A Casa das Quatro Folhas Seguir história

leonardo-dias1551915696 Leonardo Dias

Quando as pessoas de uma pequena cidade começam a desaparecer, as suspeitas caem sobre uma humilde casa de chá, e o roubo de um simples celular desperta algo nunca visto pelos moradores locais, tudo acompanhado da ascensão de pessoas que antes viviam nos becos escuros da sociedade, e que agora conseguem ver o sol como nunca visto antes.


Suspense/Mistério Para maiores de 18 apenas.

#brasil #japão #ascensãosocial #morte #estupro #policial #misterio
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PRÓLOGO

Mário apostou que toda a calçada em frente o novo shopping devia ter, na melhor das hipóteses, uns seis quilômetros; Eduardo, seu ajudante, chutou cinco. No fim do dia Eduardo levaria para casa um engradado de cerveja gelada, que provavelmente poderia trincar até a alma. O Novo Shopping, como era chamado, era uma construção ousada, imperava sozinho em uma das mais movimentadas avenidas, a linha 14. A estrada era larga e comprida, escassa de pedestres e infestada de carros, perdia-se de vista; Do lado esquerdo a construção se erguia, cercada de guindastes e andaimes. Daqui a pouco estará cheio de lojas infernais, onde gente de merda vai gastar a porra do dinheiro, Mário pensou, enquanto levava as mãos sobre os olhos, tapando os raios de sol que o tornavam momentaneamente cego. Nos últimos meses Mário era encontrado freqüentemente estressado, com a testa arqueada e cara fechada, andava resmungando e gritava com todos; com os estagiários mais ainda. O prazo para a entrega da obra era de dezoito meses, e ele já estava atrasado em três; andava procurando defeitos em cada andar, em cada parede, em cada prego. Reclamava desde a encanação até a quantidade de massa entre os tijolos, começou a achar até que a proporção de areia e cimento das massas estava errada, teoria essa que se provou falsa graças a um de seus estagiários.

Seus olhos ainda ardiam mesmo protegidos pela sombra de sua mão. Abaixou os olhos de uma das quatro torres que foram construídas em cada canto do shopping e tornou a encarar a comprida e reta calçada, que no momento estava sendo recoberta com pequenos tijolos refratários. Acima dos homens, o sol brilhava, fazendo cada indivíduo abaixo dele implorar por um escritório com ar condicionado. Suor escorria do topo da cabeça de Mário, descia pelo pescoço e escorria pelas suas costas, criando um aspecto pegajoso do tecido de sua camisa contra a pele de suas costas. Irritadiço e impaciente, ele gritou com os ajudantes que encaixavam os tijolos lentamente na calçada.

- Andem logo com esta merda, vocês estão há dois dias nesta porra de calçada!

De olhos ardendo devido ao calor e suor escorrendo pelo rosto, os dois ajudantes encararam Mário, a vontade era de lançar um dos tijolos na cabeça do engenheiro, mas precisavam do salário no fim do mês. O mais alto e velho, Júlio, era pai divorciado, quase metade do seu salário era destinado à filha, que atualmente estava no Rio de Janeiro com a mãe e outro pai, um impostor. O mais baixo apenas limitou-se a sorrir, ele sorria com freqüência quando estava nervoso; Nunca falava palavrões, se irritava ou fazia brincadeiras maldosas com os colegas, nos seus 28 anos nunca havia encontrado uma namorada, simplesmente as moças não o levavam a sério. Lentamente os dois voltaram ao serviço, foda-se a calçada, foda-se, Mário. Júlio pensou, enquanto, mais lento que uma tartaruga, pegava um dos tijolos com a mão repleta de calos.

