jovana-serafini1548847226 Jovana Serafini

A guerra terminou mas diferente do que todos achavam, não foi o bem que ganhou. Voldemort tinha ganho a guerra e Harry Potter estava morto assim como a esperança de toda a comunidade bruxa. A resistência bruxa tinha sido quase que totalmente eliminada e agora as únicas esperanças estavam em Hermione, Rony e, surpreendentemente, Draco e Narcisa Malfoy. "O céu estava escuro e um silêncio mortal tomava conta dos terrenos de Hogwarts. Uma grande marca flutuava no céu assustando a todos, a imagem dos pesadelos dos bruxos, a cobra saindo pela boca da caveira."


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Harry Potter está morto!

    O céu estava escuro e um silêncio mortal tomava conta do lugar. Uma grande marca flutuava no céu assustando a todos, a imagem dos pesadelos de todos, a cobra saindo da boca da caveira.
Ninguém conseguia mais falar nada pois o medo tomava conta de suas almas, assim como o luto.


Então, ele começou a gargalhar como nunca fora ouvido antes. E seus seguidores o acompanharam.

       — Harry Potter está morto!


       Seu sorriso medonho aparecia em sua face ofídica. Ele apontou sua poderosa varinha para o corpo do garoto magro no chão e o fez flutuar no ar, se divertia vendo o corpo morto se balançando igual uma marionete.
   Todos observavam a cena bisonha e desumana chocados, o menino-que-sobreviveu estava finalmente morto.


— Vejam! Está morto — ele repetia mais para si mesmo do que para seu aterrorizado público e seguidores. Foram dezessete anos que Voldemort ficou atrás de matar este garoto impertinente. Fez com que o corpo de Harry Potter flutuasse perto de seus amigos, muitos correram para longe com muito medo pra ver. — Agora vocês não tem mais esperanças além de se sujeitar a mim.


   — A esperança nunca irá acabar! — Neville, a pessoa menos esperada que enfrentasse Voldemort de cara a cara, berrou do meio da multidão se colocando na frente de todos. — Não vamos desistir porque Harry morreu, jamais iremos nos submeter a você cara de cobra.

   Voldemort olhou dentro dos olhos de Neville fixamente por um minuto antes de cair na risada mais uma vez aquele dia, o garoto demonstrava grande coragem por fora mas Voldemort leu sua mente, o garoto era um covarde e não tinha o que temer.

   — É a última chance que dou a vocês… Aliem-se a mim, ou irão morrer vocês, seus pais, seus filhos, seus irmãos, seus avós e seus amantes! — disse ríspido.


No fundo da multidão estava Hermione Granger, Rony Weasley e Luna Lovegood. Os três escondidos, temerosos e sem saída. Rony olhava para o chão estático depois de ver o corpo de seu melhor amigo flutuar de forma inumana pelo ar. Pensou em todos os anos de amizade, nas brincadeiras e nas aventuras que se meteram, e pensou em como um segundo atrás pareciam poder dominar o mundo, conseguiram destruir cada horcruxes, derrubaram dezenas de comensais e Harry tinha sobrevivido a um segundo Avada Kedavra… Mas, ninguém previra o terceiro vindo logo em seguida.


   Luna olhava desesperada para Neville lá na frente, se arriscando desnecessariamente. Finalmente tinham conseguido ficar juntos, finalmente tinha conseguido respeito de seus amigos e não apenas chacotas, estava pronta para ir defender seu namorado. Hermione pegou ela pelos pulsos e negou com a cabeça.
      — Não pode ir até lá agora.
   — Ele vai morrer Hermione, não posso deixar — as lágrimas caiam de seu rosto, seu cabelo loiro platinado estava agora grudento de sangue, suor e sujeira.

   A multidão a sua frente não ousava falar ou se opor, mas não tomavam iniciativa de escolher um lado. Observavam Neville ainda posto a frente querendo defender seus ideais e continuar a guerra, lutando mesmo sem o menino-que-sobreviveu, e observavam Lord Voldemort com seus lobisomens, dementadores, gigantes e centenas de comensais, seu poder incomparável. Não teriam chances. Dumbledore se foi, Harry Potter se foi. Todos se foram. Não havia sobrado ninguém.

