Do Lado Azul Seguir história

jennyblanc_1545868099 Jenny Blanc

Eu caminhava calmamente enquanto sentia a brisa refrescante soprar sobre meus cabelos avermelhados. O cheiro de mar era nostálgico e os sons dos sinos de vento tintilavam a cada sopro do vento. Tudo parecia o mesmo, o reflexo das nuvens no chão de água era uma forte lembrança de que eu estava do lado azul e a única coisa que faltava por ali era ela.


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 18 apenas.

#bts #j-hope
0
3723 VISUALIZAÇÕES
Completa
tempo de leitura
AA Compartilhar

Capítulo Único

Eu caminhava calmamente enquanto sentia a brisa refrescante soprar sobre meus cabelos avermelhados. O cheiro de mar era nostálgico e os sons dos sinos de vento tintilavam a cada sopro do vento. Tudo parecia o mesmo, o reflexo das nuvens no chão de água era uma forte lembrança de que eu estava do lado azul e a única coisa que faltava por ali era ela.

Quando a imagem dela surgiu distante, sorrio involuntariamente e apresso o passo para reencontrá-la. Mas algo parecia errado... Sua imagem estava desfocada e distorcida, instável. Corro. Corro para mais perto da garota.

Sentada no chão, ela brincava com as ondas na água sem perceber minha aproximação, e, mesmo que esteja sentada sobre água, ali ninguém se molhava.

Eu paro em sua frente e quando o olhar da garota sobre até encontrar os meus olhos ela sorri genuinamente ao reconhecer o rosto de quem tanto sentia a falta.

Sento-me ao seu lado, deixando guardado em minha memória o motivo do evento anterior ter acontecido e focando toda minha atenção somente nela, pois esse era o real motivo da minha presença estar ali.

— Senti sua falta — diz cabisbaixa. O que não era do seu feitio.

Ela sempre foi sorridente e alegre. Sempre me recebia com um grande sorriso e abraços calorosos. Então essa atitude tristonha não incomum.

— Eu estou aqui agora — asseguro, lembrando-a da minha presença e o porquê eu estar ali.

Um pequeno sorriso brota em seus lábios rosados e me deu por satisfeito por enquanto, sabendo que teria que descobrir o motivo de seu comportamento atípico mais tarde.

Deito-me ali mesmo e dou um longo suspiro.

Era bom estar de volta. Este lugar especial e único, criado apenas para encontra-la e era, além disso, um refúgio de toda a agitação do mundo real. Acalmava-me.

Apoio minha cabeça sobre um dos braços e dobro uma das pernas, relaxando devagar enquanto olhava as nuvens no céu azul índigo. As formas engraçadas de alguma delas faziam a imaginação aflorar.  Formar de animais diferentes era percebido sem esforço.

— Ali, aquela nuvem se parece com um coelho — aponto para o céu, indicando a nuvem da forma do animal.

— E aquela? — pergunta.

— Se parece com um coala! — digo, animado.

— Aquelas ali se parecem muito com um biscoito e um cavalinho! — ri, divertindo-se.

Vendo sua empolgação, decido continuar com a brincadeira.

— E aquela? — pergunto.

— Se parece muito com uma lhama, não acha?

— Realmente, aquilo é uma lhama.

— Aquela ali — aponto para o céu, indicando a nuvem mais afastada da outras —, com o que se parece?

— hmm... Parece com um cãozinho!

Ficamos ali sem perceber o tempo passar, contando nuvens e rindo das mais engraçadas e estranhas. O sorriso caloroso estava de volta no rosto dela e de onde nunca deveria sair. Criaria centenas de mundos para que isso nunca mude.

— Hoseok, encontrei nossa nuvem!

— Nossa nuvem?

— Sim, veja. Bem ali – segurando minha mão, ela indica a nossa nuvem, e quando finalmente a percebo, reconheço nela o porquê de nos pertencer. O formato de coração se movia lentamente com o vento, deformando-a conforme era soprada para longe.

Sorri em reflexo ao seu sorriso, e, os poucos, os centímetros que separavam nossos lábios foram quebrados por mim num movimento surpresa.

Seus lábios macios eram audíveis conforme nossas bocas moviam-se. Era quente, doce e embriagava-me todas às vezes. Era minha droga e meu vício, mesmo não sendo real.

Quando nos separamos — ofegantes —, encosto minha testa na dela e fito seus olhos brilhantes. Abro um sorriso satisfeito.

— Quero te mostrar um lugar – diz, retirando minha mão de seu rosto, me ajudando a levantar.