Dentro da construção, o serviço avançava vagarosamente, o último bloco de lojas do quinto pavimento estava sendo finalizado, porcelanato branco cobria o chão, portas de vidro eram instaladas e em algumas lojas os eletricistas faziam os últimos reparos. Em uma loja, alguns espelhos eram instalados nas paredes, quinze, no total; em outra, lustres que custavam o valor de cinqüenta almas humanas eram instalados. Com paciência, ou falta dela, Mário fiscalizava todas as lojas, e ao fim do dia, quando o sol lá no alto cansou de brilhar, o serviço estava fiscalizado, para a surpresa do engenheiro, a grande maioria das lojas estava com o serviço adiantado, o que conseqüentemente adiantaria o seu cronograma.

Já passavam das sete da noite quando o seu turno chegava ao fim, dando início ao turno noturno, comandado por uma engenheira formada há pouco tempo, engenheira da qual Mário daria tudo para passar uma noite, mesmo tendo uma mulher em casa. Essa era uma das outras dores de cabeça de Mário, talvez uma das piores. Eram freqüentes os dias em que Suzana, sua esposa, estava indisponível para transar, sempre com uma desculpa na ponta da língua e muita velocidade nos pés para fugir de onde o marido estava. Aquilo fazia sua mente agonizar, diariamente ela indagava sua esposa sobre a causa dela estar agindo com estava.

A primeira vez que isso ocorreu fora no dia do aniversário de uma das amigas de sua filha, Angélica, uma garota de 15 anos. Na sexta, um dia antes da festa, Mário ficou responsável de levar as duas até o shopping antigo - na verdade uma galeria com lojas - para comprar alguns presentes. Levou a filha até a casa de Érica, a amiga, e depois conduziu seu antigo Citröen até o shopping para deixar que as duas fizessem compras, mesmo sem terem muito dinheiro para gastar. O Shopping ficava na linha 16, vizinha da 14, onde o novo shopping era construído. A linha 16 era tão vasta quanto a 14; na verdade a cidade fora construída de forma espaçosa, às vezes, era possível encontrar casas com um quilometro de distância uma das outras, orelhões em uma esquina e em seis quadras a frente poderia ser encontrado outro. Apesar de ser uma cidade tranqüila, havia uma antiga e renomada faculdade na cidade, que ofertava cursos de Medicina Veterinária, Biologia e Zootecnia. Recentemente uma fabrica de autopeças tinha se instalado na cidade, o que fez com que a população aumentasse potencialmente. Mediante isso, a construção de um novo (e verdadeiro) Shopping se fez necessária. Quando foi noticiado nos jornais a construção, grupos ativistas brotaram de cada esquina, viela e bueiro possíveis, visto que grande parte de uma área verde seria derrubada para construção do edifício, o que independente de protestos, aconteceu; desde o início da construção eram freqüentes os casos de boicote na construção, desde roubos de ferramentas e materiais, até danos físicos no edifício em si. Graças ao grande poder e influência das construtoras, estes casos foram tornando-se mais escassos a cada dia. Algumas pessoas até mesmo foram presas e alguns ativistas simplesmente desapareceram.

O antigo Citröen parou de fronte ao estacionamento do Shopping. Do lado de fora do carro o sol lançava seu calor escaldante, os últimos dias tinham sido assim. A porta traseira lateral se abriu, e Érica, amiga de Angélica desceu. Assim como Angélica, Érica era jovem, um ano mais velha que a amiga, e na casa de seus dezesseis anos era bem desenvolvida fisicamente. Suas pernas compridas e bem torneadas eram uma visão e tanto, Mário notou quando decidida, a menina caminhou para a calçada; Os olhos de Mário também se demoraram na região dos seios da garota, dos pequenos montes pontudos e cheios de vida. Ansioso, Mário passou a língua pelos lábios, não era sempre que tinha uma visão dessas. Quando, por um momento, olhou o retro-visor do veículo, percebeu que sua filha o encarava enojada; Desconcertada, deixou o veículo. Naquele dia, recusou a carona do pai para voltar para sua casa. No dia seguinte, após a festa, encontrou Suzana, sua esposa, no quarto de costas para a porta. Ela brigava com o zíper do vestido, Mário facilitou o processo, abrindo o zíper e ajudando a esposa a retirar a peça de roupa.

- Tudo bem? - Perguntou, ao perceber a rigidez da esposa.

