Christmas Heart Seguir história

saaimee Ana Carolina

Natal é uma data conhecida por fortificar sentimentos e tornar as pessoas mais receptivas. É um momento para se passar junto daqueles que se ama e... Bem, Masato tinha conhecimento de todo esse significado e era exatamente por isso estava sendo consumido por suas dúvidas e medos. Tinha tentado não pensar sobre o assunto a semana toda mesmo sabendo que no final não poderia fugir. Sabia que era com Ren que queria ficar, mas como dizer a ele quando o rapaz já tinha tantas outras opções para escolher? 「Ren × Masato 」 --------------------------------------------- ✼ Postar esta estória em qualquer página sem a minha autorização é completamente proibido. Plágio é crime e eu tomarei providências.


Fanfiction Anime/Mangá Todo o público. © Os personagens desta estória pertencem a Uta no Prince-sama. Todos os direitos sobre eles são reservados a © Broccoli.

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Capítulo Único

Foi de manhã quando, sentados à mesa terminando o café, Ren começou a falar curioso.

— Vai fazer algo hoje?

— Provavelmente.

— O dia todo?

— Sim, por quê?

— Ah, só pensei que como é um dia diferente a gente deveria sair.

A sugestão dita com tanto desdém não deveria ter atingido o rapaz a frente dele como atingiu e nem surpreende-lo como surpreendeu. O ruivo estava certo sobre a data ser especial, mas para casais, não para eles.

Masato não conseguiu responder àquilo tão rápido quanto fez com as outras questões – isso porque talvez estivesse tão interessado no assunto que não queria pensar ou falar sobre ele – precisando de alguns segundos para respirar fundo contendo suas emoções.

— Se você quiser, pode ir. – Tossindo seus pensamentos para longe disse em um tom calmo enquanto se levantava. — Eu não vou ter tempo para isso hoje. – Mentiu tentando passar o máximo de convicção possível para os olhos que o perseguia.

— Tem certeza?

— Sim.

Ren não estava interessado em desistir fácil de seus planos, porém sabia que sua insistência estava começando a incomodar o outro e a última coisa que queria era que brigassem hoje. Em silêncio o assistiu caminhar até a janela com uma xícara de chá quente nas mãos como se tentasse fugir de mais de suas perguntas. Ele não conteve o sorriso ao ver a mudança de direção porque sabia o quão sincero Hijirikawa era e por isso tinha que esconder o rosto quando precisava mentir.

Enquanto ele se divertia com a situação Masato, por outro lado, estava torcendo para que seu tom grosseiro tivesse o convencido a se afastar e, se desse sorte, faze-lo passar algumas horas fora de casa.

Estava encarando o nada pensando em outras desculpas que poderia usar sentindo o vapor tocar gentilmente o rosto quando percebeu o maior se aproximar parando atrás dele quase tocando seus corpos. Ele nem tinha ouvido o som da cadeira ou dos passos e por isso a surpresa fez seu coração parar por um segundo e suas mãos apertarem a xícara sem conseguir se virar.

— Está ficando frio.

A voz calma sobre sua cabeça o fez olhar disfarçadamente para o reflexo na janela vendo os olhos azuis distantes encarando a rua. A imagem do ruivo o prendeu e antes que percebesse estava perdido nas cores tão vivas e quentes de Ren que traziam luz mesmo com o céu nublado enquanto se misturavam ao branco gélido da neve acumulada do outro lado. O próprio Masato sempre estável parecia derreter diante dele naquele momento.

O menor se sentiu confortável em encara-lo por tanto tempo sem ser visto dessa forma, seus batimentos estavam tão calmos quanto sua respiração quando viu surgir um sorriso nostálgico no rosto do outro. Sua expressão se tornou confusa, mas o receio de dizer algo o fez permanecer escondido.

— A gente devia fazer um boneco de neve.

Apesar do olhar sarcástico estar ali, a voz dele pareceu séria o suficiente para fazer Masato arregalar os olhos sem resposta. Um simples comentário jogado no silêncio trouxe lembranças seguidas de uma cachoeira de sentimentos. Em poucos minutos Masato estava se afogando num passado distante enquanto encarava seu presente na janela.

