Nathalie Seguir história

laviniacrist Lavinia Crist

"Parecia que todas as pequenas engrenagens que compunham aquela mansão dependiam constantemente dela para serem colocadas nos eixos". Mas, e se ela não estivesse mais lá? Já tentaram imaginar todas as responsabilidades que a Nathalie tem e o quanto precisam dela?


Fanfiction Desenhos animados Impróprio para crianças menores de 13 anos.

#ladybug #miraculous #Nathalie #GabrielAgreste #Gorilla
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Le matin

+ Notas Iniciais:

Obs.: se passa nos últimos episódios da segunda temporada (levando em consideração a perspectiva da Nathalie), partindo para algo completamente paralelo em capítulos futuros.

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LE MATIN

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A manhã tranquila e desinteressante seguia a rotina se uma forma tão engessada pela mesmice que tornava quase impossível a assistente de Gabriel Agreste achar algo interessante para fazer além de dar todo o seu foco ao manejo da agenda de seus patrões.

A tarefa havia se tornado algo um tanto mais divertido quando algumas caixas de cores diferentes substituíram a nomenclatura das tarefas, fazendo com que o encaixe das atividades nos horários certos se tornasse uma brincadeira de Tetris com quadrados e retângulos coloridos. A agenda poderia ser montada para a sequência de um mês, facilmente, se não fossem os pedidos recorrentes tanto de Gabriel quanto de Adrien para mudar o dia ou horário de uma tarefa e outra. Felizmente, ela pensou naquele jeito divertido e prático de se usar uma tabela Excel.

Quando o indicador de Nathalie deslizou suavemente sobre a tela do tablet e a última tarefa foi encaixada em seu lugar, a secretária teve apenas tempo para um sorriso de “tarefa cumprida” antes do alarme programado disparar: já era hora de acordar Adrien para a escola.

Enquanto ela caminhava em direção ao quarto do rapaz, se pôs a pensar: desde que Adrien começou a vida escolar, em teoria, ela teria mais tempo livre. Apenas em teoria mesmo, já que na realidade aquele tempo livre era completamente consumido pela vilania de Gabriel. Era considerado horas extras, certo? Seja como for, ela estava fazendo seu trabalho com a melhor eficiência que poderia e isto, hora ou outra, seria recompensado adequadamente.

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— Adrien! — ela deu duas curtas batidas na porta e, ao não receber sinal algum do rapaz, entrou sem cerimônia no cômodo — Adrien, precisa levantar — a voz saiu bem mais firme, quando ela já estava ao lado da cama.

Ele não costumava ser preguiçoso, tão pouco demorar para despertar, mas, desde que começou a frequentar a escola, quase todas as manhãs aquele comportamento se repetia: ela perdia cerca de um minuto e meio (já cronometrado) até conseguir acordar ele de algum sonho envolvendo a heroína de Paris. Francamente, o quão impressionável Adrien era?

— Ladybug... Casa... Hamster... — o rapaz balbuciava como se fosse uma justificativa para continuar dormindo.

Vendo que precisava usar o método infalível, Nathalie suspirou e foi até o banheiro, voltando armada de pouquíssima paciência e uma meia usada de Adrien. A mulher se aproximou da cama novamente, colocando a peça desgastada e fedida sobre o nariz do rapaz. Não era um modo didático e muito menos correto de lidar com aquela situação, mas funcionava.

— Plagg! — Adrien gritou, se debatendo um pouco antes de finalmente despertar. Depois de se recuperar do susto e jogar a meia usada bem longe de si, era momento de agradecer sua tutora por acordá-lo no melhor do sonho: — Bom dia, Nathalie... e obrigado. — a voz saiu em um tom melancólico, com uma pitada de sarcasmo.

— Não há de que — respondeu ela, curta e com o mesmo toque de acidez.

— Eu posso acordar sozinho, sabia? Tenho certeza que você iria aproveitar mais o seu um minuto e meio — o rapaz resmungou enquanto passava as costas das mãos pelas pálpebras, sabendo que viria alguma reclamação sobre a perca de tempo envolvida em acorda-lo.

— Só vai ter essa credibilidade de mim quando parar de dar nome para suas meias usadas — a resposta de Nathalie soou divertida — Se apresse ou o café da manhã vai esfriar. — alertou, já se dirigindo para a porta, retomando sua seriedade.

— Croissant?

— E queijos tão fedidos quanto a meia Plagg — a assistente usou de todo o seu autocontrole para falar a frase de uma forma série e repreensiva, antes de finalmente sair de fato daquele quarto.

Adrien também precisou fazer um esforço colossal para não cair em gargalhadas ao ver Nathalie falando algo como aquilo de um jeito tão “seriamente profissional”, mas não conseguiu conter o riso ao encarar seu pequeno kwami emburrado, flutuando de frente para ele depois que a porta do cômodo foi fechada.

— Eu não sei por que ela acha que você chama suas meias usadas de Plagg! — o pequenino gatinho negro resmungou.