A mulher assentiu, abriu a boca, mas de lá som algum saiu.

- O que houve?

Dessa vez a mulher tomou coragem. Abriu levemente a boca contornada cuidadosamente com batom vinho.

- Nada, eu só estive pensando em algo que Angélica me disse, mas não sei, deve ser coisa da cabeça dela... Assiste muita malhação. – a mulher virou-se, encarando o marido; seus lábios se fecharam em uma linha sugerindo um leve sorriso.

- O que ela disse? – Seu esposo franziu a testa, recordando e temendo o episódio anterior. Que diabos aquela porra de menina disse?

É verdade, pensou a mulher. O rosto dele conta, o desespero está no rosto dele, nojento! Como pode fingir que não estava desejando uma criança? Porco!

- Então? – Mário indagou, reunindo todo o cinismo possível. Levou a mão direita ao queixo de Suzana, de modo que a mulher ficasse com os olhos na altura de seu rosto.

- Não é nada. – disse; não sem uma simpatia fingida. Tirou a mão do marido de seu rosto, deu a volta na cama, foi até o guarda-roupa, escolheu uma camisola qualquer, enfiou a mesma pela cabeça e deitou-se na cama.

Mentirosa. Pensou, observando os cabelos negros da esposa se espalharem pelo travesseiro. Aquela garota imbecil.

Deste dia em diante, Suzana e Mário não transaram mais.

Naquela noite, ao deixar a construção nas mãos da engenheira recém formada, Mário seguiu em direção a parte Leste da cidade, região mais rica, onde a vida acontecia. Ali não havia avenidas espaçosas, vielas tortuosas ou orelhões a distâncias quilométricas um dos outros. Decidido a encontrar uma prostituta qualquer que o satisfizesse, acelerou o carro pela Avenida 14, sedento para chegar ao pequeno aglomerado de casas, prédios e centros comerciais. Andando a 100 quilômetros por hora pela avenida deserta, Mário abriu os vidros do veículo, ar gelado do início da noite entrou , esvoaçando seus cabelos. Parou debaixo de um letreiro luminoso de um posto de gasolina no meio do nada, as letras de neon refletiram pela lateral negra do veículo assim como pelo para- brisas, dando ao carro uma aparência fantasmagórica. Comprou cinco latas de cerveja e voltou ao carro, acelerando em direção à lascívia. Que a porra toda estoure! Riu em seguida. Virou em uma curva na direita e entrou em uma região arborizada, quase na região leste da cidade. Depois de uns dez minutos andando em linha reta, se deparou com uma bicicleta rosa largada na margem da avenida, na entrada de um pequeno bosque. Parou o carro e desceu do veículo.

Ao lado da bicicleta estava uma blusa de frio amarela e uma mochila que Mário reconhecia. Eram unicórnios azuis sobre fundo rosa. A mochila de Érica. Assustado, olhou em volta. Que diabos a mochila de uma das amigas de sua filha fazia ali?

Observou uma pequena abertura entre uns arbustos e com cuidado caminhou até lá.

- ÉRICA! – Chamou, atentando aos movimentos da mata. A noite já estava adiantada, quase não se distinguiam as coisas ali no escuro, e sua visão ainda não estava acostumada à escuridão. O ar estava denso e frio ali no bosque, aqui e ali ruídos podiam ser ouvidos, algumas coisas despencavam próximo de onde estava, e duas vezes Mário julgou ver algo correndo por entre as árvores. Levantou os olhos aos céus, os pinheiros desnudos pareciam apontar para algo lá no alto, uma estrela contendo um segredo mortal e ameaçador para a raça humana, quem saberia? Tornou a abaixar os olhos e quando os fez, viu. Aninhada ao pé de um dos pinheiros, encontrou a menina sentada no chão úmido com os braços em torno de seus joelhos. Chorava baixinho. Com cautela, Mário caminhou até a garota.

- Érica? Sou eu, Mário, pai da Angélica.