   — Vocês duvidam da minha palavra? — Voldemort ressoou mais uma vez, alto e imponente, já estava ficando sem paciência — Pois bem, darei uma amostra grátis.

Antes que qualquer um pudesse absorver suas palavras ele gritou:

   —Avada Kedavra!

Neville caiu duro no chão. Um berro foi ouvido dentro da multidão e a loira conseguiu sair dos braços de Hermione correndo em direção do seu amado. Ajoelhou-se no chão e se jogou em cima do corpo do garoto, chorando alto. A dor não cabia em seu peito e os gritos dela assustou a multidão.


   Voldemort observou a cena de longe, sorrindo como se tivesse ganhando um presente de natal.


   — É isso que acontece quando covardes acham que podem ser corajosos. Agora, unam-se a mim ou mais gente irá morrer e não é isso que queremos!

   Luna encharcou a camiseta do garoto deitado morto no chão, ele estava gelado e sem vida e ela queria sentir seu calor.
   — Deixe-me lhe ajudar garota — Voldemort contornou a garota, iria cumprir a promessa que fizera. A mesma já sabia o que estava por vir, então apenas fechou os olhos e encostou seus lábios no de Neville. E morreu junto de seu herói.

   O efeito que Voldemort queria com a morte de Neville foi totalmente ao contrário do esperado. O garoto que sempre foi covarde e muito tardio nos aprendizados e que foi o único que teve coragem de se opor a Voldemort sozinho, acabou morto. E Luna, a garota corvina super inteligente porém lunática, foi junto dele desistindo de viver para ficarem unidos. E a culpa era deles por não ter ajudado o menino. Era culpa deles por ter virado o rosto para quando ele foi morto. Era culpa deles não ter defendido o amigo. Precisavam lutar. Se morressem ao menos será com dignidade e bem melhor do que viver sabendo que não fizeram nada. Voldemort quis causar medo, não funcionou. A revolta e indignação tomou conta da alma dos bruxos. Não teriam mais medo.
   Dumbledore se foi. Harry Potter se foi e agora Neville Longbottom se foi. Mas eles ainda estavam ali e a morte deles não seriam em vão.

Voldemort percebeu a chama da vingança e da determinação voltar aos olhos das pessoas, elas já não olhavam para o lado ou para baixo. Agora olhavam para ele fixamente sem medo. Ele se sentiu nú e exposto, como se tivesse voltado a sua vida de trouxa no orfanato e isso o deixou nervoso. O medo era o que lhe dava forças. Ele precisava que as pessoas tivessem medo.

(...)


Draco Malfoy estava do lado errado. Ele sabia. Era para estar lá com seu pai, que sorria orgulhoso do lado dos outros comensais. Sua mãe ao seu lado tremia, segurou a mão dela fortemente, ela olhava fixamente para o corpo do menino Longbottom.


— E-eu estudei com os pais dele. Eu os tratava mal… Mas eram boas p-pessoas. Então eles foram pra Ordem e Bellatrix quase os matou… — ela gaguejou entre os choros e soluços baixos — Se eu pudesse, se eu ao menos pudesse… faria tudo diferente. — sua lágrimas caiam de seus olhos azuis lindo.


   Draco não sabia o que fazer, nunca estivera em uma situação tão complicada antes, todos seus ideais que foram construídos durante anos foi derrubado de uma vez só. Sabia desde o quinto ano que aquilo não era para ele, não queria matar pessoas. Não queria matar trouxas. Não queria fazer parte disso. Foi então que decidiu que queria ser medibruxo e ajudar as pessoas, e quando seu pai descobriu foi torturado. Amaldiçoado com o cruciatus por longas horas e posteriormente, com a marca negra. Sem escolhas.