— Simples: vocês têm o mesmo cheiro!

— Eu não me importaria em ser apresentado pra ela em troca da dignidade do meu nome... e um pouco de queijo extra também!

— Estamos falando da Nathalie — o rapaz finalmente se levantou da cama e continuou a conversa com o pequenino enquanto caminhava para o banheiro— Ela iria fazer uma agenda pra você...

— É, ela é um robô igual ao seu pai... — o gatinho pegou a meia suja jogada no chão e seguiu os passos do dono — Na pior das hipóteses, ela iria ter um curto-circuito!

— Na pior das hipóteses, ela iria acreditar em kwamis e coisas mágicas do tipo, iria deduzir que eu sou o ChatNoir e iria fazer uma agenda para ele também...

— O que será que acontece se aquele tablet quebrar?

— Nem pense nisso, Plagg! — Adrien falou o mais sério que pode, enquanto se preparava para entrar debaixo do chuveiro.

— Eu sei, eu sei... — o pequenino resmungou, jogando a meia junto com as demais roupas sujas — Mas seria engraçado ver ela tendo um curto-circuito!

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Uma vez que o Agreste mais novo já estava se aprontando para a escola, era hora de dar atenção ao Agreste mais velho.

Todas as manhãs, Gabriel tinha seu dejejum regado de discussões com fornecedores e com quem mais ousasse não fazer exatamente o que ele queria. Entre as conversas, ele soltava várias informações importantes que Nathalie deveria anotar: números de contatos importantes, coisas que ela precisaria fazer e até mesmo tecidos que deveriam ser comprados para a confecção de modelos.

— Eu disse claramente: organza! Num tom de cristal azul, fosco! — o homem mantinha o tom de voz firme, completamente certo de estar com a razão — Quer realmente que minha assistente cheque o pedido? Quer tanto assim mostrar que erraram algo tão simples como um tipo de tecido!?

E, neste momento exato, Nathalie já estava passando pelas portas da sala de jantar enquanto verificava o histórico de pedidos. Exatamente como Gabriel havia falado: organza, num tom de cristal azul, fosco.

— Está correto, senhor — ela mostrou a tela do tablet.

— Não, não quero justificativas! Quero organza, num tom azul cristal, fosco! Nada de chiffon ou qualquer coisa parecida! — e, já sem paciência alguma para lidar com pessoas atrapalhadas, ele estendeu o celular para Nathalie.

— Não sabe como lamentamos o infortúnio! Chiffon e organza são extremamente parecidos aos olhos de estagiários, entende, senhor Agreste? Não vamos deixar nada como este erro acontecer novamente! — falava a pessoa do outro lado da linha, desesperada apenas por imaginar perder um cliente como Gabriel.

— O senhor Agreste espera que o acidente seja reparado em, no máximo, três horas. Não há tempo para lidar com erros desse nível, espero que entendam que não haverá uma nova chance de repararem — Nathalie respondeu pelo superior, com um tom firme na voz, enquanto estendia seu tablet para o Agreste verificar toda a agenda programada para o dia.

— Mas é impossível em três horas, nós... — continuava choramingando a pessoa do outro lado da linha.

— Irei pessoalmente buscar a encomenda em três horas! — ela repetiu, ainda mais dura e encerrou a ligação sem dar tempo para justificativas.

Com o fim da ligação, o ambiente mergulhou em um silencio quase absoluto. Se não fosse o som estridente que Gabriel fazia ao bater a colher de chá contra o pires repetidas vezes, impaciente ao notar a falta de tempo para seu hobby obscuro.

— Quero a tarde livre hoje, Nathalie. Cuide disso — praticamente ordenou enquanto estendia o tablet para a assistente.

— Lamento, senhor. Não tem como remanejar a agenda para tempo livre hoje, o desfile vai ser amanhã e...

— Amanhã... — ele repetiu com surpresa, interrompendo a explicação da assistente — Adrien precisa fazer a última prova hoje ainda.

— No horário do almoço, senhor.

— Se algum reparo precisar ser feito, será na parte da tarde...

— Depois de uma rápida conversa marcada com a senhora Audrey, senhor. Ela quer ter certeza de que a presença dela será...

— Desmarque.

— Mas...

— Desmarque, Nathalie. Precisamos fazer isso dar certo! — Gabriel falou em um tom sério, mas que carregava certa melancolia.

— Sim, senhor. — rapidamente ela começou a mover as células da planilha, acrescentando uma anotação extra sobre a troca de tecidos que seria realizada.

— O chapéu já está pronto? — o homem deixou a mesa do café, se levantando e começando a caminhada até o escritório, sendo seguido pela assistente.

— Sim, com as devidas mudanças. Quer que eu vá buscar hoje ainda?

— Não é necessário, deixe que a garota leve pessoalmente amanhã. Apenas garanta que não haja atrasos — ao notar que Nathalie apenas acenou com a cabeça, ele retomou — Alguma observação sobre isso?