A menina levantou o rosto manchado de lágrimas. Os cabelos castanhos grudados na bochecha e os olhos vermelhos de tanto chorar. Mário ajoelhou-se ao lado da garota.

- O que aconteceu?

A resposta que obteve foi o silêncio seguido por soluços e mais lágrimas derramadas.

- Venha, vou te levar para sua casa, está frio! – observou, levantando-se em seguida para ir até o carro procurar um casaco que tinha certeza que estava no banco de trás. – Já volto, por favor, não saia daqui!

O carro ainda estava parado onde deixou, graças aos deuses, pois nos últimos dias eram freqüentes os casos de roubo de veículos. A peça de roupa estava lá, um puído casaco marrom. Mário sacudiu a peça do lado de fora, e quando deu as costas para o carro, viu que a garota vinha em sua direção. Mário abriu um sorriso, o melhor que pode e abriu a porta do passageiro do outro lado do carro.

- Venha, entre, vamos para casa!

- Não quero ir para minha casa, eu fugi. – A menina disse, mas apressou-se em corrigir a frase ao perceber a expressão no rosto do homem. – Na verdade eu saí antes que todos chegassem em casa.

- Oh, saiu sem ninguém saber, mas por que você saiu assim, de repente?

- Meu pai, ele... ele

Ela não confia em mim... Mas quem confiaria no pai de uma de suas amigas de escola? Tudo bem – tornou a dizer. – Não precisa me contar nada.

A garota assentiu, entrou no carro e fechou a porta com um baque surdo. Mário voltou até a borda da mata para pegar a bicicleta quando a ideia lhe veio à mente. Absurda de início, mas empolgante no final, poderia ser doce no início e amarga no fim, Mário sabia, mas quem se importava.

A menina fugiu, deve estar desesperada por algo que aconteceu na casa dela. Se eu a ameaçar depois ela não abrirá o bico. Ela fugiu de casa. Mário pensou, largando a bicicleta onde estava. Um aperto surgiu na sua garganta, seu coração disparou e suas mãos começaram a tremer tamanha era a adrenalina. Respirou profundamente. Devo ser rápido. Mário disse a si mesmo. Largo ela em uma das avenidas mais desertas, e que continue sua maldita fuga por lá.

Por um tempo parou olhando as árvores; Girou sobre os calcanhares e marchou em direção ao veículo, folhas secas estalavam sobre os seus pés, vento permeava seu cabelo e enchia seus pulmões como se fosse uma espécie de elixir da coragem.

Ela tem medo. Mário notou, enquanto caminhava em direção ao carro. Inconscientemente sorriu.

***

O banco de couro estava quente, Érica percebeu. O ar de sua respiração embaçava os vidros do carro, e com a mão a garota limpou uma pequena porção do vidro. O pai de Angélica estava caminhando em direção a sua bicicleta. Triste tornou a encarar suas próprias pernas arranhadas por pedras e gravetos, o tênis sujo e alguns matinhos se prendiam às meias. Ela não queria ter fugido de casa daquele jeito. Sentirão minha falta, eu acho. Érica pensou. Sentirão e virão atrás de mim. Não posso voltar para casa, não agora. Tornou a olhar lá fora e estranhou o fato de Mário estar parado, encarando as árvores. As mãos do homem tremiam. Quando o homem se virou e encarou o carro, uma sensação de desespero tomou conta do corpo da menina.

Érica não soube o porquê, mas um arrepio lhe subiu pela espinha, fazendo seus pelos da nuca eriçar. O semblante do homem estava mudado, não era o mesmo que conhecia; era como se um demônio estivesse tomando conta do corpo dele no momento. Sua boca, antes sorrisos simpáticos agora estava entreaberta, como a de um lobo, faminto para morder a presa.

De longe deve ter percebido que ela estava com medo, pois sorriu. Ligeira como um gato, Érica trancou todas as portas do carro, e como um animal recluso na gaiola, se encolheu. Isso não é real, não pode ser real! É o pai da Angel! - Pensou apavorada.