A quietude os cercou como se tentasse de um jeito sútil fazer se aproximarem mais e encontrarem o calor um no outro.

Incomodado pela falta da voz do outro Ren desceu os olhos no reflexo para encontrar o rosto ainda paralisado o fitando. Ele sorriu ao ver as bochechas dele se tornando vermelhas por ter sido pego sem poder desviar e com cuidado passou a mão por seus cabelos lisos suavemente o acolhendo.

— Tô brincando. – Se afastando deu espaço para que voltasse a respirar calmamente. — Vou sair então. Não quero atrapalhar seus planos.

Indo em direção a saída do cômodo acenou sem olhar para trás o deixando ainda agitado sentindo o peso de sua decisão.

Já fazia seis horas desde que isso aconteceu e Masato ainda estava naquela cozinha encarando a mesa com pensamentos acelerados. O clima na casa estava fresco o suficiente para suas roupas de inverno não o sufocarem e a terceira xícara de chá o manter mais calmo do que aquecido.

Ele fez de tudo para afastar o outro a manhã toda com suas desculpas mal ditas e seus desvios de olhares só para agora estar ali com a mente afundada nele. Sabia que deveriam passar essa data juntos – era mais um querer do que um dever –, porém havia tantas coisas que o fazia repensar na decisão que não conseguiu evitar a preocupação.

Balançando a cabeça rapidamente tentou afastar os pensamentos de perto dele. Sabia que não tinha o que fazer agora senão tentar solucionar o motivo para ter sido tão teimoso com Ren: o presente.

— Ele gosta de acessórios.

Olhando para o centro da mesa comentou assim que a primeira lembrança dos anéis e colares vieram a sua mente. Tinha conhecimento sobre o ruivo cuidar dos detalhes para conseguir chamar atenção sem precisar se expor desnecessariamente. Era uma qualidade conseguir fazer toda sua elegância e sensualidade se sobressaírem com pouco esforço.

Masato admirava isso também em Ren além das responsabilidades que aprendeu a ter, das mudanças que decidiu fazer para se tornar alguém melhor e seu sorriso. E, claro, nunca diria isso a ele. Não por ser teimoso, mas por ser embaraçoso demais ter que ouvir sua voz dizendo isso alto. Só de pensar na situação suas bochechas já começavam a arder.

Balançando a cabeça se forçou a retomar o foco. Seu objetivo era pensar no presente ideal sem ser exagerado.

— Ainda é cedo então posso-

Seus olhos bateram acidentalmente na pilha de caixas decoradas no canto do cômodo o fazendo se calar sem nem conseguir fechar a boca.

Ren já tinha recebido tantos presentes de fãs que não tinha sentido se esforçar tanto para lhe dar algo. Sua face concentrada se desfez em solidão. Nesse momento não tinha como evitar o pensamento de que ele não era o único que sabia sobre os gostos do rapaz.

Os julgamentos ajudaram a fazê-lo perceber que também não podia esperar tê-lo ali quando todas ansiavam por ter a chance de passar essa data romântica com o ruivo. Era claro que Masato também queria, mas como sempre se recusava a colocar seus próprios interesses acima dos outros.

Suspirando pesadamente tentou voltar para o foco mais uma vez. Por longos minutos tentou, contudo sempre que se lembrava de algo que Ren gostava acabava desistindo pensando no que tinha dentro das caixas.

— Está demorando. – Olhando de relance para o relógio na parede comentou emburrado. Sabia que parte disso era culpa sua, mas ainda assim não deixava o sentimento de lado.

Seus olhos passaram lentamente pelo ambiente vendo todos os pratos guardados e a limpeza que fazia brilhar em todos os cantos do cômodo dando a sensação de vazio. Estava tudo tão organizado que o fazia parecer deslocado ali em sua bagunça interna.

— Eu deveria...

Fazer algo, pensou em silêncio. Se planejasse algo para os dois talvez isso fosse se tornar único o suficiente. Afinal, somente ele poderia fazer isso.