— Nenhuma. Ela apenas costuma ser... Atrapalhada. Tem certeza que isso não compromete em nada o que está planejado para o desfile? — a voz denunciou toda a preocupação em alguma parte do plano dar errado.

— Deixo essa responsabilidade em suas mãos. Garanta que absolutamente nada dê errado, Nathalie.

— Sim, senhor Agreste. — ela endireitou a pequenina mexa de cabelo que teimava em ficar sobre a testa, observando o superior entrar no escritório e deixar a porta fechar atrás de si.

Um pequeno suspiro fugiu dos lábios dela devido à pressão que o desfile e mais um dos vários planos “infalíveis” colocava sobre a pobre assistente. Se seus deveres se resumissem à apenas ser uma funcionária ela saberia lidar melhor com tudo, porém, seus deveres estavam bem mais entrelaçados com a amizade e confiança que Gabriel tinha por ela do que qualquer outra coisa. Ela foi escolhida para supervisionar Adrien; ela controlava bem mais dos bens dos Agreste do que, por ética, deveria; ela mergulhava em planos insanos para ajudar Hawk Moth; ela até mesmo se via em uma situação angustiante por saber de todos os segredos que aquela casa escondia... E somente ela era responsável por tudo dar certo, ou pelo menos, era isso o que todos davam a entender.

De qualquer jeito, ela tinha coisas demais para fazer e pensar sobre isso não tornaria tudo mais simples!

Sua prioridade naquele momento era Adrien. O rapaz não poderia de jeito algum se atrasar para a escola ou qualquer outro compromisso, caso contrário, seria visto como uma irresponsabilidade e a consequência seria ele preso em casa. Ao menos, Gabriel era um pai mais preocupado em ser rigoroso com o filho do que ter tempo livre para se tornar um vilão.

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A mulher retomou a compostura, respirando fundo e se preparando para acusar o colega de trabalho, Gorila – apelidado por Adrien –, de se atrasar. Qual a dificuldade em ir na padaria e voltar rápido? Praticamente todas as manhãs ele cumpria aquela tarefa, mas por que justo naquele dia ele estava atrasado!?

Parando para pensar, qual a dificuldade de um chef da mais alta classe em fazer um croissant de queijo!? E que problema havia em ele admitir isso ao invés de pedir para eles serem comprados da forma mais discreta possível!? E por que ela se importava em ajudar nessas idiossincrasias!?

— Croissant — o guarda-costas grandalhão resmungou, entrando pela porta da frente com uma pequenina caixinha nas mãos.

— Já era hora! — apressada, ela pegou a caixa e levou consigo para a sala de jantar, sendo acompanhada pelo colega — Adrien hoje vai ter aulas de esgrima depois da escola, mas vai sair cedo para um ensaio do desfile e deve chegar pelo menos duas horas antes do jantar — ela falava de forma rápida enquanto caminhava até a porta da cozinha, abrindo-a e tendo tempo de apenas entregar a caixa para o chef antes de fechar a porta novamente e virar-se para o colega — Preciso que me leve para pegar encomendas, até o lugar do desfile depois do almoço e depois busque algumas coisas para o camarim do Adrien. Alguma pergunta?

O Gorila, que apenas a acompanhava e soltava um murmúrio ou outro para cada novo destino, respirou fundo e se preparou para perguntar algo, chegando a levantar o indicador, mas foi interrompido. Adrien acabara de entrar no cômodo, parecendo procurar algo na bolça a tiracolo.

— Nathalie, eu não vi minha roupa de esgrima em lugar nenhum...

— Ela está na... Na... — em cada gaguejo, ela se amaldiçoava por esquecer de coisas tão simples por focar primeiro nas grandes — ... Na lavanderia! — respondeu ela, notando que tanto o garoto quanto o guarda-costas pareceram surpresos por ela esquecer algo — Entrego a você no almoço, antes da aula. — a secretária endireitou a mecha de cabelo, saindo sem dar tempo de contestações.

A verdade é que até mesmo a mais eficiente de todos naquela casa se esquecia de uma coisa ou outra. A roupa deveria ter sido buscada no dia anterior, coisa que não foi feita por falta de tempo.          Para todos os efeitos, Nathalie já planejava entregar a roupa antes da aula de esgrima. Ninguém nunca saberia que foi um deslize, ou pelo menos, fingiriam não saber.

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Levar Adrien até o colégio era a parte do dia mais tranquila e mais desnecessária para Nathalie. Tranquila por ela ter apenas o trabalho de se sentar no banco do carro e acompanhar o rapaz e, pelo mesmo motivo, era desnecessária. O tempo que ela “perdia” fazendo aquilo, poderia adiantar outras coisas que não poderiam ser resolvidas apenas com o tablet.

— ... E depois de você ir até o lugar do desfile para um ensaio, terá a última prova da sua roupa, por isso, não se atrase de jeito algum. — ela encarava o Agreste mais novo, estava terminando de detalhar cada tarefa que ele precisava cumprir de sua agenda para o dia.