— Um lugar? — pergunto confuso. Tudo aqui era — de um canto a outro — idêntico.

Mesmo se andássemos por horas, a mesma paisagem surgia. Céu azul com nuvens, chão de água cristalina e uma imensidão sem fim. O que de tão especial ela teria encontrado?

— Venha, vou te mostrar! — diz animada, dando pulinhos alegres enquanto me guiava até o tal lugar.

Andamos de mãos dadas por alguns minutos. Estava calmo e o clima agradável relaxava meus músculos cansados.  Acima de nós, o grupo de gaivotas cantava incansavelmente, fazendo parecer que estávamos em uma ilha paradisíaca isolada e com os sinos de vento compunham um som único e exclusivo daquele lugar.

Olhando de canto de olho, percebo que ela esta pensativa, distante como da vez que cheguei.

Não era a primeira vez que a via deste modo. Desde a última vez que estive aqui, ela também estava se comportando assim, distraída em alguns momentos, quieta em outros. Preocupava-me.

Mas antes que eu lhe perguntasse o motivo, ela se vira para mim com seu típico sorriso alegre, dizendo que tinha chegado.

A cerca de 10 metros, estava um pequeno e modesto bangalô.

Encontrava-se suspensa por quatro pernas de madeira escura com metade delas submersa no chão, dois degraus levavam até a entrada do bangalô. Uma porta do outro lado da pequena varanda indicava a entrada. Um grande telhado de palha cobria toda a estrutura como um chapéu chinês engraçado. Deixo meus sapatos sobre o piso de madeira ao lado da porta antes de entrar.

Sou arrastado por ela para dentro do bangalô. Existiam apenas dois cômodos, um deles era o banheiro no canto ao fundo e o outro se dividia em quarto, uma cozinha modesta e a sala. Ao lado da cama de casal, havia uma grande janela por onde a luz do sol atravessava e iluminava toda aquela parte. Uma mesa de dois lugares compunha a cozinha, o fogão e um armário sobre ele completavam o espaço. Era tudo rústico, mas muito aconchegante e bonito.

Existia um toque feminino — percebia —, notei isso quando vi alguns livros na estante da parede decorados com algumas flores ao redor e do pequeno boneco de pelúcia entre os travesseiros da cama.

— Descobri esse lugar há pouco tempo, não é lindo?

— É sim, um belo achado — me sento sobre a cama, testando a maciez dela com as mãos, não deixando de reparar tudo ao redor admirado.

— Ah! E a melhor parte está aqui — aproximou-se do objeto retangular perto de outra grande janela, de onde a cortina era soprada pelo vento escondendo-o.

O toca disco estava sobre uma mesinha de madeira encostada à parede. Era dourado e cintilava quando luz do sol batia, refletia na pele alva dela e fazia seus olhos azuis mudarem de cor como um prisma.

— E funciona?

— Claro! Espere aí... — com delicadeza, ela coloca o disco no aparelho e gentilmente encosta a agulha na superfície plana do objeto. A música começou a tocar, emitindo os chiados típicos dos discos de vinil.

Era um dança engraçada e divertida, combinava com sua personalidade brincalhona. Me junto à brincadeira. Certo momento, mergulhado totalmente na dança desengonçada que criamos, sem querer tropeço na talha de madeira do chão, e acabo levando-a numa queda atrapalhada.

Caí de costas no chão com ela sobre mim. Apoiando as mãos do lado da minha cabeça, ela me fita com certa preocupação.

— Você está bem? Se machucou?

Ela estava muito próxima, seu cabelo estava fazendo cócegas no meu rosto e seu cheiro me desnorteava, uma palpitação cresceu em meu peito ao fitar seus lábios tão próximos. Ela poderia escutar facilmente meu coração se não fosse à música que ainda tocava no toca discos.

— Hoseok...

— E-eu estou bem — tropeço na fala no momento em que ela se movimenta inocentemente tentando se apoiar melhor. Uma de suas pernas estava entre as minhas. Estava próximo de mais, quente demais...

Quando ela percebe meu embaraço, rapidamente se afasta, ajeitando o vestido e o cabelo desarrumado. Seu rosto estava vermelho como um pimentão e contrastava — visivelmente —, com sua pele clara.

— Esta com fome? Vou preparar algo para comermos — sem esperar minha resposta, ela se levanta e vai até a cozinha rapidamente.

Afasto os pensamentos embaraçosos que surgiram e ofereço uma ajuda com a refeição. Aos poucos nossa atenção estava apenas no preparo do jantar e o embaraço anterior tinha sido deixado de lado.

