Panic Switch Seguir história

balfeanorian Bárbara Oliveira

Ivo Roteaugen foi liberto de uma masmorra comum e levado para a bizarra Masmorra da Serpente, uma espécie de purgatório dos vivos administrado pelos poderosos Mantas Negra ou Os Filhos do Furor. Se vendo obrigado a confrontar a sua própria hipocrisia e o legado familiar do qual tanto fugiu, ele está prestes a perceber que a sua pior condenação foi ser deixado vivo naquele lugar. "-Há! Ao menos agora está sendo sincero, eu vejo nos seus olhos de menino, e você não está nem um pouco errado, muito menos os que nos colocaram aqui, os seus meio deuses ou sei lá o que. Sabe, você chegou aqui convicto de que não fez nada demais e de que tudo foi um caso de injustiça, agora tem que suportar essa laia de desordeiros que uma vez tanto desprezou ou ignorou: comer com eles, dormir com eles e respirar o mesmo ar. E nada é ainda pior do que precisar deles. Eu vejo isso em cada expressão facial sua, e sabe, eu também sinto o mesmo a cada segundo que passo aqui."


Fantasia Épico Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#universo-alternativo #301 #371 #258 #341 #389 #378 #desventuras #amizade #distopia #prisão
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Prológo

Olhe bem, meu filho, que dá sina se foge, se esquiva, até se atrasa o chegar, mas não tem jeito, um dia ela pega a gente de surpresa, como chuva de verão que não tem aviso nem hora".

Jacó lembra dessa palavras com muito apreço. Sua avó era uma senhora demasiado teimosa, difícil de prosear e ainda por cima dona das próprias verdades. De nada valia que ele as achasse absurdas pois estas sempre se cumpriam e de todos os traços da velha, esse era o que mais lhe irritava.

A sina de Jacó era entender que sua avó, Míriam, estava sempre certa sobre tudo, mesmo quando errada. Míriam o criou repetindo as frases que perseguiam sua família por gerações; “a morte nos chega à galope menino, veja bem, a desgraça também, vou logo dizendo que costumam vir juntas, o nosso sangue maldito sempre as atrai”.

Jacó riu em seu íntimo enquanto pensa nisso à caminho de algum lugar, não tendo ele como saber por estar muito bem vendado com suas mãos e pés presos em grilhões. Sente a barriga colar nas costas de fome, seu próprio cheiro o incomoda, isso lhe aflige mais que qualquer mordaça, cresceu orgulhoso de si mesmo, inclusive da própria aparência, mimado pela avó que o criou como mãe, e sobrevivendo ao medo de ser perseguido por quem era e o que mantinha consigo.

Sendo forçado a passar por um corredor, Jacó sente um conforto no ar, era quente e úmido como os ares de um litoral, passou-lhe a impressão de estar sob um clima agradável, há pássaros acolá, e percebendo o piar de outras espécies, aceitou que se morresse neste momento poderia ir em paz.

- Ei, você, tem dez segundos, pega o molho e tenta abrir, seja rápido heim, eu apostei sete segundos- ouve a voz grave de um dos que o levava.

Jacó sente alguém ser jogado ao seu lado com um pesado molho de chaves, o indivíduo ofega como um velho, mas vai saber.

-Dois segundos- advertiu o soldado.

O “velho” desesperado, já está na terceira tentativa de abrir os grilhões.

-Três… -quarta chave e nada - quaaaaatro.

Alguns riem no fundo, com isso Jacó teve a certeza que aquilo ia mais para uma chacota barata do que para uma aposta de verdade.

Ele Está atônito, pensa demais e não pensa em nada. Até que o som do engate de um rifle o faz ficar duro como uma vara verde.

-Cinco, seis, sete…

O tiro ressoa com um trovão caindo na cabeça de Jacó, o desconhecido desaba com um furo na testa ao seu lado a ensanguentar o chão em seguida. O guarda perde a paciência e a aposta, pega os molhos e demora um pouco mais para soltar os grilhões do novato.

- Segue em frente pelo corredor, e se olhar pra trás leva tiro… entendeu?

- Entendi.

-Bom, se quiser pode até tentar, mas só tem uma chance.

Risos seguem ao fundo, todavia o rapaz sequer se dignou a olhar, pula um cadáver a sua frente e atira-se pelo corredor com paredes empedradas.