— Meu pai não vai ir no desfile de novo, não é? — a voz magoada de Adrien deixava claro o quanto aquilo incomodava ele.

— Ele vai estar ocupado demais, mas prometeu tentar chegar a tempo de assistir você.

— Ele sempre promete isso... — resmungou ele.

— Dessa vez vai ser diferente! — sem nem notar, Nathalie acabou esboçando um sorriso ao final da frase. Ela, quase tanto quanto Gabriel, queria que fosse diferente das outras vezes.

— Obrigado, Nathalie! — Adrien também sorriu, sentindo-se um pouco mais animado.

O carro estacionou exatamente ao fim da conversa, haviam chego à escola no momento em que o sinal estava tocando.

Adrien saiu apressado, correndo para perto dos amigos e parecendo esquecer completamente dos que ficaram no carro. Era interessante observar o quanto a timidez dele era reduzida na presença de Nino e os demais colegas de classe. O Agreste continuou sendo observado até entrar no colégio, quando já não era mais visível para Nathalie e para o Gorila.

— Para onde? — o guarda-costas, que no momento estava mais para motorista particular, perguntou com certo tédio por saber que sobraria para ele, independente do destino, passar o dia carregando caixas e bolsas para lá e para cá.

— Mercado! — respondeu Nathalie, passando para o banco da frente de uma forma um tanto quanto atrapalhada — E depois buscar algumas encomendas.

Sem demais informações serem necessárias, o “passeio” se iniciou.

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Uma ida ao mercado pode ser divertida para alguns e entediante para outros. Para o Gorila, era algo semelhante a uma tortura de tão chato.

Seguir a lista de compras do cozinheiro com nomes complicados – talvez pelo garrancho da letra - e ingredientes que ele julgava nem se quer serem comestíveis era uma missão quase impossível, normalmente ele errava coisa ou outra e ouvia reclamações por alguns dias seguidos, tanto do chef quanto de Nathalie. Foi abdicado de tal tarefa, que passou para a assistente.

Sua tarefa agora era ficar guardando o lugar na fila, algo igualmente chato. Ele não era um homem simpático, chegando a ser o outro extremo: assustador para algumas criancinhas. Ouvir o som repetitivo da máquina registradora era agonizante, perdendo apenas para o constrangimento de passar a vez para quase todos da fila porque a colega de trabalho estava demorando a chegar com o carrinho.

— Próximo! — o sorridente rapaz do caixa anunciou ser a vez do grandalhão.

— Pode passar — respondeu Gorila entre os dentes, falando com quem quer que fosse que estava atrás de si. Não fez questão alguma de saber quem era, apenas se moveu para o canto e deu passagem

— Obrigada, senhor! — agradeceu uma mulher sorridente, passando com o carrinho com uma montanha de compras e um bebê, quase escondido debaixo dos produtos, sentado dentro.

Francamente, o que as pessoas tinham de tão diferente deles? O que custa ficar de mal humor dentro de um mercado? Todos pareciam extremamente sorridentes e alegres, o que destoava completamente com o mau-humor dele. Era um complô! Só podia! Era um esforço coordenado entre todos para que ele parecesse um rabugento.

— Gandi! — balbuciou erroneamente o bebê, chamando a atenção da mãe para si. O pequeno observava Gorila com brilho nos olhos, como se ele fosse algo totalmente fantástico.

— Se você beber bastante leite, vai ficar tão grande quanto ele! — a mãe falou entusiasmada, interrompendo a tarefa de passar as compras do carrinho para o caixa e começando a procurar algo na bolsa — Aqui, August — e, de dentro da bolsa, ela puxou uma mamadeira que foi agarrada instantaneamente pelo bebê.

Deixando de lado uma os pensamentos sobre uma possível conspiração e notando ser uma inspiração para as crianças, o mínimo que ele poderia fazer era dar um sorriso. Tarefa um tanto difícil para quem sempre precisa estar sério. Talvez algo extremamente incomodo, visto que um dos seus melhores sorrisos era apenas uma careta, com os cantos da boca repuxados.

Tal feição não soava “sorridente”, mas sim assustadora, principalmente para o pequeno August que se pôs a chorar. Mais uma vez, a mãe interrompeu a passagem de compras e dedicou totalmente sua atenção para o bebê, em tentativas vãs de acalma-lo.

— August, já vamos ir para casa... — as suplicas por silencio começaram — Você não queria ser grande como ele? Não vai ser se continuar chorando por nada...

— Ah! — o caixa exclamou de uma forma animada — Talvez ele queira isso aqui: um pirulito! — o rapaz pegou o doce que estava em um mostruário próximo, estendendo para o bebê que, instantaneamente, parou o choro.

— Pilulito! — as pequeninas mãos se estendiam na direção do doce, enquanto um punhado de baba já escorria pelo canto da boca.

