do loiro e sentiu um pequeno volume em forma de cilindro um pouco abaixo da clavícula. Ele estava carregando o colar. Agora que o tinha encontrado, não precisava mais continuar com isso. Sasuke encerrou o beijo e afastou-se alguns passos.

Sasuke colocou a mão no outro bolso interno do casaco para pegar sua própria arma. Poderia ser um simples assalto se Naruto colaborasse, mas teria que mata-lo se necessário. Uma pena, o rapaz até que tinha seu charme. Porém, quando estava prestes a sacar sua arma, ouviu-se o barulho estridente de sirenes por toda a parte. Em seguida um helicóptero ali perto. Naruto estava desnorteado por vários motivos. Pelo álcool que corria em suas veias, o barulho das sirenes da polícia, a interrupção brusca do beijo e o fato de Sasuke ter desaparecido.



~~~~~X~~~~~X~~~~~



No quarto 66 onde estava hospedado Sasuke viu pela janela carros de polícia passarem direto até sumirem do seu campo de visão, assim como o helicóptero.

— Parece que um banco foi assaltado aqui perto. Por isso toda essa agitação de repente — o homem com quem compartilhava o quarto lhe estendeu uma taça de vinho.

— Esses idiotas bem que podiam ter escolhido outra hora para assaltar o banco — o mais novo sorveu metade do líquido.

— Então não teve sorte?

— Ele é mais precavido do que pensávamos — o menor contou — Sabe usar artes marciais e tinha um revólver.

— “Tinha”? — ele repetiu.

— Eu peguei sem que ele notasse — tirou o revólver que tinha roubado de Naruto do bolso interno do casaco e o depositou no criado-mudo. É claro, para um integrante da máfia, não seria difícil desarmar alguém, não importa o método utilizado.

— Sei… fez isso enquanto ele te apalpava? — sorriu divertido.

— É. Ele estava bastante distraído e não notou nada — Sasuke respondeu sem um pingo de pudor. Terminou de beber o vinho que restava e depositou a taça ao lado do revólver roubado — E ele também estava usando o colar.

— Vai ser mais difícil pegá-lo se ele o estiver carregando por aí, mas eu dou um jeito.

— Ei, nada disso! Quem vai terminar o serviço sou eu — Sasuke protestou — Se a polícia não tivesse aparecido…

— Ora, pare com isso. Você teve a sua chance — o mais velho interrompeu — Agora é a minha vez.



~~~~~X~~~~~X~~~~~



Naruto passou o resto da noite e o começo da manhã seguinte pensando em Sasuke. Em como a pele dele era macia, como era gostoso apertar o corpo dele, e como o beijo dele era inebriante. Gostaria de poder beijá-lo de novo.

Ah, mas qual era o problema com ele afinal? Não estava viajando para ter uma aventura romântica, precisava se concentrar no que realmente importava! Precisava levar aquele colar em segurança de volta para casa. Ele apertou o pingente por baixo da camisa de seda como se quisesse se certificar de que a pedra continuava ali. Naruto precisava manter o foco, principalmente depois do que aconteceu na noite anterior.

Suas memórias estavam confusas devido ao álcool, mas, pelo que se lembrava, vários carros de polícia passaram pela rua em que ficava o hotel. Alguns hóspedes curiosos foram até a porta ver o que estava acontecendo e ele foi arrastado pela multidão. Quase ao mesmo tempo, Sasuke desapareceu. Somente mais tarde um funcionário do hotel pediu para que todos se acalmassem e voltassem para seus aposentos, explicando rapidamente que um banco perto dali tinha sido assaltado, mas que não havia nada de errado com o hotel. E somente naquela manhã Naruto percebeu que seu revólver sumiu.

Estava se perguntando se o tinha deixado cair no meio da confusão da noite anterior ou se tinha sido roubado quando um homem parou ao lado dele.

— Com licença. Se importa se eu me sentar aqui?

— Não… fique a vontade — Naruto respondeu e o homem puxou uma cadeira, sentando-se de frente para ele. O loiro se perguntou o porquê de ele querer se sentar com um estranho e, após dar uma rápida olhada no restaurante do hotel, entendeu. Absolutamente todas as mesas estavam ocupadas, exceto a dele.

Naruto olhou melhor para seu novo colega de mesa. Parecia ser apenas uns quatro ou cinco anos mais velho do que ele. Tinha cabelos negros e compridos, presos em um rabo de cavalo frouxo. Os olhos também eram escuros e causavam uma sensação estranha em Naruto. Era como se o homem estivesse vendo muito mais do havia diante dele. Como se conseguisse enxergar seus desejos mais profundos e ver o interior de sua alma… Naruto já tinha se sentido assim antes…

— Meu nome é Itachi. Prazer — ele sorriu, estendendo a mão e quebrando o contato hipnótico que parecia causar em Naruto.

— Sou Uzumaki Naruto… o prazer é meu — ele apertou a mão do homem brevemente, voltando a se concentrar em sua comida.