Não era nada de espetacular, tampouco era difícil o preparo. Uma macarronada simples serviria para nós numa refeição rápida e satisfatória. Apenas o fato de ter algum alimento nos armários me surpreendia, mas resolvi não me importar com esse tipo de curiosidade.

— Você está estranha hoje o dia todo — decido pergunta-la sobre seu comportamento saturno de mais cedo enquanto terminamos nossa refeição.

— Hm?

—Aconteceu alguma coisa? — pergunto preocupado, empurrando o prato para o lado e segurando uma de suas mãos sobre a mesa.

– Não é nada, não se preocupe. — sorri, numa tentativa falha de me acalmar.

Depois de guardar a louça e de se banhar, ela se dirigiu até a janela próxima a cama. Lá ficou por um tempo, distante, mergulhada em seus pensamentos melancólicos.

Quando retorno do banho secando os cabelos, ela ainda permanecia lá.

Seus fios ainda úmidos eram soprados para trás com a brisa fresca que vinha de fora. Ela era tão linda, os contornos do seu corpo eram — para mim — perfeitos e pareciam ter sido esculpidos. O seus olhos claros contrastavam com a luz dourada que tocava seu rosto e fazia-os cintilarem como duas turmalinas. Como alguém tão linda assim poderia ser real?

— O sol já vai se por... — sussurrou, mais para si do que para mim.

— A vista daqui é linda — digo, mudando de assunto. —, não acha?

— É, é sim... — diz cabisbaixa, suspirando enquanto olha o sol partindo.

— Vamos, não fique assim — abraço-a por trás e beijo sua cabeça, pousando meu queixo no topo dela. O cheiro de erva doce do sabonete mesclava-se com seu perfume natural.

A beleza do por do sol agora era amarga para ela — e para mim também de certa forma — já que o fato de estar anoitecendo significava que meu tempo aqui estava acabando. Logo dormiria e quando isso acontecesse, ela não estaria ao meu lado quando acordasse.

— Você está demorando cada vez mais para voltar...


— Estou cansado, provavelmente é o motivo de eu não voltar com mais frequência.

— Você sabe que não é isso. — diz, alterando levemente a voz.

— É apenas estresse do trabalho, não se preocupe.

— Está me esquecendo! — gritou.  

Seu tom de voz elevado me surpreendeu. Ela nunca foi de gritar comigo e jamais discutimos por qualquer motivo.

Apoiada com as duas mãos na janela, escondendo seu rosto entre os fios cumpridos, tremia.

— Você vai embora e nunca mais voltara! — sua voz falhava e eu podia perceber que estava contendo o choro. — Vou ficar aqui, sozinha, nessa imensidão sem fim! Porque você me esquecerá! Porque eu não passo de uma mentira!

Petrificado, tentava digeri suas palavras aos poucos.

Então era isso, esse era seu medo. O medo de que eu a esquecesse a estava corroendo por dentro, entristecendo seu coração.  Mas eu não pude perceber, não notei que a estava magoando.

O que eu estava fazendo? Aparecendo e desaparecendo de repente. Como se ela vivesse por mim, a minha disposição. Como se não tivesse sentimento algum. Fui cruel demais em não perceber sua agonia. Fui egoísta.

Mas me odiava ainda mais por não ter passado meus reais sentimentos para ela, não consegui lhe transmitir a segurança do meu sentimento por ela. Meu real sentimento. Eu a amava e acreditei todo esse tempo que estava conseguindo — dia após dia — monstra-la isso.

— Você esta errada — digo, aproximando-me —, nunca vou te esquecer. Jamais de deixarei sozinha e você não é uma mentira.

Virando-se, posso ver claramente suas lágrimas molhares seu rosto delicado. Sua expressão amarga cortava-me o coração. Queria seu sorriso de volta, odiava vê-la dessa forma. Odiava ainda mais por eu ser o culpado por todo seu sofrimento.

— Como posso ter certeza? Você não tem controle sobre quando vem ou quando vai embora.

— Por que eu te amo.

Abraço-a forte. Pegando-a desprevenida. Queria que sentisse meu coração bater forte no meu peito.

— Nada disso adianta se você desaparecer pra sempre — balbucia com o rosto colado em meu peito. Suas mãos apertavam forte minha blusa e suas lágrimas molhavam-na.

— Não vou desaparecer.

— Então prove.