Quando a gostosura de açúcar já estava quase sendo alcançada, a mulher afastou o doce do filho colocou-o de volta no mostruário, dando a seguinte explicação:

— August, não pode comer doces!

Aquilo foi o suficiente para que o bebê voltasse a chorar, agora ainda mais alto. O som estridente apenas contribuiu para que o mau-humor do guarda costas aumentasse e a teoria de existir um complô ganhasse seus pensamentos novamente.

Aquela tortura perdurou por tempo indeterminado, já que para o grandalhão, tudo estava se passando em câmera lenta. Ao menos todas aquelas compras eram apenas volumes: a maior parte pacotes de fraldas possivelmente em promoção.

— Próximo! — mais uma vez, o rapaz do caixa anunciou que era a vez de Gorila.

Entretanto, antes que ele passasse sua vez ao próximo, sentiu suas costas serem cutucadas por um carrinho de compras. Ao se virar, já pronto para descarregar sua ira na pessoa irresponsável que o “atropelou”, se deparou com Nathalie.

— Deveria chegar para o canto — mais uma vez, ela deslizou o carrinho ao encontro dele — Ou me ajudar com isso.

Todo o mau-humor foi equilibrado pelo sentimento de liberdade que aquelas compras estarem saindo do carrinho e passando pelo caixa indicavam. O momento mais aguardado era o pagamento: depois dele, era só juntar todas as bolsas e fugir daquele lugar.

Algo que sempre impressionava Gorila era o fato de Nathalie ter tantos cartões diferentes na carteira e de usar cada um deles para uma determinada tarefa. Como ela sabia qual usar? Como ela conseguia guardar todas as senhas? Como Gabriel confiava tão cegamente nela?

Se estivesse em seu lugar, tendo um daqueles cartões platinados com quinhentas vantagens e limite infinito, com certeza iria ter comprado passagens para uma ilha paradisíaca e tantas outras coisas que queria. Claro, perderia o emprego e provavelmente seria processado, mas valeria a experiência.

— Você realmente quer isso? — a voz de Nathalie, que soava um tanto desacreditava, tirou o colega dos pensamentos. Tudo o que ele fez foi resmungar um “sim?” e ficar ainda mais desentendido quando recebeu um pirulito, daqueles do mostruário — Pegue as bolsas, precisamos ir... — era claro o esforço que a assistente estava precisando fazer para não rir de um grandalhão mal-encarado segurando um pirulito colorido.

A mulher quase deixou as gargalhadas escaparem quando, sem muitas alternativas, Gorila enfiou o doce na boca para poder usar as duas mãos para levar as compras até o carro. Ela se permitiu dar uma risadinha ou outra quando já estava devidamente acomodada dentro do veículo, enquanto ele arrumava tudo no porta-malas.

Quando o guarda-costas finalmente entrou, ela precisou respirar fundo algumas vezes e desviar o máximo possível o olhar. Aproveitou para mudar a rota enquanto se preparava para prender os risos mais uma vez.

— Agora, pegar a encomenda do senhor Agreste — Nathalie usou de toda sua concentração para não rir do colega, principalmente por ele já estar de mau-humor.

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O trajeto até uma das lojas de tecido mais importantes da cidade foi silencioso. Gorilla estava ocupado demais se perguntando o que fez de errado para aquele bebê começar a chorar e Nathalie estava entediada, recorrendo à um joguinho qualquer para passar o tempo.

Quando chegaram ao destino, ambos saíram do carro e tentaram disfarçar o incomodo com o cheiro da loja. Tecidos, muita das vezes recém tingidos, tinham cheiro forte. Mais forte ainda apenas os perfumes e essências utilizados para encobrir o sinal de recém tintura.

Nathalie, ignorando um ou outro atendente, foi diretamente ao balcão central e encarou quem ela julgou ser o supervisor – devido ao uniforme diferente. Sem esperar qualquer comentário, ela começou o diálogo:

— Vim buscar a encomenda do senhor Agreste — a voz só não era mais fria que o olhar que era dirigia ao outro.

— M-Mas... Mas marcamos um tempo de três horas e... — ele tentou explicar, era a mesma pessoa do telefonema.

Até três horas.

— Nós contávamos com as três horas e ainda não...

— A encomenda, por acaso, ainda não está pronta? — ela arqueou uma das sobrancelhas, deixando transparecer o quão irritante aquilo era.

— Não! Digo, está! Claro que está... — o outro soava frio, entrelaçando os dedos e tentando buscar sua “paz interior” — Só falta embalar.

— Então embale!

— É que... Er... O nosso encarregado disso precisou faltar hoje e nós... Er...

— Você não sabe como embalar um tecido? É isso? — ela interrompeu a explicação, massageando a têmpora por baixo dos óculos e tentando manter a compostura.

— Claro que eu sei, só gostaria de pedir alguns minutinhos... — neste exato momento, Gorila chegou até os dois e acabava de massacrar o pirulito entre os dentes. Foi mais do que o necessário para que novas gotas de suor brotassem pela testa do supervisor — V-Volto em um instante!

