Dias de um Passado Esquecido Seguir história

lollipopmars Lollys Mars

Corações batendo rapidamente. Lábios tão próximos. Cabelos desgrenhados. Os corpos unidos encaixavam-se perfeitamente. Seus dedos entrelaçados. A respiração entrecortada. — Eu te amo Ranhoso. — Eu te amo Pontas.


Fanfiction Livros Para maiores de 18 apenas.

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Quando surge a magia.

Severo Snape sempre foi um garoto bizarro. Vestia-se de negro dos pés à cabeça. Tinha uma aparência maltratada e era magrelo demais para sua idade. As outras crianças do bairro evitavam chegar perto dele. E quando Severo não estava olhando, elas falavam dele, diziam que ele tinha um cheiro estranho e que era feio e também que parecia alguma criatura pequena que havia sido abandonada. Eles achavam que Severo não estava ouvindo aquelas coisas horríveis. Mas ele ouvia tudo. E aquilo o machucava. O deixava muito triste.

Era final de tarde e Severo estava escondido atrás de um arbusto observando uma garota de cabelos compridos de cor acaju, balançar mais alto que sua irmã no balanço do parquinho, e então saltar, dar uma pirueta e pousar calmamente sobre a grama, gargalhando.

— Lilian! Você sabe que não pode fazer isso! — Gritou a outra menina, parando de balançar. — A mamãe disse que não podia!

— Mas eu estou ótima! — Disse Lilian sorrindo. — Túnia, está tudo bem! — Ela saiu correndo e disse para a irmã. — Veja o que sei fazer!

Lilian apanhou uma flor murcha no chão, pousou-a na palma de sua mão e logo a flor começou a abrir e fechar as pétalas.

— Lilian! Você não deveria fazer isso. — Petúnia falou desaprovando a atitude da irmã. — Isso é...

Petúnia estava tentando encontrar a palavra certa, porém, Severo saiu detrás do arbusto e aproximou-se das meninas.

— Você é uma bruxa. — Ele falou, fazendo-se notar.

— Uma o que? — Lilian olhou confusa para o garoto estranho que surgira do nada.

— Uma bruxa. — Severo falou novamente, então olhou para Petúnia. — E você é uma trouxa.

— Que insolente! — Petúnia falou sentindo-se ofendida. — Vamos embora daqui, Lilian.

Lilian ainda estava com uma expressão confusa, porém acompanhou a irmã. Enquanto Severo apenas ficou ali parado, vendo-as partir, claramente desapontado.

Alguns dias se passaram até que Lilian e Petúnia voltassem ao parque. Severo passou a ir lá todos os dias, até que encontrasse com Lilian novamente.

— Veio nos ofender novamente? — Petúnia perguntou em tom rude.

— Túnia! — Lilian repreendeu a irmã. — Desculpe por isso. Sou Lilian Evans, e essa é minha irmã Petúnia. — Lilian apresentou-se sorrindo.

— Sou Severo Snape.

— Você também é um bruxo? — Lilian perguntou, curiosa.

— Sim. Você já recebeu a sua carta?

— Carta? Do que você está falando? — Lilian estava ainda mais confusa.

— Lilian, não acho que deveríamos falar com esse tipo de gente.

Severo olhou para Petúnia, que tinha uma expressão de nojo.

— Não Túnia! O Severo parece ser um garoto legal. — Lilian sorriu ternamente. — E eu também quero saber mais sobre essa coisa de bruxos.

— Eu posso te explicar depois. — Severo estava claramente envergonhado.

— Tudo bem então.

— Vamos embora Lilian. — Petúnia puxou a irmã pelo braço. — A mamãe vai ficar sabendo disso.

Severo observou Lilian partir mais uma vez, porém, dessa vez, Lilian olhou para trás e sorriu para Severo, que deu um meio sorriso de volta.

Mais alguns dias se passaram até que Lilian voltasse ao parque novamente. Lilian chegou ao parque mais cedo do que nas vezes anteriores. Dessa vez ela estava sozinha. Severo estava sentado no balanço olhando para as árvores do bosque próximo, quando Lilian sentou-se no balanço ao seu lado.

— Olá. — A garota falou com um sorriso terno.

— Olá. — Snape virou o olhar para Lilian.

Lilian trazia consigo um pequeno envelope.

— Eu recebi a carta. — Ela disse estendendo o envelope para Severo.

O garoto pegou, notando ser exatamente igual a sua, que havia chegado poucos dias antes.

— Vamos estudar juntos! — Severo sorriu.

— Sim! — Lilian desceu do balanço e abraçou Severo.

O garoto não teve reação. Não se lembrava de alguma vez ter sido abraçado daquela forma.

As duas crianças estavam sentadas no gramado de uma clareira no meio do bosque.