Se levantou animado com a ideia, mas se interrompeu logo em seguida. Mais uma dúvida o assombrou: e se ele já tivesse planos? Estava sendo tão insistente pela manhã que não o surpreenderia se esse fosse o caso.

— Ele... Queria passar o dia junto.

O ruivo sempre foi de mostrar uma atitude tranquila como se nunca quisesse nada quando na verdade estava sempre escondendo seus esforços. Por isso, planejar algo para fazer surpresa não deveria ser incomum. Com uma mão sobre a boca Masato ponderou seriamente encarando o chão como se esperasse que ali estivesse suas respostas.

Se Ren tivesse planejado algo ele não desistiria tão facilmente saindo daquela forma pela manhã a não ser que esperasse que Masato fosse o impedir de ir.

— A não ser que não tenha desistido e ainda queira passar a... noite...

Seus pensamentos correram pelas inúmeras possibilidades indo de um jantar até uma noite sem descanso. E em poucos minutos já estava se perdendo em imagens que fizeram seu coração acelerar e seu rosto se tornar tão vermelho quanto as decorações pela casa.

— Ele não vai fazer isso... – Disse no silêncio como se quisesse fazer seus próprios desejos se calarem.

O frio em seu estômago o forçou a se sentar novamente cobrindo a face com as mãos. Ele definitivamente não queria pensar nisso, mas suas batidas desesperadas não o permitia desviar a atenção.

— Não! – Gritou consigo apoiando as mãos sobre a mesa sentindo o móvel se derreter em seu calor. — Não foi por isso que ele saiu então com certeza...

Ele tentava falar o mais rápido possível como se isso fosse de alguma forma o acalmar, contudo uma nova possibilidade surgiu em meio as imagens confundindo ainda mais suas emoções. Suas palavras não saíram, porém se completaram em sua mente com outra pergunta diminuindo a agitação e afastando de vez o rubor de seu rosto. Seus ombros caíram acompanhando as batidas tão lentas que doíam.

Ren definitivamente tinha planos para hoje, mas e

— se não for comigo... – completou com a voz baixa como se tivesse medo de alguém ouvir.

Os dois sempre estiveram juntos e mesmo quando se afastavam suas vidas davam um jeito de se cruzarem os forçando a se encontrar novamente, entretanto seu relacionamento permanecia caminhando conturbado. Eram ídolos de famílias opostas e qualquer relação amorosa se tornaria um escândalo, por isso precisavam se conter no máximo que podiam.

Masato sempre soube manter a calma como um rio que aguenta as batidas contra as pedras que desviam seu rumo. Sempre foi firme em seguir as regras antes de seu coração ficando no canto assistindo Ren se exibir para as garotas fazendo o papel que lhe foi dado. Ambos faziam.

As lembranças de tudo que já passaram e os medos do que ainda teriam que encarar o cercaram por alguns instantes fazendo se perguntar por quanto tempo teria que ser assim. Ele queria estar com ele ali hoje e todos os dias. Queria poder abraça-lo agora e dizer o quanto sua existência problemática trouxe motivos para a sua vida restrita.

Suas mãos se apertaram ao mesmo tempo que um suspiro frustrado quebrou o silêncio. Nada disso era justo.

— O que que eu faço agora?

A luz do celular brilhou no canto da mesa fazendo seu olhar já cansado a encarar por alguns instantes tentando adivinhar que notificação havia chegado. Sem pressa estendeu o braço vendo de perto o nome do ruivo na mensagem.

Seu coração pulou o lembrando da agitação anterior. Estava hesitante em olhar o que tinha ali depois de ter considerado tantas possibilidades. Não estava pronto para encontrar a conclusão de tudo agora, contudo estava cansado e sua determinação em acabar com esse tormento o fez deslizar a tela rapidamente ignorando todo o resto.

 

“Voltando em uma hora.

Espero que tenha terminado suas tarefas.”