 Olhou o rosto de Potter sem vida no ar. Admirava ele secretamente, o odiou por tanto tempo para descobrir que o que sentia era inveja. Inveja por ter tido amigos que o amavam sem interesse nenhum, inveja de saber que seus pais o amavam muito, inveja de saber que mesmo tendo uma vida sofrida nas mãos de horríveis trouxas ele nunca se corrompeu pro mal. Ele queria ter tido as escolhas que Harry teve. 
Fechou os olhos controlando as lágrimas. 
Até Neville, que sempre foi o mais inútil bruxo de Hogwarts foi mais digno que ele. O nome Malfoy o enojou. Engoliu o choro. Estava tão arrependido de tudo que fez na vida, precisava achar uma forma de sair daqui com sua mãe.

— Ponham-se no seus lugares, sangue-sujos e traidores do sangue! — Voldemort exclamou tentando retomar o medo nas pessoas a sua volta.

   — Quem você está chamando de sangue-sujo, seu mestiço de merda? — Jorge Weasley gritou se colocando a frente. Molly paralisou agarrando os braços de seu marido. Voldemort virou o rosto para o ruivo olhando friamente.  — É, você não vai mais nos assustar!
   — O que está fazendo Jorge? — Percy perguntou baixinho ao seu lado, aterrorizado com a audácia de seu irmão. Jorge ignorou, a lembrança de Fred morto em sua mente não parava de fazer seu peito doer. Gina estava no chão, ajoelhada, sem se mover desde que Voldemort anunciou a morte de Harry, só conseguia fechar os olhos e tentar ignorar isso tudo, tentando deixar Harry vivo em sua mente.

   O Bruxo das Trevas não pensou duas vezes antes de levantar a varinha em direção do Weasley. Antes que Molly ou Arthur pudessem fazer algo, ele exclamou:
— Avada Kedavra.

 Jorge fechou os olhos antes de ser atingido e morreu. Seu último pensamento em seu irmão, agora poderiam estar juntos. Percy segurou o irmão nos braços antes que ele caísse no chão e o deitou suavemente, soluçando com a culpa no coração. Se não fosse por ele, Fred ainda estaria vivo e Jorge não teria se arriscado. Era culpa dele.


   Gina olhou para Fred no chão, estático e triste, diferente de Fred que morreu com um sorriso travesso no rosto. Rony observou de longe seu irmão cair, não conseguiu reagir a tempo, Hermione segurava seu braço tremendo.
   — Rony, você viu o que aconteceu com Luna, não seja estúpido — Hermione implorava entre as lágrimas. — Você não pode me deixar, também. Entendeu?

   Molly avançou igual uma leoa brava para cima do bruxo, exclamando feitiços e mais feitiços que todos foram facilmente desviados. Ela perdeu dois filhos naquele dia e não suportaria perder outro. A raiva e dor da perda cegou seus olhos, impedindo-a de racionalizar, e Arthur era fraco demais.

    Estava pronta para lançar mais um feitiço em direção de Voldemort quando um comensal surge conjurando o feitiço imperdoável Cruciatus. E ela caiu no chão gritando.
Voldemort olhou com nojo e superioridade para a velha jogada no chão. Lembrou de Merope, a vadia que havia se iludido por um trouxa e morrido deixando-o no orfanato. Tinha cansado da apelativa, não queriam ceder então só tinha outro jeito.
— Mate-a — disse para o comensal ao seu lado. — Mate todos! — dessa vez gritou.

    Os comensais se movimentaram, e em menos de alguns segundos, mais da metade da multidão estava caída no chão morta. Pegos de surpresa, lentos demais para conseguirem se defender.
Voldemort duelava com qualquer um que tivesse coragem de chegar perto. Algumas pessoas fugiram e aparataram.


   Percy e Arthur se voltaram para os comensais mobilizados pela morte de Molly que estava no chão com os olhos abertos com uma expressão triste e raivosa ao mesmo tempo, ainda traçando os últimos sentimentos da perda. Não duraram mais cinco segundos antes de caírem juntos no chão mortos.