— ... E com a varinha, você pode fazer muitos feitiços. Poderia mover coisas muito pesadas, fazer coisas desaparecer. As possibilidades são infinitas! E tem também as poções. Para praticamente todo tipo de coisa. Desde uma dor no dente, até ficar igual a outra pessoa! — Severo falava com entusiasmo.

— Eu poderia ficar igual a você? — Lilian perguntou curiosa, como sempre.

— Sim, não para sempre, só por algum tempo, mas ainda assim poderia.

Então, o som de folhas cedendo aos passos de alguém, chamou a atenção dos dois. Levantaram-se rapidamente e viraram-se em direção onde o som vinha, e notaram ser Petúnia.

A garota os estava espionando já havia algum tempo, porém, por não conseguir ouvir com clareza, havia tentado se aproximar, mas acabou sendo pega no flagra.

— O que você está fazendo aqui? — Severo perguntou, claramente irritado.

Antes que Petúnia pudesse responder qualquer coisa, um galho de uma árvore próxima a ela caiu no ombro da menina, que fez uma tremenda cara de dor e saiu correndo. Lilian notou que aquilo era culpa de Severo, e saiu correndo atrás da irmã, deixando Severo sozinho.

Havia uma multidão de pessoas andando apressadamente pela estação de King’s Cross, vários deles bruxos, indo para a plataforma 9 ¾, para pegar o Expresso de Hogwarts. Severo empurrava o carrinho por entre as pessoas, quando viu um rosto conhecido. Era Lilian. Ela estava com seu carrinho, Petúnia estava ao lado da garota, e estava muito brava.

Severo aproximou-se um pouco, tentando ouvir o que as duas estavam falando. Apesar de estar um pouco distante delas, e do barulho e da agitação na plataforma 9 ¾, Severo pode ouvir fragmentos da conversa delas.

Petúnia estava muito brava com Lilian por que a bruxa havia lido a resposta de Dumbledore a carta que ela mandara para o diretor implorando para que ele a aceitasse em Hogwarts também. Logo em seguida, Severo viu Lilian entrar no trem magoada pois a irmã a chamara de “aberração”. Pouco depois, Severo entrou no trem e sentou-se ao lado de Lilian na cabine.

Depois que o trem começou a deslizar pelos trilhos em direção a escola, a porta da cabine fora aberta e dois garotos, que, pela aparência, deveriam ser do primeiro ano, assim como Lilian e Severo, entraram na cabine e sentaram-se de frente para os dois amigos.

— É melhor você entrar para a Sonserina. — Severo falou tentando animar a garota, enquanto o Expresso atravessava as montanhas.

— Sonserina?

Um dos garotos que estava sentado de frente para Severo e usava óculos redondos e que até aquele momento não havia demonstrado o mínimo interesse nos dois, olhou para eles ao ouvir aquele nome.

— Sonserina? — O garoto riu. — Acho que eu desistiria da escola, você não? — Questionou olhando para o garoto ao seu lado.

— Toda a minha família foi da Sonserina. — O garoto revirou os olhos.

— Caramba! — Replicou o de óculos. — E eu achando que você fosse legal.

O garoto ao seu lado riu.

— Talvez eu possa mudar essa tradição. — Ele falou e virou-se para o de óculos. — Para qual casa você iria se pudesse escolher?

O de óculos ergueu uma espada invisível e disse:

“Grifinória, a casa dos destemidos!” Igual ao meu pai.

Severo que até o momento apenas fitava os garotos a sua frente, deu um muxoxo de descaso.

— Algum problema?

— Não... — Retrucou Severo, com um sorriso de deboche. — Se você prefere músculos do que cérebro...

— E para onde você vai já que não possui nem um dos dois? — Interpôs o outro garoto.

O de óculos gargalhou alto, e Severo apenas abaixou a cabeça, parecendo chateado.

— Sabe, você não precisa me tratar assim. Não nos conhecemos, e eu não me lembro de ter feito nada a vocês. — Disse Severo ainda de cabeça baixa. — Você poderia tentar fazer amizade conosco, ao invés de fazer brincadeiras estupidas.

— Fazer amizade com possíveis sonserinos? — O garoto de óculos falou em tom de deboche. — Dispenso.

Severo corou, raivoso. Irritada, Lilian levantou-se.

— Vamos Severo. Vamos procurar outro compartimento. — A garota falou abrindo a porta da cabine.

“Vamos embora totó.” — Falou o garoto de óculos fazendo uma voz fina, na tentativa de imitar a voz de Lílian caçoando dos dois, e o garoto ao seu lado gargalhou alto.

Quando Severo levantou-se para sair da cabine, o garoto de óculos tentou faze-lo tropeçar.

— Nos vemos em breve, Ranhoso.

29 de Novembro de 2018 às 00:35 0 Denunciar Insira 2
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