 

— Uma hora... – seus olhos procuraram pelo relógio no topo da tela notando que tinha perdido praticamente o dia todo sentado ali discutindo com suas indecisões. — O que eu faço?!

 

• • •

 

Foi exatamente uma hora depois que Ren abriu a porta fazendo ecoar sons pela casa.

— Cheguei.

Sua voz alta e amável atingiu os ouvidos de Masato no cômodo ao lado como um raio o fazendo se levantar do sofá rapidamente e antes que percebesse já estava caminhando na direção do corredor.

Durante a uma hora que teve para aguardar a chegada do outro ele aproveitou para se acalmar e colocar bom senso em seus pensamentos que descontrolados corriam como uma correnteza com milhares de imagens enchendo seu estômago com ansiedade. Porém, logo que chegou ao corredor e encontrou Ren se ajeitando na passagem para a cozinha com sacolas nas mãos todo seu esforço escorreu ralo abaixo deixando somente uma expressão inquieta em seu rosto.

Eles se olharam em silêncio surpresos um com o outro como se não esperassem se encontrar novamente naquele dia até que Ren sorriu os fazendo se mover.

O destino do ruivo foi o mesmo onde tinha sido o ponto de partida de tudo: a cozinha, por onde Masato o seguiu com os lábios selados temendo dizer qualquer coisa.

— Que cara é essa? Achou que eu não voltaria? – Rindo o maior questionou depositando as sacolas sobre a mesa de mármore. Entretanto seu sorriso durou pouco tempo quando percebeu o silêncio de trás. Rapidamente virou a cabeça por cima do ombro encontrando o olhar que se esforçava para se manter sério como se estivesse bravo o fazendo erguer as sobrancelhas. — Achou mesmo? – A voz de Ren pareceu surpresa apesar do mesmo ter considerado que o rapaz não estaria em casa quando chegasse.

— Eu... Pensei que ficaria ocupado. – Seu tom era baixo assim como seu corpo parecia encolhido por seus receios, porém, seus olhos sinceros não conseguiram encarar o homem a frente escolhendo pousar sem querer sobre os presentes recebidos no canto do local. Ren acompanhou cada movimento com cuidado e assim que entendeu o que tinha acontecido um riso curto cortou o ambiente.

— Por isso... – Cruzando os braços se virou para encarar por completo o rosto que insistia em fugir do seu. — Foi isso que fez o dia todo? Ficou pensando em mim? – A pergunta indiscreta o forçou a se virar em sua direção com um olhar que parecia ofendido com bochechas avermelhadas que o entregaram no mesmo instante.

— Não!

— Que triste. – Fingindo acreditar comentou com um sorriso antes de se virar para a mesa novamente retirando uma caixa de plástico transparente onde flores vermelhas descansavam em cima e um bolo delicadamente decorado aguardava do lado de dentro. — Eu só pensei em você.

Por um instante toda a vontade que Masato sentiu em discutir sobre a acusação se foi. Ele também tinha passado o dia pensando nele, mas de uma forma completamente diferente que o fez se sentir bobo a ponto de abaixar a cabeça envergonhado. Ele só conseguiu se culpar por sua insegurança não percebendo que o tempo todo só estava pensando no que poderia fazer pelo bem do outro.

Ren viu o olhar entristecido e com o coração amolecido se aproximou esticando os braços e segurando o rosto do outro com ambas as mãos o fazendo o olhar. As bochechas macias se encaixavam em suas palmas perfeitamente enquanto seus dedos apertavam de leve os cantos dos olhos dele. Eles estavam próximos o suficiente para o ruivo ver lágrimas cobrindo aquelas íris reluzentes sem saber se eram de alegria ou de vergonha.

Masato queria se afastar e fugir das batidas fortes em seu peito. Ele odiava a forma como o outro conseguia o desestabilizar por dentro transformando seu calmo leito em um mar em fúria. Contudo, dessa vez, foi contra seus instintos de defesa e ao invés de empurra-lo para longe levantou as mãos segurando as pontas da jaqueta de Ren próxima a cintura.

— Estava preocupado? – A voz baixa soou calma como se não quisesse assusta-lo.