Jacó anda entre o vão escuro, o que o faz recordar da masmorra em que fora jogado antes de ir parar naquele lugar desconhecido. Como na passagem de Sodoma e Gomorra, seguindo pelo beco sem olhar para trás, ainda que o receio o exigisse, contudo uma luz começou a guiá-lo para a frente. Definitivamente era o fraco e esperançoso raio de sol da liberdade.dessas

7 de Março de 2019 às 03:10 10 Denunciar Insira 3
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Bárbara Oliveira Bárbara Oliveira
Muito obrigada Borges, agradeço muito pela, inclusive pelas correções com a acentuação. É o meu primeiro romance, e a sua atenção vale muito, principalmente para os próximos que virão (espero), ainda preciso evoluir nisso e na descrição narrativa, ainda sou beta, porém chego lá.
22 de Outubro de 2019 às 00:06

  • Rodrigo Borges Rodrigo Borges
    Que isso, foi um prazer ler o seu trabalho! Caso queira algum outro tipo de ajuda, só me chamar, tenho bastante tempo para ler e gosto de debater alguns pontos da escrita ^^. 22 de Outubro de 2019 às 20:42
  • Bárbara Oliveira Bárbara Oliveira
    Obrigada Borges, é muito bom contar com ajuda mútua entre os escritores da comunidade. Ajuda é o que mais preciso, não me acostumei com o site, mal consigo postar uma resposta direito. 😃😢😢👍 22 de Outubro de 2019 às 21:02
Rodrigo Borges Rodrigo Borges
Eu gostei bastante de como você fez a descrição da avó, bem como as palavras utilizadas para tanto. Os diálogos e observações da narrativa me parecem bem naturais; geralmente os diálogos são as mãos ou olhos do desenho, sempre mais difíceis de serem construídos. A história me chamou a atenção e me prendeu a atenção, apesar de haver alguns deslizes em acentuação, pontuação, mas falo isso como leitor, porque sei que como escritor eu seria um hipócrita ao mencionar erros de português. Bom, desculpe se faltei com delicadeza. Bom trabalho!
21 de Outubro de 2019 às 07:55

  • Rodrigo Borges Rodrigo Borges
    *esquece esse segundo "a atenção"* 21 de Outubro de 2019 às 07:56
Davi Morais Davi Morais
Você definitivamente gosta de usar palavras antigas kkkk. Fiquei um pouco confuso, mas acho que entendi, eram 2 pessoas e uma delas morreu certo? ou será que ele é imortal e tomou um tiro de graça? kkkk
19 de Agosto de 2019 às 17:19

  • Bárbara Oliveira Bárbara Oliveira
    Sim, eram duas pessoas, e digamos que um tem que morrer pro outro entrar no lugar, nada demais, apenas controle de ocupação. Kkkkkkj 19 de Agosto de 2019 às 17:53
Karimy Lubarino Karimy Lubarino
Olá! Escrevo-lhe por causa do Sistema de Verificação do Inkspired. Caso ainda não conheça, o Sistema de Verificação existe para ajudar os leitores a encontrarem boas histórias no quesito ortografia e gramática; verificar sua história significa colocá-la entre as melhores com relação a isso. A Verificação não é necessária caso não tenha interesse em obtê-la, então, se não quiser modificar sua história, pode ignorar esta mensagem. E se tiver interesse em verificar outra história sua, pode contratar o serviço através do Serviços de Autopublicação. Sua história foi colocada em revisão pelos seguintes apontamentos retirados dela: 1)Pontuação: vírgula no lugar de ponto antes de "Contudo a personalidade apaixonante de Silvana"; "rival de Franco o chefe contrabandista" em vez de "rival de Franco, o chefe contrabandista"; "o que ele não espera é que, Revan Wolf" em vez de "o que ele não espera é que Revan Wolf"; "achasse absurda pois estas" em vez de "achasse absurda, pois estas"; "seja rápido viu" em vez de "seja rápido, viu"; "pelo seu sotaque o senhor deve ser inglês" em vez de "pelo seu sotaque, o senhor deve ser inglês". Falta de vírgula em vocativos, como "Olhe bem meu filho, que dá sina se foge" em vez de "Olhe bem, meu filho, que da sina se foge". 2)Acentuação: "dá sina se foge" em vez de "da sina se foge"; "à galope" em vez de "a galope"; "um cadáver a sua frente" em vez de "um cadáver à sua frente"; "em meio a praça" em vez de "em meio à praça". 3)"muito bem vendado" em vez de "muito bem-vendado"; "O tiro soou com um trovão" em vez de "O tiro soou como um trovão" Obs.: os apontamentos acima são exemplos, há mais o que ser revisado na história além deles. Aconselho que procure um beta reader; é sempre bom ter alguém para ler nosso trabalho e apontar o que acertamos e o que podemos melhorar, assim como ajudar-nos com a gramática e a ortografia. Caso se interesse, esse recurso também é disponibilizado pelo Inkspired através do Serviços de Autopublicação. Além disso, também temos o blog Tecendo Histórias, que dá dicas sobre construção narrativa e poética, e o blog Esquadrão da Revisão, que dá dicas de português. Confira! Os erros são simples de consertar; muitos deles até me parecem ter simplesmente passado por despercebido na sua revisão, levando em conta sua boa gramática. Bom... Basta responder esta mensagem quando tiver revisado a história, então farei uma nova verificação.
27 de Abril de 2019 às 10:00
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