Afrouxei o abraço e deslizei a ponta do meu nariz em sua pele, senti seu perfume adocicado. A alça fina do vestido estava caída e a pele do ombro implorava ser tocada. Beijo esta área levemente e a reação que tenho dela é boa. Os pelos de seu corpo arrepiaram ao meu toque e isso me faz querer mais.

Beijo-a mais uma vez, subindo os lábios para a área do pescoço. As mãos dela apertavam forte minha blusa e sua respiração quente batia no tecido. Afasto-me para fita-la. Já não havia lágrimas e limpo os rastros que marcaram seu rosto. Acaricio sua bochecha enquanto olhava-a nos olhos.

Nós dois olhávamos uma para o outro com desejo. Um desejo reprimido por nós dois, mais por mim do que ela, para ser franco.

E quando seus olhos desceram até minha boca, fui o fim da linha para toda e qualquer sanidade que ainda me fazia reprimir meus sentimentos mais libidinosos e carnais. Selei nossos lábios com pressa. Agarrei sua nuca enquanto meu outro braço trazia seu corpo para mais perto. Os únicos sons eram dos nossos lábios e corações em sincronia.

Em certo ponto, perdemos o fôlego e nos separamos para buscar ar.

— Eu te amo. — diz, a verdade com que me olhava alegrava meu coração. E eu a amava tanto quanto.

Sem desviar seus olhos dos meus, dedilha os botões da minha camisa, abrindo-a por completo até o fim. Seu rosto estava vermelho, sua boca entreaberta chamava-me para mais um beijo.

Imitando-a, desço a alça de seu vestido gentilmente e arrasto o zíper na parte de trás para baixo. Deixando a peça deslizar devagar até chegar aos seus pés descalços, revelando seu belo e desenhado corpo seminu.

Beijo seu colo, retirando uma mecha de cabelo do caminho. Seu suspiro me faz tremer de desejo. Quando busco seus lábios para mais um beijo, ela retira minha blusa com pressa, jogado-a em algum canto qualquer.

Suspendo seu corpo e ela me entrelaça com pernas e braços. Sem interromper o beijo, deito-a na cama com delicadeza.

Ela sorri timidamente, seus olhos brilhavam de desejo e enfiava seus dedos nos meus cabelos, afagando com carinho e delicadeza.

— Você tem cheiro de baunilha — ri, se divertindo com meu perfume.

Há essa hora o sol já havia sumido e dava lugar a uma grande lua cheia.  Seu brilho entrava pela janela e a luz cinza sobre nós empalidecia nossa pele, mas os olhos dela ainda tinham um turquesa que parecia ainda mais azul quando a luz da lua os alcançava.

Beijo sua boca lentamente. Desejo exalava de nossos corpos. Estávamos entregues um ao outro, enfim.

Dedilho suas costas em busca do feixe do sutiã e, quando encontro, ela ergue as costas para me ajudar a retirar a peça delicada.  Seus seios nus sobiam e desciam num ritmo acelerado. Com o rosto corado, ela desvia o olhar envergonhando-se. Nunca tínhamos ido tão longe.

Meu objetivo aqui era prova-la que a amo do jeito que é, e a mostraria de todas as formas. Eu definitivamente demonstraria isso a ela aqui e agora.

Beijo seu pescoço, descendo para o colo, seios... Deixo um rastro quente sobre sua pele e seus arrepios me diziam que eu fazia corretamente cada movimento. Quando chego à região do ventre, observo-a, analisando cada reação sua e registrando cada uma delas o fundo da minha mente. Um brilho de prazer cintilava em seus olhos, e sua respiração ofegante me excitam ainda mais.

Quando a toco onde mais implorava, ouso seu arfar de prazer, sussurrando meu nome de forma assustadoramente erótica. Sigo seus gemidos contidos para saber onde ela mais gostava, guiando-me por suas reações.

— Hoseok — murmurou com a voz rouca de desejo, avisando-me que estava chegando a seu ápice. 

Levanto-me, cobrindo-a com meu corpo mais uma vez, fazendo-a sentir minha pele quente. Beijo seu pescoço e ela me da passagem, segurando meus cabelos entre seus dedos. Suas mãos deslizavam em minhas costas, prendendo-me em um enlaço firme.

Sem interromper o beijo, ela desliza suas mãos até a barra da minha bermuda, abrindo o zíper e, com a ajuda dos pés, empurra a peça para baixo, despindo-me impaciente.

Estávamos provando todo o amor que transbordava de nós em movimentos desesperados de paixão. Seus toques provocavam em mim coisas que jamais senti em toda vida, descobrindo com ela todos os prazeres que podemos nos proporcionar.