O homem dava voltas no carro, sorrindo, batendo no vidro. Estava louco. Descabelado, gritava. Gotas de saliva saltavam de sua boca e caiam sobre os vidros fechados. Lá dentro o ar estava quente.

- DOCINHO, ABRE O CARRO!

- ME DEIXE EM PAZ – Érica gritou em resposta. Tenho que sair daqui. – Olhou em volta, mas não viu nada que pudesse lhe ajudar. Tio Mário está louco.

- Érica, querida, abre o carro. Eu estava passando mal, mas agora estou bem, veja!

A menina encarou o homem, ele tinha parado de sorrir feito louco, mas seu cabelo ainda bagunçado lhe dava uma característica estranha. Devo ser corajosa. – Disse a si. – Tenho quinze anos, quase dezoito. Quase adulta.

- Não acredito em você. – disse para o homem. Quero minha bicicleta, quero ir embora!

- Você vai. É só abrir a porta do carro.

Ele vai me agarrar, vai me machucar. Érica sabia, não era mais uma criança boba que vivia baseada em contos infantis. Não soube o motivo, mas lembrou-se de um capitulo específico que havia lido em O Hobbit, o capítulo intitulava-se “do fogo para a frigideira” e algo dizia a Érica que no momento ela já se encontrava na frigideira. Devido ao desespero do momento, não percebeu que a chave do carro se encontrava na ignição. Deu um salto para o banco de lado, não sabia dirigir, mas era a única opção que lhe restava, mas quando seus dedos alcançaram as chaves, foi surpreendida por um estrondo do seu lado esquerdo. O vidro da porta se desfez em milhares de cacos, voando em direção ao seu rosto. Do lado de fora Mário estava de pé, com uma pedra na mão direita. Os olhos de Mário saltavam das órbitas, o sorriso doentio surgiu mais uma vez no rosto.

Braços voaram para dentro do carro, e a garota sentiu uma mão apertar seu pulso com força. Mais tarde, quando tentou repassar as cenas enquanto estava sentada sobre o tatami da casa de chá, não conseguiu se lembrar de como Mário havia entrado no carro, e muito menos de como conseguiu fugir dele.

Pressionada contra a porta contralateral, a menina não pode fazer muito, Mário era forte, e por mais força que fazia para tentar impedi-lo, não surtia efeitos. Se meus pais me vissem agora, com certeza esqueceriam-se de toda a separação. Érica pensou, enquanto lágrimas não convidadas vinham à tona. Eu só queria que eles parassem com toda a confusão, só queria a atenção deles para mim. Só queria uni-los! Começou a soluçar como uma criancinha indefesa, afinal, não passava disso.

- Por que está chorando meu docinho? – Mário perguntou, com uma voz estranhamente doce, assustando ainda mais a menina. Cheirou o pescoço da menina e dessa vez Érica sentiu o cheiro do álcool, do suor, da sujeira; O homem transpirava loucura. Vou vomitar. O conteúdo de seu estômago veio quando a pequena menina sentiu os dedos do homem dentro de si. Depois daquele momento, não se lembrou de mais nada, apenas da escuridão devorando tudo a sua volta.



7 de Março de 2019 às 00:16 2 Denunciar Insira 4
Leia o próximo capítulo Prólogo parte 2

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MiRz Rz MiRz Rz
Olá, eu sou a MRz do Sistema de Verificação do Inkspired. O sistema de verificação atua não só para ver a qualidade da história, como também para observar se a história está de acordo com as normas do site. Sua história foi verificada, pois está dentro das normas do site, porém eu sugiro que coloque uma tag sobre o estupro, porque isso pode acionar o gatilho de algumas pessoas mais sensíveis quanto a esse assunto, mesmo que não tenha sido nada gráfico. :) No mais, a história está realmente ótima e fiquei curiosa para saber o que aconteceu, pois minha teoria é que tem alguma coisa a ver com a casa de chá. Um espírito japonês vingativo, talvez? Enfim, parabéns pela história!
17 de Março de 2019 às 17:34

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