SEVEN DAYS Seguir história

marisaint Mari Saint

O formando Kim Seokjin está frustrado com a falta de consideração das pessoas com quem se relacionou e, numa segunda-feira, acaba por convidar para sair o primeiranista Kim Namjoon, que tem a fama de "namorar" por uma semana qualquer pessoa que se declara para ele. ‒ Adaptação do mangá Seven Days de Tachibana Venio e Takarai Rihito ‒


Fanfiction Bandas/Cantores Para maiores de 21 anos apenas (adultos).

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Monday



É engraçado como garotas demonstram interesse por alguém. Seus olhos brilham, mexem demais no cabelo e gesticulam em excesso suas delicadas mãos. Quando se declaram, agem timidamente e, quando estão em um encontro, mal encaram o companheiro. Já passei diversas vezes por isso, porém, agora, não mais e o fato de terem dezenas de meninas agindo assim por outra pessoa pelo colégio inteiro me incomoda.

Por que são desse jeito? Não podem ver um rosto bonito que já o consideram o amor de suas vidas? E quando o conhecem, acham que foram iludidas por não ser do jeito que imaginaram.

Eu realmente quero que elas parem de sonhar tão alto. Ninguém é perfeito e, muito menos, agradará a todos.

– Sonhando acordado? – despertou-me Shin Suran. Longas madeixas castanhas caem pela lateral de seu corpo, seus olhos escuros pareciam se divertir com a minha cara.

– Só estava observando umas secundaristas no pátio – respondi desinteressado.

– Ah, seu safado – apontou o indicador para mim de forma acusatória sentando-se na mesa ao meu lado. – Se sua namorada souber...

– Eu não tenho mais namorada – interrompi.

– Ué? Terminaram? Quando foi isso?

– Ontem. Sou um cara bem diferente do que estava esperando – respondi voltando a olhar pela janela.

– Realmente, sua carinha engana qualquer um. Só parece um príncipe, por dentro é um vilão. Nas horas vagas, é um anti-herói – zombou chacoalhando a cabeça.

– Quanta consideração, Suran-ah – encarei-a de esguelha.

– Pense que isso faz parte do seu charme – piscou de um olho. – Sinceramente, só de receber um ‘sim’ de um cara bonito como você já é uma grande conquista.

– Wow! Imagine, então, sua posição como minha amiga. Zerou a vida – ironizei.

Suran riu com gosto. Duas garotas da nossa turma passaram por nós suspirando.

– Acho que ele não vem hoje... – falou uma delas cabisbaixa.

Não ando muito ligado no que rola, mas sei que tem um garoto agitando as coisas e abalando corações. Não faço a mínima ideia de quem é e nem me interesso em saber. Só acho curiosa a ausência de comentários negativos sobre ele, tanto masculinos quanto femininos.

– Parece que ninguém vai se declarar hoje – comentou Suran.

– Ótimo, já ‘tô cansado dessa palhaçada – resmungou um sonolento Min Yoongi atrás de mim. Seu cabelo preto estava bagunçado, acabara de acordar. – Tô morrendo de fome.

– Almoçamos há uma hora – mesmo sendo sua melhor amiga a anos, a Shin ainda se surpreendia com algumas atitudes dele.

– E daí? Meu estômago não ‘tá satisfeito – falou fazendo bico e coçando a cabeça. – Jinnie, vai lá comprar alguma coisa.

– E por que tem que ser eu? – confrontei.

– Porque hoje você não vai fazer as atividades do clube e, como é o responsável pela comida, tem mais que levantar essa bunda daí e buscar algo pra me alimentar – olhou-me como quem tem toda a razão do mundo.

– Eu vou parar de te dar as comidas que faço lá – ameacei.

– Tu não é louco de perder a minha amizade – me desafiou.

– Sou lindo, não preciso de você – fiz pose.

– Precisa sim. Todos os outros tem medo de se aproximar da sua beleza estonteante – riu Suran.

– Todos tem medo de se sufocarem com o seu ego gigante, isso sim – corrigiu Yoongi quase gargalhando.

Revirei os olhos para as gracinhas deles. Um choro irrompeu na sala assustando muitos.

– Era minha última chance e eu a perdi. Não acredito que ele não veio – uma garota de cabelos loiros curtos que senta na frente soluçava sem pudor. – Eu nunca vou sair com ele, semana que vem terei que me dedicar somente a universidade.

Para que tanto desespero por causa de um cara?

– Coitada – Você só pode estar brincando comigo, Suran?

– Coitadinha mesmo, não realizará o sonho de ter um namorado perfeito por uma semana – pronunciou-se o Min. – Que dó, me jogaria da janela se fosse ela.

– Ai, para. É sério! – Shin o empurrou. – Não é sempre que nós garotas temos a oportunidade de sair com um garoto legal e atencioso. As namoradinhas do Seokjin que o digam.

