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akira-sam2702 Akira Sam

Uma aventura em um reino distante entre um general capturado que luta pelo amor aos seus familiares capturados e um rei arrogante que descobrira o maior de todos os sentimentos.


Fanfiction Para maiores de 18 apenas.

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Um guerreiro sem armadura e com beleza radiante.

O General capturado e o Rei Dragão.
Capítulo dois, Um guerreiro sem armadura e com uma beleza radiante.

O dia amanhecia suave no deserto, estar tão longe de casa deixava Sasuke nervoso, ainda mais tão perto de um inimigo tão formidável, sendo assim ele dormia pouco, havia acordado antes que os raios de sol surgissem no horizonte e ainda estava frio, ele se sentou na cama feita de peles e suspirou procurando pelo seu jarro de água, havia sido abastecido claramente por Obito, ele sempre se sentiu grato por ter o amigo consigo, ele o mantinha aquecido, pois sempre lhe trazia cobertores macios e o mantinha alimentado, procurando trazer comida sempre que podia, mesmo que as vezes buscasse longe, assim como mantinha água para ele, Sasuke morreria por ele com certeza. Bebeu a água e sentiu um calafrio no corpo, sabia que isso era definitivamente um mal preságio e se levantou, lavou-se e se vestiu, usou a túnica branca costumeira e prendeu seu cinto de couro a cintura, afivelou sua fiel espada de jade nacarado, forjada no calor mágico dos templos dos antigos, única relíquia que mantinha do pai e a mesma espada que o decapitou, outrora sentia medo toda vez que tocava a espada, imaginando como o menino que era na época que a alma do pai residia na matéria mágica que deixava a espada ser quase invencível, mas hoje como o homem que era sabia que a espada era apenas o instrumento de quem a empunha, mas sempre orava a alma do pai reverentemente e lhe pedia perdão por ser jovem demais na época de sua morte e não ter sido capaz de salva-lo.

Saiu a campo e viu seus fieis soldados dormindo, andou por entre eles sem medo e sem ruído algum e caminhou ao deserto inclemente, sentiu no ar o sopro do inevitável e num instante foi atacado por um homem alto, quase negro e de pele repleta de cicatrizes, ele estava com uma espada sarracena grande, aparentemente pesada e mortal, não pensou duas vezes e sacou de seu bolso o apito feito de osso de javali e assoprou o instrumento, acordando seus homens que saltaram assustados a tempo de serem surpreendidos pelo grupo maltrapilho de ladrões do deserto, muitos, muitos ladrões.

-General Sasuke, vejo que sua beleza é mesmo extraordinária, não me admira o Imperador Usurpador o manter vivo, o que me admira é ele não o manter em seu meio, como um dos escravos do harém real, seria a concubina mais requisitada com certeza.

Sasuke nem se moveu, esses insultos ele sempre ouvia, nada mais eram do que palavras vazias, ele era um general, beleza nunca significou nada para ele.

-Não quer conversar? Que pena, ouvi dizer que sua voz é tão bela quanto o seu rosto e que os que tem o privilégio de o ouvir cantando caem de amores pelo belo general. Tente me fazer chorar com sua voz, quem sabe eu poupe sua vida?

Ao seu redor o mundo se acabava em gritos e barulho de espadas, sangue e areia, mas eles se olhavam parados, apenas o vento agitando os longos cabelos negros que chegavam a cintura, soltos por ser ainda tão cedo, num salto o homem de aparência revoltada partiu para cima do jovem general e ele se esquivou como um gato selvagem, a espada sarracena partiu o ar e seu som se propagou, ela era pesada, mas mortal, porém seu portador gastava muita energia para usa-la, e isso já era uma vantagem, ele vestia roupas rasgadas e gastas, mas mantinha uma armadura de couro que embora fosse útil para aparar golpes lhe deixava mais pesado e lento, essa vantagem o jovem general já percebeu. Os ataques eram de um lado pura fúria assassina e do outro graça e leveza, mas sem que o general pudesse perceber eles se afastavam da luta no acampamento, se dirigiam mais ao centro das areias já aquecidas pelo sol, rumando ao desfiladeiro de rochas adiante, onde um espectador curioso mantinha ao seu lado a fiel confidente coberta de roupas negras.

-Ele realmente não usa armadura ou pode ser que não tenha tido tempo de coloca-la, devido a natureza do ataque, eu devia ter pensado nisso! Resmungou o loiro de vestes negras.

-Senhor meu rei, ele não tem armadura mesmo.

-Como sabe? Acaso foi ver isso pessoalmente? Haruno ergueu uma sobrancelha e apesar de usar um pano que lhe cobria os lábios o rei sabia que ela estava sorrindo.

-E quando fez isso?

