Devil Seguir história

nadi_lima Nadine Lima

As pessoas creem em seres superiores, Deus, Jesus, Jeová, Maomé, Zeus. Acreditam no bem e no mau, na teoria da criação divina, para ela isso era apenas crenças pelas quais as pessoas se apegavam para não se sentirem sozinhas no mundo, mas, nenhuma delas tinha dado certo quando ela precisou. Sua vida tinha virado um verdadeiro inferno desde que seu pai tinha abandonado a família por conta de outra mulher, fazendo com que sua mãe entrasse em uma depressão profunda e ela com apenas 5 anos tivesse que amadurecer cedo demais para ajudar com tudo. Ela fechou-se para o mundo ao ver o sofrimento da mãe, ela odiou por anos o homem que chamava de pai e malquis a sua madrasta. Mas, isso não era o pior, ele era o pior, o verdadeiro diabo de sua vida, aquele que infernizou a sua vida desde o jardim de infância, que a humilhou e colocou para baixo todas as vezes que ela estava finalmente bem. Ele a humilhava e ela não se importava, ele batia e ela nunca caiu, ele a maltrata e ela apenas recomeçava a cada dia que se passava. Ele era o verdadeiro Lúcifer em sua vida. E quando ela finalmente pensou que estava fora do inferno, o príncipe das trevas está novamente em sua vida, lindo e mais cruel do que nunca, querendo não apenas a sua alma, mas seu corpo e tudo que ela tinha conseguido construir depois que finalmente se livrou dele. E ela sabia que assim que se entregasse ao inferno iria ser recebida de braços abertos e nunca iria largar Lúcifer


Ficção adolescente Para maiores de 18 apenas.

#romance #drama #brigas #paixão #universidade #intrigas #corridas #UCLA #Califórnia #Lúcifer
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Prólogo

Amélia Hummer:

17 anos atrás

Descobri os meus ouvidos quando os gritos pararam e agarrei o meu ursinho de pelúcia, eu não gostava quando mamãe e papai brigavam, eu não gostava dos gritos, não gostava quando eles quebravam coisas, mamãe sempre falava que eu tinha que ficar no meu quarto, quietinha, quando isso acontecesse. Papai tinha prometido chegar cedo naquele dia, tinha sido o meu aniversário e ele tinha prometido que iria levar eu e mamãe para jantarmos fora, mas, ele não cumpriu isso e mamãe estava brava com ele por ter esquecido. Escutei passos fortes passarem pela porta do meu quarto e eu sabia que era papai, ele era a única pessoa pesada para fazer com que a madeira da escada rangesse, depois eu ouvi os passos leves de mamãe, os dois ainda discutiam, mas, dessa vez em voz baixa. Levantei da cama abraçada ao senhor Louis e me aproximei da porta, mamãe sempre falou que isso era feio, mas, eu apenas queria que eles parassem com aquilo.


_ Você está trocando a sua família por causa de uma vagabunda Paul. – Eu escutei mamãe falar sem entender o que ela queria dizer. _ Amélia precisa de você, ela é apenas uma criança.


_ Não coloque-a no meio disso Abigail, nem mesmo Amélia vai fazer com que eu continue nesta casa, nosso casamento acabou. Acostumese com isso. – Falou papai fazendo com que eu abraçasse com mais força o meu coelho. _ O divórcio está sobre a mesa de centro da sala, assinei-o e eu voltarei para buscar dentro de alguns dias, você pode ficar com a casa. Adeus Abigail.


Eu ouvi a porta do quarto de papai e mamãe sendo batida com força e ouvi os passos de papai nas escadas, saí do meu quarto e desci as escadas correndo, mamãe brigaria comigo se soubesse que eu estava fazendo aquilo, mas, eu não podia deixar com que papai fosse embora, ele nem tinha me dado o meu beijo de boa noite.


_ Papai. – Chamei quando vi que ele estava colocando algo dentro do porta mala do carro e ele não me encarou. _ Papai.


_ Volte para dentro Amélia. – Mandou-o fazendo com que eu apertasse com mais força o meu coelho. _ As tramoias de sua mãe não iram funcionar dessa vez. Nem mesmo os seus grandes olhos castanhos vão me fazer voltar atrás da minha decisão.


Eu o vi entrar no carro e sair me deixando ali olhando para a escuridão daquela noite abraçada com o meu coelho de pelúcia. Depois de um tempo sabendo que ele não iria voltar e pedir desculpas como sempre fazia eu fechei a porta como mamãe tinha me ensinado e subi as escadas, bati na porta do quarto de mamãe, mas, ela não respondeu, então eu entrei e vi que ela estava deitada no chão dormindo, peguei o meu cobertor e deitei ao seu lado cobrindo a nós duas e sentindo o seu corpo quentinho ao lado do meu. Papai não iria voltar naquela noite, então eu podia dormir com a minha mamãe.


_ Boa noite mamãe. – Desejei antes de fechar os meus olhos e adormecer no chão frio do quarto de mamãe.