– Ei! – protestei. Ela semicerrou os olhos e me lembrei de algo. – Você saiu com ele, né? Quem é o gostosão?

– Não sabe o nome dele? – admirou-se o baixinho a minha frente. – Ele está no mesmo clube que você! Acorda.

– Não presto atenção ao que não me atrai – argumentei.

– Kim Namjoon, o nome dele – anunciou a mais baixa. – Não me diga que não se atrai por ele porque será uma mentira. Até o presidente do grêmio se derrete por ele.

– Deve ser porque ele é gay enrustido? – disparei.

– Igual a você, né – rebateu Yoongi.

Fuzilei-o sério. Sempre tendo uma frase pronta para jogar na minha cara.

Ok, Kim Namjoon é mesmo um cara bem bonito. Algumas garotas apareciam lá no clube para vê-lo, mas sempre achei normal já que em meu primeiro ano isso também me acontecia direto. Ultimamente o Kim não tem dado as caras por lá, então quase esqueci de sua existência, além do mais ele nunca conseguiu fazer alguma comida decente e, constantemente, quebrava algo e se machucava. Admito que suas expressões de nervoso e confusão eram fofas.

– E como funciona esse negócio com ele? – voltei-me para Suran.

– Ah – ela olhou para cima pensativa com um dedo na bochecha –, ele nunca rejeita uma declaração e estas geralmente ocorrem na segunda-feira. Daí saem todos os dias até que, no domingo, ele diz que quer terminar porque não foi capaz de se apaixonar pela pessoa durante esse tempo. E na segunda seguinte todo esse ciclo recomeça – sorriu. – Parece idiotice, mas é incrível ter alguém tentando te agradar a todo custo. Ele não mede esforços em ser gentil e sorrir pra você. Um encontro é melhor do que o outro e, no último dá pra pensar que aquilo podia ser eterno, só que ele te dispensa. Mesmo assim, vale a pena. Kim Namjoon é o mais próximo de um sonho do que qualquer coisa que já vivenciei.

– Aigoo, que inveja de você – debochou o Min.

– Cala a boca – Suran o empurrou mais uma vez.

Fiquei com inveja de verdade. O jeito como falou me fez pensar quanto tempo perdi com pessoas que se decepcionavam comigo, mas não viam que eu me decepcionava com elas. Nossos encontros eram chatos porque elas nunca sabiam me acompanhar. Como deve ser sair com alguém e se divertir, por mais que seja só por uma semana?

O que estou pensando? Tenho um futuro pela frente para me preocupar ao invés de fantasiar como um adolescente inconsequente.

– Ei, por que ainda não foi comprar comida pra mim? – chamou minha atenção o moreno folgado.

– Vai se foder.

Ele colocou uma das mãos atrás do corpo, puxou sua carteira e tirou dela dez mil wons.

– Me compra algo substancial e algo para eu não morrer engasgado – entregou-me o dinheiro. – O que sobrar, compre algo pra você. Melhor assim?

– Se não quiser nada, compra pão doce pra mim – os olhos de Suran brilhavam pidões.

– Vocês dois... Por que ainda falo com vocês? - perguntei retórico me levantando e saindo da sala.

No caminho, cumprimentei alguns rostos tímidos que clamavam por minha atenção. Será que ainda terão meninas se declarando para mim? Acho difícil. Minha fama de ter personalidade diferente da aparência já deve ter se espalhado.

Cheguei a cantina, comprei um sanduíche grande e o pão doce. Parei numa máquina de bebidas perto da janela no corredor, ouvi um som de moto e a vi ao longe na rua se afastando do colégio, parecia ter uma mulher sobre ela. De repente uma mochila voadora quase me acerta. Bati na máquina com força pelo susto, mãos surgiram no peitoril e uma figura loira de pele bronzeada aparece surpresa.

– Sunbae – Kim Namjoon adentrou no corredor. – Espero que não tenha te acertado com a mochila. Mas você tá abraçado com a máquina...

– Que imprudência, Kim-hoobae – me ajeitei como se nada tivesse acontecido. – Era melhor nem ter vindo já que só assistirá mais duas aulas.

– Realmente – riu sem graça. – Mas o que o sunbae está fazendo aqui? Não tem aula agora?

– Intervalo – respondi simples. – Deveria estar mais preocupado consigo – selecionei um refrigerante.

– Tem razão, sunbae – sorriu e covinhas adoráveis afundaram em seu rosto meigo. Estava lindo contra a luz do sol.

Apenas tive uma leve amostra grátis do que algumas garotas já experimentaram, imagine vê-lo sorrindo assim atoa por sete dias?