— Você é o herdeiro dos donos da Corporação Uzumaki, não é? — Itachi perguntou, servindo-se de café — Acho que já te vi uma ou duas vezes.

— Bem, às vezes eu preciso aparecer em algumas coletâneas de entrevistas que o meu pai… espera aí — ele interrompeu-se — Se não me engano tem um funcionário chamado Itachi na nossa empresa.

— Sim, sou eu — ele sorriu — Vocês têm tantos funcionários, estou impressionado que se lembre de mim.

— Meu pai não te mandou até aqui para tomar conta de mim, não é? — Naruto indagou desconfiado — Eu deixei bem claro que podia me virar sem os seguranças! Sei me cuidar sozinho.

Itachi tinha muita vontade de rir. Foi realmente uma sorte aquele rapaz ser tão imaturo a ponto de dispensar os seguranças, o que facilitava seu trabalho. E sabia “se cuidar sozinho” tão bem que o revólver que ele supostamente usava para se defender foi roubado por um rapaz que conheceu no bar.

— Ah, não. Não vim até aqui para protegê-lo — Itachi sorriu, dizendo a primeira verdade depois de terem se apresentado. Pesquisar sobre a Corporação Uzumaki antes daquele trabalho tinha valido a pena. Quem diria que ele tinha o mesmo nome de um dos funcionários da empresa? — Não trabalho na segurança. Sou um dos contadores da empresa.

— É mesmo? — Naruto encarou desconfiado.

— Sim. Seu pai provavelmente nem sabe que estou aqui — Itachi informou — Estou de férias no momento.

— Ah. Bem, é uma coincidência incrível então — Naruto relaxou ao ouvir aquilo. Bebeu um gole de café e fez uma careta. Naruto pegou café sem açúcar na intenção de se curar mais rápido da ressaca da noite anterior, mas não estava ajudando muito.

— Algum problema?

— Não é nada. O café só está sem açúcar.

—Sei… ele também não gosta de coisas doces.

— O que? — Naruto não escutou o murmurar do homem.

— Desculpe o atrevimento, mas você não tem cara de quem gosta de coisas amargas, Naruto. Está bebendo café sem açúcar para se curar de uma ressaca, não é? — Itachi indagou e o mais novo assentiu, envergonhado — Dizem que cafeína ajuda a curar a ressaca sim. Mas eu conheço outra maneira. Quer que eu te mostre?




Por quê? Por que continuava fazendo isso? Será que não tinha aprendido nada com o que aconteceu ontem? O que havia de errado com ele afinal?

Era para ser só uma caminhada pelo jardim. Ele e Itachi estavam conversando, mas em algum momento Naruto parou de prestar atenção no assunto. Tudo o que conseguia fazer era observar o belo homem a seu lado. Os cabelos sedosos, os lábios finos que transformava seu sorriso gentil em uma expressão deveras sedutora, e aqueles olhos negros que parecia enxergar o interior de Naruto. O olhar de Itachi era tão penetrante que Naruto sentia-se despido diante dele e completamente exposto. E uma parte dele estava começando a desejar que isso acontecesse de forma literal.

Talvez fosse por causa dessa parte que aquilo estava acontecendo. Por causa daquela maldita parte pervertida de sua mente agora Naruto estava sendo beijado por ele. Sentia as mãos grandes e fortes o segurando pelo quadril ao mesmo tempo em que ele o abraçava com certo desespero. Itachi era muito alto, então Naruto tentava tocar tudo o que conseguia alcançar, por vezes arranhando-lhe as costas.O mais velho aprofundou o beijo de forma lenta e sedutora. Naruto queria mais daquilo, a forma devagar como ele fazia as coisas só o fazia desejar Itachi tocando-o cada vez mais, no entanto o homem não parecia disposto a atender seu desejo. Não estava com pressa. Prova disso era que retirava a língua de dentro da boca de Naruto quase que por completo, enfiando-a de volta em seguida e ameaçando encerrar o beijo apenas para provoca-lo.

Era divertido brincar com aquele rapaz, mas Itachi precisava terminar logo o serviço. Naruto estava completamente entretido em seu jogo de sedução e Sasuke lhe fez o favor de desarmá-lo, então ele só precisava pegar o colar. Deslizou uma das mãos pelas costas de Naruto, subindo até a nuca. Puxou o rapaz para mais perto de si e durante o processo sentiu a corrente do colar ao redor do seu pescoço. Ele realmente estava carregando o colar. Itachi precisava apenas arrebentar a corrente e pegá-lo sem que Naruto percebesse.

No entanto, antes que conseguisse fazer isso, sentiu as mãos de Naruto envolver seu pescoço e puxá-lo para mais perto. Aparentemente o loiro tinha se cansado daquele joguinho de provocação. Aquela posição era completamente desfavorável. Para início de conversa, Naruto carregava o colar dentro da camisa. E com os braços do rapaz ao redor do seu pescoço seria impossível arrebentar a corrente sem que ele notasse. Pensando bem, aquele trabalho era realmente mais indicado para Sasuke. Ele poderia fazer aquilo com muito mais facilidade. Mas isso não importava agora, Itachi precisava dar um jeito de pegar o colar. E, se não fosse por bem, seria por mal.