5 anos atrás:


Escondi-me embaixo do capuz e tentei prestar atenção no que o professor de biologia falava, mas, era difícil quando Lúcifer fazia as suas brincadeiras sem graças nas últimas carteiras da sala, eu era o seu alvo preferido, parecia que ele tinha prazer em me ver humilhada, mas, eu nunca mostrava a ele o quanto isso me machucava e nunca iria deixar com que ele soubesse o que as suas palavras e ações me feriam, ele poderia me expor, me humilhar, me maltratar, mas, eu nunca lhe daria lágrimas. Eu aguentaria aquilo firme como uma rocha, eu tinha passada por coisa muito pior do que um garoto carente que precisa do sofrimento dos outros para ser feliz.


_ Professor Carter posso ir até a enfermaria. – Pedi quando ele parou a sua explicação e mandou com que todos s concentrassem na lição que estava sobre as bancadas. _ Não estou me sentindo bem.


_ Claro senhorita Hummer. – Concordou ele fazendo com que eu me levantasse e jogasse a minha mochila nas costas, não tinha mais muito tempo de biologia e eu agradecia não ter o próximo período com Lúcifer, ele não frequentava as aulas de francês e era o único período que eu realmente tinha um pouco de paz. _ Mas, eu preciso que alguém lhe acompanhe até lá, não posso deixar uma aluna ir sozinha para a enfermaria.


_ Eu acompanho a senhorita Hummer. – Falou ele levantando-se e lançando um dos seus sorrisos sarcásticos na direção do professor. _ Não queremos que ela se machuque no caminho até a enfermaria, isso seria tão ruim para todos.


Bufei quando o professor Carter concordou e saí na frente a passos largos a última coisa que eu queria era ter que conviver com aquele ser abominável que fazia a minha vida um inferno desde o jardim de infância. Lúcifer era literalmente o príncipe das trevas, o anjo caído que um dia tinha sido o mais amado por deus, seus cabelos eram loiros e bem cortados, os olhos de um azul tão claro e brilhantes que qualquer pessoa duvidaria que ele pudesse fazer mal para qualquer pessoa, ele tinha mais de 1,80 e o seu corpo era musculoso por conta do futebol, sua pele era levemente bronzeada por conta do sol da Califórnia e por ele passar horas com os seus amigos nas praias de Carmel. Ele seria a personificação de um deus grego se não fosse pelo seu interior podre.


_ Ei Hummer, você deveria me esperar. – Falou ele segurando o meu braço com força e fazendo com que eu me virasse para ele irritada. _ Não queremos que o senhor Carter descubra que você está descumprindo as suas ordens, isso seria péssimo para o futuro da aluna preferida dele.


_ Me deixe em paz Hale. – Mandei puxando o meu braço com força, mas, isso vez apenas com que ele apertasse mais fazendo com que eu soltasse um gemido de dor, sua mão era como uma algema no meu braço, firme e inquebrável. _ Eu odeio você.


_ Não se preocupe, isso é reciproco. – Avisou ele puxando-me para perto dele e fazendo com que eu encarasse os seus olhos azuis maldosos. _ Eu vou continuar fazendo da sua vida um inferno até o ultimo dia da minha vida Hummer. Nunca vou esquecer o que o seu pai fez a minha família. Eu irei quebrar você em tantos pedaços que ninguém vai conseguir lhe reconstruir. Eu irei quebrar você Hummer, lembrese das minhas palavras. Eu irei quebrar você.


Ele soltou o meu braço e saiu andando a passos largos na direção oposta do corredor e eu segui até o banheiro, apoie-me na pia depois de ter jogado água no meu rosto e respirado algumas vezes para não ter um ataque de pânico.


_ Eu também não esqueci o que ele fez com a minha família Hale. – Sussurrei encarando o meu reflexo cadavérico no espelho, eu estava cada dia mais magra e pálida. _ Eu nunca vou esquecer o que ele fez.


Joguei o capuz novamente sobre a cabeça e a mochila nas costas e saí do banheiro enquanto colocava os meus óculos de grau e fui na direção da sala de francês, eu tinha 45 minutos de paz e como não tinha como fugir daquela escola, era melhor eu os aproveitar, pois, o tormento voltaria com ainda mais força quando nós encontrássemos novamente e eu não iria sucumbir perante ao diabo. O meu diabo particular, Lúcifer Hale.

11 de Março de 2019 às 14:12 1 Denunciar Insira 0
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Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história está “em revisão” porque há alguns errinhos na história, por exemplo, vírgulas erradas. Ao longo do texto, você tem o costume de colocar a vírgula antes e depois da conjunção “mas”, contudo a regra é que vírgula só é devida antes da conjunção. A conjunção só virá entre vírgulas quando estiver deslocada. Em vários diálogos, há um erro quanto o travessão, que está sendo substituído pelo underline (_). Tem tempo verbal escrito errado, como “iram”. Pela frase dar a entender que você quis se referir ao futuro do verbo “ir”, o correto é “irão”. A forma que você escreveu “iram” pertence ao passado do verbo “irar”. Em um dos diálogos, há uma pergunta que foi finalizada com ponto final quando deveria ser usado o ponto de interrogação. São erros pequenos que acredito que uma revisão ajudará a saná-los. Depois de corrigido os erros, é só responder esse comentário para que eu faça uma nova verificação. ;)
23 de Março de 2019 às 13:58
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