— Você saiu sem dizer nada.

— Você disse que estava tudo bem.

— Mas podia ter dito que voltava. – Masato quis gritar com ele por ser tão despreocupado, entretanto só conseguiu abaixar as sobrancelhas e morder os lábios irritado.

A cena foi tão diferente do habitual que fez Ren rir alto descendo as mãos até os ombros dele. Ele sabia que o rapaz odiava quando começava a rir de seu jeito honesto e dessa vez não foi diferente. Ren terminou o riso mostrando um sorriso gentil na tentativa de se redimir antes de se aproximar um pouco mais.

— Eu sempre vou voltar.

As palavras pareciam uma promessa que Masato não queria ouvir. Seus olhos se arregalaram levemente enquanto seus lábios se separavam sem conseguir dizer nada. A dor ao ser rejeitado é horrível, mas é ainda pior quando se é correspondido e não pode aceitar por completo o sentimento.

Era óbvio que Ren sentia o mesmo que ele e por isso não quis fazer menção de nada. Apenas suspirou assentindo.

— Se você quiser... – tomando coragem lentamente Masato começou a falar quase em sussurros — a gente ainda pode fazer aqueles bonecos de neve.

Quando o menor ficava envergonhado normalmente vinha seguido de palavras para afastar o ruivo, mas dessa vez só o aproximou.

Surpreso Ren o assistiu desviar o olhar aquecendo as bochechas com a vergonha e antes que percebesse já estava sorrindo como quando se observa um filhote brincando.

— Eu poderia me acostumar se você me mostrasse esse seu lado doce mais vezes. – A voz era baixa, porém ecoou nos ouvidos do rapaz o fazendo corar ainda mais.

— Jinguji...

— Desculpa. – Rindo desceu as mãos com calma até a cintura o puxando carinhosamente para um abraço. — É claro que quero. – Com calma se inclinou beijando sua testa por longos minutos antes de poder dizer as palavras que guardou o dia todo. — Feliz natal, Masato.

A voz próxima de seu ouvido fez seu coração pular. Não era comum, mesmo sendo próximos, ouvir seu nome ser chamado por ele. Eles sempre mantiveram essa postura por costume ou talvez por, em uma tentativa falha, manter distância.

Foram poucas as vezes que o ouviu falando isso, porém ainda não conseguia se controlar. Em sua mente a voz doce o cobriu não dando espaço para pensar em mais nada. Seu coração batia tão forte no peito que tinha medo do rapaz ser capaz de sentir. As palavras escaparam de seu controle em um desespero apaixonado e sem escolha apertou as mãos na camisa de Ren enquanto afundava o rosto inteiramente vermelho em seu peito.

Ele não conseguia ser tão despreocupado quanto o ruivo a ponto de dizer seu nome. Ele o amava, era claro, mas tinha medo que se dissesse isso não teria mais como voltar atrás. Que se perderia para sempre nesse amor injusto.

Havia tantas coisas que queria dizer, mas nesse momento só conseguiu se agarrar a ele como se não quisesse que fugisse, que o abandonasse.

Ren assistiu de perto percebendo o esforço com que ele lutava contra seus próprios costumes para tentar mostrar o quanto se importava e sorrindo o abraçou mais apertado. Não havia motivos para se forçarem a encaixar um no padrão do outro. Eram diferentes, sempre souberam disso, e ainda assim eram teimosos o suficiente para não soltar a mão um do outro.

Acolhidos pelo calor que os envolviam eles permitiram o silêncio tomar conta do local deixando o “eu te amo” ecoar em seus corações como uma promessa íntima que somente eles poderiam conhecer.

25 de Dezembro de 2018 às 16:18 0 Denunciar Insira 0
Fim

Conheça o autor

Ana Carolina Mãe de 32 personagens originais e outros 32 adotados com muito carinho, fanfiqueira nas horas vagas e amante das palavras em período integral. Apaixonada demais e, por isso, sou tantas coisas que me perco tentando me explicar. Daí eu escrevo. ICON: TsukiAkii @ DeviantArt

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