fabio-weiss1532572876 Fabio Weiss

Segundo livro da série Perdida no tempo; Perdida no futuro: Batalhas e perdas, trás os perigos e desafios para Larissa e o grupo de sobreviventes. Durante uma busca por suprimentos o grupo entra num condomínio e acaba sendo surpreendido por um grupo de malfeitores. Agora eles devem pensar nalguma forma de escapar do local, antes que seja tarde.


Ação Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#ficção #terror #apocalipse #sobrevivência #mortos-vivos
0
3.8mil VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Aprisionados

Antes do anoitecer Larissa e Felipe haviam chegado ao ponto de encontro, onde todos os esperavam ansiosos e preocupados.

Mais do que todos, Rafael estava muito inquieto, andando de um lado para o outro. Ao ver Larissa e Felipe aparecerem do meio da mata, Rafael correu até ela e abraçou-a forte, enquanto Felipe se afastava, indo de encontro aos demais do grupo.

Depois de Larissa e Felipe relatarem o infeliz incidente que causara o atraso do retorno ao local de encontro, todos prepararam suas respectivas " camas " e foram dormir, a fim de repor as energias para o dia seguinte. Dado se voluntariara para fazer o primeiro turno da vigia, já que estava sem sono.

As duas semanas que se seguiram rolaram normalmente, sem qualquer dificuldade além de alguns mortos-vivos. Mas na terceira semana o grupo ficaria de cara com o pior grupo de malfeitores que haviam enfrentado até então.

Foi quando resolveram fazer uma parada num antigo condomínio, há alguns quilômetros de uma cidade; que sem perceber o grupo entrara na mira de um grupo de malfeitores que utilizava-se do condomínio como abrigo.

Ao entrar no lugar aparentemente abandonado, o grupo tornara-se alvo dos malfeitores, que os fariam pagar por terem entrado em seu território.

Os malfeitores emboscaram o grupo que fazia busca por suprimentos no depósito de alimentos e, armados eles amarraram cada pessoa do grupo em salas separadas onde fizeram todo um interrogatório, na tentativa de saber tudo o que poderiam, sobre cada membro do grupo.

Depois disso reuniram o grupo novamente e os mantiveram aprisionados numa sala escura e fria que parecia-se com uma câmara fria.

Horas mais tarde o líder dos malfeitores se apresentou a eles. Um homem moreno, de estatura mediana e sorriso torto.  Havia uma cicatriz que se estendia da ponta da sobrancelha esquerda ao canto da boca.

               -       Meu nome é Jefferson, o líder deste grupo...e consequentemente do local que vocês acabam de invadir! - falou ele em tom de acusação.

                -      Não invadimos este lugar...entramos pensando que estava abandonado! - respondeu Dado irritado com a acusação.

Jefferson lançou a ele um olhar fulminante.

              -       O fato é que este lugar pertence ao meu grupo...e não permitimos a entrada de qualquer outra pessoa! - disse ele ameaçador.

             -       Deveriam então ter posto algum aviso para que não o fizéssemos! - retrucou Valentina sem se deixar intimidar pelo olhar do malfeitor.

              -       Não somos idiotas! Sabemos que um aviso poderia acabar atraindo atenção indesejada! - tornou Jefferson, alteando a voz, cada vez mais irritado - E, agora que entraram aqui...deixar vocês saírem seria um erro, pois poderiam acabar deixando escapar informações sobre este lugar.

                 -         Quais informações poderíamos dar se nem sabemos quem são?! - jogou Marcos como se o malfeitor fosse uma criança teimosa e ignorante.

            -       Isso não vêm ao caso! - respondeu Jefferson dando as costas aos prisioneiros e caminhando em direção a porta. Ao colocar a mão na maçaneta ele se detém e diz:

             -         Espero que aproveitem os momentos de paz que ainda lhes restam, porque isso acabará em algumas horas. - seu tom agora era calmo e ainda mais ameaçador que seu tom alterado. Ao dizer isso ele saiu da sala e trancou a porta, deixando atrás de si o silêncio e o medo.

Larissa estava assustada, seus olhos estavam arregalados de medo e, ela agradecia por ninguém poder vê-la agora naquela escuridão, pois o pânico deveria estar evidente em seu olhar.

Algumas horas mais tarde Jefferson retornara acompanhado de outros dois malfeitores. Um homem e uma mulher.

O homem tinha alta estatura, peito de pombo e caolho. Seus cabelos castanho-escuro caindo no ombro, barba longa da mesma cor. Trazia consigo um olhar ameaçador de causar calafrios.

A mulher era igualmente intimidadora. Alta e esquelética, cabelos cor de beterraba, olhos castanhos com olheiras pronunciadas. Via-se que não era uma mulher que se devesse enfrentar.

Os dois pararam alguns passos atrás do líder, encarando os prisioneiros como se os desafiassem a enfrentá-los.

Jefferson dirigiu seu olhar a cada um dos prisioneiros como se estivesse escolhendo um gado para o abate. Depois de alguns minutos ele se deteve em Dado e disse:

                -      Você será o primeiro. - sussurrou ele para o garoto. Então, dirigiu-se a seus companheiros -   Samantha...Milton...levem ele!

Os malfeitores desamarraram Dado e o arrastaram aos berros para fora da sala, acompanhados do líder, que fechou a porta às suas costas sem dar atenção aos protestos dos prisioneiros.

             -      O que eles pretendem fazer com a gente?! - perguntou Valentina começando a se desesperar.

Ninguém respondeu. O silêncio de repente caíra como um véu pesado e sufocante sobre todos na sala. A possibilidade do que fariam com cada um deles, a começar por Dado, era assustadora.


9 de Janeiro de 2019 às 17:09 2 Denunciar Insira Seguir história
121
Leia o próximo capítulo Plano de fuga

Comentar algo

Publique!
Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a dizer alguma coisa!
~

Você está gostando da leitura?

Ei! Ainda faltam 17 capítulos restantes nesta história.
Para continuar lendo, por favor, faça login ou cadastre-se. É grátis!