-Ontem, me infiltrei perto do acampamento, em uma casinha abandonada há muito tempo, me servi de uma aparência diferente e convoquei alguns animais, revesti eles de magia e criei um cenário bucólico, a pastora e suas ovelhas, servi água e pão a um soldado que é o braço direito do general e conversamos por quase uma hora, ele me contou tudo que eu perguntei movido por minha magia suave e descobri que realmente o general não usa armadura, isso se deve ao fato de que ele é filho do legítimo rei, não pode vestir armadura, tem que lutar somente com suas habilidades e ser forte para vencer sem nenhum subterfúgio. Descobri que o exército está morrendo de fome, creio que após essa pequena batalha o meu rei pode atacar, vencerá sem dúvidas. Naruto estava chocado, ele realmente sempre se surpreendia com ela.

-Porque não me disse isso ontem? Me deixou usar esse plano quando já sabia de tudo! Francamente Haruno.

-O meu senhor não me perguntou nada ontem, e depois isso mudaria as coisas? Meu senhor deseja ver de perto o general Sasuke, ele está bem perto agora, observe com seus olhos se ele lhe é interessante.

-Realmente...Resmungou o rei indignado com sua companheira de conversa, mas sabendo que isso era bem típico dela, por hora prestou atenção no homem belo que lutava ferozmente no campo de areias.

-Nunca pensei que era tão belo, na verdade duvido que palavras descrevam sua beleza corretamente, veja os cabelos negros? O corpo curvilíneo pode ser visto nitidamente sob a túnica alva...Ele usa essa roupa para atormentar seus inimigos?

-Preciso parar essa luta, se ele morrer eu vou me arrepender...Haruno?? A mulher observava e depois de um tempo se voltou ao seu mestre.

-Meu senhor, ele já venceu, não terá nenhum ferimento. Infelizmente seu homem da tribo do sul está morto. Quase no mesmo momento a espada de Sasuke atravessou o peito do guerreiro sarraceno e ele caiu morto aos pés do general, que inadvertidamente se ajoelhou e fez uma prece para o morto, permanecendo aos seus pés por um breve momento, depois ficou em pé, limpou uma lágrima furtiva e avançou para o acampamento onde seus homens eliminaram a grande maioria dos inimigos, sendo que os outros fugiram. Infelizmente esse pequeno episódio acabou com as energias que eles ainda tinham.

-Obito, quantos dos nosso foram mortos?

-Vinte e três dos nossos, setenta dos deles...Sobre os feridos, apenas arranhões. Sasuke andava de um lado a outro em sua tenda, preocupado.

-Senhor? O que ouve? Nós vencemos. Se acalme.

-Creio que isso foi somente um teste e isso minou nossas forças, tente reforçar as defesas, se o nosso inimigo verdadeiro vier, será agora. Mal disse isso e ouviu o som da trombeta, sinal da guerra, correu para fora e o que viu gelou seu coração no peito.

-O Rei Dragão em pessoa. Disse o general Sasuke.

No meio das ondulações do calor do deserto vinha o exército inimigo, nos limites da fronteira dos dois reinos, eram em torno de dez mil homens seguramente, na frente o Rei Dragão usando sua armadura dourada, com elmo de dragão alado, o simbolo de sua dinastia. O general sentiu o corpo tremer, ele tinha dois mil homens bem treinados, porém famintos, seria uma massacre, após isso esse exército poderia avançar e sem encontrar mais resistência tomar a cidade e a cidadela sagrada completamente, tudo culpa do Usurpador, por incontáveis luas seus antepassados protegeram o vale nevado de inimigos, mas não mais...

-Suas ordens meu general! Disse Obito tendo a visão de que esse era seu fim, mas mesmo assim pronto a lutar e morrer como um fiel soldado. Sasuke pediu para reunir as tropas, discursaria uma última vez. Com sua fiel espada em punho ele subiu em um elevado e discursou aos seus soldados com sua voz doce e firme. “Hoje encontraremos um inimigo respeitável, valente e incomparável, mas ele enfrentará um inimigo a altura, embora em menor número e famintos mostraremos o nosso melhor, seremos guerreiros das terras nevadas, derramaremos o nosso sangue e o deles, dentro do que aprendemos, usem tudo de si, deêm a mim mais uma vez suas vidas! Se essa for nossa última jornada que assim seja, eu me orgulho muito de cada homem ou mulher que por ventura esteja comigo hoje, que seja grandiosa essa batalha!! Lutem!!