Com uma agilidade que só poderia ser originada do pavor que estava sentindo, o tal supervisor embalou a encomenda da melhor maneira que pode, com direito a lacinho de fita ao redor da caixa e tudo. Quando já estava quase livre daquela situação angustiante, cometeu um grave erro ao perguntar:

— E quanto ao tecido enviado errado? Trouxeram para a troca? — falou da forma mais gentil possível, passando as caixas para as mãos do motorista.

Na mesma hora, o grandalhão travou segurando as caixas na mesma posição e encarou Nathalie. Ele não sabia que precisava levar caixa alguma até lá e também não tinha visto nenhuma dentro do carro.

— Se é realmente necessário que o senhor Agreste pague pelo seu erro, tudo bem — ela fez questão de frisar a palavra, com a carteira já em mãos.

— Não! — o supervisor gritou, largando as caixas de vez e tentando uma suplica: — Claro que não é necessário! É um singelo pedido de desculpas pelo nosso erro grotesco! — ele sorriu nervosamente.

— Neste caso... — ela guardou a carteira novamente e Gorila já se dirigia para a porta de saída — Não fez mais que a sua obrigação! — completou de forma seca, antes de dar as costas ao supervisor e iniciar sua caminhada para fora de lá.

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Quando os dois colegas de serviço já estavam dentro do carro, prontos para irem até a lavanderia, o tablet recebeu uma ligação do chef. Imaginando que o cozinheiro iria reclamar sobre a demora, Nathalie já atendeu preparando seu discurso de “prioridades” mentalmente.

— UMA TRAGÉDIA ACONTECEU! — o homem gritava com uma vez de choro, abafada pelo chapéu comprido que, ao invés de estar em sua cabeça, estava praticamente sendo mastigado por ele — PRECISAS VIR RÁPIDO!

— O que aconteceu!? — desconcertada, tanto ela quanto Gorila tentavam notar indicio de uma invasão, ataque akuma ou qualquer coisa do gênero.

— REPITO: UMA TRAGÉDIA! ALGO TERRÍVEL!

Enquanto o motorista mais parecia um piloto de corrida manobrando e conduzindo o carro de volta para casa, a assistente tentava entender algo em tudo aquilo.

— O senhor Agreste está bem!? Adrien!?

— Sim, sim! O problema é na cozinha! — o chef deu uma pequena pausa em seus lamentos para fungar o nariz, retomando logo depois — É O HORROR!

— Algum problema nos encanamentos? Luz? Algo pegou fogo!? — enquanto tentava descobrir o problema, ela tentava a todo custo não deixar o aparelho cair com as curvas acentuadas que Gorila fazia.

— OS QUEIJOS!!!

— O queijo pegou fogo?

— PIOR!

— Descobriram que você não sabe fazer croissant de queijo?

— Olhe a cá, menininha! Sei fazer e muito bem, por sinal! Aquele rapazinho mimado é que não sabe apreciá-los... E não! Não é este o motivo de tal tragédia em minha cozinha! — por mais que tentasse falar algumas frases de forma mais séria, o chef sempre voltava aos choramingos depois — Oh! OS QUEIJOS!

— Ele deve estar em choque... — por fim, ela encerrou a ligação depois da constatação.

Seria uma longa manhã...

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O trajeto de volta para casa durou poucos minutos, mas a adrenalina corrente nas veias fez parecer bem mais demorado. Enquanto o tempo escorria, várias possibilidades foram sendo pensadas por Nathalie, uma pior que a outra, a maioria envolvendo acidentes com Adrien, com Gabriel, com a mansão e o que ela escondia... Até mesmo Hawk Moth passou pela lista de vítimas da tal tragédia.

Assim que o veículo estacionou em frente ao portão a mulher saiu apressada, largando o colega de trabalho para trás. Durante o pequeno percurso, a polícia foi acionada pelo excesso de velocidade e sobraria para Gorila se explicar.

Nathalie correu para dentro da casa. Tudo parecia perfeitamente em ordem, mas ela sabia que haviam possibilidades demais de coisas erradas para se acalmar agora.

O ateliê foi primeiro lugar onde ela entrou, um tanto atrapalhada e esbaforida. Ela olhou atentamente em volta, ficando um tanto quanto confusa por não encontrar absolutamente nenhum sinal de coisa fora dos eixos.

— Algo errado, Nathalie? — Gabriel, concentrado demais em seus trabalhos, nem se quer olhou para a assistente. Bom para ela, porque caso ele notar que havia sim algo de errado.

— Não? ... Não, nada de errado! — foi tudo o que ela disse antes de fechar a porta, respirar fundo e começar sua corrida para o próximo ponto: quarto de Adrien.

Entretanto, antes que ela chegasse mais longe do que alguns passos:

— Nathalie! — o superior chamou, soando um tanto mal-humorado.

