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Não o que mais não somos, mas o que um dia fomos

Não é como sussurrar até logo e bater a porta sob promessas mudas de dia seguinte, muito menos como desejar boa noite contando com a certeza do despertar.

O relógio não vai tocar, mas também não vai parar de correr.


É mais como encarar o horizonte e observar uma borboleta em uma rua que não faz parte do seu itinerário; é o desconhecido que permanece como tal. Nunca revisita e outras borboletas sempre serão outras, nunca a mesma.

É como ouvir o canto de uma cigarra tendo ciência do ciclo inevitável e findo; cada nota é diferente dentro do peito porque você sabe que é uma rua sem saída.


Foi como segurar sua mão e não ver que chovia, inundava e transbordava por trás do pôr-do-sol.

Foi como não ler nas entrelinhas por nunca ter aprendido que havia muito mais sob o contorno da sua caligrafia no bilhete que você carregou junto do mundo nos seus bolsos.

Foi como deixar estar, deixar ser e só depois perceber que há sempre uma borboleta, uma cigarra. Houve você


(O teu canto e o bater das tuas asas ainda são minha memória preferida.)+ 

5 de Dezembro de 2018 às 22:29 0 Denunciar Insira 0
Fim

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