Naruto encerrou o beijo bruscamente e arregalou os olhos ao sentir alguma coisa pressionando suas costas, machucando-o. Encarou o mais alto e surpreendeu-se ao ver a forma como Itachi o encarava. Sem nenhuma sombra do sorriso anterior no rosto.

— Ei, Naruto… eu quero que você me dê uma coisa.

Naruto engoliu em seco. Tinha perdido seu revólver. Poderia tentar golpear o homem, é claro, mas sua presença era tão intimidadora que o deixou paralisado. E aquela maldita parte pervertida que Naruto amaldiçoava lhe dizia que ele não podia machucar aquele rosto tão lindo.

— E o que é?

— Quero que me dê privilégio de jantar com você esta noite — Itachi voltou a sorrir. O mesmo sorriso gentil de quando se conheceram, mas que agora Naruto sabia que estava carregado de segundas intenções.

— Como é?! — ele exclamou pasmo. Olhou de esguelha para trás — Mas você…

— Ah, isso? — Itachi desfez o abraço e recuou alguns passos. Esticou o braço direito, mostrando um relógio de pulso grande e chamativo — É o meu relógio. Desculpe, eu te machuquei?

— Ah, não… imagina, está tudo bem — ele suspirou aliviado. Devia estar ficando paranoico, só pode. Até parece que um funcionário da empresa de seu pai faria alguma coisa contra ele — Então… eu te encontro às 20 horas no restaurante?

— Perfeito — Itachi concordou — Bem, eu tenho algumas coisas para resolver agora. Então, até lá — ele se afastou, segurando o riso por Naruto não ter notado que Itachi carregava o mesmo revólver que lhe pertencia até ontem e que o tinha apontado contra ele.

Rumou de volta para seu quarto e encontrou Sasuke ao telefone. Desligou poucos segundos depois dele ter entrado.

— Quem era?

— Nosso tio. Queria o relatório da missão — o mais novo respondeu — Teve sucesso?

— Ainda não — Itachi suspirou — Ele usa o colar por debaixo da camisa, como você mesmo disse. Não tinha como tirar sem que ele percebesse.

— E daí? Você levou o revólver, era só ameaça-lo de morte caso ele não entregasse o colar. Ou mata-lo se necessário — Sasuke exclamou — Nosso prazo está se esgotando. Só temos três dias.

— O que? Mas nos deram uma semana — Itachi lembrou.

— Bem, diga isso ao nosso tio. Parece que ele está com pressa.

— Aquela pedra vale milhões no mercado negro, não posso culpa-lo. Mas esse é um prazo muito curto — Itachi passou a mão pelos cabelos nervosamente.

— Por isso que eu te disse para atirar nele de uma vez — Sasuke repetiu — Por que não fez isso? Teria sido muito mais fácil.

— Bem, o que posso dizer? O rapaz é interessante — Itachi encolheu os ombros como quem se desculpa — Mas não se preocupe. Combinei de jantar com ele hoje a noite. Dessa vez ele não escapa.

— Você o que? — Sasuke exclamou — Ah não, eu sei o que está tramando. Você teve a sua chance. E desperdiçou. Agora é a minha vez de contra-atacar.

— Se não te conhecesse tão bem diria que está com ciúmes — Itachi provocou.

— E eu digo que você está perdendo o foco — Sasuke rebateu — Eu não me esqueci da nossa aposta. Não vou deixar você vencer.

— Quem é que esta perdendo o foco agora, hein? — ele perguntou retoricamente — Muito bem, que tal fazermos uma nova aposta?

— Estou ouvindo.

— Se você conseguir pegar o colar, seja lá como for, antes do prazo estipulado, a vitória da primeira aposta será sua. E o prêmio será prorrogado durante uma semana.

— Isso parece tentador — Sasuke tentou disfarçar o sorriso com aquela nova proposta — Mas e se eu perder?

— Se você perder… o prêmio da primeira aposta continuará de pé. Mas nós teremos que trabalhar juntos para conseguir pegar aquele colar.



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Notas Finais:

Só para vocês conseguirem visualizar melhor o que está acontecendo na história, o colar que o Naruto carrega é aquele que a Tsunade deu para ele no anime.


Observação: História postada também no Nyah! Fanfiction




7 de Abril de 2019 às 04:17 2 Denunciar Insira 6
Leia o próximo capítulo Capítulo 2 - Jogo

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Narumi Lokidottir Narumi Lokidottir
eita nós Madara aprontando das suas e sobrou para os irmãos darem aquela força.. Davaiii
7 de Abril de 2019 às 22:38

  • Lilith Uchiha Lilith Uchiha
    Oii! Itachi e Sasuke precisam obedecer às ordens do tio já que a máfia é um "negócio de família" kkkkkkkkk Faz parte do trabalho, fazer o que. Kissus e obrigada pelo review *-* 7 de Abril de 2019 às 22:47
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