Agora entendo o motivo de todas estarem tão entregues. Eu mesmo não estou conseguindo resistir só com essa droga de sorriso.

Nunca o olhei como nesse momento. Ele só era mais um primeiranista engraçadinho. Contudo, descobri que é um mágico que realiza desejos durante sete maravilhosos dias, será que realizaria os meus?

Contive o riso enquanto ele apertava um botão para pegar uma garrafa de suco da máquina. Que merda estou pensando? Ele é bonito, charmoso e atencioso, mas tudo tem seu limite, não é?

– Está disponível essa semana? – puxei assunto.

– Como é, sunbae? – perguntou confuso.

– Você não tem encontros planejados para essa semana com alguém? – refiz a pergunta.

– Ah, não – respondeu tímido. – Ninguém falou comigo ainda, além de você. E eu não planejo nada.

– Hum... Que bom – não sei a o que me referia, mas senti-me melhor sabendo que ninguém se declarou. Começamos a andar em direção aos prédios de salas de aula.

– O que foi, sunbae? – questionou entortando a cabeça.

– Só estava pensando se você não tem um tipo ideal, já que sai com qualquer uma.

– “Tipo ideal”? Não. Estou além disso – falou distante. – E eu não saio com qualquer uma, todas tem qualidades atrativas, eu só não consigo me apegar.

– Então, está procurando no meio da multidão aquela pessoa que te cative – observei. – Sua busca independe do como a pessoa é.

– Sim. Exatamente isso, sunbae – disse de modo gentil abrindo a garrafa.

– Deveríamos sair juntos – falei sem pensar –, já que no fundo temos o mesmo objetivo – sorri divertido, mas por dentro estava me corroendo de vergonha.

O Kim quase se engasgou com a bebida. Eu o teria ajudado se não tivessem surgido garotas do quinto dos infernos gritando das janelas por ele como se estivéssemos num apocalipse. Namjoon se recompôs e as encarou aflito. Despedi-me discretamente recebendo um olhar urgente do outro e voltei para a sala.

– Só aceito o que comprou se foi você quem fez, porque, olha, que demora do caralho – enervou-se Yoongi.

– Não enche a porra do meu saco – joguei o sanduiche e o pão na mesa e depositei a latinha de refrigerante.

– Teria sido melhor se você tivesse feito mesmo. Seus pães são os melhores – Suran fez carinho em meu braço como se eu fosse um bichinho.

– ‘Tá, que seja – sentei impaciente.

As aulas seguiram e, ao fim, um tumulto se formou do lado de fora. Saí e encontrei Namjoon com várias garotas da minha e de outras turmas ao seu redor.

– Namjoon-ah, vamos conversar – disse uma.

– Não! Ele vai falar comigo! – vociferou a loira de cabelos curtos.

– Na verdade, eu... Oh, sunbae! – sorriu ao me ver e algumas se derreteram com isso.

Marchou até mim ignorando qualquer um que se opunha. Ao meu lado, Suran suspirava e Yoongi falou um seco “tchau” se esgueirando para fora dali.

– Vamos para casa juntos – meu coração se apertou com a forma que falou.

– Você não tem atividades do clube para fazer, Kim? – indaguei autoritário demais para meu gosto.

– É, mas...

– “Mas” nada. Se inscreveu achando que é brincadeira? – censurei-o e alguns atravessaram o olhar para mim. – Compareça mais vezes por lá, você faz falta, acredite – amenizei apesar de eu mesmo ter me esquecido dele.

– Ok, sunbae. Vou obedecê-lo – sorriu afável e aquelas covinhas... – Antes, vamos trocar contatos.

Aceitei, não conseguiria recusar. Na realidade, nem sei como fui severo com ele. E não entendo o porquê de estar me pedindo isso. Será que quer se aproximar de mim por ser veterano ou por eu ter dito que procuramos algo em comum. Aquilo foi tão constrangedor que a primeira opção é a mais viável. O que eu tinha na cabeça para ter dito aquilo?

– Qual é o seu primeiro nome, sunbae? – perguntou.

– Seokjin – respondi. Ele não sabia?

– Bom, a gente se vê, Seokjin-sunbae. – Esse sorriso de novo não!

– Se não aparecer no clube, eu vou saber – falei enquanto se afastava. Acenou com uma das mãos e continuou seu caminho com algumas criaturas impertinentes no seu encalço.

Isso foi estranho. Primeira vez que nos falamos apropriadamente e já trocamos contatos. Ele veio até aqui por minha causa?

Não, estou viajando demais. Namjoon deve ter descoberto que a garota da minha turma o queria essa semana.

Com certeza, é isso.

Ele considerou meu comentário como brincadeira e, talvez, espera que nos tornemos amigos.

Certo?

5 de Dezembro de 2018 às 04:56 0 Denunciar Insira 0
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