A comoção foi geral, eles eram todos inteligentes, sabiam que era o seu fim, mas lutariam com força, eles eram soldados sob o comando de um general poderoso e valente. Marcharam, o sol se fez inclemente e o cheiro de guerra e dor era pungente no ar, tambores rufavam no lado do inimigo, prontos a colocar medo no coração dos homens, mas eles avançavam...O encontro foi feroz, espadas e gritos ecoavam no meio do deserto, golpes eram dados e mortes aconteciam a cada passo, caiam homens e mulheres e o sangue manchava o deserto, mas eles continuavam, cada irmão de espadas morto elevava o Qui de cada um dos valentes guerreiros das terras nevadas, mas eles eram muito menos...

No final quando todos os homens das terras nevadas jaziam ou mortos no chão ou inconscientes restavam o Rei Dragão impassível em sua armadura brilhante e o pequeno general de vestes brancas salpicadas de vermelho dos inimigos abatidos, ambos respiravam com dificuldades, ambos suavam, ambos estavam cansados, mas somente um estava a beira da morte. Sasuke não tinha mais forças, então ele usava seu grande Qui, a energia interna que move tudo no mundo, mas ela não era ilimitada, usada em grandes quantidades também se esgotava invariavelmente. Mantinha a mente lúcida e se abstinha de pensar nos homens mortos ou capturados, ele apenas resistia.

-Renda-se a mim e eu o pouparei grande general Sasuke!!

Sasuke não respondeu, ele não tinha como, sua voz a muito o deixara, estava no limite do impossível, mas mantinha a espada na mão, pronto para revidar. Um golpe próximo ao corpo, ele se esquivou e retomou o golpe, o rei rebateu, ele caiu e se levantou, tonto, cansado, ofegante, trêmulo, o rei avançou uma, duas, três, dez vezes...Ele defendeu. Mas não por muito mais tempo.

Deus da morte me abençoe, eu fiz tudo que pude nessa luta, guie minha alma a um lugar de paz, guie minha alma a meus familiares, aqueles que já partiram e os que partiram em breve...” Ele orava, sabia que a notícia da derrota faria o imperador Usurpador tentar fugir, mas antes ele ordenaria que sua mãe, seu irmão e seu primo fossem executados, ele implorava aos céus que fosse de modo rápido, assim eles se encontrariam em breve, já podia sentir a espada passando próximo demais, mais um ou dois golpes e ele morreria.

A espado do Rei Dragão cortou sua coxa direita, o sangue jorrou vermelho e ele caiu de joelhos no chão, sua espada rolou longe e ele fechou os olhos esperando o golpe mortal, mas sentiu as mãos fortes do homem a tocar-lhe a face e ele abriu os olhos negros somente para se deparar com intensos olhos azuis, da mesma cor do céu que se descortinava além dele mesmo.

-Renda-se a mim Sasuke Uchiha. Disse o Rei como uma ordem.

-Nunca...Disse num sopro de voz. Ele foi atingido na cabeça e caiu pesadamente no chão. O Rei Dragão ordenou que cada soldado ferido fosse levado e tratado nas masmorras do seu castelo, ele os queria vivos, depois ordenou que levassem o general para uma torre ao leste do seu castelo, ele o queria lá, seria o local perfeito para faze-lo se entregar a ele.

-Meu rei, devo mandar o torturador?

-Sim, mas ele não deve quebrar nenhum osso dele, nem tocar em seu rosto, se apenas um hematoma nublar a pele do rosto dele certamente esse homem morrerá em minhas mãos.

-Deixarei suas ordens claras meu senhor, quanto tempo acha que ele aguenta?

-Não muito devido a seu estado de desnutrição evidente, me chame quando ele se render. Ordene a tomada das terras nevadas, nosso exército já chegou até lá?

-Sim meu senhor, eu posso ver no meu cristal que estão nas portas da cidade agora, devem atacar?

-Ataquem, mas não toquem nos cidadãos, entenderam? E se existir pedido de renúncia aguardem e mandem emissários, negocie a derrota deles e lhes ofereça o mesmo que oferecemos em sua terra e nas demais, entendeu?

-Perfeitamente meu senhor... Naruto tinha tudo na mão, ali um exército de dez mil homens, em frente as terras nevadas um outro exército de cinco mil, mas do que suficiente, a cidade não era fortificada para longos cercos, sua população civil era de agricultores e pastores famintos pagando altos impostos, o poder estava nas mãos de um Usurpador bêbado, o comando do país delegado a um general enlouquecido pelo ópio, duvidava que tivesse qualquer resistência.

-Mantenha o cristal vivo, eu quero saber de tudo.

-A chama é forte meu senhor, arderá por tempo suficiente, mas tenho que me manter centrada, posso me retirar para meditação? O rei sabia que isso significava usar alta magia e criar um portal para casa, ela iria aparecer em casa em minutos enquanto ele levaria um dia inteiro para estar em sua cama nos braços de uma concubina, era trágico, mas eram os labores da vida.

16 de Março de 2020 às 01:04 0 Denunciar Insira 0
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