No mesmo instante, a assistente deu meia volta e parou de frente a porta, abrindo-a novamente e tendo coragem de colocar apenas o rosto para dentro do cômodo. Se havia algo realmente errado acontecendo, Gabriel não iria ficar nem um pouco feliz em saber...

— Sim, senhor Agreste?

— Não corra de saltos, vai acabar torcendo o pé... — ele murmurou de forma repreensiva, voltando a dar atenção somente ao seu trabalho em progresso.

— Não irá acontecer novamente — em parte aliviada e em parte irritada pelo “puxão de orelha”, Nathalie fechou a porta novamente e caminhou da forma mais apressada possível para o quarto do rapaz.

Lá, entretanto, não parecia ter absolutamente nada de errado também. Estava tudo no lugar, a cama já estava arrumada, as roupas sujas no cesto – assim como a meia Plagg - e tudo exatamente como sempre ficava. Até mesmo as janelas estavam devidamente fechadas.

Sobrava apenas um lugar onde algo de errado, de fato, poderia ter acontecido: a cozinha. Ela evitou tal ambiente ao máximo visto que o cozinheiro deveria estar chocado ainda e, mesmo se não estivesse, ele era uma pessoa difícil demais de lidar. Sem ter outras opções e nem tempo para esperar Gorila acabar de se explicar, ela mesma quem deveria ir até lá.

Nathalie andava apressada, com os saltos fazendo mais barulho do que o normal. Olhava cuidadosamente tudo no trajeto até a cozinha, parecia que nada havia acontecido pela casa. Talvez, de fato, o acidente fosse apenas lá.

Ela lembrava-se claramente do único lamurio do chef: algo aconteceu com os queijos. Eles estavam com um cheiro pior que o normal? O fungo deles se espalhou por tudo? Roedores, talvez?

Passando pelas portas da cozinha, ela se deparou com o que mais parecia ser uma ambientação de filme de terror: molhos jogados por todos os lados, farinha, panelas e utensílios caídos pela bancada e pelo chão...

Provavelmente uma luta havia acontecido ali! Claro, a cozinha tinha uma porta para os fundos!

Outra coisa que notou foi a falta do chef. O homem era rechonchudo o suficiente para não conseguir se esconder com facilidade, mas não estava em canto algum do vasto cômodo. Sobrava um lugar, apenas um, onde tanto ele quanto quem quer que fosse o causador de tamanho problema poderiam estar: a despensa.

Ela respirou fundo e se dirigiu lentamente até a porta do pequeno armazenamento. Quanto mais se aproximava, mais era auditivo um murmúrio baixo, como um choramingo.

Eram vastas as possibilidades, mas a mais provável na visão dela era esta: o chefe foi pego pelos invasores, sendo preso lá dentro enquanto os queijos caros eram roubados – primeiro eles e depois as demais coisas mais valiosas dentro da casa.

Não havia tempo para esperar Gorila ir até lá. Ela precisava fazer alguma coisa, rápido!

Com uma coragem momentânea, ela abriu a porta e invadiu a despensa. Estava escuro demais para ver algo e, enquanto Nathalie tentava tatear a parede em busca do interruptor, a porta se fechou sozinha.

Ela notou que os choramingos cessaram e sons de passos em sua direção começaram de forma lenta. A pressa em achar o interruptor apenas a atrapalharam, tentativas de abrir a porta também foram um fracasso...

A pobre secretária não teve tempo para pensar, fazer ou falar nada, foi presa e imobilizada com uma espécie de rede.

Caiu em uma armadilha que seria previsível, se não fosse seu afobamento.

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Do lado de fora da mansão, o guarda-costas grandalhão estava se desdobrando para conseguir pegas as compras, as caixas de tecido e ainda lidar com o guarda irritante, Roger, e seu apito infernal. Ao menos não deveria ter acontecido nada tão sério, uma vez que Nathalie não tinha gritado por ajuda, ameaçado matar alguém ou coisas do tipo.

— Esta multa é por excesso de velocidade, esta é por ultrapassar o sinal vermelho, esta é por estacionar indevidamente e esta última aqui é por não se importar com as outras multas! — o guarda, que tentava a todo custo fazer seu trabalho, já havia recorrido à colar multas pelas costas do motorista.

Gorila apenas encarou o guarda de cara feia, por cima do ombro, querendo saber se aquela palhaçada toda já havia terminado ou não. Não era a primeira vez que era multado, longe disso, parecia até mesmo que aquele guarda tinha alguma cisma com ele – talvez fizesse parte do complô.

— Vejo que está tendo trabalho para equilibrar tudo isso, amigo... — o guarda suspirou, colocando as mãos na cintura e olhando a grande quantidade de coisas que o outro levava — Cuidado para não deixar nada cair, se não vai receber mais uma multa por sujar a calçada.

Aquela foi a gota d’água! Que tipo de paspalho era capaz de olhar tal cena e nem sequer oferecer ajuda!?