Quando nos unimos, enfim, foi como se tivéssemos assinando um contrato de fidelidade eterna. Contestando, naquele momento, que eu era dela e ela era minha, para sempre. Que tudo que vivemos até ali era real e nada diria o contrario.

Movia-me lentamente, sentindo tudo com tamanha intensidade. Sua voz chamava-me roucamente, deixando-me ainda mais louco. Seu hálito quente batia sobre a pele do meu pescoço, arrepiando-me todo o corpo na semi escuridão.

Eu já não continha meus gemidos, permitia que escutasse todo o meu desejo e paixão. Acelerei os movimentos à medida que ela me apertava em seu abraço cada vez mais forte, arfando mais alto.

Então seu tronco se encurvou e logo em seguida seu corpo amoleceu. Seus braços escorregaram para trás, deixando-os ao lado da cabeça. Respirava com dificuldade e seus olhos estavam cerrados com força. Espasmos a atingiam vez ou outra. Uma visão e tanto para mim.

Eu encontrei meu alívio logo em seguida, pousando meu corpo sobre o dela quando atingi meu ápice. Ficamos ali por um tempo, sentindo a brisa fresca esfriar nossos corpos nus.

Quando senti seus dedos embrenharem em meus cabelos, não deixei de sorrir agradecido pelo carinho. Tinha um apreço por afagos na cabeça e ela parecia adorar fazê-lo também.

— Não durma antes de mim — ordenou com voz sonolenta.

— Não vou — asseguro.

Rolo meu corpo para o lado, levando-a comigo para um meio abraço. Deixo que se aconchegue, colando seu corpo nu ao meu, e se aninhando da melhor forma ao meu lado.

— Obrigado — sussurro.

— Pelo que?

Depois de um tempo sem responder a pergunta, ela me olha intensamente, curiosa. Eu a fito com paixão.

— Por existir — digo sincero, transbordando toda a verdade guardada em meu coração.

Seu sorriso me acalmava. Ela podia enxergar em meus olhos toda verdade da minha alma.  

Aos poucos seus olhos pesam e sua respiração fica mais lenta, sua expressão calma e serena dizia que ela tinha adormecido enfim. Retiro seu cabelo de sua testa suada e a beijo ali, delicadamente.

A última coisa que lembro foi seus lábios esticados em um pequeno e belo sorriso e depois meus olhos se fecham pesados. Sou consumido por um sono arrebatador e inevitável, meu corpo pesa e sinto-me ir embora lentamente.

Quando abro os olhos, viro a cabeça para o lado e já não há ninguém ali. Estou mais uma vez em meu quarto de hotel, o relógio digital apita a hora de acordar. Mas não me levanto, apenas fico ali deitado, olhando para a janela ao lado, tinha a deixado aberta antes de dormir e por isso o vento e o sol da manhã podia invadir o cômodo.

Eu estava de volta, mais uma vez de volta a minha vida real.

Poderia demorar o tempo que fosse — e poderia demorar anos até — eu sei que nunca a esqueceria, porque estávamos ligados para sempre. E eu ainda retornaria para lá em busca dela, pois a mulher que eu amo está do lado azul.

27 de Dezembro de 2018 às 00:40 5 Denunciar Insira 4
Fim

Conheça o autor

Jenny Blanc Capixaba, 21 anos. Leitora de SasuSaku (principalmente UN) e BTS (menos shipp por favor), mas se a história for boa e cativante eu leio o gênero que for. Tento escrever algo que preste, mas ainda não sei se consegui (rsrs). Eu gosto de comentar nas fanfics dos colegas, acredito que temos que incentivar os autores que se arriscam a colocar o cara a tapa e passar pra gente tudo o que pensou. Um apoia o outro, né? Ah, e meu apelido é Jenny mesmo, gosto que me chamem assim :>

Comentar algo

Publique!
Kith Kerulin Kith Kerulin
Bastante interessante mesmo. Em alguns momentos pensei que ele estava viajando no tempo :o. Quando ela diz que ele vai embora, e não sabe mais quando vão se ver ou se ele vai voltar...bom, pensei mt no filme 'Te Amarei para Sempre', e talvez por isso tenha relacionado com viagem no tempo, no começo da leitura, mas então.. mt bom. Escrita mt gostosa de ler.
29 de Janeiro de 2019 às 21:44
Vanessa Vanessa
Adorei!
19 de Janeiro de 2019 às 19:32

Silmara Silva Silmara Silva
legal
18 de Janeiro de 2019 às 12:14

~

Histórias relacionadas