   Gina se juntou, furiosa, seus cabelos vermelhos chacoalhando com o vento enquanto ela gritava diversos feitiços horríveis que havia aprendido com o próprio Voldemort em seu primeiro ano, na câmara secreta. Ela despejou toda sua fúria e vingança em cada comensal até conseguir chegar a ele, que estava parado observando com um cínico sorriso no rosto. Seus olhos vermelhos cintilando fixados nos olhos verdes da garota.


   — Vejo que aprendeu bem, minha menina — ele sibilou provocante fazendo o sangue dela ferver em mais ódio ao lembrar do apelido que ele lhe dera quando criança.
   — Não me chame assim! — disse entredentes avançando nele com mais feitiços. Ele desviava tranquilamente enquanto gargalhava, sem perceberem entrando em uma dança. Até ela estar próxima o suficiente para ele agarrar-lhe o pulso e trazê-la em direção a seu corpo. Gina assustou-se com a proximidade repentina e por estar tão perto daquela face horrível e ofídica.
   — Você é uma ótima guerreira, Weasley, muito melhor que seus irmãos e amigos. É um desperdício ter que matá-la — ele disse segurando seu queixo e apertando forte, machucando-a. Ela tentava se libertar do abraço daquela cobra, as lágrimas escapando pelos cantos dos olhos.

Voldemort se aproximou mais de seu rosto e sussurrou em seu ouvido: 

— Mas antes, darei-lhe um presente.

Quando ele afastou-se dela novamente, Gina tentou gritar. Não era mais a face ofídica e assustadora que estava ali. Era ele, Tom Riddle. A pele pálida e jovial, com algumas pintas pretas ressaltando, os olhos negros que brilhavam maldosamente, os lábios finos e avermelhados abertos em um sorriso cruel e sádico, o cabelo que sempre ficava arrumado desta vez estava bagunçado em frente ao rosto dando um ar selvagem. Ele estava em sua forma adolescente de novo.


   Voldemort sorriu ao ver a expressão de terror e desejo da jovem que tentava a todo custo largar de seus braços.

    — Sentiu saudades, minha menina? Achei que gostaria de lembrar os velhos tempos antes de eu mandá-la para junto de seus irmãos — disse passando seus dedos pela bochecha dela limpando as lágrimas que caiam.

Gina fechou os olhos se recusando a olhar para o monstro a sua frente, a imagem dele garoto fazia as lembranças na câmara secreta voltar, ela nunca contou o que havia acontecido de fato no tempo que se encontrava com ele. Tinha excluído de suas lembranças. Mas vendo-o assim de novo era como se voltasse aquele lugar horrível. Naquele lugar em que fora enfeitiçada, manipulada, estuprada e quase morta. Se não fosse Harry Potter a salvar. Ela tinha que acabar com ele, com seu demônio interno e enfrentar, Harry a salvou para lhe dar outra chance.

Tom Riddle aproximou seu rosto suficiente para sentir o hálito da garota, cheirava a hortelã e sangue. Então, depositou um beijo nos lábios da menina trêmula, ele forçou os lábios dela a abrirem e invadiu sua boca com a língua sentindo o gosto de sangue ainda mais forte. Gina num impulso mordeu fortemente a língua dele, que se afastou rapidamente. Ele olhou para ela, e depois tocou os próprios lábios percebendo o sangue escorrendo. Num riso sarcástico ele disse:

— Você nunca muda mesmo, não é?

A garota percebeu a brecha e correu para longe o mais rápido que pôde. Ele não fez questão de ir atrás dela, apenas observou-a correr. Para ele aquilo era um jogo de caça e caçador. Ela era uma coelha e ele apenas a cobra pronta para dar o bote. Por enquanto, ele tinha mais gente para matar, pensou observando as pessoas ao seu redor que tentavam continuar lutar.

30 de Janeiro de 2019 às 11:34 0 Denunciar Insira Seguir história
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