Movido pela raiva, o grandalhão soltou um xingamento em forma de resmungo que, para sua sorte, não foi ouvido pelo guarda. Roger estava ocupado demais procurando por mais alguma coisa no carro que pudesse gerar uma multa.

O homem deu passos cuidadosos até a casa, testando o limite de seu autocontrole: ao mesmo tempo que deveria ignorar o guarda, precisava levar as caixas como se fossem de cristal e, ainda por cima, caso alguma tragédia realmente estivesse acontecendo, precisaria saber lidar com ela.

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A essa altura, Nathalie já tinha se libertado da rede com a qual foi capturada, ou melhor: o saco de batatas que o chef usou para prender ela. Ela estava tentando recompor sua postura profissional, mas estava em ponto de pular em cima do cozinheiro e esgana-lo por tê-la feito perder tempo.

— Ah, não sabes como lamento... — lamuriava o rechonchudo chef, segurando o chapéu na frente do rosto enquanto saiam da despensa.

— Qual é o seu problema!? — a mulher, por sua vez, estava quase cuspindo fogo — Me fez vir até aqui para uma brincadeira de mal gosto!?

— Mas os queijos, eles...

— O que tem eles!? — ela bateu um dos pés no chão, chegando a bufar de raiva.

— Eu estou a tentar falar, não sei como todo o queijo pode desaparecer assim! — O chef de alta classe parecia mais um lunático, coberto de farinha até as sobrancelhas, caminhando de um lado para outro da despensa — Cá estava ele, horas atrás! Posso jurar pela minha toque blanche!

Vendo a que nível o cozinheiro havia chego, só podia se tratar de mais uma das suas várias crises de compulsão alimentar. Já havia acontecido algo semelhante quando ele acusou uma planta carnívora de devorar todos os torrões de açúcar e, em igual nível, um dos encarregados da limpeza de desviar o estoque de chocolate para uma “venda clandestina de bombons artesanais”.

— Não é necessário, só tente controlar seu vício. — Foi tudo o que Nathalie conseguiu falar, de uma forma educada, tentando controlar a ira.

— Pois não sou eu quem os come escondido! Há um fantasma neste recinto, posso sentir tal graças à uma habilidade sensitiva passada pela minha família desde...

— Fantasmas não comem queijo — ela revirou os olhos, se controlando para manter o nível de diálogo minimamente profissional.

— E como sabes que não? — O chef cruzou os braços, emburrado.

— Fantasmas nem sequer existem! — A mulher endireitou a pequenina mexa, mas a vontade que tinha era de se descabelar em meio à um diálogo tão inapropriado como aquele.

— Ora pois, existem! Existem sim! Eu poderia provar, mas a tática de jogar farinha nos tais ainda não deu respostas... Penso agora em uma armadilha como esta! Que tal? Achas que funciona bem com desencarnados?

— Faça o que quiser! Por mim, pode até mesmo contratar os caça-fantasmas, desde que pare de drama pela falta de queijo!

— Pois veja bem, moçoila: — o mais velho apontou um dos dedos para ela — quando eu estiver a receber a chave da cidade por prender um tipo fantasma, vivíssimo, com a mão no queijo, saibas que a tu não faço referencias no meu discurso!

— Ora, seu... — Nathalie rangeu entre os dentes, cerrando os punhos e dando passos lentos na direção do cozinheiro que, sabendo que estava verdadeiramente encrencado agora, escondeu o rosto atrás de sua toque blanche novamente. Estava encurralado — Eu deveria...

— Entregar os tecidos — a voz baixa e tranquila de Gorila conseguiu distrair a fera, ao menos o suficiente para que o chef fugisse e se escondesse atrás do grandalhão.

— Claro... — a secretária respirou fundo, endireitando o cabelo mais uma vez e tentando controlar sua sede por sangue. Parecia apática como sempre, enquanto tomava as caixas das mãos de Gorila e começava sua caminhada até o ateliê.

A cada dia que passava ela notava que aquele lugar já estava sendo maléfico para sua sanidade. Num dia a senhora Agreste some, no outro surge Hawk Moth e heróis em Paris, ela divide sua rotina em fazer planos de rotina e planos maléficos... Qual o próximo passo? Sequestrar bebês? Ameaçar animais indefesos? Descobrir que realmente existem fantasmas e que eles adoram queijos?

Ela caminhava enquanto dava sequência aos seus pensamentos, deixando os dois homens na cozinha, arrumando toda a bagunça.

O chef, sentindo-se frustrados com seus planos, estava tentando descontar sua irritação na sujeira, armado com um esfregão. Já Gorila via a limpeza como uma ótima forma de se acalmar, apesar de não se comprometer com nada além de limpar os armários mais altos, afinal, ele já tinha feito muito salvando a vida do cozinheiro.

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NOTAS FINAIS:

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26 de Dezembro de 2018 às 01:58 0 Denunciar Insira 0
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